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Entrevista com Durão

por argonautas, em 12.01.17

Entrevistas "Guerra da Cal" - Carlos Durão

Na sequência da organização do primeiro Colóquio-homenagem a Ernesto Guerra da Cal (11 e 12 de outubro, em Compostela), a Academia Galega da Língua Portuguesa, fiel à missão de promover o estudo da língua da Galiza (o português da Galiza) e a defesa da unidade da língua portuguesa, teve a feliz iniciativa de avançar com a publicação em linha do ciclo de entrevistas "Guerra da Cal" - realizadas a participantes no Colóquio.

Anteriormente publicámos as entrevistas da AGLP com o professor Joel Gomes, com o professor Xosé Luís Franco Grande, com o investigador José Luís do Pico Orjais e com o professor Enric Ucelay-Da Cal.

A entrevista "Guerra da Cal" de hoje é com o professor Carlos Durão.

O professor Carlos Durão, que no Colóquio apresentou a palestra "Guerra da Cal entre nós", conta como conheceu Guerra da Cal, da amizade que criaram e como privaram em londres.

Carlos Durão, que participa ativamente na elaboração do Léxico da Galiza para a inclusão no Vocabulário Ortográfico Comum da língua portuguesa, explicou também outros aspectos da vida londrina como emigrante galego, como eram as emissões da BBC em galego e o Grupo de Trabalho Galego de Londres. Também deu a sua visão do silenciamento de Guerra da Cal nos meios oficiais da Galiza, e falou da importância da sua obra como impulsora do reintegracionismo atual.

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A engenharia dentro da nova ordem

por argonautas, em 02.01.17

Organograma da Nova Ordem Mundial Os fundadores europeus do Grupo Bilderberg são Joseph Retinger e príncipe Bernhard dos Países Baixos. O príncipe Bernhard tinha sido membro do Partido Nazi até 1934 e trabalhou para o gigante alemão IGF Farben, fabricante do Zyclon, o gás mortífero usado nos campos de concentração.

Do lado americano temos como membros principais do Clube Bilderberg, David Rockfeller, Dean Rusk alto funcionário do CFR, Joseph Jonhson e Jonh J. McCloy, líder do Chase Manhattan Bank e presidente do conselho de administração da Fundação Ford

As principais Fundações americanas, Ford, Carnegie e Rockfeller, foram cruciais na origem do Grupo Bilderberg. As Fundações têm desde o seu início, no princípio do séc. XX, um papel preponderante na construção do consenso das elites e na criação do poder planetário. As Fundações são em suma, motores de engenharia social, tanto para os círculos das elites, como para a sociedade no seu todo, como escreveu Robert Arnove no seu livro Filantropia Cultural.

As Fundações como a Carnegie, Rockfeller e Ford têm uma influência corrosiva na sociedade democrática, pois sustentam concentrações de poder e riqueza des-regulados e irresponsáveis. Compram talentos para promoverem causas e de facto estabelecem as agendas destes talentos no que merece a atenção da sociedade. Estes servem como agências de "cool out" (arrefecimento) atrasando e impedindo mudanças radicais. Ajudam a manter a ordem económica e política de âmbito internacional, beneficiando sempre os interesses da classe dominante de filantropos, ou melhor, filantropóides - um sistema que trabalha a favor das minorias, contra a classe trabalhadora e contra os Povos do Terceiro Mundo.

Estas Fundações foram o motor na promoção da ideologia do Globalismo e por conseguinte, foram lançadas as bases como o CFR council e o Grupo Bilderberg. A Fundação Rockfeller em particular, promoveu a "ideologia" ultra-neoliberal internacional, cuja finalidade foi a de apoiar uma política externa dentro de uma Nova Ordem Mundial. e também, a de apoiar a política externa dos EUA como a principal potência política e económica. Um programa desenvolvido pela Fundação Rockfeller como sendo "objectivo", "desinteressado" e mesmo "não político". A construção de um novo consenso internacional exigiu financiamento e, conscientes de que poderiam ter oposição de indivíduos e organizações, fizeram dos opositores "alvos" a abater, minando os partidários da "Velha Ordem" e ao mesmo tempo, recrutando celebridades para promover a Nova Ordem.

As Fundações financiaram os principais Institutos com políticas orientadas e grupos de reflexão, foram imprescidíveis na organização da Educação em si e no estudo em particular das Ciências Sociais e das Relações Internacionais. A influência das Fundações na Educação e especialmente nas Universidades, é incomparável e o controlo do "conhecimento" é total.

O poder da Fundação não é determinar o que será estudado. O seu poder consiste em definir parâmetros profissionais e intelectuais e na determinação de quem vai receber apoio, ou ser escolhido para prosseguir os estudos, quais as cadeiras académicas e quais os assuntos e suas configurações. E o poder das Fundações reside na sugestão de certos tipos de actividade que favorece e está disposta a apoiar. Como Harold Laski, um teórico e economista disse: " Não controlamos as Fundações porque no sentido directo e simples da palavra, não é necessário. Têm apenas de indicar a direcção imediata das mentes, para o mundo universitário inteiro descobrir que estão a seguir as suas directrizes como se estas fossem uma bússola intelectual."

As Fundações filantrópicas criadas pelos "robber baron" (ladrões banqueiros) dos EUA não foram estabelecidas em benefício da humanidade, como dizem ser seu propósito declarado, mas apenas para beneficiar os banqueiros e famílias de industriais, a fim de que pudessem envolver-se na Engenharia Social.

Através dos bancos, estas famílias controlam a economia mundial e assim conseguem estabelecer a política nacional e global de acordo com os seus interesses.

Através dessas Fundações, as elites têm vindo a moldar os processos, a ideias e Instituições de ensino garantindo assim a sua hegemonia, sobre a sociedade e o controlo do Conhecimento. As Fundações são o passaporte para o Governo Mundial, onde o grupo Bilderberg será quem escolhe o que se deve estudar sobre economia, ciências e outras disciplinas, bem como o "laboratório" que produz académicos "formatados" no pensamento e que irradiem as ideias dos líderes. A Filosofia ficará apenas acessível aos por eles privilegiados.

 As Fundações estabelecem o limite entre o sector público e privado e, simultâneamente efectuam a separação das áreas no estudo das Ciências Sociais. A erosão das fronteiras entre público e privado, acrescenta elementos feudais na nossa suposta democracia, ainda que não tenha tido protestos ou resistência. Brzezinsky estratega e cofundador do Clube Bilderberg com Rockfeller e Trilateral disse: "As Fundações servem os EUA no domínio do Mundo".

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