Pianista e compositor, Bernardo Sassetti nasceu em Lisboa, a 24 de Junho de 1970. Iniciou os estudos clássicos de piano, aos nove anos de idade, com a professora Maria Fernanda Costa e, mais tarde, com o professor António Menéres Barbosa, tendo frequentado também a Academia dos Amadores de Música. Fascinado com a música de Bill Evans, derivou para o jazz, estudando com Zé Eduardo, Horace Parlan e Sir Roland Hanna.
Iniciou a sua carreira profissional em 1987, afirmando-se desde essa altura como uma peça fundamental em várias formações nacionais. A maturidade e a qualidade do seu jazz, evidenciadas no quarteto de Carlos Martins e no Moreiras Jazztet com apenas dezoito anos de idade, não deixariam de crescer, sedimentadas numa destreza discursiva invulgar e numa invenção harmónica notável. Para além das inúmeras digressões realizadas um pouco por todo o mundo com pequenas formações por si lideradas ou em contextos mais alargados, como a série de concertos realizados na China, acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Hong Kong, Bernando Sassetti trabalhou ao longo dos anos com músicos de excepção em gravações e apresentações pontuais, tendo inscritas no seu currículo colaborações com Andy Sheppard, Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D'Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, ou integrado na United Nations Orchestra e no quinteto do trompetista britânico Guy Barker – com o qual gravou o CD "Into The Blue" (Verve), nomeado para os Mercury Awards '95 - Ten albums of the year.
Os seus primeiros registos discográficos em nome próprio, "Salsetti" (1994, em colaboração com Paquito D'Rivera) e "Mundos" (1996), bem como as suas suites "Ecos de África", "Sons do Brasil" e "Suite Ibérica", evidenciam já uma engenhosa técnica de composição marcada por um caloroso rigor harmónico enquadrado numa matriz rítmica que privilegia a música afro-latina, sem faltar à originalidade nem ceder à trivialidade.
Em 1997, participou no álbum "What Love Is", de Guy Barker, acompanhado pela London Philarmonic Orchestra, cujo convidado especial foi o cantor Sting. Foi este o registo que esteve na origem do convite que o realizador britânico Anthony Minghella, por intermédio da Paramount Pictures, veio a fazer a Bernardo Sassetti para participar na banda sonora do filme "O Talentoso Mr. Ripley" (1999), para o qual gravou três temas: "My Funny Valentine", com Matt Damon; "Tu Vuo' Fa L'Americano" com Matt Damon, Jude Law e o cantor italiano Fiorello; e "You Don't Know What Love Is" com o cantor escocês John Martyn. A composição de música para cinema de ficção e documental viria a tornar-se uma das principais vertentes da actividade de Bernardo Sassetti, sendo de mencionar: "Facas e Anjos" (2000), de Eduardo Guedes; "Maria do Mar", de José Leitão Barros, sob encomenda da Cinemateca Portuguesa, em 2000; "As Terças da Bailarina Gorda" (2000), curta-metragem de Jeanne Waltz; "Aniversário" (2000), telefilme de Mário Barroso; "O Segredo" (2000), de Leandro Ferreira; "Quaresma" (2003), de José Álvaro Morais; "Noite em Branco" (2003), documentário de Olivier Blanc; "A Costa dos Murmúrios" (2004), de Margarida Cardoso; e "Alice" (2005), de Marco Martins. Participou ainda, como solista, no filme "Pax" (1994), de Eduardo Guedes, e na curta-metragem "Bloodcount" (1999), de Bernard McLoughlan.
O CD "Nocturno", gravado na casa de Maria João Pires, em Belgais, e editado pela editora portuguesa Clean Feed, em 2002, viria a ser distinguido com o Prémio Carlos Paredes, instituído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Em 2003, Bernardo Sassetti associou-se a Mário Laginha para a gravação de um disco onde pudessem dar expressão às suas afinidades electivas, aprofundando a experiência que haviam tido em 1999 no festival "Jazz em Agosto", onde tocaram juntos a convite da Fundação Calouste Gulbenkian. A edição recebeu o título simples e inequívoco de "Mário Laginha & Bernardo Sassetti". Ainda com Mário Laginha, gravou várias versões instrumentais de canções de José Afonso para o segundo CD da colectânea "Grândolas" (2004), comemorativa do 30.º aniversário do 25 de Abril. Em Outubro de 2006, realizou no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, com Mário Laginha e Pedro Burmester, o concerto "3 Pianos" que seria editado em DVD, no ano seguinte. Da discografia de Bernardo Sassetti, merecem ainda destaque os álbuns "Indigo" (2003), "Livre" (2004), "Ascent" (2005), amplamente aclamados pela crítica especializada.
Em parceria com Carlos do Carmo, gravou em 2010, o CD "Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti", compondo a música de – "Retrato" (com letra de Mário Cláudio), assegurando também a execução pianística de "Talvez por Acaso" (com música de Carlos Manuel Proença e letra de Manuela de Freitas) – e assinou os arranjos de oito clássicos da canção portuguesa e internacional.
Na extensa lista de colaborações com outros intérpretes, como acompanhador e/ou como compositor/arranjador, contam-se os seguintes discos: "Impressões" (1994) e "Olhar" (1999), de Carlos Barretto; "Cumplicidades" (1994), de Luís Represas; "Into The Blue" (1994), "What Love Is" (1998) e "Timeswing" (2000), de Guy Barker; "Luandando" (1995), de Moreiras Jazztet; "Tom Maior: Homenagem a Tom Jobim" (1995), de Naná Sousa Dias; "Dundunbanza!" (1995) e "Tibiri Tabara" (1998), do grupo cubano Sierra Maestra; "Passagem" (1996), "Sempre" (1999), "Do Outro Lado" (2006) e "Água" (2008), de Carlos Martins; "Desafinados" (1996), de Tetvocal; "Carlos do Carmo ao Vivo: Coliseu dos Recreios Lisboa: 40 Anos de Carreira" (2004); "Jamaica By Night" (2010), de Andy Hamilton; e "Mútuo Consentimento" (2011), de Sérgio Godinho. (fontes principais: "Infopédia" e "JazzPortugal")
Discografia:
- Ao Vivo no Festival de Jazz de Guimarães (CD, Groove/Movieplay, 1994), Conrad Herwig e Trio de Bernardo Sassetti (com Bernardo Moreira e André Sousa Machado)
- Salsetti (CD, Groove/Movieplay, 1994), com Paquito D'Rivera
- Mundos (CD, Emarcy/Polygram, 1996)
- Nocturno (CD, Clean Feed, 2002), Bernardo Sassetti Trio (com Carlos Barretto e Alexandre Frazão)
- Mário Laginha e Bernardo Sassetti (CD, ONC, 2003)
- Grândolas (CD2, Guilda da Música/CNM, 2004), com Mário Laginha
- Indigo (CD, Clean Feed, 2004)
- Livre (CD, Clean Feed, 2004)
- Ascent (CD, Clean Feed, 2005), Bernardo Sassetti Trio (com Carlos Barretto e Alexandre Frazão)
- Alice (CD, Trem Azul, 2006), banda sonora do filme de Marco Martins
- Unreal: Sidewalk Cartoon (CD, Trem Azul, 2006)
- Dúvida (1964) (CD, Trem Azul, 2007), música para a peça de teatro "Doubt", de John Patrick Shanley, levada à cena no Teatro Maria Matos, com encenação de Ana Luísa Guimarães e Diogo Infante
- 3 Pianos (DVD, Incubadora d'Artes, 2007), com Mário Laginha e Pedro Burmester - Um Amor de Perdição (CD, Trem Azul, 2009), banda sonora do filme de Mário Barroso
- Palace Ghosts and Drunken Hymns (CD, Clean Feed, 2009), com o Will Holshouser Trio (David Phillips, Ron Horton e Will Holshouser)
- Second Life (CD, Utopia Música, 2009), banda sonora do filme de Alexandre Valente e Miguel Gaudêncio
- Trago Fado nos Sentidos: ao vivo na Casa da Música (CD, Casa da Música, 2009), com Mário Laginha
- Motion (CD, Clean Feed, 2010), Bernardo Sassetti Trio (com Carlos Barretto e Alexandre Frazão)
- Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti (CD, Universal, 2010)
Retrato
Letra: Mário Cláudio
Música: Bernardo Sassetti
Intérpretes: Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti* (in CD "Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti", Universal, 2010) [>> Vídeos Sapo]
[instrumental]
Quando a tarde passa, abre-se outra porta.
Se o morcego voa, a estrela desponta,
Ser de hoje ou de sempre, nada disso importa,
Todo o tempo corre só por nossa conta.
Sei de praias brancas, de velas queimadas,
Se perdi meus passos em longa carreira,
Tive pais e filhos, tive namoradas,
E encontrei-me logo aqui mesmo à beira.
Jogo minhas cartas na mesa da vida,
Recolho moedas e penas também,
Alma incandescente, de frio transida,
Quem me dá certezas que o livro não tem?
O vinho bebido ao sangue juntei,
E os frutos da terra descobri em mim,
Que ninguém me diga que morreu sem lei,
Que ninguém me diga que morreu assim!
* Carlos do Carmo – voz
Bernardo Sassetti – piano
Músico convidado:
Filipe Quaresma – violoncelo
Produção musical – Carlos do Carmo
Arranjos musicais – Bernardo Sassetti
Produção executiva – Tiago Palma / Universal Music Portugal
Gravado por Tó Pinheiro da Silva e João Bessa, assistido por Manuel Reis, nos Boom Studios, Vila Nova de Gaia, excepto violoncelo, gravado por Tó Pinheiro da Silva e João Szasz, nos Estúdios Vale de Lobos, Almargem do Bispo - Sintra, entre Julho e Outubro de 2010
Misturado e masterizado por Tó Pinheiro da Silva
URL:
http://www.youtube.com/user/bernardosass
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardo_Sa
http://www.infopedia.pt/$bernardo-sasset
http://www.jazzportugal.ua.pt/web/ver_mu
http://www.cleanfeed-records.com/artista.a
http://www.pedromendes.com/onc/musicos/s
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/b
http://cotonete.clix.pt/artistas/musicas.a
http://www.lastfm.pt/music/Bernardo+Sass
(Publicada por Álvaro José Ferreira em 16:31)
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Por Ti, Menina
Letra e música: José Flávio Martins ("À menina de olhar meigo...")
Intérprete: Frei Fado d'El Rei* (in CD "Encanto da Lua", Columbia/Sony Music, 1998) [>> YouTube]
[instrumental]
Por onde vais,
Menina do campo?
Lírios colhidos por ti
São outro encanto!
Guarda segredo
Do teu amor,
Não digas nunca
Ao cais do seu sabor!...
Sete são as saias
De sete cores;
Menina, não saias
Com mais que dois amores!...
Rios de saudade
Correm sem parar,
Fogem com vontade
De te amar...
Menina, por ti
Breve é minha alma;
Só por ti nasci
Em noite calma!
Já te ouvi cantar
Ao nascer do dia,
E o sol acordou
Mudo de alegria!
E ao chegar a noite
No teu mar navega,
Solta-se na eira
E jamais sossega!
Teu olhar, menina,
Com o meu namora;
Veste-se de longe,
Longa é sua demora...
Rios de saudade
Correm sem parar,
Fogem com vontade
De te amar...
Menina, por ti
Breve é minha alma;
Só por ti nasci
Em noite calma!
[instrumental]
Rios de saudade
Correm sem parar,
Fogem com vontade
De te amar...
Menina, por ti
Breve é minha alma;
Só por ti nasci
Em noite calma!
Rios de saudade
Correm sem parar,
Fogem com vontade
De te amar...
Menina, por ti
Breve é minha alma;
Só por ti nasci | bis
Em noite calma! |
* Frei Fado d'El Rei:
Carla Lopes – voz principal, coros, adufe e pandeireta
Cristina Bacelar – guitarra clássica, voz, coros e tréculas
José Flávio Martins – baixo acústico, bandoloncelo, voz, coros e adufe
Ricardo V. Costa – guitarra clássica, castanhola de cana e coros
Quico SR (Frederico Serrano) – teclados, programações, sampling, percussões, voz e coros
Mário Costa – bateria e percussão
Arranjos – Quico SR (Frederico Serrano) e Frei Fado d'El Rei
Produção, gravação, mistura e masterização – Quico SR (Frederico Serrano)
Gravado no estúdio de Quico SR (Frederico Serrano), Praia da Aguda, Vila Nova de Gaia
Texto sobre o disco em: Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2008
URL: http://www.myspace.com/freifadodelrei
http://www.bartilotti.com/musica_frei_fa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Fado_d'E
http://www.artistas-espectaculos.com/dis
http://www.attambur.com/Grupos/frei_fado
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/f
http://cotonete.clix.pt/quiosque/artista
http://www.lastfm.pt/music/Frei+Fado+D'e
[Histórico das pérolas >> http://www.youtube.com/playlist?list=FLy
No dia em que Adriano Correia de Oliveira completaria 70 anos de idade, se não tivesse partido antes de tempo, os blogues A Viagem dos Argonautas e A Nossa Rádio prestam tributo à memória do grande cantor e compositor, deixando aqui uma das suas mais magistrais (e menos divulgadas) criações: "As Balas", sobre um belo poema de Manuel da Fonseca. Um tocante libelo contra a pulsão de violência e morte de que – infelizmente – a Humanidade não conseguiu ainda libertar-se!
As Balas
Poema: Manuel da Fonseca
Música: Adriano Correia de Oliveira
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira* (in LP "Que Nunca Mais", Orfeu, 1975, reed. Movieplay, 1997; "Obra Completa": CD "Adriano Canta Manuel da Fonseca", Movieplay, 1994, 2007) [>> YouTube]
[instrumental]
Dá o Outono as uvas e o vinho
Dos olivais azeite nos é dado
Dá a cama e a mesa o verde pinho
As balas deram sangue derramado
Dá a chuva o Inverno criador
Às sementes dá sulcos o arado
No lar a lenha em chama dá calor
As balas deram sangue derramado
Dá a Primavera o campo colorido
Glória e coroa do mundo renovado
Aos corações dá o amor renascido
As balas deram sangue derramado
[instrumental]
Dá o sol as searas pelo Verão
O fermento no trigo amassado
No esbraseado forno cresce o pão
As balas deram sangue derramado
Dá cada dia ao homem novo alento
De conquistar o bem que lhe é negado
Dá a conquista um puro sentimento
As balas deram sangue derramado
De meditar, concluir, ir e fazer
Dá sobre o mundo o homem atirado
À paz de um mundo novo de viver
As balas deram sangue derramado
[instrumental]
Dá a certeza, o querer e o construir
O que tanto nos negou o ódio armado
Que a vida construir é destruir
Balas que deram sangue derramado
Essas balas deram sangue derramado
Só roubo e fome e o sangue derramado
Só ruína e peste e o sangue derramado
Só crime e morte e o sangue derramado
[instrumental]
* [Créditos gerais do disco:]
Fausto Bordalo Dias – guitarra acústica, percussão, kazu, coros
Júlio Pereira – guitarra solo, baixo, piano, órgão, bandolim, buzuki, cadeira, coros
Zau e Pantera – percussões
Vitorino Salomé – acordeão
José Luís Simões – trombones de varas
Carlos Paredes – guitarra portuguesa
Arranjos e direcção musical – Fausto Bordalo Dias
Gravado nos Estúdios Rádio Triunfo, Lisboa
Técnico de som – José Manuel Fortes
Biografia e discografia em: A Nossa Rádio
URL: http://www.adrianocorreiadeoliveira.com/
http://adriano.esenviseu.net/index.asp
http://www.myspace.com/adrianocorreiadeo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adriano_Cor
http://www.infopedia.pt/$adriano-correia-d
http://www.avintes.net/adriano.htm
http://www.artistas-espectaculos.com/dis
http://guedelhudos.blogspot.com/search/l
http://www.portaldofado.net/content/view/2
http://fado.com/index.php?option=com_con
http://deltagata.no.sapo.pt/adriano.html
http://adrianocorreiadeoliveira.blog.sim
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/a
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/Adriano+Corre
Publicada por Álvaro José Ferreira em 12:16
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado. Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Menina do Alto da Serra
Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Nuno Nazareth Fernandes
Intérprete: Tonicha* (in single "Menina do Alto da Serra / Mulher", Zip-Zip, 1971; CD "Tonicha", col. O Melhor dos Melhores, vol. 21, Movieplay, 1994; CD "Tonicha", col. Clássicos da Renascença, vol. 82, Movieplay, 2000; 2CD "Antologia 1971-1977", Movieplay, 2004) [>> YouTube]
[instrumental / coros]
Menina de olhar sereno
raiando pela manhã,
de seio duro e pequeno
num coletinho de lã.
Menina cheirando a feno | bis
casado com hortelã. |
Menina que no caminho
vais pisando formosura,
trazes nos olhos um ninho
todo em penas de ternura.
Menina de andar de linho | bis
com um ribeiro à cintura. |
Menina da saia aos folhos,
quem na vê fica lavado;
água da sede dos olhos,
pão que não foi amassado.
Menina de riso aos molhos,
minha seiva de pinheiro;
menina da saia aos folhos,
alfazema sem canteiro.
[coros / instrumental]
Menina de corpo inteiro
com tranças de madrugada,
que se levanta primeiro
do que a terra alvoraçada.
Menina de corpo inteiro | bis
com tranças de madrugada. |
Menina da saia aos folhos,
quem na vê fica lavado;
água da sede dos olhos,
pão que não foi amassado.
Menina de fato novo,
ave-maria da terra;
rosa brava, rosa povo,
brisa do alto da serra.
[coros / instrumental]
rosa brava, rosa povo, | 3x
brisa do alto da serra. |
* Direcção musical – Jorge Costa Pinto
URL:
http://tonicha-clube-de-fas.blogspot.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tonicha
http://www.infopedia.pt/$tonicha
http://www.macua.org/biografias/tonicha.h
http://www.youtube.com/user/anarod77
http://delta21.com.sapo.pt/tonicha.html
http://delta21.com.sapo.pt/index.html
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/t
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/Tonicha
[Histórico das pérolas >>
http://www.youtube.com/playlist?list=FLy
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Menina dos Olhos d'Água
Letra e música: Pedro Barroso
Intérprete: Pedro Barroso* (in LP "Cantos da Borda d'Água", Rádio Triunfo, 1984, reed. Movieplay, 2004; 2CD "Antologia 1982-1990", Movieplay, 2005) [>> YouTube]
[instrumental]
Menina, em teu peito sinto o Tejo
E vontades marinheiras de aproar;
Menina, em teus lábios sinto fontes
De água doce que corre sem parar.
Menina, em teus olhos vejo espelhos
E em teus cabelos nuvens de encantar;
E em teu corpo inteiro sinto o feno
Rijo e tenro que nem sei explicar.
Se houver alguém que não goste,
Não gaste – deixe ficar...
Que eu só por mim quero-te tanto,
Que não vai haver menina p'ra sobrar!
[instrumental]
Aprendi nos "Esteiros" com Soeiro
E aprendi na "Fanga" com Redol;
Tenho no rio grande um mundo inteiro
E sinto o mundo inteiro no teu colo.
Aprendi a amar a madrugada
Que desponta em mim quando sorris;
És um rio cheio de água lavada
E dás rumo à fragata que escolhi.
Se houver alguém que não goste,
Não gaste – deixe ficar...
Que eu só por mim quero-te tanto,
Que não vai haver menina p'ra sobrar!
[instrumental]
Se houver alguém que não goste,
Não gaste – deixe ficar...
Que eu só por mim quero-te tanto,
Que não vai haver menina p'ra sobrar!
[instrumental]
* [Créditos gerais do disco:]
Pedro Barroso – voz, violas e percussão
Pedro Fragoso – braguesas, piano, viola e guitarra portuguesa
Ana Mafalda – contrabaixo
Cristina Coelho – violoncelo
Abel Moura – acordeão
Ferreira da Costa – oboé
Zé Calhau – flauta transversal e percussões
Choral Phydellius – coros
Participação especial – Mário Viegas (cortesia da Sassetti)
Arranjos – Pedro Barroso e todos os músicos
Produção, direcção musical e orquestração – Pedro Barroso
Gravado nos Estúdios Musicorde, Lisboa
Engenheiro de som – Rui Remígio
Remasterização – José António Regada
Biografia e discografia em: A Nossa Rádio
URL: http://www.pedrobarroso.com/
http://www.myspace.com/395541511
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Barro
http://vozeguitarra.no.sapo.pt/VGpedrob.h
http://rubicat1.com.sapo.pt/pedrobarroso.h
http://rubicat1.com.sapo.pt/index.html
http://marius4.no.sapo.pt/pedrobarroso.h
http://www.youtube.com/user/laranja49
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/p
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/Pedro+Barroso
[Histórico das pérolas >> http://www.youtube.com/playlist?list=FLy
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Outras Terras
Letra e música: Tradicional (Trás-os-Montes)
Recolha: José Alberto Sardinha
Intérprete: Ronda dos Quatro Caminhos* (in CD "Outras Terras", RQC, 1999) [>> YouTube]
[instrumental]
Chamaste-me trigueirinha
Eu não sou da Terra Quente
Outra aldeia é a minha
Outra a terra, outra gente
Ai, meu amor
Como dói amar-te assim
Este silêncio que morde
Esta dor que não tem fim
Ai, saudade
Não mates o meu bem
Deixa-me viver com ele
Se não morro eu também
[instrumental]
Inda hão-de nascer os sábios
P'ra nos dizer a razão
Que um beijo dos nossos lábios
Se sente no coração
Ai, meu amor
Como dói amar-te assim
Este silêncio que morde
Esta dor que não tem fim
Ai, saudade
Não mates o meu bem
Deixa-me viver com ele
Se não morro eu também
[instrumental]
* Ronda dos Quatro Caminhos:
António Prata – violas e coros
Carlos Barata – acordeão e coros
João Oliveira – voz solo e coros
Mário Peniche – baixo
Pedro Fragoso – piano e coros
Vítor Costa – bateria, percussões
Músicos convidados:
Inna Rechetnikova – violino
José Barros – viola braguesa
Coral Infantil de Carcavelos, dirigido por Pedro Fragoso
Arranjos – António Prata, com a colaboração de Carlos Barata, que escreveu as melodias contracanto do violino e do acordeão. Também as harmonias desenhadas em conjunto com Carlos Barata e Pedro Fragoso. A concepção de cada instrumento contou ainda com a colaboração do seu executante.
Produção e direcção musical – António Prata
Produção executiva – Alain Vachier
Bases referência de gravação – Carlos Barata
Gravação – Miguel Salema, nos Estúdios On Line, em Fevereiro e Março de 1999
Assistente de gravação – Kiko
Misturas – Miguel Salema, António Prata e Carlos Barata
URL: http://www.rondadosquatrocaminhos.pt/
http://dosquatrocaminhos.blogspot.com/
http://www.youtube.com/user/pitvid
http://anos80.no.sapo.pt/rondadosquatroc
http://www.ocarina-music.pt/PT/Ronda.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronda_dos_Q
http://www.attambur.com/OutrosSons/Portu
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/r
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/Ronda+dos+Qua
[Histórico das pérolas >> http://www.youtube.com/playlist?list=FLy
O Dia Mundial da Poesia existe justamente para lembrar e sensibilizar as pessoas e as instituições da importância de que se reveste para o ser humano cultivar da poesia em qualquer dia e momento. Nesta ordem de ideias, não posso deixar de voltar a apontar o dedo à Antena 2 (e, já agora, também às Antenas 1 e 3) pela gritante ausência de um apontamento diário de poesia, desde que "Os Sons Férteis" chegaram ao fim. Isso aconteceu a 31 de Dezembro de 2008, já lá vão, portanto, mais de três anos, o que é bem eloquente da insensibilidade cultural de Rui Pêgo e seus adjuntos. Havendo no arquivo da RDP um fabuloso acervo de poesia dita, tal lacuna cultural no serviço público de rádio constitui, para todos os efeitos, um inominável crime de lesa-cultura.
Uma das vozes que disse poesia aos microfones da rádio portuguesa, primeiramente por mão de Júlio Isidro, foi a de Mário Viegas, e é dele que aqui se deixa uma dos mais admiráveis exemplos da arte de bem dizer as palavras dos poetas: "Carta a Meus Filhos sobre os Fuzilamentos de Goya", de Jorge de Sena. Pelo tocante humanismo e apelo à tolerância de que está impregnado, este poema devia ser de audição obrigatória por toda a gente, em especial pelos mais jovens.
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado. Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Que Amor Não me Engana
Letra e música: José Afonso
Intérprete: José Afonso* (in LP "Venham Mais Cinco", Orfeu, 1973, reed. Movieplay, 1987, 1996) [>> YouTube]
[instrumental]
Que amor não me engana
Com a sua brandura,
Se da antiga chama
Mal vive a amargura.
Duma mancha negra,
Duma pedra fria,
Que amor não se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito;
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito.
Muito à flor das águas,
Noite marinheira,
Vem devagarinho
Para a minha beira!
[instrumental]
Em novas coutadas,
Junto de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera.
Assim tu souberas,
Irmã cotovia,
Dizer-me se esperas
P'lo nascer do dia.
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito;
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito.
Muito à flor das águas,
Noite marinheira,
Vem devagarinho
Para a minha beira!
* Yório Gonçalves – viola
Jean Claude Dubois – harpa
Lockood – flauta
Benedetti – violoncelo
Arranjos e direcção musical – José Mário Branco
Produção – José Niza
Gravado no Studio Aquarium, Paris, de 10 a 20 de Outubro de 1973
Engenheiro de som – Gilles Sallé
Texto sobre o disco em: Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2008
Biografia e discografia em: A Nossa Rádio
URL:
http://www.aja.pt/
http://vejambem.blogspot.com/
http://www.myspace.com/associacaojoseafo
http://www.youtube.com/associacaojoseafo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_A
http://www.infopedia.pt/$jose-afonso
http://www.oocities.org/vilardemouros197
http://www.arlindo-correia.com/080401.ht
http://www.revues-plurielles.org/_upload
http://www.portaldofado.net/content/view/2
http://fado.com/index.php?option=com_con
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/162
http://delta02.blog.simplesnet.pt/
http://zecafonso.com.sapo.pt/Jose%20Afon
http://www.infoalternativa.org/radio/rad
http://www.myspace.com/joseafonso
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/j
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/Jos%C3%A9+Afo
[Histórico das pérolas >> http://www.youtube.com/playlist?list=FLy
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!» Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado. Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade. Vem (Além de Toda a Solidão) Letra: Pedro Ayres Magalhães Música: Pedro Ayres Magalhães, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes Intérprete: Madredeus* (in CD "O Espírito da Paz", EMI-VC, 1994) [>> YouTube]
[instrumental]
Vem
Além de toda a solidão
Perdi a luz do teu viver
Perdi o horizonte
Está bem
Prossegue lá até quereres
Mas vem depois iluminar
Um coração que sofre
Pertenço-te
Até ao fim do mar
Sou como tu
Da mesma luz
Do mesmo amar
Por isso, vem
Porque te quero
Consolar
Se não está bem
Deixa-te andar a navegar
[instrumental]
Pertenço-te
Até ao fim do mar
Sou como tu
Da mesma luz
Do mesmo amar
Por isso, vem
Porque te quero
Consolar
Se não está bem
Deixa-te andar a navegar
* Madredeus: Teresa Salgueiro – voz
José Peixoto – guitarra clássica
Pedro Ayres Magalhães – guitarra clássica
Francisco Ribeiro – violoncelo Gabriel Gomes – acordeão Rodrigo Leão – teclados Produção – Pedro Ayres Magalhães / União Lisboa Produções Audiovisuais, Lda. Produção executiva – António Cunha Gravado e misturado nos estúdios Great Linford Manor e Lansdowne Recording Studios, Inglaterra, entre 27 de Março e 5 de Maio de 1994 Engenheiros de som – António Pinheiro da Silva e Jonathan Miller Assistente (em Great Linford Manor) – Andy Griffin Assistente (em Lansdowne Recording Studios) – Mark Tucker Masterizado no estúdio CTS, Londres, a 4 de Maio de 1994 Montagem digital – Mike Brown URL:
http://anos80.no.sapo.pt/madredeus.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madredeus
http://www.infopedia.pt/$madredeus
http://www.myspace.com/madredeuspt
http://rubicat2.paginas.sapo.pt/index.ht
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/m
http://cotonete.clix.pt/artistas/musicas.a
http://www.lastfm.pt/music/Madredeus
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* Nota da Coordenação - Esta rubrica passa a ser publicada às onze horas das terças-feiras.
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado. Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Sábado à Tarde
Letra e música: Tozé Brito
Intérprete: Paulo de Carvalho* (in LP "Cantar de Amigos", Da Nova/Polygram, 1979,
reed. Polygram, 1990; CD "Vida" (compilação), Farol Música, 2006)
[>> YouTube]
[instrumental]
Perdia meia hora parado em frente ao espelho,
mudava de camisa, vestia-me outra vez...
Fechava a porta à chave, acendia um cigarro
e ensaiando os gestos... passava já das três...
Vestia o meu casaco, corria sem parar
e à porta do cinema morria de pensar
que talvez não viesses, não pudesses entrar...
num filme para adultos... até te ver chegar...
Sábado à tarde, no cinema da Avenida,
mal as luzes se apagavam acendia o coração...
Sábado à tarde era uma noite bonita,
noite que sendo infinita
cabia na minha mão...
[bis]
Perdia meia hora num gesto do meu braço
a procurar coragem para que fosse abraço...
Chegava o intervalo, fumava sem prazer
e os gestos que ensaiara morriam ao nascer...
Por fim vencia o medo, quase sem te ver,
esquecia os meus dedos, cansados de tremer
por sobre o teu joelho, esperando a tua mão...
num filme para adultos... crescíamos então...
Sábado à tarde, no cinema da Avenida,
mal as luzes se apagavam acendia o coração...
Sábado à tarde era uma noite bonita,
noite que sendo infinita
cabia na nossa mão...
[bis]
[instrumental]
* Shegundo Galarza – teclados
Ramón Galarza – percussão, bateria
Zé Nabo – guitarra baixo, guitarra eléctrica
Rui Cardoso – saxofones
Siegfried Sugg – acordeão
Adelaide Ferreira, Joana Mendes, Fátima Padinha, Lena Coelho, Mila Ferreira – coros
Arranjose direcção musical – Shegundo Galarza
Gravado nos Estúdios da Rádio Triunfo, Lisboa
Técnico de som – Rui Novais
URL:
http://www.paulodecarvalho.com/
http://www.myspace.com/paulodecarvalho
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Ca
http://www.infopedia.pt/$paulo-de-carval
http://www.macua.org/biografias/paulodec
http://rubicat.no.sapo.pt/paulocarvalho.h
http://rubicat.no.sapo.pt/index.html
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/p
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/Paulo+de+Carv
No dia em que se assinalam os 25 anos do desaparecimento de José Afonso, o blogue "A Nossa Rádio" rende-lhe uma singela homenagem destacando um dos mais belos e, incompreensivelmente, menos divulgados espécimes do seu vasto legado poético-musical, "Fui à Beira do Mar". Um tema em que está bem expresso o empenho cívico e artístico de um homem que nunca calou a sua voz, apesar das imensas adversidades que enfrentou, tendo sempre em mira a «capital da alegria: cidade do homem, não do lobo mas irmão.» Uma mensagem de grande actualidade... Fui à Beira do Mar Letra e música: José Afonso Intérprete: José Afonso* (in LP "Eu Vou Ser Como a Toupeira", Orfeu, 1972, reed. Movieplay, 1987, 1996) [>> YouTube]
[instrumental]
Fui à beira do mar
Ver o que lá havia;
Ouvi uma voz cantar
Que ao longe me dizia:
"Ó cantador alegre,
Que é da tua alegria?
Tens tanto para andar
E a noite está tão fria!"
[instrumental]
Desde então a lavrar
No meu peito a Alegria;
Ouço alguém a bradar:
"Aproveita que é dia!"
Sentei-me a descansar
Enquanto amanhecia;
Entre o céu e o mar
Uma proa rompia.
[instrumental]
Desde então a bater
No meu peito, em segredo,
Sinto uma voz dizer:
"Teima, teima sem medo!"
Desde então a lavrar
No meu peito a Alegria;
Ouço alguém a bradar:
"Aproveita que é dia!"
[instrumental]
* Trabalho de grupo de: Benedicto, Carlos Alberto Moniz, Carlos Medrano, Carlos Villa, Ernesto Duarte, José Afonso, José Dominguez, José Jorge Letria, José Niza, Maite, Maria do Amparo, Pedro Vicedo, Pepe Ébano e Teresa Silva Carvalho
Produção – José Niza
Gravado nos Estúdios Celada, Madrid, de 6 a 13 de Novembro de 1972
Captação de som – Paco Molina, António Olariaga, Pepe Fernandez, Juan Carlos Ramirez e Juan António Molina
Mistura – Paco Molina
Texto sobre o disco em: Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2007
Biografia e discografia em: A Nossa Rádio
URL: http://www.aja.pt/
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Publicada por Álvaro José Ferreira em 11:28
22 Fevereiro 2012
Com um percurso profissional repartido entre o cinema [participou, entre outros, nos filmes "Amor de Perdição" (1943), de António Lopes Ribeiro; "Camões" (1946), de José Leitão de Barros; "O Trigo e o Joio" (1965), de Manuel Guimarães], o teatro (contracenou em várias peças com Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho) e a rádio, foi efectivamente na rádio que Francisco Igrejas Caeiro mais se notabilizou, apesar da perseguição de que foi vítima pelo regime salazarista, mesmo depois de ter sido expulso da Emissora Nacional (1948), só porque o seu nome constava nas listas do M.U.D. (Movimento de Unidade Democrática).
O folhetim humorístico "Zéquinha e Lelé" (de 1947 a 1948, com Vasco Santana e Irene Velez, sua mulher, na Emissora Nacional), o programa itinerante de variedades "Companheiros da Alegria" (de 1951 a 1954, para o Rádio Clube Português), e, sobretudo, a impressionante série de entrevistas "Perfil de um Artista" (de 1954 a 1960, para o Rádio Clube Português), que contemplou 258 personalidades das artes e das letras portuguesas e estrangeiras (num total de 300 edições), garantem-lhe um lugar de destaque nos anais da rádio portuguesa. Pode mesmo dizer-se, em exagero, que o principal legado de Igrejas Caeiro para a posteridade é o conjunto de registos de "Perfil de um Artista", acervo de inestimável valor histórico e documental.
É muito provável até que para algumas figuras da cultura portuguesa do século XX o único registo de voz que exista é o desses fonogramas. Aquilino Ribeiro, José Rodrigues Miguéis, António Sérgio, Jaime Cortesão, Alfredo Guisado, Fernanda de Castro, Alves Redol, Manuel da Fonseca, Manuel Mendes, Natália Correia, Júlio Pomar, José Leitão de Barros, João Villaret, Vasco Santana, António Silva, Eugénio Salvador, Maria Lalande, Pedro de Freitas Branco e Fernando Lopes-Graça são alguns dos nomes que integram a extensa galeria de "Perfil de um Artista". Os registos (desconheço se todos – é bem possível que alguns tenham sido entretanto destruídos) estão soterrados e esquecidos sob o pó, no arquivo histórico da RDP. Ora o melhor tributo que a rádio pública pode prestar à memória de Igrejas Caeiro (e, bem assim, à dos seus eméritos entrevistados) é a transmissão de todas essas entrevistas, as quais muitas pessoas, salvo algumas de mais veterana idade, nunca ouviram.
Isto, se exceptuarmos as três ou quatro que Luís Caetano – honra lhe seja feita – resgatou às teias de aranha para presentear ao auditório d' "A Força das Coisas". Fica formalizada a proposta, na esperança de que não seja arrogantemente ignorada, como tem sido timbre da actual direcção de programas da RDP, deixando transparecer a ideia de que a satisfação umbilical do sr. Rui Pêgo é muito mais importante que a prestação de serviço público.
Pelo inegável valor documental que também tem, e por amável deferência da Sr.ª Luísa Barragon, aqui se deixa o registo de uma entrevista que o próprio Igrejas Caeiro concedeu a Carlos Pinto Coelho, em 1998, para o programa de rádio "Agora... Acontece!".
"Agora... Acontece!" N.º 007, de 16-Nov-1998 (entrevista com Igrejas Caeiro – a partir do minuto 20) >> MP3
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado. Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberranteanormalidade. .
O Namoro
Poema: Viriato da Cruz (adaptado) [texto original >> abaixo]
Música e arranjo: Fausto Bordalo Dias
Intérprete: Sérgio Godinho* (in LP "De Pequenino se Torce o Destino", Guilda da Música/Sassetti, 1976, reed. Polygram, 1990, Universal, 2001) [>> YouTube]
[instrumental]
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com letra bonita eu disse, ela tinha
um sorriso luminoso tão triste e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista
nas acácias floridas, na fímbria do mar.
[instrumental]
Sua pele macia – era sumaúma...
sua pele macia, cheirando a rosas
seus seios laranja – laranja do Loge.
Eu mandei-lhe essa carta
e ela disse que não.
[instrumental]
Mandei-lhe um cartão
que o amigo Maninho tipografou:
«Por ti sofre o meu coração»
Num canto – SIM, noutro canto – NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou.
[instrumental]
Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
pedindo e rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.
[instrumental]
Mandei à avó Chica, quimbanda de fama,
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço bem forte e seguro
e dele nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.
[instrumental]
Andei barbado, sujo e descalço
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
«– Não viu... (ai, não viu...?) não viu Benjamim?»
E perdido me deram no morro da Samba.
[instrumental]
Para me distrair
levaram-me ao baile do senhor Januário,
mas ela lá estava num canto a rir,
contando o meu caso
às moças mais lindas do Bairro Operário.
[instrumental]
Tocaram a rumba e dancei com ela
e num passo maluco voámos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí, Benjamim!"
Olhei-a nos olhos – sorriu para mim
pedi-lhe um beijo (ra ra ra ra ai... ra ra ra ra ai)
e ela disse que sim. [3x]
* Sérgio Godinho – voz e metalofone
Fausto Bordalo Dias – viola
Paulo Godinho – viola baixo
Direcção musical – Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias
Gravado nos Estúdios Rádio Triunfo, Lisboa, em Janeiro de 1976
Engenheiro de som – José Manuel Fortes
URL:
http://www.sergiogodinho.com/
http://www.myspace.com/sergiogodinhoofic
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio
http://www.infopedia.pt/$sergio-godinho
http://www.pflores.com/sergiogodinho/ind
http://www.vachier.pt/engine.php?cat=54
http://www.universalmusic.pt/artist.php?i
http://www.oocities.org/vilardemouros197
http://sg01.no.sapo.pt/sg.html
http://sgodinho.com.sapo.pt/sgodinho.htm
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/s
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/S%C3%A9rgio+G
NAMORO
(Viriato da Cruz, in "Poemas", Lisboa: Casa dos Estudantes do Império, 1961; "No Reino de Caliban II", org. Manuel Ferreira, Lisboa: Seara Nova, 1975, reed. Lisboa: Plátano, 1988; "50 Poetas Africanos: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe", org. Manuel Ferreira, Lisboa: Plátano, 1989)
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas
espalhando diamantes na fímbria do mar
e dando calor ao sumo das mangas
Sua pele macia — era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
sua pele macia guardava as doçuras do corpo rijo
tão rijo e tão doce — como o maboque...
Seus seios, laranjas — laranjas do Loge
seus dentes... — marfim
Mandei-lhe essa carta
e ela disse que não.
Mandei-lhe um cartão
que o amigo Maninho tipografou:
«Por ti sofre o meu coração»
Num canto — SIM, noutro canto — NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou.
Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
pedindo rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.
Levei à avó Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.
Esperei-a de tarde, à porta da fábrica,
ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
paguei-lhe doces na calçada da Missão,
ficámos num banco do largo da Estátua,
afaguei-lhe as mãos...
falei-lhe de amor... e ela disse que não.
Andei barbado, sujo e descalço,
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
«— Não viu... (ai, não viu...?) não viu Benjamim?»
E perdido me deram no morro da Samba.
Para me distrair
levaram-me ao baile do sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso às moças mais lindas do Bairro Operário.
Tocaram uma rumba — dancei com ela
e num passo maluco voámos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: «Aí, Benjamim!»
Olhei-a nos olhos — sorriu para mim
pedi-lhe um beijo — e ela disse que sim.
À direita: Francisco de Holanda, "O primeiro dia da criação do mundo: O caos e a criação da luz", in De Aetatibus Mundi Imagines, 1545-1547, Biblioteca Nacional de Espanha, Madrid)
«Tomando como ponto de partida a obra-prima do pintor português Francisco de Holanda De Aetatibus Mundi Imagines, ou Imagens
das Idades do Mundo, realizada no triénio 1545-1547, onde, numa linguagem totalmente inovadora e através de mais de centena e meia de ilustrações, se narra a história do mundo a partir do primeiro dia da Criação, concebemos uma série de doze programas que toma como denominação parte daquele título.
As características cíclicas da história da Humanidade, aliadas à permanente influência e contaminação de vários tipos de linguagens e de imagéticas, proporcionaram o eterno retorno às concepções do passado, nem que fosse apenas para as renegar, sendo os mesmos temas, por diversas vezes e ao longo dos tempos, retomados e apreendidos de diferentes formas pelos seus autores.
Tal como afirma o filósofo francês Gilles Deleuze ao caracterizar a
cultura universal como "a civilização da imagem", o tema principal
destas emissões será o da sua força e a poderosa capacidade de arrebatamento,
deleite ou, simplesmente, horror.
Privilegiando a música e a palavra que lhe está associada, abordaremos, ao longo dos próximos domingos, personalidades ímpares do génio artístico universal, as quais contribuíram, de forma indelével, para a renovação da imagem do mundo em diferentes momentos da História.» (Ana Mântua e João Chambers, in boletim de programação da Antena 2, Jan. 2012)
Saúda-se o surgimento na Antena 2 de mais uma série da autoria de Ana Mântua e João Chambers, que tão boa impressão e proveito já me haviam dado com "Divina Proporção" e "A Herança de Atena". Tendo a direcção de Rui Pêgo e João Almeida eliminado da grelha praticamente todos os conteúdos culturais não musicais em que João Pereira Bastos vinha apostando (hoje não há uma rubrica de poesia, não há teatro radiofónico, não há um programa de História, não há um programa de Sociologia/Antropologia, etc., etc.) tudo o que apareça nas vertentes culturais e artísticas fora do estrito domínio da música é de louvar.
O que não se compreende é que um programa que tem uma forte componente de palavra, como "As Idades do Mundo", tenha uma única passagem (domingos, 10:00-11:00). Será que a dupla Rui Pêgo / João Almeida ainda não percebeu que os programas de autor, particularmente os não (estritamente) musicais, devem passar, no mínimo, duas vezes, de preferência em quadrantes horários diferentes, de modo a chegaram ao máximo número de ouvintes possível?
Publicada por Álvaro José Ferreira em 12:26
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente
incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Urgentemente
Poema: Eugénio de Andrade (adaptado) [texto original >> abaixo]
Música: Pedro Costa; Queco
Intérprete: Nortada* (in CD "Urgentemente: Memória dos Que Passam", Associação Ricardo Marques/Ovação, 1997) [>> YouTube]
[instrumental]
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar. [bis]
[instrumental]
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar. [bis]
[instrumental]
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios,
rosas e rios e manhãs claras.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar. [bis]
[instrumental]
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar. [bis]
[instrumental]
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
* Nortada:
Ricardo Marques – voz
Queco – teclados
Santiago Ribeiro – saxofone
Carlos Costa – bateria
Pedro Costa – cordas e percussões
João Ricardo – baixo e guitarra clássica
Produção – Jorge Quintela
Gravado nos Estúdios Namouche, Lisboa
Técnico de som – João Pedro de Castro
URL: http://caldasnet.bizland.com/nortada.htm
http://pimentanegra.blogspot.com/2005/04/e
http://www.myway.pt/#/musica/nortada/395
http://www.deezer.com/en/music/nortada/m
URGENTEMENTE
(Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã", Lisboa: Guimarães Editores, 1956; "Antologia Breve", 7.ª edição, pág. 33, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 1999)
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente
incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Para Não Dizer que Não Falei de Flores
Letra e música: Geraldo Vandré
Intérprete: Teresa Paula Brito* (in EP "Para Não Dizer que Não Falei de Flores", Riso e Ritmo, 1968; CD "Teresa Paula Brito", col. Clássicos da Renascença, vol. 61, 2000) [>> YouTube]
Versão original: Geraldo Vandré (in single "Para Não Dizer que Não Falei de Flores / Se a Tristeza Chegar", Som Maior, 1968)
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantando e seguindo a canção.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber!
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!
Pelos campos há fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões;
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão.
Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão;
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razões.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber!
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!
Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão;
Aprendendo e ensinando uma nova lição:
Caminhando e cantando e seguindo a canção.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber!
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!
* Conjunto de Shegundo Galarza
URL: http://pt.wikipedia.org/wiki/Teresa_Paul
http://bissaide.blogspot.com/2006/03/voz-e
http://guedelhudos.blogspot.com/search/l
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente
incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Avisem as Crianças
Letra e música: João Lóio
Intérprete: João Lóio* (in CD "Canções de Amor e Guerra", JL, 2002) [>> YouTube]
Oh, meu Deus, deixaram as crianças
irem descalças para o mato!
não levam meias nem sapato,
sem um chapéu
lá vão todas contentes de corpinho ao léu!
e há tantos perigos, mais de cem
na terra africana, ó minha mãe!
não lhe faça mal nenhum leão
nem bicho-papão,
nem lhes queime o sol desse sertão!
mamaué! mamaué! mamaué!
Oh, alguém que avise esses meninos!
podem picar-se nos espinhos,
podem ferir os seus pezinhos,
pois nesse chão
tem sempre cobra que envenena o coração!
há gente que em vez de mandioca
semeia estilhaços numa toca!
ah, que essa semente de veneno
não vá rebentar num corpinho
tão leve e pequeno!
mamaué! mamaué! mamaué!
Oh, alguém que explique aos pequeninos
porque perderam os bracinhos,
porque andam sempre ao pé-coxinho
e que alivie
aquele eterno e grande espanto no olhar!
que lhes conte que há gente malvada
para quem pequeno não é nada!
vivem do feitiço de trocar
minas de diamante
por minas de aço lancinante!
mamaué! mamaué! mamaué!
Oh, meu Deus, deixaram as crianças
irem descalças para o mato!
não levam meias nem sapato,
sem um chapéu
lá vão todas contentes de corpinho ao léu!...
* [Créditos gerais do disco]:
Carlos Rocha – guitarras acústica e eléctrica
João Lóio – voz e guitarra acústica
Firmino Neiva – baixo eléctrico
Arnaldo Fonseca – acordeão
Mário Teixeira – caixa de rufo
Regina Castro, Guilhermino Monteiro – coros
Arranjos e direcção musical – Carlos Rocha, Firmino Neiva e João Lóio
Gravado por Fernando Rangel, nos Estúdios Fortes & Rangel, Porto, em Abril de 2002
Mistura – Fernando Rangel, Carlos Rocha, Firmino Neiva e João Lóio
Masterização – Fernando Rangel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_L%C
http://www.lastfm.pt/music/Jo%C3%A3o+Loi
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
As Balas
Poema: Manuel da Fonseca
Música: Adriano Correia de Oliveira
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira* (in LP "Que Nunca Mais", Orfeu, 1975, reed. Movieplay, 1997; "Obra Completa": CD "Adriano Canta Manuel da Fonseca", Movieplay, 1994, 2007) [>> YouTube]
[instrumental]
Dá o Outono as uvas e o vinho
Dos olivais azeite nos é dado
Dá a cama e a mesa o verde pinho
As balas deram sangue derramado
Dá a chuva o Inverno criador
Às sementes dá sulcos o arado
No lar a lenha em chama dá calor
As balas deram sangue derramado
Dá a Primavera o campo colorido
Glória e coroa do mundo renovado
Aos corações dá o amor renascido
As balas deram sangue derramado
[instrumental]
Dá o sol as searas pelo Verão
O fermento no trigo amassado
No esbraseado forno cresce o pão
As balas deram sangue derramado
Dá cada dia ao homem novo alento
De conquistar o bem que lhe é negado
Dá a conquista um puro sentimento
As balas deram sangue derramado
De meditar, concluir, ir e fazer
Dá sobre o mundo o homem atirado
À paz de um mundo novo de viver
As balas deram sangue derramado
[instrumental]
Dá a certeza, o querer e o construir
O que tanto nos negou o ódio armado
Que a vida construir é destruir
Balas que deram sangue derramado
Essas balas deram sangue derramado
Só roubo e fome e o sangue derramado
Só ruína e peste e o sangue derramado
Só crime e morte e o sangue derramado
[instrumental]
* [Créditos gerais do disco:]
Fausto Bordalo Dias – guitarra acústica, percussão, kazu, coros
Júlio Pereira – guitarra solo, baixo, piano, órgão, bandolim, bouzuki, cadeira, coros
Zau e Pantera – percussões
José Luís Simões – trombones de varas
Vitorino Salomé – acordeão
Carlos Paredes – guitarra portuguesa
Arranjos e direcção musical – Fausto Bordalo Dias
Biografia e discografia em: A Nossa Rádio
URL: http://www.adrianocorreiadeoliveira.com/
http://adriano.esenviseu.net/index.asp
http://www.myspace.com/adrianocorreiadeo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adriano_Cor
http://www.avintes.net/adriano.htm
http://www.artistas-espectaculos.com/dis
http://guedelhudos.blogspot.com/search/l
http://www.portaldofado.net/content/view/2
http://fado.com/index.php?option=com_con
http://deltagata.no.sapo.pt/adriano.html
http://adrianocorreiadeoliveira.blog.sim
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/a
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/Adriano+Corre
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar:
«É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Fiz Um Contrato com o Vento
Letra: Eduardo Olímpio
Música: Paco Bandeira (Francisco Veredas Bandeiras)
Intérprete: Paco Bandeira* (in LP "O Alentejo Quer Um Homem Que Saiba Mandar", Decca/VC, 1975; 2LP/CD "O Melhor de Paco Bandeira", EMI-VC, 1989; CD "O Melhor de Paco Bandeira", Valentim de Carvalho/Iplay, 2008)
Fiz um contrato com o vento
De não me deixar prender,
Nem por oiros nem por falas
Nem por balas de morrer.
Fiz um contrato com o vento
Que hei-de cumprir por inteiro:
Dizer pão e dizer povo
Desde Janeiro a Janeiro.
Fiz um contrato com o vento
Sobre as arribas da serra,
De só apertar a mão
A quem disser não à guerra.
Fiz um contrato com o vento
Sobre as arribas da serra,
De só apertar a mão
A quem disser não à guerra.
Fiz um contrato com o vento
Que o vento não sabe ler,
Mas entende deste mundo
Mais que os livros de saber.
Fiz um contrato com o vento
Entre estevas e pinhais;
Posso cantar toda a noite
Que ninguém me prende mais.
Ninguém me rasga a canção
Na liberdade que invento,
Que o vento é meu aliado
E ninguém amarra o vento.
Ninguém me rasga a canção
Na liberdade que invento,
Que o vento é meu aliado
E ninguém amarra o vento.
* Arranjo – Jorge Palma
URL:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paco_Bandei
http://www.infopedia.pt/$paco-bandeira
http://www.youtube.com/pacobandeira2008
http://delta02.no.sapo.pt/pacobandeira.h
http://pbandeira.com.sapo.pt/index.html
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/p
http://cotonete.clix.pt/artistas/musicas.a
http://www.lastfm.pt/music/Paco+Bandeira
Ouça! Ouça!... Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da 'playlist' da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida 'playlist' está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos 'ad nauseam'. O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado "serviço público de rádio" que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado. Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Vou Levar-te Comigo
Letra e música: Raul Aires Peres (Raul Indipwo)
Intérprete:
[instrumental]
Menina bonita
Com tranças de trigo,
Sorrindo à janela,
Vem cantar comigo!
Os homens fizeram
Um acordo final:
Acabar com a fome,
Acabar com a guerra,
Viver em amor.
Vou levar-te comigo,
Vou levar-te comigo,
Vou levar-te comigo, meu irmão,
Vou levar-te comigo.
[bis]
[instrumental]
Olá, companheiro
Do fato rasgado,
Não estendas a mão,
Foge do passado!
Que os homens fizeram
Um acordo final:
Acabar com a miséria,
Acabar com a guerra,
Viver em amor.
Vou levar-te comigo,
Vou levar-te comigo,
Vou levar-te comigo, meu irmão,
Vou levar-te comigo.
[bis]
[instrumental]
Olá, avozinha,
Poetas, pastores,
Estudantes, ministros,
Rameiras, doutores!
Os homens fizeram
Um acordo final:
Acabar com a fome,
Acabar com a guerra,
Viver em amor.
Vou levar-te comigo,
Vou levar-te comigo,
Vou levar-te comigo, meu irmão,
Vou levar-te comigo.
[3x]
*
[Créditos gerais do disco:]
Raul Indipwo – voz, kissange
Milo MacMahon – voz
Mário Rui – guitarra
Mike Sergeant – guitarra
D'Jilá Jr. – guitarra de 12 cordas
Zé Nabo – guitarra baixo
José Cid – acordeão
Formiga – coros
Pom – coros
Gravado nos Estúdios Arnaldo Trindade, Lisboa
Técnicos de som – Moreno Pinto e Manuel Cunha
URL: http://pt.wikipedia.org/wiki/Duo_Ouro_Ne
http://www.infopedia.pt/$duo-ouro-negro
http://www.macua.org/biografias/duoouron
http://www.oocities.org/vilardemouros197
http://duoouronegro.blogspot.com/
http://www.attambur.com/Noticias/20062t/R
http://duo01.no.sapo.pt/duo.html
http://deltacat01.com.sapo.pt/duovideo.h
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/d
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.as
http://www.lastfm.pt/music/Duo+Ouro+Negr
Adão Cruz
Afonso da Rocha Aguiar
Aleksandra Serbim
Álvaro José Ferreira
Amadeu Ferreira
Ana Afonso Guerreiro
Andreia Dias
António Gomes Marques
António Mão de Ferro
António Marques
António Sales
Augusta Clara
Carla Romualdo
Carlos Durão
Carlos Godinho
Carlos Leça da Veiga
Carlos Loures
Carlos Luna
Carlos Mesquita
Clara Castilho
Dorindo Carvalho
Ethel Feldman
Eva Cruz
Fernando Correia da Silva
Fernando Pereira Marques
Francisca da Rocha Aguiar
François Morin
Hélder Costa
João Brito Sousa
João Machado
João Vasco de Castro
Joaquim Magalhães dos Santos
José Brandão
José de Brito Guerreiro
José Goulão
José Magalhães
Josep Anton Vidal
Júlio Marques Mota
Luís Peres Lopes
Luís Rocha
Manuel Simões
Manuela Degerine
Marcos Cruz
Margarida Antunes
Margarida Ruivaco
Maria Inês Aguiar
Mário Nuti
Mário Pais de Oliveira (padre de Macieira da Lixa)
Moisés Cayetano Rosado
Octopus
Paulo Ferreira da Cunha
Paulo Rato
Paulo Serra
Pedro Godinho
Pedro de Pezarat Correia
Raúl Iturra
Roberto Vecchi
Rui de Oliveira
Rui Rosado Vieira
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