Do livro de António de Sousa Duarte - Acerto de Contas - ontem lançado pela Âncora Editora, conforme noticiámos - apresentamos o interessante prefácio de António Tavares, Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto.
Como escrevia Marc Bloch, no ano de chumbo de 1941, na sua Introdução à História, “eis o historiador chamado a prestar as suas contas” e quantas vezes, na nossa vida, não falamos, sem essa ambição, em acerto de contas para justificar a regularização de muitas situações financeiras ou pessoais que entendemos devem fechar um ciclo da nossa existência.
Contudo o António de Sousa Duarte escolheu essa mesma expressão – Acerto de Contas – para título de um livro, onde escreve páginas de pequenas histórias, sobre vinte e quatro portugueses que conheceu na sua vivência quotidiana de jornalista e de cidadão empenhado.
Não estamos a falar de quaisquer vinte e quatro portugueses mas, antes, de cidadãos também eles empenhados e com relevante participação cívica.
Alguns fizeram muito mais do que isso. Ajudaram a fazer a História de Portugal do século xx e a mudar o nosso sentido colectivo neste século xxi. o que pode ligar homens da política, do desporto, da cultura, do espectáculo, da Igreja e da banca, com trajectos escritos à esquerda e à direita, lutadores e de rupturas afi rmadas nas páginas deste livro?
A ligação, como fi o condutor de todos eles, chama-se António de Sousa Duarte que, com a sua caneta ou antes o seu computador, escreveu sobre vinte e três homens, que nos habituámos a seguir de longe, souberam protagonizar momentos decisivos como, por exemplo, Francisco da Costa Gomes, Carlos Beato, Ramalho Eanes, Salgueiro Maia, Vasco Lourenço e Álvaro Cunhal contraditórios entre si mas com um traço humano comum – o Portugal de Abril.
A estes soube, com equilíbrio e engenho, associar um grande diplomata e ministro de Salazar, Franco Nogueira, teve tempo de juntar a serenidade de Paulo Teixeira Pinto com a filosofia de Manuel Maria Carrilho, falar do seu Sporting através da habilidade de Paulo Futre, da fogosidade de Ricardo Sá Pinto, do dirigente José Eduardo Bettencourt, com a retórica de Rogério Alves, procurar dois príncipes da Igreja, como D. Manuel Martins e D. Januário Torgal Ferreira para falar de solidariedade em tempo de crise, recordar a memória de Fausto Correia, perceber o idealismo de Armando Vieira, saborear o bolo de Carlos Braz Lopes, ouvir cantar Carlos do Carmo, encontrar no seu castelo o Rei Artur Jorge, fazer campanha com Mário de Figueiredo, falar com Jacques Rodrigues, abraçar um símbolo da luta pela liberdade como foi Vasco da Gama Fernandes e encontrar, na manhã de todas as manhãs, Alfredo Cunha.
Então, se algo pode justificar este livro será a sua vontade de acreditar que todos estes protagonistas souberam acertar contas com a História. Umas vezes estando com ela, outras contra ela, mas sempre com a firme convicção de que a sua vontade se fez de pequenos episódios que ajudaram a decidir muita coisa relevante para o futuro de muita gente.
São esses episódios que são aqui chamados à colação pelo António de Sousa Duarte cumprindo aquela máxima de Confúcio: “não é uma desgraça ser desconhecido dos homens; contudo é uma desgraça desconhece-los.”
Para aqueles que gostam das histórias que fazem a História fica aqui o compromisso de passagem de testemunho de uma geração para outra geração usando a memória para continuar a fazer um eterno acerto de contas.
O próximo acerto de contas será sobre um futuro onde devem entrar vinte e quatro mulheres.
Âncora Editora
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Ex-directora do Museu Marítimo de Ílhavo Defende Moliceiros Tradicionais em Livro
Ana Maria Lopes, ex-directora do Museu Marítimo de Ílhavo, apresenta esta quinta-feira, 12 de Abril, uma nova edição, revista e actualizada, do livro Moliceiros – A Memória da Ria, em que se revolta contra a adulteração das embarcações típicas da ria de Aveiro.
A sessão decorre pelas 18:00 horas, no Pavilhão das Galeotas do Museu de Marinha, em Lisboa. A obra, prefaciada pelo engenheiro Senos da Fonseca, será apresentada pelo almirante Rui Abreu.
«A adulteração da embarcação, a utilização sistemática do motor, a ausência de mastro e vela, bicas, golfiões e até o leme cortados, os enfeites de mau gosto e garridice desajustada são evidentes… Com a falta dos meios de propulsão originais e apetrechos autênticos, vai-se perdendo o “saber fazer”. E os turistas levam para o exterior, através das muitas fotografias e filmes que produzem, uma ideia erradíssima do que foi o verdadeiro barco moliceiro […] Acabada a faina a que estavam destinados, não sou nada do parecer de que o turismo lhes tenha vindo salvar a vida», refere a autora na obra, que inclui um capítulo adicional dedicado ao turismo, ainda incipiente na época da primeira edição, em 1997.
Os textos de Ana Maria Lopes acompanham as fotografias de Paulo Godinho, testemunhando todo o historial de construção, decoração e actividade dos moliceiros. Hoje, muitas das imagens seriam impossíveis de captar.
A autora é licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Exerceu o cargo de directora do Museu Marítimo e Regional de Ílhavo durante a década de 90 do séc. xx. É vice-presidente da Associação dos Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo há 10 anos. De Julho de 2008 a 2011, fez parte da Comissão Técnica e Consultiva do Museu de Marinha, de Lisboa.
Entre os diversos livros publicados, destacam-se Faina Maior – A Pesca do Bacalhau nos Mares da Terra Nova e Regresso ao Litoral – Embarcações Tradicionais Portuguesas.
Revolta de Beja recuperada do esquecimento 50 anos depois
Cinquenta anos após a Revolta de Beja, José Hipólito Santos recorda-a e analisa-a no livro A Revolta de Beja, que será lançado no próximo dia 20 de Março, terça-feira, pelas 18:30 horas, na Casa do Alentejo, em Lisboa, pelo historiador e jornalista António Louçã.
«Em Dezembro de 1961, sete dezenas de jovens e não jovens avançaram determinados, desarmados, contra um pilar da segurança da ditadura, o Regimento de Infantaria de Beja.» A ditadura só chegaria ao fim 12 anos depois, mas este foi um importante contributo para a libertação do país, que acabou por cair no esquecimento geral.
O autor consultou os processos da PIDE, procurou documentos e recolheu testemunhos com o objectivo de «repor o essencial da história da acção revolucionária de Beja» neste livro, prefaciado pela historiadora Irene Pimentel.
José Hipólito Santos (Porto, 1932), sócio-economista, foi colaborador da Seara Nova e dos Cadernos de Circunstância, membro do MUD-Juvenil e das Comissões Promotoras do Voto.
Participou nas Revoltas da Sé e de Beja, foi dirigente do MAR, da LUAR e do PRP, preso político e esteve exilado em Argel, Rabat e Paris.
Foi ainda presidente do Ateneu Cooperativo e da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, fundador da cooperativa SEIES, membro do Comité de Acção da Sorbonne, em Maio de 68, e professor universitário em Paris e Lisboa (ISEG e ISPA).
Perito das Nações Unidas e das redes «Alliance Pour Un Monde Responsable, Pluriel et Solidaire» e «DRD – Démocratiser Radicalement la Démocratie». Participou no Congresso Mundial de Cidadãos (Lille, 2001). É membro do NAM – Movimento Cívico «Não Apaguem a Memória».
Autor de A Mulher e o Desenvolvimento, 2004; Maneiras Cooperativas de Pensar e Agir, 2009 e Felizmente Houve a LUAR, 2011.
O Movimento de Beja não triunfou, mas foi uma etapa necessária no caminho para a libertação completa do Povo Português.
Os seus heróis, dois jovens caídos em combate, despertaram as massas.
O exemplo daqueles homens não foi, não é, não será jamais esquecido.
Humberto Delgado, numa carta para o capitão Carlos Vilhena
Cinquenta anos após a Revolta de Beja, José Hipólito Santos recorda-a e analisa-a no livro A Revolta de Beja, que será lançado no próximo dia 20 de Março, terça-feira, pelas 18:30 horas, na Casa do Alentejo, em Lisboa, pelo historiador e jornalista António Louçã.
«Em Dezembro de 1961, sete dezenas de jovens e não jovens avançaram determinados, desarmados, contra um pilar da segurança da ditadura, o Regimento de Infantaria de Beja.» A ditadura só chegaria ao fim 12 anos depois, mas este foi um importante contributo para a libertação do país, que acabou por cair no esquecimento geral.
O autor consultou os processos da PIDE, procurou documentos e recolheu testemunhos com o objectivo de «repor o essencial da história da acção revolucionária de Beja» neste livro, prefaciado pela historiadora Irene Pimentel. José Hipólito Santos (Porto, 1932), sócio-economista, foi colaborador da Seara Nova e dos Cadernos de Circunstância, membro do MUD-Juvenil e das Comissões Promotoras do Voto.
Participou nas Revoltas da Sé e de Beja, foi dirigente do MAR, da LUAR e do PRP, preso político e esteve exilado em Argel, Rabat e Paris. Foi ainda presidente do Ateneu Cooperativo e da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, fundador da cooperativa SEIES, membro do Comité de Acção da Sorbonne, em Maio de 68, e professor universitário em Paris e Lisboa (ISEG e ISPA).
Perito das Nações Unidas e das redes «Alliance Pour Un Monde Responsable, Pluriel et Solidaire» e «DRD – Démocratiser Radicalement la Démocratie». Participou no Congresso Mundial de Cidadãos (Lille, 2001). É membro do NAM – Movimento Cívico «Não Apaguem a Memória». Autor de A Mulher e o Desenvolvimento, 2004; Maneiras Cooperativas de Pensar e Agir, 2009 e Felizmente Houve a LUAR, 2011.
O Movimento de Beja não triunfou, mas foi uma etapa necessária no caminho para a libertação completa do Povo Português. Os seus heróis, dois jovens caídos em combate, despertaram as massas. O exemplo daqueles homens não foi, não é, não será jamais esquecido.
Humberto Delgado, numa carta para o capitão Carlos Vilhena
A Estátua – A Tortura Preferida pela PIDE e Caminhos de Liberdade são as duas primeiras obras da trilogia do ex-lutador antifascista José António Pinho, que serão apresentadas no próximo dia 27 de Janeiro, sexta-feira, no Funchal. A sessão decorre pelas 18:30 horas, no Centro Cultural Anjos Teixeira.
- A Estátua – A Tortura Preferida pela PIDE
O livro, baseado em factos reais, caracteriza politicamente os anos de 1958 e 59, registando memórias fundamentais para a construção da nossa identidade colectiva. São narrados 40 dias vividos nas masmorras da polícia política, em Coimbra, sete deles de autêntica tortura. Este é um testemunho da relação com os agentes da PIDE, do medo, do pânico, da alucinação, do desejo de morrer e da tábua de salvação que permitiu não denunciar, escrito em «palavras de lágrimas, de sangue e de amor».
Nas palavras do autor, esta é uma «singela homenagem a todos aqueles que, sem nome, viveram e lutaram por sonhos de liberdade».
- Caminhos de Liberdade
Em Caminhos de Liberdade, o autor narra uma história romanceada, baseada em factos reais desenrolados nos anos de 1959 e 1960. O Forte de Peniche, a prisão mais sinistra do fascismo de Salazar, é dado a conhecer por intermédio de dois jovens de 19 e 24 anos.
O drama de um deles, católico praticante, na envolvência do terrível sistema prisional, do seu relacionamento e confrontação com o Padre Bastos, dos amores com Cristina, as dúvidas, as interrogações e a convivência com a sua nova família comunista são descritos com palavras eloquentes, fortes e verdadeiramente desesperantes.
O conhecido Forte de Caxias, onde milhares de portugueses foram encarcerados e torturados, surge na obra com os seus longos corredores cheios de trevas e de portas de ferro, o dia-a-dia de homens humilhados e sovados que, com as suas lutas e canções, não desistiram de lutar e de proclamar bem alto os seus ideais democráticos e libertadores.
Todos os horrores vividos nestes antros tenebrosos do fascismo salazarista são convertidos pelo autor em caminhos de esperança, camaradagem, amor e liberdade.
Natural de Melo (Gouveia), José António Pinho entrou nos caminhos das lutas democráticas e antifascistas aos 18 anos, ao encontrar o general Humberto Delgado. Esteve detido em várias prisões civis e militares durante o Estado Novo.
Desenvolveu grande actividade política ao lado do escritor António Alçada Baptista, nas pseudo-eleições de 1969, apresentando-se, em 1973, nas listas do MDP-CDE como candidato pelo círculo de Castelo Branco à Assembleia Nacional. Foi militante do PCP entre 1958 e 1982.
Vive na Covilhã desde a infância, onde actualmente desenvolve a sua actividade empresarial e de dirigente associativo.
A obra poética O Sono Extenso, de Sara F. Costa, vencedora do Prémio Literário João da Silva Correia
2011, será apresentada no auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria no próximo dia 26 de Janeiro, quinta-feira, pelas 18:00 horas.
A apresentação ficará a cargo de Josias Gil, membro do júri da distinção atribuída à obra em Dezembro. O evento contará com a participação de Rui Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, autarquia que promove o prémio literário.
Sara F. Costa é natural de Oliveira de Azeméis, tendo atravessado o seu percurso escolar até ao ensino secundário em S. João da Madeira. É licenciada em Línguas e Culturas Orientais e mestre em Estudos Interculturais: Português/Chinês pela Universidade do Minho. Actualmente é professora assistente no Instituto Politécnico de Leiria.
Autora dos livros de poesia A melancolia das mãos e Uma devastação inteligente, já foi premiada em vários certames literários nacionais e tem poemas publicados em diversas revistas literárias. Esta é a segunda vez que recebe o Prémio Literário João da Silva Correia.
O trabalho apresentado por dezenas de investigadores portugueses e espanhóis no Curso de Verão 2010 promovido pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI) deu origem ao livro Patrimónios, Territórios e Turismo Cultural – Recursos, Estratégias e Práticas, coordenado pelo geógrafo Rui Jacinto. A obra, que destaca a importância estratégica do património histórico e cultural para o desenvolvimento turístico e económico dos territórios interiores e transfronteiriços da região Centro, será lançada no próximo dia 21 de Janeiro, sábado, pelas 15:30 horas, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda.
O livro resulta de uma colaboração da Âncora Editora com o CEI, iniciada com a publicação do livro Efeito Barreira e Cooperação Transfronteiriça na Raia Ibérica – Impactes Territoriais do INTERREG-A, de Eduardo José Rocha Medeiros, no ano passado. Ambas as publicações inserem-se na Colecção Iberografias, dinamizada pelo CEI.
O Centro de Estudos Ibéricos é uma associação transfronteiriça sem fins lucrativos, constituído pela Câmara Municipal da Guarda, Universidade de Coimbra, Universidade de Salamanca e Instituto Politécnico da Guarda. A ideia partiu do ensaísta Eduardo Lourenço na sessão solene comemorativa do Oitavo Centenário do Foral da Guarda, em 1999, tendo em vista a criação de um Centro de Estudos que contribuísse para um renovado conhecimento das diversas culturas da Península e para o estudo da Civilização Ibérica como um todo. Criado formalmente em Maio de 2001, tem vindo a afirmar-se como pólo privilegiado de encontro, reflexão, estudo e divulgação de temas comuns e afins a Portugal e Espanha, com especial incidência na região transfronteiriça.
Aos 91 anos, o pintor, arquitecto e ensaísta Nadir Afonso é o protagonista de uma tripla homenagem, a decorrer este fim-de-semana no Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto. A sessão de lançamento do livro Nadir Afonso conversa com Agostinho Santos junta-se à estreia do filme Nadir Afonso – O Tempo não Existe, de Jorge Campos, e à inauguração da exposição fotográfica Nadir Afonso – No Tempo e no Lugar, de Olívia da Silva, que dão a conhecer a vida e a obra do mestre.
O livro Nadir Afonso conversa com Agostinho Santos será apresentado por João Fernandes, director do Museu de Serralves, no sábado, dia 7 de Janeiro, pelas 16:00 horas, no Salão Nobre do TNSJ.
Em Nadir Afonso conversa com Agostinho Santos, o jornalista do Jornal de Notícias e artista plástico dá voz à «radiografia inacabada» do percurso pessoal e artístico de Nadir Afonso. Resultado de intermináveis horas de conversa, o livro desafia a linearidade do tempo e a rigidez das fronteiras geográficas: «Viajamos por Chaves, passamos pelo Porto, deambulamos por Paris, aterramos no Rio de Janeiro e em S. Paulo, e regressamos a Cascais, aos dias de hoje, que, com um normal cansaço, ainda são passados a pintar, que é, afinal, o que Nadir mais gosta de fazer.»
A obra inclui dois textos inéditos de Nadir Afonso, escritos recentemente («A relatividade e a ilusão do tempo» e «A exactidão matemática»), e uma breve perspectiva fotobiográfica.
Nadir Afonso nasceu em Chaves, em 1920.
Diplomou-se em Arquitectura na Escola de Belas-Artes do Porto. Em 1946, estudou Pintura na École des Beaux-Arts de Paris; através de Portinari obteve uma bolsa de estudo do governo francês. De 1946 a 1948, e novamente em 1951, foi colaborador do arquitecto Le Corbusier, e serviu-se algum tempo do ateliê de Fernand Léger. De 1952 a 1954, trabalhou no Brasil com o arquitecto Óscar Niemeyer. Nesse ano, regressou a Paris, retomou contacto com os artistas orientados na procura da arte cinética, desenvolvendo os estudos que denomina Espacillimité.
Na vanguarda da arte mundial, expôs, em 1958, no Salon des Réalités Nouvelles. Em 1965, Nadir Afonso abandonou definitivamente a Arquitectura e acentuou o rumo da vida exclusivamente dedicada à criação da sua obra.
Prémio Nacional de Pintura em 1967 e Prémio Amadeo de Sousa-Cardoso em 1969. Condecorado com o grau de Oficial (1984) e de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2010). Jorge Campos realizou os filmes Nadir e Nadir Afonso: O Tempo não Existe.
Está representado nos museus de Lisboa, Porto, Amarante, Rio de Janeiro, S. Paulo, Budapeste, Paris, Wurzburg, Berlim, entre outros. Uma retrospectiva comissariada por Adelaide Ginga foi apresentada no Museu Nacional de Soares dos Reis e no Museu do Chiado. Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusíada.
Autor de vasta obra de reflexão, publicou: La Sensibilité Plastique, Les Mecanismes de la Création Artistique, Aesthetic Synthesis, Universo e o Pensamento, O Sentido da Arte, Da Intuição Artística ao Raciocínio Estético, Sobre a Vida e Sobra a Obra de Van Gogh, As Artes: Erradas Crenças e Falsas Críticas, Nadir Face a Face com Einstein, Manifesto: O Tempo não Existe, Reflexões: O Trabalho Artístico.
Aos 91 anos, continua a pintar. Foi convidado para ilustrar a capa do 147.º aniversário do Diário de Notícias, assinalado no passado dia 29 de Dezembro de 2011, com um inédito de O Rapto de Europa.
Como afirma em Nadir conversa com Agostinho Santos, gostaria de ficar conhecido «como um pintor que realmente encontrou as leis que regem a obra de arte».
Tiago Vidal estreia-se como autor aos 10 anos
No domingo, dia 18 de Dezembro, decorre o lançamento da obra O Mundo dos Espelhos, de Tiago Vidal, o autor mais jovem da Âncora Editora, de apenas 10 anos. A obra de literatura infantil, ilustrada por João Rodrigo Baptista, será apresentada pelo jornalista Rogério Rodrigues, autor do prefácio, pelas 16:00 horas, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Amadora.
O livro assenta numa estrutura clássica, em que o bem e o mal se confrontam. O modo como o autor se arrima a personagens, a metáforas, a ocorrências, para ilustrar a sua "voz" literária surpreende mesmo o leitor mais autorizado.
Tiago Vidal nasceu em Cascais, em 2001. Estuda no Colégio São Tomás e é aluno de piano no Conservatório de Música de Lisboa.
Começou esta sua primeira aventura literária no Verão de 2010, durante as férias escolares, tendo como enquadramento natural as paisagens do Lago Azul, em Ferreira do Zêzere.
O convite para o lançamento segue em anexo. Caso pretenda receber um exemplar da obra para notícia ou recensão e/ou para mais informações, agradeço que entre em contacto comigo.
Com os melhores cumprimentos,
Inês Figueiras
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Amanhã, dia 17 de Dezembro, decorre o lançamento da obra Geografia do Olhar, que assinala a
entrada da eurodeputada Ilda Figueiredo no universo da poesia, na companhia de pinturas inéditas do artista plástico e jornalista Agostinho Santos. A sessão decorre pelas 16:30 horas, na UNICEPE – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, na Praça Carlos Alberto, 128-A, Porto.
O álbum integra um conjunto de poemas escritos em várias partes do mundo, versando os mais diversos temas, como as desigualdades, a injustiça e a fome, que atingem ainda a nossa sociedade. As pinturas de Agostinho Santos foram concebidas propositadamente a partir dos poemas de Ilda Figueiredo, criando uma simbiose entre estes dois tipos de arte.
Ilda Figueiredo nasceu em Troviscal, Oliveira do Bairro, e vive em Vila Nova de Gaia há vários anos.
Economista, mestre em Planificação e Gestão da Educação, professora; actualmente é eurodeputada e dirigente do PCP. Foi deputada na Assembleia da República e autarca no Porto e em Vila Nova de Gaia.
Tem colaborado em diversos órgãos de comunicação social. É autora dos livros Educar para a Cidadania, No Mar Não Há Árvores e Novos Rumos Para Portugal e Para a Europa, tendo participado em outros.
Agostinho Santos nasceu em Vila Nova de Gaia, onde vive.
É jornalista na secção de Cultura do Jornal de Notícias e artista plástico. Frequenta actualmente o mestrado de Pintura na Faculdade de Belas Artes e o doutoramento em Museologia na Faculdade de Letras, da Universidade do Porto.
Realizou 59 exposições individuais, em Portugal, Espanha, Brasil e Índia, e participou em mais de 250 mostras colectivas no país e no estrangeiro.
Autor da Vaca Pessoana, seleccionada para a CowParade Lisboa (2006). Comissário da Egg Parade 2009, em Vila Nova de Gaia.
É autor de vários livros, nomeadamente, Cumplicidades, Voos Sentidos, Olhares de Cumplicidade, Discurso do Sonho em Honra dos Pássaros, Ecos do Íntimo, Pessoa, Gaia, Árvore, Matéria Prima, José Saramago, segundo Agostinho Santos, Nadir Afonso: Itinerário (Com)Sentido, Portugal a Negro – Histórias de um repórter infiltrado e Ilda Figueiredo conversa com Agostinho Santos.
A obra poética O Sono Extenso, de Sara F. Costa, é a vencedora do Prémio Literário João da SilvaCorreia 2011, da Câmara Municipal de S. João da Madeira. A cerimónia de entrega do prémio decorreamanhã, dia 16 de Dezembro, pelas 21:30 horas, na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo.
Sara F. Costa é natural de Oliveira de Azeméis, tendo atravessado o seu percurso escolar até ao ensino secundário em S. João da Madeira. É licenciada em Línguas e Culturas Orientais e mestre em Estudos Interculturais: Português/Chinês pela Universidade do Minho. Actualmente é professora assistente no Instituto Politécnico de Leiria.
Autora dos livros de poesia A melancolia das mãos e Uma devastação inteligente, já foi premiada em vários certames literários nacionais e tem poemas publicados em diversas revistas literárias. Esta é a segunda vez que recebe o Prémio Literário João da Silva Correia.
Romance epopeia apresentado 12 anos após a transferência de Macau para a China
Doze anos depois da transferência da administração de Macau das mãos de Portugal para as da República Popular da China, a Fundação Casa de Macau, na Praça do Príncipe Real, em Lisboa, acolhe a apresentação do romance As Quatro Estações – Memórias de um Portugal Maior, do juiz conselheiro e escritor José Maria Rodrigues da Silva. A sessão decorre, amanhã, 15 de Dezembro, pelas 18:30 horas, cinco dias antes de se assinalar o fim da administração portuguesa daquele território.
A obra, um reencontro das marcas deixadas pelos grandes navegadores portugueses em Macau, Goa, Malaca, Nagasaqui, Tanegashima e no Brasil, será apresentada por Alberto Carvalho, professor de Literatura da Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. No final, servir-se-á um chá, seguindo o ritual oriental.
O autor do livro, José Maria Rodrigues da Silva, nasceu em Almada, em 1932. Foi advogado, professor, juiz nos Tribunais de Trabalho, juiz desembargador na secção cível do Tribunal da Relação de Évora e na secção social do Tribunal da Relação de Lisboa, juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal Superior de Justiça de Macau. A sua obra abarca o ensaio, o romance, a poesia e o teatro.
Transferência de Macau para a China
A administração de Macau (agora denominada Região Administrativa Especial de Macau) foi transferida para a República Popular da China a 20 de Dezembro de 1999. Os portugueses estabeleceram-se neste território, em 1557, data em que terá sido fundada a cidade de Macau. A governação formal portuguesa durou mais de quatro séculos, transformando este território, situado a 10 mil quilómetros de Portugal, num ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente.
Como já noticiámos, amanhã, dia 7 de Dezembro, pelas 17:30, decorre a sessão de apresentação do livro Conversas no meu Consultório, do Professor Fernando de Pádua, no Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos. A obra será apresentada pelos professores Artur Torres Pereira e José Manuel Pereira Miguel.
Nascido em Faro, em 1927, o Professor Fernando de Pádua licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa. Mais tarde, graduou-se em Cardiologia pela Harvard University, em Boston, nos EUA, e doutorou-se em Medicina e Cardiologia pela Faculdade de Medicina de Lisboa, onde é professor catedrático.
Fundou e presidiu a Fundação Portuguesa de Cardiologia. Também foi presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, de que é sócio e presidente honorário. Fellow da European Society of Cardilogy, e ex-presidente da International Society of Electrocardiology.
É fundador e presidente do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva e da Fundação Professor Fernando de Pádua, bem como coordenador científico, em Portugal, do Programa CINDI da Organização Mundial de Saúde.
Em Conversas no meu Consultório, o Professor Fernando de Pádua responde a dúvidas e medos sobre o coração através de conversas entre o médico e os pacientes: «Às vezes dói-me o coração. Será que tive um enfarte?» «Um sopro no coração. Vou ter de ser operada?» «Acha que vou ter um AVC? Dizem que tenho o colesterol alto...»...
Com este livro, o cardiologista procura ajudar os que querem ser mais saudáveis e motivar todos para a promoção da sua saúde e dos seus próximos, dando continuidade ao trabalho que sempre o destacou: aproximar a Medicina dos cidadãos.
Adão Cruz
Afonso da Rocha Aguiar
Aleksandra Serbim
Álvaro José Ferreira
Amadeu Ferreira
Ana Afonso Guerreiro
Andreia Dias
António Gomes Marques
António Mão de Ferro
António Marques
António Sales
Augusta Clara
Carla Romualdo
Carlos Durão
Carlos Godinho
Carlos Leça da Veiga
Carlos Loures
Carlos Luna
Carlos Mesquita
Clara Castilho
Dorindo Carvalho
Ethel Feldman
Eva Cruz
Fernando Correia da Silva
Fernando Pereira Marques
Francisca da Rocha Aguiar
François Morin
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João Machado
João Vasco de Castro
Joaquim Magalhães dos Santos
José Brandão
José de Brito Guerreiro
José Goulão
José Magalhães
Josep Anton Vidal
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Luís Peres Lopes
Luís Rocha
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Manuela Degerine
Marcos Cruz
Margarida Antunes
Margarida Ruivaco
Maria Inês Aguiar
Mário Nuti
Mário Pais de Oliveira (padre de Macieira da Lixa)
Moisés Cayetano Rosado
Octopus
Paulo Ferreira da Cunha
Paulo Rato
Paulo Serra
Pedro Godinho
Pedro de Pezarat Correia
Raúl Iturra
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Rui Rosado Vieira
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Vasco de Castro
Vasco Lourenço
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