Como o nazismo voltou a estar na moda com as eleições democráticas de França e Grécia e com o aparecimento do assassino e ideologo Breivik na civilisada , evoluida e moderna Noruega, chamamos Goering, o nº 2 do regime Nazi Alemão, para nos contar o incendio do Reichtag e a sua paixão pela pintura concretizada no roubo de 140.000 obras...Facto que irá discutir com Leonardo da Vinci, o génio do século XVI de multiplos talentos, um verdadeiro "Principe da Renascença".
E o 3º convidado é Chu-en- lai, o génio da diplomacia Chinesa, criador da 3ª força politica Mundial: o 3º Mundo, englobando os novos países que se libertavam do colonialismo de Africa, Asia e America Latina, e outros que não se sujeitavam à inevitabilidade de terem de escolher ao bloco dirigido por Estados Unidos ou União Soviética.
Como sempre, convém reservar. Para este mail ou 213965360
ULTIMO AVISO para a MALTA NÃO SE DISTRAIR !
O Encontro do dia 7 de Maio tem as seguintes personagens :
Garcia de Orta, médico português judeu, cientista estrela do nosso glorioso século XVI, cuja obra sobre Botânica, Medicina e Antropologia, ainda hoje é citada, encontra Henry Ford, o inventor do automóvel popular, democrata, anti-racista, pacifista que lutou contra os belicistas da I Guerra Mundial, o símbolo do capitalismo produtivo e de inserção social contra o capitalismo especulativo assente no roubo, na falência e na criação da miséria a nível mundial. Para debater estas e outras questões convidámos Marat, o médico, publicista e teóprica da Revolução Francesa que teve a sorte de ter sido assassinado pela reaccionária Charlotte Corday, em vez de ter sido executado por antigos camaradas ( escrevo literalmente, apesar de metafóricamente isso ser o "pão nosso de cada dia").
Não percam , tragam amigos e reservem. Por este mail ou 213965360
Hélder
AVISO : saiu nova edição das folhas de sala do 1º ano de ENCONTROS IMAGINÁRIOS. Preço 5€.
O Encontro do dia 7 de Maio tem as seguintes personagens : Garcia de Orta, médico português judeu, cientista estrela do nosso glorioso século XVI, cuja obra sobre Botânica, Medicina e Antropologia, ainda hoje é citada, encontra Henry Ford , o inventor do automóvel popular, democrata, anti-racista, pacifista que lutou contra os belicistas da I Guerra Mundial, o símbolo do capitalismo produtivo e de inserção social contra o capitalismo especulativo assente no roubo, na falência e na criação da miséria a nível mundial. Para debater estas e outras questões convidámos Marat, o médico, publicista e teórico da Revolução Francesa que teve a sorte de ter sido assassinado pela reaccionária Charlotte Corday, em vez de ter sido executado por antigos camaradas ( escrevo literalmente, apesar de metafóricamente isso ser o "pão nosso de cada dia"). Não percam , tragam amigos e reservem.
Por este mail ou 213965360
Hélder
AVISO : saiu nova edição das folhas de sala do 1º ano de ENCONTROS IMAGINÁRIOS. Preço 5€.
Na Segunda-feira 23 de Abril, vésperas do aniversário do “dia da libertação”, sugerimos como adequado participar nos Encontros Imaginários que o encenador e dramaturgo Hélder Costa quinzenalmente prepara no espaço de A Barraca no Cinearte (a Santos) e que o próprio apresenta da seguinte forma :
“No ambiente festivo e preocupado do 25 de Abril de 2012 decidimos fazer um ENCONTRO com os mais célebres irmãos inimigos da Nossa História: O constitucionalista e liberal D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal (a propósito, Américo Tomás informou a sua mulher D. Gertrudes que essa diferença entre 1º e 4º tinha a ver com os fusos horários), D. Miguel, o absolutista e aluno fiel do Império Austro-Húngaro, e Bocage o vate Sadino, provocador, iconoclasta e iluminista pré - Revolução Francesa.
Porque a nossa História (e o Mundo) sempre viveu, vive e viverá neste conflito entre os que sonham, lutam e avançam, e os nababos enriquecendo com a ignorância e a miséria.
É a nossa homenagem ao 25 de Abril”.
Interpretam as figuras históricas: Bocage - Ruben Garcia, D.Pedro IV - Adérito Lopes e D. Miguel - Sérgio Moras.
Companheiros da grande viagem dos ENCONTROS IMAGINÁRIOS e novos aventureiros que nos queiram fazer companhia:
No ambiente festivo e preocupado do 25 de Abril de 2012 decidimos fazer um ENCONTRO com os mais célebres irmãos inimigos da Nossa História: O constitucionalista e liberal D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal (a propósito, Américo Tomás informou a sua mulher D. Gertrudes que essa diferença entre 1º e 4º tinha a ver com os fusos horários), D. Miguel , o absolutista e aluno fiel do Império Austro-Húngaro, e Bocage o vate Sadino, provocador, iconoclasta e iluminista pré - Revolução Francesa.
Porque a nossa História ( e o Mundo) sempre viveu, vive e viverá neste conflito entre os que sonham, lutam e avançam, e os nababos enriquecendo com a ignorância e a miséria.
É a nossa homenagem ao 25 de Abril.
Reservas : 213965360 ou para este mail
Abraços e até lá
Hélder
Companheiros da grande viagem dos ENCONTROS IMAGINÁRIOS e novos aventureiros que nos queiram fazer companhia:
No ambiente festivo e preocupado do 25 de Abril de 2012 decidimos fazer um ENCONTRO com os mais célebres irmãos inimigos da Nossa História: O constitucionalista e liberal D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal ( a propósito, Américo Tomás informou a sua mulher D. Gertrudes que essa diferença entre 1º e 4º tinha a ver com os fusos horários), D. Miguel , o absolutista e aluno fiel do Império Austro-Húngaro, e Bocage o vate Sadino, provocador, iconoclasta e iluminista pré - Revolução Francesa.
Porque a nossa História ( e o Mundo) sempre viveu, vive e viverá neste conflito entre os que sonham, lutam e avançam, e os nababos enriquecendo com a ignorância e a miséria.
É a nossa homenagem ao 25 de Abril.
Reservas : 213965360 ou para reste mail
Abraços e até lá
Hélder
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De harmonia com as leis da Poesia e da Ciência Natural,
Apresenta:
AS AVENTURAS MARAVILHOSAS DE SALTA POCINHAS
Diz o Aquilino Ribeiro que o Romance da Raposa é para Crianças a partir dos 11 anos... hoje já não lhes chamamos crianças. Aos 11 anos são Pré-Adolescentes. Mudam-se os tempos... os 40 de hoje são os trinta de ontem... os 11 serão o quê? seja como for o Espectáculo é para Maiores de 6... bem vindos... miúdos e graúdos...
Normalmente os adaptadores aproveitam o enredo e recriam o texto, simplificando-o. Digo isto porque já houve várias adaptações do Romance Da Raposa. Li algumas e o que senti, na maioria dos casos, foi que, embora o resultado da adaptação prometesse um espectáculo muito giro, o Texto do Aquilino ficava por dizer e por ouvir... A minha proposta é um pouco diferente. O texto que se diz em cena é todo retirado do Romance, as cenas foram escolhidas de modo a criar uma unidade narrativa coerente, uma história com princípio meio e fim, passando pelas 3 idades da Raposa... claro que tive de escolher apenas algumas das aventuras do Romance. Caso contrário o espectáculo teria de ser acompanhado com Almoço, Jantar e Ceia... Seja como for este espectáculo quer-se como um incentivo à leitura da obra e não uma substituição dela.
Aquilino Ribeiro é de uma clareza surpreendente que, habituados que estamos a ler, usar e ouvir um Português paupérrimo, nos escapa nas primeiras leituras. Em cena de 17 de Março a 13 de Maio Sábados: 16h00 Para Escolas: durante a semana em datas a combinar
Traz os teus pais ao Teatro
Largo de Santos, 2 1200-808 Lisboa
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No dia 26 de Março, véspera do Dia Mundial de Teatro, que A BARRACA continua a comemorar oferecendo entradas gratuitas APESAR DA CRISE ( porque é uma forma de a iludir...), realizamos o 25º ENCONTRO IMAGINÁRIO.
Desta vez, os personagens são Leonor Teles que ficou com o cognome popular " A Aleivosa", de itinerário pérfido e -segundo Fernão Lopes, o grande cronista da época - de acção decididamente anti-patriótica, José Fouché a serpente venenosa da Revoluçâo Francesa e considerado o grande inventor da polícia politica e Julio César, o vitorioso Imperador Romano vencedor da guerra civil contra os conservadores e assassinado pelos seus mais próximos.
Um ENCONTRO que irá debater o crime e a traição ao alto nível da politica e do Estado.
Uma sessão de indiscutivel para os DIAS DE HOJE.
Reservas 213965360
E no dia 12 de Março iniciamos o 2º ano dos ENCONTROS, assinalando simultâneamente o 36º aniversário deste famigerado grupo de teatro que dá pelo nome de BARRACA em homenagem ao Lorca, e que muitos insistem em que "dê barraca"".Adiante.E nessa 2º f., como sempre às 21, 30, temos as agradáveis visitas de Leni Riefenstahl, a cineasta que eternizou os Congressos nazis e as Olimpiadas d 1936 quando Hitler recusou apertar a mão ao preto Jess Owens que se portou de forma indigna humilhando na pista a poderosa Alemanha ; Roosevelt, o presidente dos USA que fez a aliança com Churchill e Staline que derrotou Hitler, e principalmente derrotou a grande Depressão de 1930 com a teoria Keynesiana do investimento público e aproveitará para denunciar o que já fazia a célebre Moody's nesse tempo; e terminamos com Reinaldo Ferreira, o célebre reporter X, investigador de crimes e da "Noite Sangrenta", poeta, cineasta, e pai de outro Reinaldo Ferreira, poeta de canções musicadas e cantadas pelo Zeca e por Adriano, e também de "uma casa portuguesa", cuja ironia não foi compreendida e se transformou paradoxalmente no hino do ruralismo e penúria do Salazarismo.Não faltem , tragam outro(s) amigo/a(s) também.Reservas . por mail, ou 213965360Hélder
Amigos e companheiros desta longa viagem dos ENCONTROS IMAGINÁRIOS.
Na próxima 2ª feira dia 27, comemoramos o 1º aniversário destes espectáculos. Tem sido uma experiência feliz, com muito público e geral agrado.
Para comemorar, como prometido , sai uma brochura com a colecção de todas as folhas de sala de Fevereiro de 2011 a Fevereiro de 2012, ao preço de 5€.
Os convidados são Miguel de Vasconcelos ( julgo que ele está muito satisfeito por retirarem o feriado do 1º de Dezembro, o que ajudará a que o seu papel caia no esquecimento),Catarina da Rússia , a célebre Imperatriz reputada por ser mecenas de Artes, dando origem ao Museu Hermitage, e também pela sua vida privada de intensa e exemplar actividade sexual, e Robespierre, "L'Incorruptible" da Revolução Francesa, implacável na utilização da guilhotina que também haveria de o liquidar.
Reservas por mail ou 213965360.
Abraços e beijinhos
Hélder
ULTIMO AVISO- É esta noite a festa com o 1º Rei Afonso Henriques, o martir Gomes Freire de Andrade e o Dracula, de triste fama vampiresca...
O Encontro tem de ir para a Sala 1 porque já há 60 reservas e já não se cabia no BAR.
Reservas : 213965360 e por mail : costhelder@gmail.com
Dia 6 de Fevereiro, 21, 30, o Encontro Imaginário apresenta personagens que parecem surgir para intervir nas mais recentes polémicas da sociedade portuguesa.
Gomes Freire de Andrade, o herói português mandado enforcar em 1817 por Beresford, o ocupante Inglês, foi Grão Mestre da Maçonaria e parece enviado para separar as águas entre uma associação de enorme responsabilidade cívica e Histórica e os bandos Mafiosos que se têm servido dessa tradição para negócios e repelentes manipulações politicas.
Afonso Henriques, o nosso 1º Rei, fundador da Nacionalidade e cultor de municipalismo e pluralismo cultural bem demonstrado nas dádivas de terras aos Mouros e no respeito pela comunidade Judaica, não deve estar a achar graça aos serôdios desejos Governamentais que querem eliminar os feriados que homenageiam a Independência e o Patriotismo Republicano.
Vlad III, Dracula, o Principe cristão Romeno foi um bárbaro perseguidor do Islamismo. Um precursor do belicismo com que Estados Unidos e Inglaterra se relacionam com essas populações, com os resultados que se conhecem.
RESERVAS : por mail ou 213965360
Neste mesmo local e à mesma hora
6 DE FEVEREIRO
Drácula
Afonso Henriques
Gomes Freire de Andrade
FAÇA JÁ A SUA MARCAÇÃO ENCONTROS IMAGINÁRIOS O confronto de ideias através de personagens marcantes da História da Humanidade. O percurso irregular do Conhecimento e da Cultura, na Política, na Arte, na Economia, nas Religiões e na Ciência. Uma demonstração pública que a aprendizagem pode ser lúdica, agradável e de dimensão popular. Ser culto sem ser elitista e popular sem ser populista.
ANTONIO ALEIXO
António Fernandes Aleixo foi um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos. No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia, servente de pedreiro, trabalho este, que emigrado, também exerceu em França.
De regresso ao seu país natal, restabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro". A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas"), nunca teve a preocupação de registar suas composições. Apenas com o trabalho do professor Joaquim Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que lhe ditou o poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias ("Quando Começo a Cantar"), e com o posterior registo pelo próprio poeta com o incentivo daquele mesmo professor, é que a obra de Aleixo recebeu algum registo escrito.
Faleceu por tuberculose, em 16 de Novembro de 1949
Em homenagem ao poeta popular e à sua obra, muitos distritos portugueses , a CPLP e os PALOP atribuíram o seu nome a ruas e avenidas e até a diversas escolas.
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JUIZ VEIGA
Em 1893, em plena crise financeira, política e social, foi encarregado de organizar o Juízo de Instrução Criminal, com poderes excepcionais e concebido como principal instrumento de repressão e de fortalecimento do poder real, a mando do então Ministro do Reino, João Franco. Ao juiz Veiga compete, em especial, vigiar a imprensa e as actividades de republicanos e anarquistas, montando sucessivas operações policiais de infiltração e perseguição dos 'suspeitos". Em nome da ordem pública, instala, de facto, a censura à imprensa desafecta, embora veja, com frequência, as suas vítimas absolvidas em tribunal – a que não seria alheio o facto de o republicano e maçon Trindade Coelho desempenhar as funções de procurador da Coroa no tribunal da Boa-Hora, de que virá aliás a demitir-se por se recusar a aplicar as 'leis celeradas' de João Franco. O certo é que a figura do juiz Veiga, com as suas patilhas e o cachimbo em forma de mulher nua, marcou a sua época, sendo objecto de sucessivos ataques e caricaturas, apresentado fardado de polícia e munido do lápis azul da censura. Monárquico de convicção, entrou em conflito em 1907 com o seu protector João Franco, alegadamente a propósito da explosão da Rua do Carrião, em que foi preso o jovem estudante Aquilino Ribeiro ('quero-me ir embora antes que tudo isto desabe', terá exclamado Veiga, conforme conta Raúl Brandão nas suas Memórias).
Faleceu dois anos depois de abandonar o cargo.
CÂNDIDO DE OLIVEIRA
(Seleccionador Nacional de Futebol em 1926-1929; 1935-1945; 1952)
O grande «mestre» do futebol em Portugal
Nascido em Fronteira, distrito de Portalegre, Cândido Fernandes Plácido de Oliveira entrou para a Casa Pia em 1905 e cedo mostrou capacidades inatas para a prática do futebol, capacidades essas que o levaram ao Benfica a partir da época de 1914-15. Aí se manteve até 1920, tendo saído para fundar o Casa Pia Atlético Clube. Seria ele o primeiro «capitão» da Selecção Nacional, no célebre jogo de Madrid, em 1921.
Mas Cândido de Oliveira foi mais ainda: grande figura humana, democrata convicto que tomou desassombradas posições públicas contra os regimes de Hitler, de Mussolini, de Franco e Salazar. A sua coragem intelectual só teve paralelo na sua coragem física. Foi sujeito a um sem-número de prisões levadas a cabo pela então PIDE. Brutalmente torturado e espancado a ponto de lhe terem partido todos os dentes, em 1942 é enviado para o campo de concentração do Tarrafal. Sobre ele escreveu um livro chamado «Tarrafal – o pântano da morte», publicado a título póstumo, após o 25 de abril de 1974. Demitido dos correios telégrafos e telefones (CTT), onde trabalhara longos anos e atingira a elevada função de inspector de exploração, funda com Ribeiro dos Reis e Vicente de Melo o jornal «A Bola».
Por várias vezes ocupou o cargo de Seleccionador Nacional e foi jornalista na «Stadium», director de «Os Sports», «Diário de Notícias», «Diário de Lisboa» e «O Século». Treinador do Sporting dos «cinco violinos», da extraordinária equipa da Académica, do Belenenses, do FC Porto e do Atlético, chegou também a orientar o Flamengo, do Brasil, em 1950-51. Sofreu uma pneumonia enquanto cobria, como enviado-especial de «A Bola», o Campeonato do Mundo de 1958, na Suécia. Como consequência, viria a falecer no dia 23 de Junho desse ano.
ANTONIOALEIXO
JUIZ VEIGA
CÂNDIDO DE OLIVEIRA
(Publicado no Estrolabio)
Na muito desde sempre falada “crise” do Teatro, esquece-se frequentemente que a CRISE, qualquer crise, é sempre um ponto de ruptura de uma falsa estabilidade.
Crise pressupõe que se vai operar qualquer modificação no status quo.
Crise é, portanto, fonte de movimento e nunca de estagnação.
Claro que nestas coisas do Teatro como em qualquer situação da vida, há a posição passiva e a activa; ou seja, há os que reagem e ensaiam soluções, e há os que aceitam porque “afinal, a coisa não está tão mal”, “enquanto o pau vai e vem, folgam as costas”, e outras frases chamadas de prudência e bom senso que nos têm conduzido a muitos becos sem saída.
O que se passou com o Teatro? Baixou o público? Sim, é verdade. E baixou em relação a todas as formas de espectáculo, excepto concertos de rock e outras manifestações colectivas que sublimam pela massificação a necessidade social de encontrar e fazer ou refazer grupos.
E o público também baixou por razões de ordem económica e porque prefere – precisamente porque a crise é mais geral, de valores, conceitos, de segurança, até de programação televisiva - , consumir tempo e dinheiro em restaurantes modestos ou de luxo, falando pela noite fora, rindo, divertindo- se e, evidentemente, discutindo a Crise.
Outro contributo muito importante para a Crise é a política oficial de Cultura (pelo menos, na Europa).
O teatro foi ficando asséptico, sem alma e sem cor, nos Teatros Nacionais e em algumas companhias transformadas em “templos” de produções caríssimas. O que implica, pelos temas e pelos preços, a exclusão de amplas camadas da população mais carenciada.
Diz – se que é para prestigiar o teatro. Claro que é falso. Do que se trata é de transformá–lo num arremedo premonitório da decadência da opera. Que também foi afastada da sua inicial vocação de espectáculo popular, convém não esquecer.
E agora vem o problema mais grave. É que os criadores teatrais também contribuíram para o afastamento do público. Porque acreditaram nessa promoção do teatro para “elevados espíritos”, ou porque recearam a campanha ideológica que combate as linhas do teatro popular em nome do “anti - maniqueísmo”. Que é , evidentemente, outra mistificação, porque não há nada mais maniqueísta do que o teatro do bom – senso e o habitual formalismo repetitivo e gratuito não tem a menor poética nem encanto estético.
E muitos não perceberam que o teatro popular é precisamente o oposto do populismo rasca tão adorado – dir-se-ia paradoxalmente - , por essa gente de “alto nível”.
E então, o que aconteceu ?
Em nome de experimentalismos e de pós – modernismos brotam falsos vanguardismos. Substituem-se histórias por textos díspares e inconsequentes, surgiu o culto sórdido da incomunicabilidade em vez da relação afectiva com o espectador, ressurgiram o vedetismo caduco e o artista da torre de marfim.
E como o público não tem nada a ver com isso, pratica a deserção das salas.
Claro que perante este panorama apetece perguntar:
Quem tem medo do teatro ?
Que pergunta ridícula, não é ? Ter medo do teatro, de uma peça, de uns actores que nos preenchem momentos de ócio?! Que absurdo!...
Mas...será que aqueles que têm medo de se verem retratados na praça pública gostam de teatro?
E os que pensam que o teatro só serve para fazer agitação política?
E os outros que lutam para que o teatro não tenha nada a ver com política? Como se isso fosse possível !!!
E os que têm horror ao humor e ao cómico que é impiedoso a descarnar situações, personagens e comportamentos ?
E os que fogem da emoção e das lágrimas ?
E os que se recusam a pensar e a olhar para o seu mundo ?
E os que não se querem ver nas más companhias dos artistas ?
E os que julgam que os artistas não passam de marginais e falhados sociais?
Gente infeliz, com certeza. Muita gente infeliz.
Tudo isto, e se calhar falta alguma coisa, são factores de crise. Mas o pessimismo é o sentimento mais reaccionário do mundo e eu continuo a acreditar no valor transformador das crises.
Porque o teatro é uma corrente de felicidade e de afectividade contra o egoísmo e o medo.
Luta por participar, comunicar, e por se entender entre si e os outros.
Sabe que pode desbloquear insegurança, que consegue abrir sentimentos e que transforma o acto poético em acto de vida.
Contra isso esbarram e são derrotados mil conceitos reaccionários: intrigas, invejas, discriminações sociais e económicas ( sim, estou a pensar nos subsídios do Estado), a cobardia dos lacaios de “quem está a mandar”, e a parolice dos admiradores incultos de vários modismos ( estéticos, éticos, políticos).
Quem não tem medo do teatro é quem ama a vida, quem aceita as suas contradições, e quem sabe que o mundo está em eterna transformação.
Pessoalmente, continuo a ter um gosto e convicções profundas em relação aos méritos do humor, do riso e do absurdo por vezes violento e pouco cómico, na exposição e desmontagem dos mecanismos que nos cercam nesta, parece que dolce vita, que nos dizem que temos.
É evidente que a minha experiência de contactos com vários níveis de classes sociais me ensinou que a minha função seria útil e bastante agradável, se conseguisse assumir-me como um “elo de comunicação” e não como o Mestre senhorial e intocável.
Porque fazia a troca de experiências, absorvia o saber do
“ Outro”, descobria contradições, fazia a síntese com os meus conhecimentos e algo de novo e melhor surgia; e , curiosamente, também da parte do “ Outro”( por vezes menos preparado intelectualmente), se operava esse esforço de encontro, de contradição e síntese.
Ou seja, este método ajudava a desenvolver o acto de cidadania liberto de individualismo e projecto unipessoal, transformando – se num exercício colectivo, aberto, e por isso mesmo, fonte de novas acções de cidadania.

Para terminar, sugiro um debate sobre uma questão bem actual : toda a vida lutámos contra a Censura do Salazar, e o que é curioso, é que se ela voltasse, podia autorizar cerca de 80% dos espectáculos que estão em cena!
Não será isso o verdadeiro factor de crise?
Se nos jornais da TV só vemos terror e pânico, com as guerras imperialistas e regionais, com as falências das prestigiadas multi-nacionais, com a instabilidade ambiental, com a corrupção Universal, com o renascimento do nazismo, é natural e logico ir ao teatro para adormecer e não sentir nenhum sobressalto de inteligência?
______________
* - Hélder Costa, autor, actor, encenador, director do Grupo de Teatro "A Barraca", escreveu este texto para uma comunicação que apresentou no Congresso de Lusitanistas na Universidade de Santiago de Compostela.
É evidente que não é de perder a polémica entre o Republicanismo de Bordalo Pinheiro, o conservadorismo caritativo de Pina Manique e a acção de Eva Perón, com a sua fantástica ligação à massas mais exploradas – aquilo que alguns políticos de gabinete apelidam de populismo – confundindo, talvez por ignorância, Berlusconi e Hitler com Samora Machel e Lula, por exemplo.
O Encontro Imaginário entre Alves Reis, Rudolph Hess e Mata - Hari, foi uma verdadeira chave de ouro com que encerrámos 2011.
O próximo Encontro continua com o atractivo da luta de ideias que tem sido tradição destes espectáculos. Desta vez, as personagens são Bordalo Pinheiro, o genial pintor, caricaturista politico, ceramista de prestigio internacional e grande propagandista Republicano, Pina Manique o fundador da Casa Pia e – contraditoriamente – implacável perseguidor dos humanistas Franceses e dos revolucionários de 1789, e o eterno mito Argentino que continua a ser Eva Perón. Tinha sido actriz, bela, elegante e carismática. Depois de casar com o general Perón transformou-se numa líder politica, “mãe” dos migrantes pobres de origem rural a quem ela chamava os “ descamisados”.
Outra informação : muitos espectadores têm mostrado interesse em possuir a colecção das “ Folhas de sala” que são distribuídas em cada Encontro.
Para assinalar o 1º ano dos Encontros Imaginários no próximo mês de Fevereiro decidimos editar uma brochura com todo esse material ( 23 “Folhas”), e mais informações, que será vendido ao preço simbólico de 5 €. Agradecemos inscrição dos interessados para avaliarmos o nº de exemplares da edição.
Não esquecer reservas : ou por mail ( este ou da Barraca) , e 213965360
O próximo Encontro continua com o atractivo da luta de ideias que tem sido tradição
destes espectáculos. Desta vez, as personagens são Bordalo Pinheiro, o genial pintor, caricaturista politico, ceramista de prestigio internacional e grande propagandista Republicano, Pina Manique o fundador da Casa Pia e – contraditoriamente – implacável perseguidor dos humanistas Franceses e dos revolucionários de 1789, e o eterno mito Argentino que continua a ser Eva Perón. Tinha sido actriz, bela, elegante e carismática. Depois de casar com o general Perón transformou-se numa líder politica, “mãe” dos migrantes pobres de origem rural a quem ela chamava os “ descamisados”.
Outra informação : muitos espectadores têm mostrado interesse em possuir a colecção das “ Folhas de sala” que são distribuídas em cada Encontro.
Para assinalar o 1º ano dos Encontros Imaginários no próximo mês de Fevereiro decidimos editar uma brochura com todo esse material ( 23 “Folhas”), e mais informações, que será vendido ao preço simbólico de 5 €. Agradecemos inscrição dos interessados para avaliarmos o nº de exemplares da edição.xxx Não esquecer reservas : ou por mail ( este ou da Barraca) , e 213965360

Amigos, companheiros e viajantes destes Encontros Imaginários Como anda no ar a nuvem negra da ausência do subsídio para as compras do fim do ano, decidimos oferecer uma verdaeira prenda de Natal.
Fala-se de especulação, golpes da finança, falencais, dramas à esquina a repetir a Grande Depressão de 1930? O nosso primeiro convidado é Alves Reis, até há pouco tempo detentor do invejável título de ser o maio burlão português de todos os tempos. Espero que ele guarde o seu sentido de humor, apesar da feroz concorrencia de que tem sido alvo. ( e o andor só agora saiu da Igreja...)
Nasce o nazismo na Europa, no Tea Party, no Leste, na América Latina? Oiçamos a s doutas palavras de Rudolph Hess, o secretário e delfim de Hitler, colaborador da obra-prima Mein Kampf. Espero que esteja bem documentado. E como neste wonderful world nunca poderão faltar as velinas de Berlusconi, as acompanhantes sulfurosas e capitosas, irá fazer-nos companhia a inefável e gloriosa Mata- Hari. Não faltem ,é uma prenda De Natal irrepetivel. E, como já sabem que convem marcar : rsposta para este mail ou 213965360. Dia 19, 21, 30- Bar da Barraca.
E à uma da manhã vejam aqui no blogue uma cena de Dona Maria a Louca, superiormente interpretada pela Maria do Céu Guerra. Não percam.
Abraços e good luck Helder
Adão Cruz
Afonso da Rocha Aguiar
Aleksandra Serbim
Álvaro José Ferreira
Amadeu Ferreira
Ana Afonso Guerreiro
Andreia Dias
António Gomes Marques
António Mão de Ferro
António Marques
António Sales
Augusta Clara
Carla Romualdo
Carlos Durão
Carlos Godinho
Carlos Leça da Veiga
Carlos Loures
Carlos Luna
Carlos Mesquita
Clara Castilho
Dorindo Carvalho
Ethel Feldman
Eva Cruz
Fernando Correia da Silva
Fernando Pereira Marques
Francisca da Rocha Aguiar
François Morin
Hélder Costa
João Brito Sousa
João Machado
João Vasco de Castro
Joaquim Magalhães dos Santos
José Brandão
José de Brito Guerreiro
José Goulão
José Magalhães
Josep Anton Vidal
Júlio Marques Mota
Luís Peres Lopes
Luís Rocha
Manuel Simões
Manuela Degerine
Marcos Cruz
Margarida Antunes
Margarida Ruivaco
Maria Inês Aguiar
Mário Nuti
Mário Pais de Oliveira (padre de Macieira da Lixa)
Moisés Cayetano Rosado
Octopus
Paulo Ferreira da Cunha
Paulo Rato
Paulo Serra
Pedro Godinho
Pedro de Pezarat Correia
Raúl Iturra
Roberto Vecchi
Rui de Oliveira
Rui Rosado Vieira
Sílvio Castro
Vasco de Castro
Vasco Lourenço
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