"Os problemas de três pessoas pouco importam a este mundo louco" diz Rick (Humphrey Bogard) a Ilsa (Ingrid Bergman) no final de "Casablanca"
O mundo louco está mais louco do que nunca. Mas há alguns seres que mantém a pureza original que os humanos já não têm porque o mundo deles não é louco. É só o mundo deles, quando os deixam viver e habitá-lo à sua maneira.
Observemos este gato e sua amiga coruja. Bem diferente do nosso o seu comportamento, não? Sem racismo, sem manias de supremacia intelectual ou de força e perícia físicas. Assim se prova como, quando cada um se sente confortável na pele que tem, uma amizade pode ser bem divertida.
…para Marco Aurelio que me ha enseñado computación….
Acabo de volver a mi país, después de una prolongada ausencia. El motivo no era ni ferias ni paseo, era reunir daros para mi nuevo libro, que acabé hoy en la tarde. Libro dedicado a una querida amiga quién, para mí, es la Reina de Galicia. Comencé a escribirlo en el sitio en que me hospedé, su casa, que también es mi casa: los considero parte de mi familia. Esa familia Medela, el pastor de cabras y ovejas y agricultor a la antigua, que no sabía que era primo del Conde de Lemos y de la Duquesa de Alba, hechos descubiertos por mí en otro viaje de feliz memoria, al final de los años 90 del siglo pasado. Desde ese día, no he dejado de escribir sobre la familia y sus parientes. Esta vez, con toda la historia da Galicia, desde que era galaecia, provincia romana, arrendada al pueblo bávaro germánico, los Suevos. Hechos que ellos no sabían. Desde que lo saben, se han convertido, si ya era una familia feliz y simpática, en mis amigos del alma.
La mujer de mi amigo pastor conde, que no se interesaba por eso, de inmediato pasó al foro de las confidencias y de la intimidad: había enaltecido a su marido y estaba agradecida. Herminio, a quién gusto llamar compadre-abuelo en cuanto cuidamos el rebaño, reducido hoy en día al mínimo de un bode, dos cabras y tres ovejas, ese número reducido para quién vivía de cincuenta de éstos animales, o más. Pasábamos el día a conversar. Herminio, hombre silencioso y prudente, hablaba todo el día, porque confiaba en mí. Su mujer Esperanza, esa jornalera, reina para mí, nos llevaba el almuerzo para los dos. Lo devoraba: su cocina era feliz y de un sabor de gourmet. Herminio me contaba las historias de Vilatuxe, su Parroquia – Fregresia en portugués europeo- y nuestra conversa era realizada en luso galaico, mezclado con luso portugués.
Los había conocido cuando allá fuera enviado a analizar la mente de un pueblo pastoril y que producía leche para una empresa, por mi jefe y colega de mi universidad británica, Sir Jack Goody. Se lo agradezco. Desde esos años setenta no paré de ir, o convidado a la Universidad para enseñar, o a visitar a mis amigos de Vilatuxe, que en castellano sería Villa del Tojo, planta usada para ser mezclada con otros aditivos y formar adubos. Trabajo que con placer aprendí a hacer: era para colocar en las tierras para sembrar batatas e maíz - milho en lengua lusa- que mis amigos comían..y yo también. Los Medela y su familia extensa, como toda la Parroquia, me permitían oírlos , hacer apuntamientos, filmar y conocer su pensamiento, lo que Freud llama psicoanálisis, que, con ellos, no parecía ser, no era necesario un diván. Ese diván eran las verdes planicies de Vilatuxe y las conversas hasta tarde en la noche, al lado de la cocina a leña, antes de nos despeñar al frío bajo cero del resto de la casa. Los Medela Dobarro me han permitido que hable de ellos, lo agradezco.
Más de cinco libros de etnopsicologia que he creado con Georges Devereux vivo en el Collège de France, habla de sus ideas. Un día supe que Esperanza, la Reina de Galicia, había comenzado a descansar en Vilatuxe y que Herminio, estaba viejo y solo, pero llenos de energías. Mal lo supe, una amiga especial me levó de carro al Lugar de Lodeirón, entrevisté más de cincuenta persona sobre cómo era Esperanza y su entrada en la eternidad. El libro Esperanza, historia de una vida, quedó acabado anoche, con su foto bien colocada al comienzo del texto, gracias a la experiencia de otra persona que, en la distancia crea una relación comercial, pero personal en las conversas grabadas, me ayudó e enmarcar.
Yo no sabía cómo colocar a Nai (mamá en luso galaico) Esperanza, de formas cierta en el texto. Sergio Aurelio lo hizo por mí. Lo agradezco de forma infinita. Más un amigo en mi corta lista de intimidad. La sobremesa es simpática: Karina y Miguel, la nuera y el hijo da Nai Esperanza, van a ser padres otra vez. La historia es reiterativa: en los años noventa, ellos eran un joven matrimonio sin hijos. A mi partida, Isaías, con dice años hoy, fue hecho. En esta otra partida, para rendir tributo a Nai Esperanza, un nuevo ser nace de ese amor infinito de Carina e Miguel, jóvenes aún.
Mi lista sigue siendo restricta, con los Medela, los pastores Condes y Duques, con los que saben enseñar informática siempre con ese mismo nombre de Sergio, y con quienes me ayudan en las ideas y me acompañan, como María Llena de Gracia. La amistad se respeta y cuida, o la relación muere…como la Nai Esperanza, la Reina de Galicia, que no quería, pero aconteció, esas 150 páginas lo atestiguan
III-AMIZADE E SOLIDARIEDADE
Para as pessoas minhas amigas... e que se lembram de mim…
Hoje em dia, a amizade e a solidariedade, parecem ser dádivas que deviam ser recíprocas, mas, dádivas raras, escassas e caras. Em outros dos meus textos tenho definido, na base da minha mania académica, o que é amizade: uma atracção recíproca com a pessoa que nos entendemos. Não envolve nem erotismo nem amor, apenas entendimento, alegria de se estar juntos e poder confidenciar assuntos que a mais ninguém diríamos.
Quanto a solidariedade, a defini também como um estar ao serviço de outro, caso for precisa a nossa presença, sem esperar por isso uma estimação semelhante. A prova deste acerto, e uma mensagem recebida por mim de um antigo discípulo: "Caro Professor Li o seu texto de corrida. Como eu o entendo e como me sinto incapaz de tanta retribuição em falta. Vou ligar-lhe à tarde. Grande abraço". E telefonou. Visita, nem por isso: não há tempo, na corrida académica em tempos da falências como a que vivemos, apenas permite uma frase solidária… e o descanso próprio, merecido por correr sempre para ganhar os melhores louros.
Não apenas nós antropólogos, especialmente os que nos enveredamos pela via de ser psicanalistas de crianças e dos seus pais, para sarar mágoas emotivas, sabemos o que é amizade e solidariedade porque as crianças nos ensinam. Toda pessoa que ama outros, acaba por ser amigo recíproco de quem gostamos e que sabemos que gostam de nós. Como as pessoas da minha amada Vila Ruiva, a vila onde passo a maior parte do tempo para entender a mente dos mais novos, sendo recebido sempre, como se chegar a casa, pelo meu amicíssimo António Lopes e D. Fernanda, a sua mulher. Quase como o carinho irreparável pelas das filhas, um degrau menos seus maridos, e por cima de todos, os seus filhos, meus netos e netas. Quando soube que as minhas filhas iam ser mães, não podia conter a minha alegria, sem choramingar, porque pelos netos e filhas e genros, sentimos um amor especial que nos faz felizes, seja que estejam connosco ou à distância.
Reciprocidade sem retorno necessário, apenas solidários. Na amizade solidária tudo tem cabimento. Há surpresas agradáveis, como esse dia em que sem saber como e porque, um docente me telefonou para me convidar a escrever com eles. Começou a explicar o porque, mas o parei de imediato: trabalhar convosco será para mim um imenso prazer. Assim tem sido até o dia de hoje, apesar das tristezas que me causam os desentendidos de quem não percebe o que não escrevo e me pune não publicando os meus textos por pensar que são reiterações, sem ter lido o contexto desse e outros. Os especialistas sempre reiteramos o que mais sabemos e gostamos definir, é preciso saber da matéria que falo, para não ser tão injustamente punidos.
Fiquemos apenas pela alegria que me causou esse convite, como também o que me fez outro amigo, Carlos Loures, para criarmos um blogue. A minha alegria tem sido tão grande, que entrego livros completos que ele me publica por capítulos, como estava a congeminar fazer com os Senhores que me convidaram a escrever com eles. Tinha já começado, com a imagem de dois rapazitos com couves como bonés para cobrir a testa. Era tão divertido! Nós, escritores, gostamos dar prazer aos outros, é esse o meu intuito. A minha maior alegria, é quando uma amiga minha especial, me convida a sair por longos tempos. Ou quando as minhas Paula, Ana e Maria Paula, tomam conta dos meus assuntos.
Ou a minha farmacêutica a rir comigo das nossas dores. Outra graner alegria, é esta, mal acordo de manhã, a minha solidariedade torna-se autista e ninguém me tira desta máquina, a minha amiga solidária…onde posso enaltecer e comunicar com os que amo e respeito. Amor e solidariedade são emoções possíveis se esquecemos as arestas da vida e nos lembramos, num dia como hoje, do aniversário da nossa mãe.
Amizade e solidariedade, os meus objectivos na vida….especialmente com descendentes….sentimentos que não existem no vazio: ou os cultivamos ou vivemos deprimidos. Quem quer outro sentimento que não seja recíproco, o construa, fique alegre e não perca o tempo com raivas e temores? Sentimentos negativos que, se entrarem em mim, far-me-iam infeliz até a morte…Lembranças aprendidas da nossa mãe e cultivadas para transferir na emotividade dos filhos que tanto ama! Sermos felizes, dar alegria a os outros, como as minhas Paulas, Anas e Marias, nomes fictícios, têm-me ensinado, no começo da minha velhice….que renovam a alegria de viver e fazem de nós seres descontraídos e novos, mais uma vez…
Agradeço a Jorge Santos que realizou a parte informática, e ao Amigo, a quem dedico este texto
Estou ciente de ter escrito este texto, mas como é dedicado a uma pessoa fraterna, RSP, torno, com a licença do amigo, a reiteração de refazer o texto, porque o Amigo e merece. Palavras amigas e de apoio.
Bem sabemos que a palavra amigo é uma palavra latina, que significa confiança, solidariedade e reciprocidade, virtude todas que cultiva a pessoa a quem dedico o texto.
I-AMIZADE REVISITADA
A Miguel
Amizade, sentimento entendido melhor pelas crianças que pelos adultos. Historicamente, foi usado pelos liberais do Século XVIII. Hoje em dia, há dois significados: ganhar distância ao falar com um desconhecido; ou agir até a exaustão para quem queremos. Amizade e parentesco, conceitos ou emotividades que podem andar muito perto. Ou, sentimento que faz alguém sentir-se parte da família. Uma unidade de dois ou mais, para o auxilio, a colaboração e o apoio. Com mudanças. Como fazem as crianças: o sentimento mais profundo dos mais novos, é mutável com a vizinhança, a intimidade dos pais ou familiares, pelo interesse que possa ter nos assuntos dos outros.
A amizade é um sentimento variável quando não há interesse na pessoa, mas sim nas qualidades ou nas posses dessa pessoa. O amigo, é o ser humano que tudo entrega, até o sacrifício de bem-estar pessoal, para a felicidade do outro, reside na intimidade, não trai, guarda as confidências e acompanha sempre. Adultos e crianças agem da mesma maneira tendo em conta o bem do outro, que entrou na sua vida sem nada pedir, sem nada procurar, ainda menos, exigir. A confiança ou lealdade, caracteriza o sentimento da amizade. Amigo, no dizer de Petronius, no ano 66 antes da nossa era, no seu texto latino O Satiricon (Net), árbitro das nossas ideias, sentimentos e opções. Coloca-se, por sentimento de lealdade, esse amigo de fora a observar com respeito e amor, pode não se envolver na intimidade.
Diz Petronius: o amigo não adula: acompanha; o amigo não é irónico: aconselha; o amigo é profundamente cumpridor da sua palavra, do seu compromisso com a pessoa definida dentro do processo de Amizade. O amigo não mente, não engana, não deita fora: vê, ouve e cala e apenas diz, se for perguntado. Milhares de textos, poemas e ideias têm sido ditas sobre o sentimento de que falamos. Nem todos podem ser pensados dentro deste pequeno texto. Mas, o mais importante da Amizade, é nunca magoar a pessoa que acompanha a nossa vida ou actividades. Criança, o que podemos dizer-te sobre estes dois amigos que partiram na mudança de 2005 para 2006, de forma a poderes entender? Sabes, Porque, às vezes, Amizade implica zanga, mágoa, autoridade, desprezo. Será?
Na intimidade do sentimento, o amigo pode bater e falar mal do outro? Será que tu fazes isso para repetir comportamentos de adultos? Não esqueças: o amigo beneficia, em silêncio, ao outro, quando acompanha nos momentos mais pesados da vida. Como diz Roland Barthes em 1977, Seuil, Paris: a amizade tem contingências, incidentes, inquietações, futilidades, hábitos de existência apaixonada.... Ideia não entendida pelo Steven e por mim. Falámos imenso. Ensinámos muito, também em companhia de Maria Luiza Cortesão. A sua família foi também a minha. Um dia disse-me: “ E se fizéssemos uma Revista de Educação”? Andámos 5 meses à procura de Editor e de Estatutos. Quando já éramos um número significativo de cientistas, organizámos a Associação de Antropologia e Sociologia de Educação. A Revista continuou, porém, eu já não fazia parte do grupo. Nunca mais vi ao Steven. Todo no Porto, na nossa Pátria. Steven, infelizmente, nos deixara em idade temprana.
Na Grã- Bretanha, era Lili Bell, uma segunda mãe das nossas filhas, estava na Grã-bretanha, no dia em que entrou na eternidade. Esse deixar aos vivos, faz que amizade se aprofunde As minhas filhas e a minha mulher, nada disseram, mas prepararam os devidos rituais, bem com um cravo vermelho a explicitar a minha ausência por causa de doença. Steven também teve o seu cravo vermelho, a simbolizar a minha colaboração mútua com ele e a sua equipa, da que eu era parte activa. Amizade. Esse sentimento romântico de que falo no começo do texto. Ela existe quando há lealdade, carinho, os senão são entendidos, a arrogância e a hierarquia que manda e não entende é afastada. A Amizade acolhe, não lança mentiras sobre factos, não tira proveito dos que querem acompanhar e colaborar.
O melhor exemplo é o da minha mulher que tomou conta da sua amiga até ao derradeiro segundo da sua vida. Gabriela Mistral, Chilena, Prémio Nobel de Literatura em 1945, que habitou em Lisboa, diz: “Piececitos de niño, azulosos de frío, ¡cómo os ven y no os cubren, Dios mío!” É o que temos tentado fazer todos nós. Com maior ou menos sucesso e vários desentendimentos, mas sempre corrigidos à Barthes... A minha grande sorte é que O Amigo, está ai, firme e forte como um carvalho, como os Mapuche costumam dizer… para o meu bem, e o da sua família .
Die Fantasie für Klavier, Chor und Orchester in c-Moll op. 80 - Ludwig van Beethoven:
Adão Cruz
Afonso da Rocha Aguiar
Aleksandra Serbim
Álvaro José Ferreira
Amadeu Ferreira
Ana Afonso Guerreiro
Andreia Dias
António Gomes Marques
António Mão de Ferro
António Marques
António Sales
Augusta Clara
Carla Romualdo
Carlos Durão
Carlos Godinho
Carlos Leça da Veiga
Carlos Loures
Carlos Luna
Carlos Mesquita
Clara Castilho
Dorindo Carvalho
Ethel Feldman
Eva Cruz
Fernando Correia da Silva
Fernando Pereira Marques
Francisca da Rocha Aguiar
François Morin
Hélder Costa
João Brito Sousa
João Machado
João Vasco de Castro
Joaquim Magalhães dos Santos
José Brandão
José de Brito Guerreiro
José Goulão
José Magalhães
Josep Anton Vidal
Júlio Marques Mota
Luís Peres Lopes
Luís Rocha
Manuel Simões
Manuela Degerine
Marcos Cruz
Margarida Antunes
Margarida Ruivaco
Maria Inês Aguiar
Mário Nuti
Mário Pais de Oliveira (padre de Macieira da Lixa)
Moisés Cayetano Rosado
Octopus
Paulo Ferreira da Cunha
Paulo Rato
Paulo Serra
Pedro Godinho
Pedro de Pezarat Correia
Raúl Iturra
Roberto Vecchi
Rui de Oliveira
Rui Rosado Vieira
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