Amanhã, dia 23 de março, às 10h
aqui, no Península, novo texto de Carlos Durão:
Valentim Paz-Andrade, pioneiro do reintegracionismo e do Acordo Ortográfico
As belas imagens com que abrimos este primeiro espaço de 15 de Fevereiro, foram-nos enviados pelo argonauta Adão Cruz e logo tivemos a ideia de as partilhar convosco. A música que as acompanha é a de Kitaro Matsuri - um conhecido compositor japonês. Mas, depois deste s momentos de beleza, vamos ao trabalho.
A nossa programação para o dia de hoje será assim: ao romper da bela aurora, teremos música galega - um grupo de rock exigindo a independência da Galiza. Logo depois Júlio Marques Mota inspira-se num quadro de Dorindo Carvalho para escrever um belo poema. Chega a Península do Pedro Godinho que nos falará da situação da língua portuguesa na Galiza - diário de bordo, as memórias de Raúl Iturra, os livros proibidos, o espaço da Clara Castilho, onde se falará de Vergílio Ferreira. No jardim estará o Fernando Correia da Silva com um conto autobiográfico. E, numa carta de Veneza, o nosso Silvio Castro dá-nos conta de uma importante decisão do Tribunal de Turim.
Hoje vamos deixar-vos com um belo
O Professor Raúl Iturra, terminadas as suas lições de Etnopsicologia da Infância, oferece-nos uma nova série - MEMORIAS DE UN EXTRANJERO EXTRAVAGANTE que começaremos amanhã a publicar no habitual horário dedicado à Antropologia - as 14 horas.
Texto que conservamos no original em castelhano, constitui um testemunho autobiográfico e um estudo da história recente do Chile. Na introdução diz Rúl Iturra:
... dedico este texto de memorias a mis hermanos y sus descendientes, en mis últimos años de vida, recordando esos cortos años en que vivimos juntos, especialmente en la infancia y lo divertido que era jugar a la vida….ahora que ella va acabando para mí….los recuerdos y el cariño continúan vivos en estas letras… I-El Pino Era una alegría llegar a las trancas que impedía entrar al fundo. Del otro lado me esperaba mi amigo Sergio con mi caballo preparado, ensillado y con las riendas a ser masticadas por el blanco caballo que mi padre me regalara en el día en que cumplí cinco años. Le parecía ser una edad adecuada para andar montado sólo, sin ser un remolque para el caballo del segundo marido de mi abuela, su madre. Ese marido, Estanislao el Imponente, que mucha paciencia gastó conmigo, llevándome entre la estación y el fundo. Habituado estaba él a correr a caballo, sin que su cuerpo se moviera ni un milímetro al galopar, era grande y pesado el marido de la abuela, tenía que usar caballos fuertes para resistir el embate de esos ochenta kilos sobre el lomo. Era el tipo de caballo que el papá también sabía usar, grande, inmenso, galopante. Un tipo de animal que me daba cobijo cuando él me llevaba, con mis flacos tres años debajo de su manta, para no mojarme con la persistente lluvia del sur que no perdonaba a nadie, mucho menos en Concepción en que llover era un hábito...
A partir de amanhã às 14 horas - MEMORIAS DE UN EXTRANJERO EXTRAVAGANTE
Às 20 horas, publicamos um artigo do jornalista José Goulão que, a propósito da situação na Síria, pergunta se não será a "antecâmara de uma enorme tragédia"; às 21 horas, o general Pezarat Correia fala-nos de um outro problema – Israel, potência nuclear. Às 22 horas, o professor Júlio Marques Mota analisa o estado da Economia.
São três horas para tomar o pulso ao mundo.
Às 20 horas, publicamos um artigo do jornalista José Goulão que, a propósito da situação na Síria, pergunta se não será a antecâmara de uma enorme tragédia; às 21 horas, o general Pezarat Correia fala-nos de um outro problema – Israel, potência nuclear. Às 22 horas, o professor Júlio Marques Mota analisa o estado da economia. São três horas para tomar o pulso ao mundo.
Às 21 horas de hoje publicamos o depoimento de Pedro de Pezarat Correia.
Com essa intervenção encerramos este debate que iniciámos no passado dia 16 com o depoimento de Carlos de Matos Gomes. Nos próximos dias, continuaremos a publicar comentários que nos cheguem, reservando o horário do meio-dia para esses textos.
Novos depoimentos que eventualmente nos cheguem até à meia-noite do dia 27, sexta-feira, serão publicados com as conclusões finais em dia da próxima semana a anunciar.
“Amigos maiores que o pensamento”
Há vários anos que o grupo “Canto Daqui”, da cidade de Braga, evoca o aniversário da morte de José Afonso no dia 23 de Fevereiro, organizando um espectáculo de homenagem a este incomparável músico e compositor, figura central do movimento de renovação da música portuguesa nos anos 60 e 70.
No ano 2011, o grupo Canto Daqui levou este concerto de “Tributo a Zeca Afonso” à imponente sala principal do Theatro Circo de Braga num grande espectáculo com vários momentos (ver fotos) apresentando a história e a música deste fantástico compositor e intérprete.
Neste concerto foram visitados vários temas do vasto repertório de grande qualidade que nos deixou Zeca Afonso, apresentando novas sonoridades através da interpretação levada a cabo por várias formações.
Deste concerto resultou a gravação ao vivo de um CD duplo, com o espectáculo inteiro, que será lançado no início de Fevereiro 2012 e que contará com a sua apresentação oficial no concerto de 23 de Fevereiro 2012. (ver foto da capa)
Em 2012 faz, respectivamente, 25 e 30 anos que José Afonso e Adriano Correia de Oliveira decidiram pegar na trouxa e zarpar.
O grupo Canto Daqui decidiu juntar-se e subscrever o manifesto criado pela Associação José Afonso intitulado “Amigos maiores que o pensamento” e dedica então a iniciativa deste ano, conjuntamente com o município de Braga, à celebração do aniversário da morte dos dois, num tributo com dois concertos (23 e 24 de Fevereiro, 2012).
“Usemo-los como pretexto de celebração propulsor da convergência necessária entre todos os que vierem por bem e quiserem lutar por um mundo melhor, porque é tempo de ir para a rua gritar!
Cantos velhos, cantos novos; lutas velhas, lutas novas… Unidos pelos tons maiores dos nossos sonhos, pelo arco-íris da diversidade, estaremos juntos e não nos deixaremos esmorecer… mesmo quando os ventos não prestem ou as marés não convenham”
Foto do concerto de 23 de Fevereiro, 2011
Depois do sucesso obtido com a iniciativa de 2011 (foto acima), num Theatro Circo que se encheu de público, boa música, entusiasmo e emoções muito fortes, o grupo Canto Daqui, em conjunto com o município de Braga, decidiu realizar este ano dois concertos, que terão lugar nos dias 23 e 24 de Fevereiro no Theatro Circo de Braga pelas 21,30h, esperando assim que desta forma todos aqueles que não conseguiram ver o espectáculo no ano passado por falta de bilhetes o possam fazer este ano.
Neste espectáculo participam, à imagem do ano passado, os grupos: Canto Daqui, Sopros de Zeca e o Coro da Associação de Pais do Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga, para além de outros músicos e solistas convidados.
Pelo palco passam mais de 60 elementos integrando formações diferentes e criando um ambiente sonoro com novas abordagens muito interessantes de temas bem conhecidos do público. Nas últimas músicas estão todos os elementos em palco, criando assim um momento único e apoteótico para finalizar o espectáculo.
A estreia deste projecto ocorreu no passado dia 23 de Fevereiro no Theatro Circo de Braga, espectáculo no qual foi gravado um CD ao vivo que será apresentado no primeiro destes dois concertos, ou seja, dia 23 de Fevereiro 2012.
Filipe Cunha
A Direcção Musical deste concerto está a cargo do Prof. Filipe Cunha (Braga), produtor musical, professor e músico multi-instrumentista (cordas e sopros).
Da sua autoria são todas as orquestrações, arranjos musicais e condução de ensaios e restante preparação dos concertos.
Para além de professor é ainda Director Musical do grupo “Sons do Minho” (Viana do Castelo), membro do grupo “Tramadix” (Braga) e elemento integrante do grupo Canto Daqui.
Ficha Técnica:
Organização: Grupo Canto Daqui (Braga)
Apoio: Câmara Municipal de Braga
Theatro Circo
Apresentação: Camilo Silva e Maria José Torcato
Participantes: Grupo Canto Daqui
Grupo Sopros de Zeca
Coro da Ass. Pais do Cons. Calouste Gulbenkian de Braga
Solistas e outros músicos convidados
Direcção Musical: Prof. Filipe Cunha
Esta iniciativa conta com o apoio da rádio Antena 1 que noticiará os concertos entre 13 e 24 de Fevereiro, realizará passatempos com oferta de ingressos, e fará a cobertura dos espectáculos para eventual transmissão em directo (dia 24) e em diferido durante o resto do ano 2012.
Capa do Disco (CD duplo)
Apresentamos aqui a capa do disco gravado ao vivo no espectáculo de 23 de Fevereiro, 2011, no Theatro Circo de Braga, editado pela editora Açor (Porto) e estará à venda nas lojas “Fnac” e “El Corte Inglês” de todo o país já no mês de Fevereiro 2012.
O lançamento oficial será feito no concerto de dia 23 (o primeiro concerto).
O disco entretanto lançado será difundido a nível nacional pela Antena 1 e será utilizado numa semana inteiramente dedicada a José Afonso.
Esta iniciativa terá o seu pontapé de saída já no próximo dia 17 de Fevereiro, 2012, pelas 21,30h, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva em Braga, onde haverá lugar a um debate, organizado pelo grupo Canto Daqui, sobre a vida e obra de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
Este debate conta com a presença do musicólogo Mário Correia e do jornalista Rúben de Carvalho. Ver cartaz do evento acima.
Os Grupos
“Canto D’Aqui”
Fundado em 1984 e já com dois discos gravados o grupo Canto Daqui é já uma referência no panorama da musical nacional desenvolvendo um trabalho de grande relevo na pesquisa e divulgação da música tradicional portuguesa.
Composto por 10 elementos numa formação com Guitarras, Bandolins, Viola Braguesa, Cavaquinho, Baixo, Flauta Transversal, Clarinete, Acordeão, Vozes e Percussões, o grupo dedica-se à recolha de temas da música tradicional portuguesa desde o Minho até às Ilhas, dando-lhe novas roupagens e novas sonoridades, enriquecendo assim o cancioneiro nacional.
Canto Daqui
“ A génese da música tradicional é a expressão da própria vida dos homens, do seu trabalho, da família, da ocupação dos tempos de lazer e, essencialmente, da comunicação com os outros.
A música exprime, sobretudo, a identidade cultural de um povo.
Cantar as suas músicas significa interpretar os desejos, tristezas, ambições, aspirações e conquistas de um povo que, afinal, também o somos. ”
“Sopros de Zeca”
O Grupo “Sopros de Zeca” foi formado este ano para a realização deste Tributo especificamente e é composto por 10 elementos, todos eles notáveis executantes, e quase todos profissionais e/ou estudantes de música.
Os elementos estão distribuídos pelos seguintes instrumentos: 2 Flautas Transversais, 1 Clarinete, 1 Trompete, 1 Trompa, 1 Tuba, 2 Violoncelos e 2 Percussionistas.
A direcção artística e musical está a cargo do prof. Filipe Cunha.
O grupo “Sopros de Zeca” intervém neste concerto com a execução de temas instrumentais e acompanhando vários solistas, sendo alguns deles membros do grupo Canto Daqui e outros solistas convidados.
“Coro da Ass. Pais do Conservatório Gulbenkian”
Formado pelos pais dos alunos do conservatório Calouste Gulbenkian de Braga e contando em média com 30 a 40 elementos nos espectáculos, desenvolve um trabalho notável no âmbito da música clássica e participa habitualmente em concertos com o grupo Canto Daqui. A colaboração e a amizade entre estes dois grupos já vem de longe.
Canto Daqui e Coro da Ass. De Pais do Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga
“O resultado…”
Grândola Vila Morena
O Theatro Circo cheio aplaudiu de pé
Folheto do Espectáculo no Theatro Circo
Contactos:
Email: filipecunha@zonmail.pt
Telefones:
Filipe Cunha – 916 759 506 ou 927 713 197
Jaime Torres – 917 205 991 ou 253 676 568
Vamos ter um dia agitado.
Começamos com música catalã escolhida pelo Josep Anton Vidal. Depois, vem o café, durante o qual Dante Aliegheri nos leva à porta do Paraíso. Segue-se a Península e os seus problemas e depois do nosso editorial e do debate sobre a Democracia, a Manuela Degerine continua a sua viagem até Santiago de Compostela. Falamos de livros proibidos pela censura do Estado Novo e vem o Estuário. Às 20 horas teremos o depoimento de Adão Cruz sobre a Democracia e ao final da noite uma música terna...
Agora fiquem com um anúncio publicitário muito bem realizado e que fornece motivo para reflectirmos sobre muitas coisas - nem todas positivas... Até já.
Mais de uma centena de entidades nacionais e internacionais pretende fazer de 2012 um ano de celebração da obra de Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Os “Amigos Maiores que o Pensamento” assinalam dia 25 de Janeiro, nas escadas da Casa da Música, o arranque simbólico da iniciativa.
Numa altura em que os encontros acontecem já só no universo do digital e os convites se fazem via Facebook, há um grupo de pessoas que decidiu marcar a diferença, pondo gente e diversas entidades em contacto e trazendo para a rua os versos e a música de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Sob uma mesma bandeira ou, melhor dizendo, sob uma mesma música de intervenção, o projecto pretende promover a partilha de recursos e ideias e o contacto entre instituições tão diferentes como, por exemplo, a Escola Secundária Alexandre Herculano, a “Companhia de Teatro Palmilha Dentada”, a “Barraca”, a “Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto”, a “Sons da Terra”, a “Associação Cultural Confraria dos Ovos Moles de Aveiro” ou a “Gentalha do Pichel”, aqui ao lado, da Galiza.
A ideia é resgatar do esquecimento a vasta obra destes dois homens e divulgar junto de uma nova geração as canções que deram o alento às lutas de um Portugal passado e que continuam hoje tão pertinentes. “José Afonso e Adriano Correia de Oliveira foram exemplos de cidadania política, cultural e social. Tinham uma capacidade de intervenção indiscutível que, ainda hoje, pode e deve servir de est mulo para todos quantos não abdicam das causas da liberdade e da dignidade humana”, pode ler-se no Manifesto dos Amigos Maiores. “A cultura é uma arma”, continua o texto orientador do projecto que promete agitar as águas um pouco por todo o país e além fronteiras, enchendo de música e de ideias as ruas, as casas e os palcos, e apelando a todos para que participem. 25 anos e 30 anos depois de, respectivamente, José Afonso e Adriano Correia de Oliveira “decidirem pegar na trouxa e zarpar”, o primeiro acorde acontece nas escadas da Casa da Música, espaço simbólico que acolhe o arranque da iniciativa e a apresentação pública do projecto à comunicação social. “É um espaço que sentimos que é de todos e é também onde, se fossem ainda vivos hoje, o Zeca e o Adriano teriam uma sala cheia para os ouvir tocar e cantar”, diz-nos Paulo Esperança, subscritor dos Amigos Maiores.
Do programa já alinhavado para este ano fazem parte tertúlias, concertos, exposições, peças de teatro, dramatizações, debates, intervenções poéticas, trabalhos com as escolas, BDs, noites temáticas de cinema e até mesmo encontros gastronómicos – um vasto conjunto de actividades que promete levar a novos públicos a música e a poética cantada por Zeca e Adriano. A programação está longe de estar fechada e o projecto encontra-se aberto a novas participações, ao longo de 2012, através do endereço de email amigosmaiores@gmail.com e da página oficial dos Amigos Maiores na Web e no Facebook.
Até à data, fazem parte da lista de subscritores mais de uma centena de entidades, um pouco por todo o país e na Europa, e são já mais de 300 os subscritores a título individual. Espera-se que, antes de terminar o ano, venham juntar-se aos Amigos Maiores que o Pensamento “muitas mais colectividades e gente com vontade de conhecer e de dar a conhecer o Zeca e o Adriano”, afirma Carmo Marques, membro do projecto.
O projecto Amigos Maiores que o Pensamento promete fazer de 2012 o ano de celebração da obra de dois dos maiores cantautores portugueses e é apresentado ao público no próximo dia 25 de Janeiro, pelas 18h00, na Casa da Música, no Porto.
Página oficial: www.amigosmaioresqueopensamento.wordpres
www.facebook.com/amigosmaiores
Para mais informações, por favor, contactar Inês Castanheira (PRESS – CulturePrint), através do número de telefone 939802770 ou do endereço de email press.cultureprint@gmail.com.
O trabalho apresentado por dezenas de investigadores portugueses e espanhóis no Curso de Verão 2010 promovido pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI) deu origem ao livro Patrimónios, Territórios e Turismo Cultural – Recursos, Estratégias e Práticas, coordenado pelo geógrafo Rui Jacinto. A obra, que destaca a importância estratégica do património histórico e cultural para o desenvolvimento turístico e económico dos territórios interiores e transfronteiriços da região Centro, será lançada no próximo dia 21 de Janeiro, sábado, pelas 15:30 horas, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda.
O livro resulta de uma colaboração da Âncora Editora com o CEI, iniciada com a publicação do livro Efeito Barreira e Cooperação Transfronteiriça na Raia Ibérica – Impactes Territoriais do INTERREG-A, de Eduardo José Rocha Medeiros, no ano passado. Ambas as publicações inserem-se na Colecção Iberografias, dinamizada pelo CEI.
O Centro de Estudos Ibéricos é uma associação transfronteiriça sem fins lucrativos, constituído pela Câmara Municipal da Guarda, Universidade de Coimbra, Universidade de Salamanca e Instituto Politécnico da Guarda. A ideia partiu do ensaísta Eduardo Lourenço na sessão solene comemorativa do Oitavo Centenário do Foral da Guarda, em 1999, tendo em vista a criação de um Centro de Estudos que contribuísse para um renovado conhecimento das diversas culturas da Península e para o estudo da Civilização Ibérica como um todo. Criado formalmente em Maio de 2001, tem vindo a afirmar-se como pólo privilegiado de encontro, reflexão, estudo e divulgação de temas comuns e afins a Portugal e Espanha, com especial incidência na região transfronteiriça.
QUE RUMO QUEREMOS PARA A DEMOCRACIA EM PORTUGAL?
O primeiro depoimento é o do Coronel Carlos Matos Gomes.
Às sete, chega uma compositora pouco divulgada, Germaine Tailleferre - é o Paulo Rato que a traz. Às oito o café é servido com um poema de Catulo, o poeta do século I a.C, que revolucionou a poesia, abandonando os temas mitológicos e abordando nos seus poemas as questões que preocupavam os homens - Cícero referia com desdém essa corrente de vanguarda. O Pedro Godinho continua a sua série sobre Olivença, o território que Espanha nos roubou há mais de dois séculos. As rubricas habituais, levam-nos até à noite, onde avulta a intervenção de Eduardo Galeano no Forum Social Mundial de 2005 - uma intervenção que ajuda a compreender por que organizamos um debate sobre a Democracia e os caminhos que queremos que ela percorra em Portugal.
E agora vejam este vídeo em que um leopardo, presumivelmente uma fêmea, adopta um bebé babuíno, cuja mãe matou. Os animais não são bons nem são maus. Os animais são.
Durante o dia de hoje, com particular inidência no post das 20 horas, continuaremos a explicar como todos, colaboradores e visitantes, podem participar no amplo debate que, a partir de segunda-feira, dia 16, começaremos no nosso blogue. Mas antes disso, às sete, teremos o "Belcanto" com a grande Montserrat Caballé elogo a seguir às 8, com o café, um poeta romeno, o imortal Mihai Eminescu. E continuaremos com a programação habitual e muitas rubricas interessantes, o «Jardim das Delícias», por exemplo que nos traz contos com lindíssimas ilustrações de Adão Cruz, poemas e música. Às 21 horas, chega Paulo Ferreira da Cunha, constitucionalista, professor de Direito Constitucional, que nos alerta para graves atropelos que estão a ser cometidos contra a lei fundamental da Nação. E chega mais um dos nossos professores, agora de Economia, Júlio Marques Mota, com importantes análises`sobre a crise em que nos mergulharam. Bem, e os maçons terão alguma coisa a ver com isto? Depois de vermos o vídeo, ficámos mais tranquilos. Aqui no blogue ninguém se cumprimenta assim - ora vejam:
A Viagem dos Argonautas vai abrir um amplo debate sobre qual deve ser o rumo da Democracia em Portugal. Em princípio o Debate terá início na próxima segunda-feira, dia 16 de Janeiro, encerrando no dia 23. Amanhã, neste mesmo horário das 20:00 horas, publicaremos a normas que regerão a discussão sobre um problema tão importante.

É evidente que não é de perder a polémica entre o Republicanismo de Bordalo Pinheiro, o conservadorismo caritativo de Pina Manique e a acção de Eva Perón, com a sua fantástica ligação à massas mais exploradas – aquilo que alguns políticos de gabinete apelidam de populismo – confundindo, talvez por ignorância, Berlusconi e Hitler com Samora Machel e Lula, por exemplo.
O Encontro Imaginário entre Alves Reis, Rudolph Hess e Mata - Hari, foi uma verdadeira chave de ouro com que encerrámos 2011.
O próximo Encontro continua com o atractivo da luta de ideias que tem sido tradição destes espectáculos. Desta vez, as personagens são Bordalo Pinheiro, o genial pintor, caricaturista politico, ceramista de prestigio internacional e grande propagandista Republicano, Pina Manique o fundador da Casa Pia e – contraditoriamente – implacável perseguidor dos humanistas Franceses e dos revolucionários de 1789, e o eterno mito Argentino que continua a ser Eva Perón. Tinha sido actriz, bela, elegante e carismática. Depois de casar com o general Perón transformou-se numa líder politica, “mãe” dos migrantes pobres de origem rural a quem ela chamava os “ descamisados”.
Outra informação : muitos espectadores têm mostrado interesse em possuir a colecção das “ Folhas de sala” que são distribuídas em cada Encontro.
Para assinalar o 1º ano dos Encontros Imaginários no próximo mês de Fevereiro decidimos editar uma brochura com todo esse material ( 23 “Folhas”), e mais informações, que será vendido ao preço simbólico de 5 €. Agradecemos inscrição dos interessados para avaliarmos o nº de exemplares da edição.
Não esquecer reservas : ou por mail ( este ou da Barraca) , e 213965360
O blogue em movimento
O I Concurso de Blogocontos de A viagem dos Argonautas correu bastante bem, com 42 originais apresentados e com a participação de bloguistas e visitantes.
Segue-se, dentro de dias, o debate sobre um tema importante – a Democracia – contamos apresentar muito em breve o esquema de funcionamento e as datas em que a iniciativa decorrerá – estamos a pensar numa semana.
Para Fevereiro está previsto um Encontro onde será equacionada a questão «Que blogue queremos?». Em princípio, será no dia 11, um Sábado.
Em Março e Abril projectamos alguns dias temáticos – o dia de Lisboa, o dia Galiza, o dia do Porto, o dia de Cabo Verde, o dia de Coimbra, o dia da Catalunha, o dia do Alentejo…
Em suma, o nosso blogue nunca pára.
O Júri, reunido em 5 de Janeiro de 2012 no Teatro «A Barraca», distinguiu, por unanimidade, os seguintes contos:
A senhora do Cabo: é uma narrativa que revela originalidade de escrita e da própria estrutura textual, controlando, desde o início, o discurso indirecto livre, sem dúvida eficaz para proporcionar ao leitor um ritmo sequencial de tonalidade expressiva. Revisitando situações e histórias de um passado que animou o Cabo Espichel com o seu envolvimento lendário, a narradora resgata a imagem da avó, Elisa Rosa Penim, e a sua «condição feminina face ao infinito do tempo», libertando-a das convenções sociais e convertendo-a numa «nova lenda desta senhora do Cabo».
Manhã Cedo: o conto aborda o tema da contraposição cidade/campo, sendo este último o objecto do sonho da voz narrante que deixa perceber, ao nível do desejo, «o início das manhãs que hão-de vir». Numa linguagem essencial e particularmente substantiva, o percurso onírico faz-se do imaginário de uma transposição da cidade para o campo, permeado, porém, por sinais de modernidade.
Mel de Caju: um texto de qualidade e beleza, que respira sensualidade integrada na realidade humana e telúrica. De realçar: «E assim se deu ao tempo a recordação de uma espécie de vento fustigando as entranhas e erguendo no ar o corpo que ardia por dentro com sabor a mel, antes de dar ao fogo a momentânea liberdade de queimar o sonho que morre ao longe, ao pé dos coqueiros.»
O Júri:
Manuel Simões
António Baptista Lopes
António Gomes Marques
Hélder Costa
Nota: Os nomes dos concorrentes foram introduzidos pela Coordenação em substituição dos pseudónimos.
Aos 91 anos, o pintor, arquitecto e ensaísta Nadir Afonso é o protagonista de uma tripla homenagem, a decorrer este fim-de-semana no Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto. A sessão de lançamento do livro Nadir Afonso conversa com Agostinho Santos junta-se à estreia do filme Nadir Afonso – O Tempo não Existe, de Jorge Campos, e à inauguração da exposição fotográfica Nadir Afonso – No Tempo e no Lugar, de Olívia da Silva, que dão a conhecer a vida e a obra do mestre.
O livro Nadir Afonso conversa com Agostinho Santos será apresentado por João Fernandes, director do Museu de Serralves, no sábado, dia 7 de Janeiro, pelas 16:00 horas, no Salão Nobre do TNSJ.
Em Nadir Afonso conversa com Agostinho Santos, o jornalista do Jornal de Notícias e artista plástico dá voz à «radiografia inacabada» do percurso pessoal e artístico de Nadir Afonso. Resultado de intermináveis horas de conversa, o livro desafia a linearidade do tempo e a rigidez das fronteiras geográficas: «Viajamos por Chaves, passamos pelo Porto, deambulamos por Paris, aterramos no Rio de Janeiro e em S. Paulo, e regressamos a Cascais, aos dias de hoje, que, com um normal cansaço, ainda são passados a pintar, que é, afinal, o que Nadir mais gosta de fazer.»
A obra inclui dois textos inéditos de Nadir Afonso, escritos recentemente («A relatividade e a ilusão do tempo» e «A exactidão matemática»), e uma breve perspectiva fotobiográfica.
Nadir Afonso nasceu em Chaves, em 1920.
Diplomou-se em Arquitectura na Escola de Belas-Artes do Porto. Em 1946, estudou Pintura na École des Beaux-Arts de Paris; através de Portinari obteve uma bolsa de estudo do governo francês. De 1946 a 1948, e novamente em 1951, foi colaborador do arquitecto Le Corbusier, e serviu-se algum tempo do ateliê de Fernand Léger. De 1952 a 1954, trabalhou no Brasil com o arquitecto Óscar Niemeyer. Nesse ano, regressou a Paris, retomou contacto com os artistas orientados na procura da arte cinética, desenvolvendo os estudos que denomina Espacillimité.
Na vanguarda da arte mundial, expôs, em 1958, no Salon des Réalités Nouvelles. Em 1965, Nadir Afonso abandonou definitivamente a Arquitectura e acentuou o rumo da vida exclusivamente dedicada à criação da sua obra.
Prémio Nacional de Pintura em 1967 e Prémio Amadeo de Sousa-Cardoso em 1969. Condecorado com o grau de Oficial (1984) e de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2010). Jorge Campos realizou os filmes Nadir e Nadir Afonso: O Tempo não Existe.
Está representado nos museus de Lisboa, Porto, Amarante, Rio de Janeiro, S. Paulo, Budapeste, Paris, Wurzburg, Berlim, entre outros. Uma retrospectiva comissariada por Adelaide Ginga foi apresentada no Museu Nacional de Soares dos Reis e no Museu do Chiado. Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusíada.
Autor de vasta obra de reflexão, publicou: La Sensibilité Plastique, Les Mecanismes de la Création Artistique, Aesthetic Synthesis, Universo e o Pensamento, O Sentido da Arte, Da Intuição Artística ao Raciocínio Estético, Sobre a Vida e Sobra a Obra de Van Gogh, As Artes: Erradas Crenças e Falsas Críticas, Nadir Face a Face com Einstein, Manifesto: O Tempo não Existe, Reflexões: O Trabalho Artístico.
Aos 91 anos, continua a pintar. Foi convidado para ilustrar a capa do 147.º aniversário do Diário de Notícias, assinalado no passado dia 29 de Dezembro de 2011, com um inédito de O Rapto de Europa.
Como afirma em Nadir conversa com Agostinho Santos, gostaria de ficar conhecido «como um pintor que realmente encontrou as leis que regem a obra de arte».
Dentro de seis horas cá estamos nós de novo - Como temos informado, hoje é o dia em que passa a data do centenário de uma personalidade luso-brasileira, a Professora Elza Paxeco - falaremos dela ao longo do dia. Esperamos poder também ao longo do dia ir publicando os três contos premiados no nosso concurso. Dadas estas circunstâncias especiais, não teremos a habitual lição de Etnopsicologia da Infância, pelo Professor Raúl Iturra, nem os dez livros proibidos pela censura do Estado Novo, do Historiador José Brandão. Amanhã, sábado, tudo voltará à normalidade.
Mas será um com um grande músico brasileiro, com o compositor Heitor Villa-Lobos, que começaremos o dia, "Ao Romper da Bela Aurora". Kavafis, o poeta grego, servir-nos-á um café e um belíssimo poema e depois, até à hora em que vos dizemos "até já", irão desfilando contos e outros textos. Antes de vos deixar ir dormir, queríamos falar de um tema que cada vez é mais agitado.
Começam a multiplicar-se os avisos contra os perigos que as redes sociais, particularmente o Facebook envolve. Na rede circulam notícias tremendistas. Alguns de nós, neste blogue, não gostam das redes sociais – mas também há quem goste as frequente. Como diria o Mário de Carvalho - “era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto". Entretanto, iremos mostrando alguns vídeos que abordam o tema e publicando textos devidamente identificados.
Este vídeo que vamos ver dá que pensar.
Adão Cruz
Afonso da Rocha Aguiar
Aleksandra Serbim
Álvaro José Ferreira
Amadeu Ferreira
Ana Afonso Guerreiro
Andreia Dias
António Gomes Marques
António Mão de Ferro
António Marques
António Sales
Augusta Clara
Carla Romualdo
Carlos Durão
Carlos Godinho
Carlos Leça da Veiga
Carlos Loures
Carlos Luna
Carlos Mesquita
Clara Castilho
Dorindo Carvalho
Ethel Feldman
Eva Cruz
Fernando Correia da Silva
Fernando Pereira Marques
Francisca da Rocha Aguiar
François Morin
Hélder Costa
João Brito Sousa
João Machado
João Vasco de Castro
Joaquim Magalhães dos Santos
José Brandão
José de Brito Guerreiro
José Goulão
José Magalhães
Josep Anton Vidal
Júlio Marques Mota
Luís Peres Lopes
Luís Rocha
Manuel Simões
Manuela Degerine
Marcos Cruz
Margarida Antunes
Margarida Ruivaco
Maria Inês Aguiar
Mário Nuti
Mário Pais de Oliveira (padre de Macieira da Lixa)
Moisés Cayetano Rosado
Octopus
Paulo Ferreira da Cunha
Paulo Rato
Paulo Serra
Pedro Godinho
Pedro de Pezarat Correia
Raúl Iturra
Roberto Vecchi
Rui de Oliveira
Rui Rosado Vieira
Sílvio Castro
Vasco de Castro
Vasco Lourenço
L'utilization des entités juridiques a des fins illicites (Relatório da OCDE sobre Paraísos Fiscais)
Arquivo
Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa
Histórias de suicidios famosos em Portugal
Livros Proibidos Nos Útimos Tempos da Ditadura
biografias
crónicas
livros
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Património Imaterial da Humanidade
Pérolas da música portuguesa votadas ao ostracismo
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