Vencedora do Festival de Sanremo de 1968, Quando m'innamoro, composta por Roberto Livraghi, Mario Panzeri e Daniele Pace, perdeu no Eurofestival para a La,la,la a canção de Espanha. Os festivais valem o que valem - de La, la, la ninguém ouve hoje em dia falar - de Quando m'innamoro, mais de quarenta anos depois, fazem-se novas versões - Andrea Bocelli populariza-a em castelhano - Cuando me enamoro, Engelbert Humperdinck em inglês - The Man Without Love. As versões são múltiplas, para além de outras como a de Domenico Modugno, Bobby Solo, Emilio Pericoli , há a de Gigliola Cinquetti. Patrizio Buanne (1978), canta-a em inglês e italiano.
Can You Feel The Love Tonight ("Esta noite podes sentir o amor"), foi uma canção composta em 1994 por Elton John para o filme da Disney "Rei Leão" (The Lion King).
A canção obteve um grande êxito nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, foi a canção mais votada em França, em 1994 - um sucesso que ultrapassou as habituais fronteiras de um tema escrito para um filme infantil - A música, de Elton John (1947) com letra de Tim Rice (1944), é cantada por Elton John:
Alberto Cortez é um cantor e compositor argentino que se tornou bastante conhecido nos anos sessenta do século XX com canções populares como «SucuSuco», «Minifalda», »Monica», «Cuando un amigo se va» ...
Esteve em Portugal e desse período nasceu uma «Serenata en Portugal». Mas escolhemos «Señor Chaplin», canção que apresentou no VIII Festival de la Canción Mediterránea, 1966.
- Vamos ouvi-la
Nesta despretensiosa antologia de "música romântica", na acepção popular do termo, Roberto Carlos não
podia deixar de estar presente, pois está entre os "cantores românticos" mais populares do Século XX, não só do Brasil, mas a nível mundial.
Não sendo uma das suas canções mais conhecidas, Amada Amante, composta em 1971, é uma das que melhor se integra no espírito da série - música do cantor com letra de Erasmo Carlos.
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Esta canção italiana tem numerosas interpretações, na sua maioria de grande excelência, de Mario del Monaco a Luciano Pavarotti, de Andrea Bocelli a Björn Casapietra...
Preferimos a de Claudio Villa.
Ao contrário do que acontece desde há muitos anos (talvez desde 1974) em que o Festival RTP da Canção deixou
de ter qualquer significado válido, por ali passavam músicas que permaneceram até hoje na memória colectiva. É o caso de Cavalo à Solta, com música de Fernando Tordo e letra de Ary dos Santos.
Foi no Festival de 1971. Nem venceu, coisa irrelevante, pois é talvez a canção mais conseguida desse período que antecedeu a Revolução de Abril.
Vamos ouvi-la no tal Festival de 1971, cantada pelo próprio Fernando Tordo.
Every Breath You Take é uma composição e interpretação de Sting e dos The Police, uma banda britânica criada em 1977. Every Breath You Take (A Cada suspiro teu), foi lançada em 1986.
Podemos ouvir esta canção num concerto realizado em 8 de Dezembro de 2007 no Rio de Janeiro, em apresentação única no Brasil.
Ouvimos o grande tenor Alfredo Kraus interpretar a versão em castelhano de Ramona, uma canção
criada em 1928 para um filme de Dolores del Río por L.W. Gilbert e M. Waine. Mas há uma história associada à canção que, como puderam ouvir, além de muito romântica, tem uma melodia simples e fácil de memorizar.
Os mais jovens talvez já não associem a palavra Ramona às coisas más que os mais velhos a ligam. Os carros da polícia política e depois, por extensão, todos os carros poíciais, eram designados por «ramonas»- Há uma lista interminável de azares sucedidos a figuras públicas após terem escutado a canção. Fala-se de um barco italiano, um paquete que naufragou quando a orquestra de bordo executava Ramona... Nós, os tripulantes da Argos, não somos supersticiosos - há quem diga que dá azar!
A canção Where Do I Begin?, com música de Francis Lai e letra de Carl Sigman, composta
em 1970, eque serviu de tema musical ao filme Love Story acabou por ficar conhecida com o titulo do filme realizado, também em 1970, por Arthur Hiller, e baseado no romance homónimo de Erich Segal.
O cantor americano Andy Williams (1927), interpretou o tema, do qual se venderam milhões de cópias. Entre as muitas versões existentes, a sua interpretação foi a escolhida por nós.
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Em 1957, o compositor mexicano Roberto Cantoral (1935-2010) criou duas canções que o iriam celebrizar - El reloj e La barca. De cada uma far-se-iam mais de mil versões, em muitos idiomas, mas El reloj talvez
tenha ultrapassado La barca em popularidade.
A versão de Lucho Gatica foi uma das mais divulgadas, pelo menos em Portugal. Mas optámos por ouvir El reloj na versão de três mexicanos- o famoso trio Los Panchos. Afinal trata-se de uma composição de um músico mexicano.
Uma das fontes renovadoras da música popular na segunda metade do século XX, competindo com os temas musicais dos filmes de Hollywood, foi, pelo menos na Europa, o Festival de Sanremo, em Itália. Começou em 1951, nossa série e em 1958 era já escutado em toda a Europa e visto pela televisão por muitos milhões de europeus.
A canção vencedora nesse ano de 1958, Nel Blu Dipinto di Blu, composta por Domenico Modugno (1928-1994) e por ele interpretada, transformou-se num êxito fabuloso. Mais conhecida por Volare, é uma canção romântica que, de modo algum podia estar ausente da nossa selecção.
As versões são às centenas – de Dean Martin a Luciano Pavarotti – preferimos a de Domenico Modugno.
"Sous le ciel de Paris", com este título, o marselhês Hubert Giraud (1920) criou, com letra de Jean Dréjac, uma das mais belas canções sobre Paris.
A primeira intérprete desta canção foi Yvette Giraud que logo em 1950 obteve grande sucesso - Juliette Gréco, Mireille Mathieu, Yves Montand, entre muitos outros, a incluiram nos seus repertórios.
Mas escolhemos a de Édith Piaf, gravada em 1954.
Ainda na primeira metade da década de 60, uns rapazes de Liverpool, The Beatles, começavam a fazer furor. Yesterday foi composta por um desses rapazes, um tal Paul McCartney, segundo ele após ter tido um sonho.Paul McCartney fez a letra para a canção enquanto se dirigia para o Algarve, em Portugal. A canção, é uma balada que fala sobre um amor perdido. Foi a primeira canção gravada pelos Beatles que só trazia a participação de um só integrante do grupo, Paul McCartney. Segundo o Guinness Book, Yesterday é a canção com mais versões, tendo sido gravada mais de três mil vezes. Entre os artistas que a regravaram estão Frank Sinatra, Ray Charles, Elvis Presley , Plácido Domingo...
Mas ouçamo-la na voz do seu jovem autor - Paul McCartney – a má qualidade da gravação é compensada pelo entusiasmo do público feminino – as meninas de hoje, se pensavam que as avozinhas tinham muito juízo, percam as ilusões:
Cesare Andrea Bixio (1896-1978), compositor italiano, foi o autor de numerosos êxitos que, nos anos 30 e 40 do Século XX, foram divulgados pela Europa e pelos Estados Unidos – é o caso de Vivere, criada em 1937, que o grande tenor Tito Schipa popularizou.
Reflecte, no seu ritmo, a influência do foxtrot, dança em moda desde os tempos da Guerra 14-18. Há muitas interpretações – escolhemos a de Luciano Pavarotti, num arranjo de Henry Mancini.
Hoje, "Ao Romper da Bela Aurora" temos uma música, romântica, de certo modo, mas não do mesmo modo que as canções que temos vindo a antologiar em MÚSICA ROMÂNTICA DO SÉCULO XX.
Foi escrito o poema por um operário anarquista Eugène Pottier, membro da Comuna, (1816-1887); em 1888, Pierre De Geyter (1848-1932), também anarquista, musicou o poema de Pottier.
É difícil encontrar uma versão em que o vídeo não seja de propaganda a um qualquer partido. A Internacional não é de nenhum movimento, de nenhuma tendência, de nenhum partido - é de todos os que querem fazer a Revolução Socialista. Há uma versão portuguesa, muito bem interpretada, mas os vídeos, de acordo com os partidos que os carregam na rede, estão cheios de imagens referentes a esses movimentos. Por isso escolhemos a versão em francês, pois foi nesse idioma que o hino foi criado. As imagens são pacíficas, aceitáveis por todos. Mostram vários ícones culturais, artísticos, políticos, contemporâneos da Comuna de Paris.
Numa antologia da Música romântica do Século XX , podíamos lá esquecer As Time Goes By , a canção composta por Herman Hupfeld em 1931 e que se tornaria famosa em 1942 por ser o tema de Casablanca - cantada por Sam (play it Sam), Dooley Wilson.
Uma canção de Cole Porter (1891-1964), uma das suas mais conhecidas composições
- Night and Day. Foi escrita em 1932 para o musical Gay Divorce. Ao longo dos tempos foi gravada por dezenas de cantores famosos - Frank Sinatra, Billie Holiday, Dionne Warwick, Shirley Bassey. Doris Day...
Escolhemos Ella Fitzgerald:
Hoje há um brinde: Fred Astaire & Ginger Rogers , uma dupla demolidora, canta e dança para nós Night and Day. É uma cena do filme The Gay Divorce, (1934), inspirado no musical para o qual Cole Porter criou a canção (música e letra):
Em 1907 uma opereta vienense foi estreada em Londres - A Viúva Alegre (Die Lustige Witwe). Pela mesma altura, Florenz Ziegfeld montou o primeiro dos seus espectáculos em nova Iorque - as Ziegfeld Follies. Também nos Estados Unidos, eclodia o ragtime - em 1911, Irving Berlin estreava com grande êxito Alexander's Ragtime Band.
Os tempos mudavam, a música mudava e, nesta série, que temos estado a apresentar sem critério cronológico, pensamos ter proporcionado uma razoável amostragem dessa mudança que, repetimos, terá tido como ponto de partida as "românticas" operetas vienenses de que vos damos um exemplo - o tenor Josep Carreras e a soprano Maria Luigia Borsi, com o maestro David Gimenez dirigindo a The Shanghai Philharmonic Orchestra, vão interpretar Lippen Schweigen o famoso dueto da opereta A Viúva Alegre, de Franz Lehar (1870-1948). A gravação foi feita durante um concerto em Xangai no ano de 2007:
Cole Porter (1891-1964) foi um dos maiores compositores norte-americanos de sempre,
com êxitos como Night and Day e Begin the Beguine (trocadilho com o verbo to begin, começar, e beguine, nome de uma dança, semelhante à rumba, oriunda da Martinica - "começar a rumbar", é uma tradução possível.
Criada em 1946, a canção tem muitas versões de grandes cantores - mas a de Frank Sinatra é excepcional - Ora ouçam:
Adão Cruz
Afonso da Rocha Aguiar
Aleksandra Serbim
Álvaro José Ferreira
Amadeu Ferreira
Ana Afonso Guerreiro
Andreia Dias
António Gomes Marques
António Mão de Ferro
António Marques
António Sales
Augusta Clara
Carla Romualdo
Carlos Durão
Carlos Godinho
Carlos Leça da Veiga
Carlos Loures
Carlos Luna
Carlos Mesquita
Clara Castilho
Dorindo Carvalho
Ethel Feldman
Eva Cruz
Fernando Correia da Silva
Fernando Pereira Marques
Francisca da Rocha Aguiar
François Morin
Hélder Costa
João Brito Sousa
João Machado
João Vasco de Castro
Joaquim Magalhães dos Santos
José Brandão
José de Brito Guerreiro
José Goulão
José Magalhães
Josep Anton Vidal
Júlio Marques Mota
Luís Peres Lopes
Luís Rocha
Manuel Simões
Manuela Degerine
Marcos Cruz
Margarida Antunes
Margarida Ruivaco
Maria Inês Aguiar
Mário Nuti
Mário Pais de Oliveira (padre de Macieira da Lixa)
Moisés Cayetano Rosado
Octopus
Paulo Ferreira da Cunha
Paulo Rato
Paulo Serra
Pedro Godinho
Pedro de Pezarat Correia
Raúl Iturra
Roberto Vecchi
Rui de Oliveira
Rui Rosado Vieira
Sílvio Castro
Vasco de Castro
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