3 a 16 de Maio – Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Santarém
Autor: Ricardo Peixeiro
O fotógrafo amador Ricardo Peixeiro, residente no concelho de Vila Franca de Xira, conviveu durante os últimos meses no Esteiro do Nogueira, onde registou momentos, rostos e marcas da vida das gentes da Borda-d’Água.
O resultado deste trabalho está patente ao público na Igreja da Misericórdia em Santarém, patrocinado pelo Projecto de Candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional (processo em curso da responsabilidade do Instituto Politécnico de Santarém) e pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém parceira no Projecto.
Comunicado para a imprensa
O fotógrafo amador Ricardo Peixeiro, residente no concelho de Vila Franca de Xira, conviveu, durante os últimos meses no Esteiro do Nogueira, onde registou momentos, rostos e marcas da vida das gentes da Borda-d’Água.
O resultado deste trabalho estará patente ao público na Igreja da Misericórdia em Santarém, patrocinado pelo Projecto de Candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional (processo em curso da responsabilidade do Instituto Politécnico de Santarém) e pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém parceira no Projecto.
A mostra, intitulada “Sombras no Esteiro”, estará em exibição desde o dia 3 de Maio até 16 do mesmo mês.
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Ainda no âmbito do Projecto de Candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional, no próximo dia 11 de Maio e na Igreja da Misericórdia de Santarém, pelas 17 horas, vai-se proceder ao lançamento do Livro “Avieiros - Dores e Maleitas” da autoria de Lurdes Véstia e Emídio Rafael, com prefácio do Dr. Luís Vidigal, Professor-Coodenador da Escola Superior de Educação de Santarém, com nota de abertura da responsabilidade do Engenheiro Mário Rebelo, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém e edição a cargo da Âncora Editora.
Este trabalho teve por objectivo analisar a admissão de pescadores Avieiros e seus descendentes, ao Hospital de Jesus Cristo de Santarém, tendo como recorte temporal o período de 1850 a 1969.
A investigação trata da sistematização e recolha de dados realizada em 114.026 registos de admissão de doentes e de 26.194 documentos avulsos do Arquivo Histórico da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, com o consequente tratamento estatístico. O intuito de observar a história da admissão e hospitalização dos Avieiros é o de desvendar e identificar as dores e maleitas que nessa época achacavam os pescadores e os seus familiares.
Analisar os homens, mulheres e crianças Avieiros com base nestes registos é conservar, preservar e trazer à ribalta mais umas linhas da sua história, fazendo delas uma útil divulgação.
Na Terça-feira, 3 de Abril, dediquemo-nos, por ausência de outro móbil, às artes visuais aproveitando a inauguração no Palácio Galveias da exposição de fotografia “Espaço Real - Espaço Conceptual” organizada pelo Instituto para Relações Externas da Alemanha (de entrada livre, das 11h-19h, permanecerá até 31 de Maio).
Com curadoria de Ute Eskildsen, ela apresenta nos trabalhos dos fotógrafos Susanne Brügger, Thomas Demand e Heidi Specker diversas abordagens cujas ligações ao nível do conteúdo consistem precisamente na sua afinidade com o espaço público. Esta relação torna-se evidente, tanto nas dissecações de vistas de cidades de Susanne Brügger como nas imagens espaciais de Thomas Demand ou nas imagens arquitectónicas de carácter abstracto e “redesenhado” de Heidi Specker. O realce do elemento “espaço” no título da exposição, em ligação com os conceitos antagónicos “realidade” e “imagem”, remete para abordagens específicas de um meio de reprodução que, devido ao próprio potencial reprodutivo da fotografia, se relaciona no fundo, desde a sua invenção, com a transformação das coordenadas espaço/tempo.
Nos últimos dez anos, e num contexto de concorrência com a tecnologia digital em constante evolução, o processo de reprodução fotográfica tradicional tem vindo a merecer um reconhecimento cada vez maior no mercado da arte, o que, por sua vez, tem também contribuído para dar novos impulsos à práxis artística com meios fotográficos e, simultaneamente, para alterar a orientação da geração de fotógrafos mais jovem como aqueles aqui expostos.
Heidi Specker Susanne Brugger Thomas Demand
Noutro registo, o da pintura, está aberta desde a passada Quarta-feira 28 de Março no Museu Colecção Berardo (ao Centro Cultural de Belém) a exposição “Nikias Skapinakis. Presente e Passado, 2012 — 1950”que constitui a mais ampla e significativa antologia dedicada à obra de Nikias Skapinakis, reconhecido como um dos nomes mais relevantes da arte portuguesa na segunda metade do século XX (permanecerá até 24 de Junho com entrada livre).
A exposição, comissariada por Raquel Henriques da Silva, organiza-se em sete núcleos reveladores da extraordinária amplitude e diversidade, bem como das inúmeras possibilidades formais e expressivas do trabalho de Nikias Skapinakis, desenvolvido durante mais de sessenta anos. A singular capacidade de síntese na abordagem da imagem e o permanente diálogo com a cultura portuguesa ou ocidental, que as suas pinturas definem, torna claro o sentido e o valor do seu contributo para um entendimento das mesmas.
Do seu trabalho, diz em 2012 o próprio Nikias na introdução do catálogo : “… O sentido metafísico, que, juntamente com o pendor expressionista e lírico, atravessa prolongadamente o meu trabalho, tem, do meu ponto de vista, uma tripla origem:
- Os frescos “clássicos” e “modernos” da Vila dos Mistérios, em Pompeia, e Carpaccio, a quem dedico em 1961 uma homenagem, porque, justamente, venho a encontrar nele o sentido de ausência das figuras que habitavam o meu paisagismo de então;
- A poesia, designadamente de Cesário e dos “presencistas”;
- A pressão claustrofóbica e entediante do ambiente português das décadas de 1950 e 60.
… De qualquer modo, porém, acredito que a minha “linha metafísica” se liga essencialmente a uma concepção individualizada da pintura como um processo de conhecimento, literalmente, para além das aparências físicas, que os sentidos transmitem. Esse processo define a história da pintura desde o seu remoto passado até ao presente. Porque é específico, não pode ser repartido por outros campos estéticos sem que essa qualidade essencial de indagação tenda a alterar-se ou a perder-se em favor de outras (embora igualmente válidas) expressões. Trata-se de procurar a essência das coisas; mas, talvez, as coisas não tenham realmente essência nenhuma e a sua busca seja inútil.
É uma dúvida de natureza metafísica que procuro resolver continuando a pintar.”
Paisagem do Forte da Trafaria, 1955 Disneyland River, 1985 A las cinco en punto de la tarde, 2002
Uma imagem diz mais do que mil palavras, é uma afirmação que escutamos com frequência. Em alguns casos corresponde à verdade. Mas seria injusto não reconhecer que o inverso também ocorre - há palavras que valem por mil imagens. Publicamos todas as manhãs uma expressiva foto de José Magalhães - das que valem mais do que mil palavras - e uma impressiva frase de um poeta. Entre as palavras dos poetas e as fotografias de José Magalhães não existe qualquer relação a não ser a da cumplicidade - as fotos são imagens de tranquilidade e, por isso, convidam-nos a meditar sobre a palavra do poeta.
Há casos em que assim é e outros em que não é justo dizê-lo. Tudo depende das imagens e das palavras a que nos referimos, pois também há palavras que valem por mil imagens. Publicamos todas as manhãs uma excelente foto de José Magalhães - vale bem mil palavras - e palavras de um poeta (valem mil imagens). As palavras não têm relação com a fotografia, mas talvez provoquem um momento de reflexão - por isso as fotos de José Magalhães são imagens de tranquilidade e de paz, convidando-nos a meditar... sobre a palavra do poeta.
A poesia não pode copiar ou imitar o sentimento.
Toda a gente diz que "uma imagem vale por mil palavras" . Porém, nem sempre é verdade - depende das imagens e das palavras... pois também há palavras que valem por mil imagens. Publicamos todas as manhãs uma belíssima foto de José Magalhães - daquelas que valem mil palavras - e palavras de um poeta (das que valem mil imagens). As palavras não têm qualquer relação com a fotografia - ambas têm uma intenção - a de provocar um momento de reflexão - por isso as fotos de José Magalhães são imagens de tranquilidade e de paz.
E hoje a palavra é dita por Jean Grosjean(1912-2006):
A palavra foi criada para dizer o que deve ser dito e não para pôr em transe quem a ouve.
E hoje a palavra é de Vicente Huidobro(1893-1943) e diz assim:
Poetas não deveis cantar a rosa, mas sim fazê-la florir nos vossos poemas.
E hoje tem a palavra Shelley (1792-1822), que diz:
A distinção entre poetas e prosadores constitui um erro vulgar. A distinção entre filósofos e poetas é um preconceito.
Um café na Internet
Quanto mais corro
paro
fixo
fico
no silêncio circundante
a minha corrida incurante;
se fujo
fico
fixo no silêncio ambulante;
mais corro
mais me fixo no silêncio;
mais corro
mais viajo no espaço
infindável da corrida
somente espaços
do silêncio.
Adão Cruz
Afonso da Rocha Aguiar
Aleksandra Serbim
Álvaro José Ferreira
Amadeu Ferreira
Ana Afonso Guerreiro
Andreia Dias
António Gomes Marques
António Mão de Ferro
António Marques
António Sales
Augusta Clara
Carla Romualdo
Carlos Durão
Carlos Godinho
Carlos Leça da Veiga
Carlos Loures
Carlos Luna
Carlos Mesquita
Clara Castilho
Dorindo Carvalho
Ethel Feldman
Eva Cruz
Fernando Correia da Silva
Fernando Pereira Marques
Francisca da Rocha Aguiar
François Morin
Hélder Costa
João Brito Sousa
João Machado
João Vasco de Castro
Joaquim Magalhães dos Santos
José Brandão
José de Brito Guerreiro
José Goulão
José Magalhães
Josep Anton Vidal
Júlio Marques Mota
Luís Peres Lopes
Luís Rocha
Manuel Simões
Manuela Degerine
Marcos Cruz
Margarida Antunes
Margarida Ruivaco
Maria Inês Aguiar
Mário Nuti
Mário Pais de Oliveira (padre de Macieira da Lixa)
Moisés Cayetano Rosado
Octopus
Paulo Ferreira da Cunha
Paulo Rato
Paulo Serra
Pedro Godinho
Pedro de Pezarat Correia
Raúl Iturra
Roberto Vecchi
Rui de Oliveira
Rui Rosado Vieira
Sílvio Castro
Vasco de Castro
Vasco Lourenço
L'utilization des entités juridiques a des fins illicites (Relatório da OCDE sobre Paraísos Fiscais)
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