Domingo, 13 de Maio de 2012
ENCONTRO IMAGINÁRIO nº 29 GOERING, LEONARDO da VINCI e CHU-EN - LAI

Como  o nazismo voltou a estar na moda com as eleições democráticas de França e Grécia e com o aparecimento do assassino e  ideologo Breivik na civilisada  , evoluida e moderna Noruega, chamamos Goering, o nº 2 do regime Nazi Alemão, para nos contar o incendio do Reichtag e a sua paixão pela pintura concretizada no roubo de 140.000 obras...Facto que irá discutir com Leonardo da Vinci, o génio do século XVI de multiplos talentos, um  verdadeiro "Principe da Renascença".

 

E o 3º convidado é Chu-en- lai, o génio da diplomacia Chinesa, criador da 3ª força politica Mundial: o 3º Mundo, englobando os novos países que se libertavam do colonialismo de Africa, Asia e America Latina, e outros que não se sujeitavam à inevitabilidade de terem de escolher ao bloco dirigido por Estados Unidos ou União Soviética.

 

 

Como sempre, convém reservar. Para este mail ou 213965360



publicado por Carlos Loures às 23:55
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Sábado, 5 de Maio de 2012
ENCONTROS IMAGINÁRIOS nº 28 - Garcia de Orta, Heny Ford e Marat

ULTIMO AVISO para a MALTA NÃO SE DISTRAIR !

O Encontro do dia 7 de Maio tem as seguintes personagens :

Garcia de Orta, médico português judeu, cientista estrela do nosso glorioso século XVI, cuja obra sobre Botânica, Medicina e Antropologia, ainda hoje é citada, encontra Henry Ford, o inventor do automóvel  popular, democrata, anti-racista, pacifista que lutou contra os belicistas da I Guerra Mundial, o símbolo do capitalismo produtivo e de inserção social contra o capitalismo especulativo assente no roubo, na falência e na criação da miséria a nível mundial. Para debater estas e outras questões convidámos Marat, o médico, publicista e teóprica da Revolução Francesa que teve a sorte de ter sido assassinado pela reaccionária Charlotte Corday, em vez de ter sido executado por antigos camaradas ( escrevo literalmente, apesar de metafóricamente isso ser o "pão nosso de cada dia").

Não percam , tragam amigos e reservem. Por este mail ou 213965360

 

Hélder

AVISO : saiu nova edição das folhas de sala do 1º ano de ENCONTROS IMAGINÁRIOS. Preço 5€.

 



publicado por Carlos Loures às 17:30
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012
UM OUTRO MAIO - - por Hélder Costa

 

 

Era 3 de Maio, três da tarde. Estava eu a tomar uma bica com uns amigos no Boulevard St. Michel, quando começou a descer uma manifestação de estudantes.

 

- Olha, mais uma!

 

- E os chuis? - Devem estar a chegar. Claro que já lá estavam, sabiamente escondidos à esquina da ponte, e passados uns segundos começaram a mostrar-se. 

 

Pausa, silencio, só faltava a música do Morricone para recordar "Era uma vez, no Oeste".

 

E nisto, a manifestação começou a avançar.

 

- Eh pá, os gajos estão a andar.

 

- Pois é. O que é isto?

 

- Isto hoje ...

 

E, de repente, a manifestação desatou a correr.

 

Mas, oh milagre do inesperado, a correr em direcção à polícia! E a polícia, surpreendida com tal prova de afecto, recuou e entrincheirou-se. Algum garboso centurião terá apelado ao nobre sentido cívico dos CRS, e ei-los que desembolaram enraivecidos.

 

Começaram a voar pedras, lixo, chávenas e cadeiras dos cafés.

 

- Vamos?

 

- Que remédio!

 

- Até parece mal se a gente não dá uma ajudinha.

 

Esta conversa e a descrita "perturbação da ordem pública" passaram-se nos primeiros minutos da primeira manifestação que lançou o Maio de 68.

 

A seguir, já se conhece a história toda: estudantes, trabalhadores, intelectuais, afirmavam que esta civilização não servia. O quê em troca? Não se sabia. Mas muitos milhares não pouparam esforços - bonitos e generosos, diga-se de passagem - a tentar descobrir caminhos para o futuro.

 

Mais do que um acto puramente político ou partidário, tratou-se de uma rejeição de um modelo de vida e de sociedade.

 

Talvez seja por isso que alguns cronistas e opinion makers despejam tanto ódio contra os soixante-huitards, contra essa gente e esse movimento indisciplinado, libertário, afectivo, inimigo do PRECONCEITO, esse cancro ideológico que corrói as relações humanas, com a coragem de ressuscitar a UTOPIA, e a determinação de se entregarem de corpo e alma ao parto de uma sociedade nova.

 

Ainda não se conseguiu?

 

Há-de vir.

 

Aliás, foi essa a ideia daquela batida que marcava essas célebres manifestaçôes e que rezava

 

"Ce n'est q'un début, continuons le combat". !

 

(Excerto do Capítulo Maio 68, Viagens, Exílios do livro O SAUDOSO TEMPO DO FASCISMO)



publicado por Carlos Loures às 22:30
editado por João Machado às 21:49
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Domingo, 29 de Abril de 2012
ENCONTROS IMAGINÁRIOS - DIA 7 DE MAIO

 

 

O Encontro do dia 7 de Maio tem as seguintes personagens : Garcia de Orta, médico português judeu, cientista estrela do nosso glorioso século XVI, cuja obra sobre Botânica, Medicina e Antropologia, ainda hoje é citada, encontra Henry Ford , o inventor do automóvel popular, democrata, anti-racista, pacifista que lutou contra os belicistas da I Guerra Mundial, o símbolo do capitalismo produtivo e de inserção social contra o capitalismo especulativo assente no roubo, na falência e na criação da miséria a nível mundial. Para debater estas e outras questões convidámos Marat, o médico, publicista e teórico da Revolução Francesa que teve a sorte de ter sido assassinado pela reaccionária Charlotte Corday, em vez de ter sido executado por antigos camaradas ( escrevo literalmente, apesar de metafóricamente isso ser o "pão nosso de cada dia"). Não percam , tragam amigos e reservem.

 

Por este mail ou 213965360

 

Hélder

 

AVISO : saiu nova edição das folhas de sala do 1º ano de ENCONTROS IMAGINÁRIOS. Preço 5€.



publicado por Carlos Loures às 18:00
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Pentacórdio, segunda-feira, dia 23 de Abril de 2012. Por Rui Oliveira

 

 

 

 

  Na Segunda-feira 23 de Abril, vésperas do aniversário do “dia da libertação”, sugerimos como adequado participar nos Encontros Imaginários que o encenador e dramaturgo Hélder Costa quinzenalmente prepara no espaço de A Barraca no Cinearte (a Santos) e que o próprio apresenta da seguinte forma :

 

 

   “No ambiente festivo e preocupado do 25 de Abril de 2012 decidimos fazer um ENCONTRO com os mais célebres irmãos inimigos da Nossa História: O constitucionalista e liberal D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal (a propósito, Américo Tomás informou a sua mulher D. Gertrudes que essa diferença entre 1º e 4º tinha a ver com os fusos horários), D. Miguel, o absolutista e aluno fiel do Império Austro-Húngaro, e Bocage o vate Sadino, provocador, iconoclasta e iluminista pré - Revolução Francesa.


    Porque a nossa História (e o Mundo) sempre viveu, vive e viverá neste conflito entre os que sonham, lutam e avançam, e os nababos enriquecendo com a ignorância e  a miséria.


    É a nossa homenagem ao 25 de Abril”.


   Interpretam as figuras históricas: Bocage - Ruben Garcia, D.Pedro IV - Adérito Lopes e D. Miguel - Sérgio Moras.



publicado por João Machado às 09:00
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Domingo, 22 de Abril de 2012
A Barraca - Encontros Imaginários n.º 27. Homenagem ao 25 de Abril.

 

 

Companheiros da grande viagem dos ENCONTROS IMAGINÁRIOS e novos aventureiros que nos queiram fazer companhia:


No ambiente festivo e preocupado do 25 de Abril de 2012 decidimos fazer um ENCONTRO com os mais célebres irmãos inimigos da Nossa História: O constitucionalista e liberal D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal (a propósito, Américo Tomás informou a sua mulher D. Gertrudes que essa diferença entre 1º e 4º tinha a ver com os fusos horários), D. Miguel , o absolutista e aluno fiel do Império Austro-Húngaro, e Bocage o vate Sadino, provocador, iconoclasta e iluminista pré - Revolução Francesa.


Porque a nossa História ( e o  Mundo) sempre viveu, vive e viverá neste conflito entre os que sonham, lutam e avançam, e os nababos enriquecendo com a ignorância e  a miséria.

 

É a nossa homenagem ao 25 de Abril.
 

Reservas : 213965360 ou para este mail
 

Abraços e até lá
 

Hélder



publicado por João Machado às 09:30
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Sábado, 14 de Abril de 2012
ENCONTROS IMAGINÁRIOS - D. Pedro, D. Miguel e Bocage
 
 
 
 

Companheiros da grande viagem dos ENCONTROS IMAGINÁRIOS e novos aventureiros que nos queiram fazer companhia:
No ambiente festivo e preocupado do 25 de Abril de 2012 decidimos fazer um ENCONTRO com os mais célebres irmãos inimigos da Nossa História: O constitucionalista e liberal D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal ( a propósito, Américo Tomás informou a sua mulher D. Gertrudes que essa diferença entre 1º e 4º tinha a ver com os fusos horários), D. Miguel , o absolutista e aluno fiel do Império Austro-Húngaro, e Bocage o vate Sadino, provocador, iconoclasta e iluminista pré - Revolução Francesa.
Porque a nossa História ( e o  Mundo) sempre viveu, vive e viverá neste conflito entre os que sonham, lutam e avançam, e os nababos enriquecendo com a ignorância e  a miséria.
É a nossa homenagem ao 25 de Abril.
Reservas : 213965360 ou para reste mail
Abraços e até lá
Hélder



publicado por Carlos Loures às 17:00
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Domingo, 11 de Março de 2012
ARTE, POESIA & VICE VERSA - Dorindo Carvalho e Hélder Costa
 
Um Café na Internet
 
                              Arte, Poesia & Vice Versa
 
Este quadro de Dorindo Carvalho
inspirou a Hélder Costa este poema 

 

Atira!

Atira  cobarde

Atira!

Vem morte
aos meus braços

O sangue
generoso

Mais a
camisa alva

Fará o
estandarte do povo

Ele saltará

Violento e
rebelde sobre ti

Desenhará a
tua máscara

E as tuas
mãos

Criminosas e
amldiçoadas

Como lady
Macbeth

 

 

(inédito)



publicado por Carlos Loures às 08:05
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Os 25 anos do ZECA na Academia de Santo Amaro - por Hélder Costa

 

 


Esta 5ª feira, dia 23, houve uma noite gloriosa na Academia de Santo Amaro.

 

Assinalavam-se os 25 anos do desaparecimento do Zeca Afonso.

 

O concerto contou com a participação de cerca de 20 cantores, músicos, declamadores , grupos e coros no total de 185 intervenientes.

 

 

 

De elevadíssima qualidade musical e com a participação numerosos jovens e seniores – a simbiose perfeita de uma mobilização artística inserida no tecido social - , constituiu um agradável reforço ideológico e “vitamínico” para o público que super - lotou o teatro da Academia.

 

Como fui convidado para apresentar o espectáculo, decidi escalonar as minhas intervenções desta forma:

 

Início – fazer um Balanço rápido dos anos 60 para se perceber a inserção da acção cultural no movimento político anti – fascista.

 

Os dados de revolta estavam lançados : o aparecimento da guerra colonial, Beja, o assalto ao S. Maria, as fugas de Caxias e Peniche, as greves no campo Alentejano e nas escolas e Universidades.

 

E é aqui que surgem os sinais do caleidoscópio cultural : em síntese rápida ( e, por isso, inevitavelmente com injustas lacunas) : “ Barranco de cegos” de Alves Redol, “Render dos heróis” de J. Cardoso Pires pelo Teatro Moderno, os filmes“Belarmino” de F. Lopes, e “ Verdes anos” de Paulo Rocha, a pujança do Teatro Universitário, a música de Lopes Graça, Carlos Paredes e Zeca Afonso.

 

A 2ª intervenção dediquei -a a Coimbra para referir um comportamento exemplar e desconhecido do Zeca Afonso. A greve de 62 em Coimbra foi particularmente activa e determinada. Além das greves às aulas, o luto Académico espalhou-se também pelas actividades desportivas.

 

Nesse tempo, a Académica gozava de enorme prestígio desportivo a nível nacional.

 

Estava à frente dos campeonatos de hóquei e basket e em 3º lugar no futebol. Começaram as greves no hóquei, basket e futebol, faltando aos encontros! E dizíamos : perde-se o titulo, mas não se perde a Honra! ( BONS TEMPOS!)

 

Mas como o futebol é coisa séria e o próximo jogo era com o Sporting, a GNR decidiu intervir :prisão dos jogadores para estágio no Luso…;surgiu a ideia de cavar o campo no Sábado à noite, mas o estádio já estava cercado quando lá chegámos embrulhados nas capas que escondiam as picaretas…Com estádio cheio e a GNR cercando o terreno de jogo e de frente para a assistência, ojogo nunca mais começava porque a Académica não deu o pontapé de saída…bola para o Sporting, chegam à baliza da Académica e atiram a bola para trás…Aplausos, FRA, etc. ; 0/0 ao intervalo…; claro que a Pide foi falar ao intervalo e o Sporting acabou por ganhar por 3 /0, com os nossos aplausos, evidentemente. É neste ambiente que surge um plano para arrefecer o movimento.

 

O Orfeão é convidado para se deslocar aos Estados Unidos! E o Zeca é convidado para ir, com oferta de um maço de milhares de escudos em cima da secretária da direcção e mais a garantia de gravação de discos na pátria do Tio Sam. E o Zeca, de terrível penúria económica, recusou.

 

3ª –Falei da ida a Grândola à SMFOG, Música Velha no dia 17 Maio 1964,com a GNR na rua(para proteger o povo dos cantores, com certeza); foi um êxito total com estreia de novas canções, e 3 dias depois Zeca enviou o poema Grândola, vila morena (escrito com tinta verde) para o José da Conceição.

 

Para terminar referi o boicote ao Zeca depois do 25 de Novembro numa certa imprensa que falava da sua péssima qualidade musical, etc. O Zeca era sensível e não aguentou. Fui convidá- lo para fazer a música de “ Zé do Telhado”, e não quis fazer, que não prestava, não cantava mais, etc. Consegui fazer chantagem, e ele cedeu. Depois do êxito, ele dizia-me: “ Hélder, o que é chato é que quem escreveu essas coisas, era malta de esquerda;” “ Oh Zeca, olha a sorte que tiveste, se não fossem de esquerda eram uns filhos da puta “

 

Lisboa, 24 de Fevereiro 2012

 

HÉLDER COSTA



publicado por Carlos Loures às 21:00
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
A BARRACA - o 22º Encontro Imaginário realiza-se hoje

 

ULTIMO AVISO- É esta noite a festa com o 1º Rei Afonso Henriques, o martir Gomes Freire de Andrade e o Dracula, de triste fama vampiresca...

O Encontro tem de ir para  a Sala 1 porque já há 60 reservas e já não se cabia no BAR.
 

Reservas : 213965360  e por mail : costhelder@gmail.com

 

 

 

 

 

 

Dia 6 de Fevereiro, 21, 30, o Encontro Imaginário apresenta personagens que parecem surgir para intervir nas mais recentes polémicas da sociedade portuguesa.
Gomes Freire de Andrade, o herói português mandado enforcar em 1817 por Beresford, o ocupante Inglês, foi Grão Mestre da Maçonaria e parece enviado para separar as águas entre  uma associação de enorme responsabilidade cívica e Histórica e os bandos Mafiosos que se têm servido dessa tradição para negócios e repelentes manipulações politicas.
Afonso Henriques, o nosso 1º Rei, fundador da Nacionalidade e cultor de municipalismo e pluralismo cultural bem demonstrado nas dádivas de terras aos Mouros e no respeito pela comunidade Judaica, não deve estar a achar graça aos serôdios desejos Governamentais que querem eliminar os feriados que homenageiam a Independência e o Patriotismo Republicano.
Vlad III, Dracula, o Principe cristão Romeno foi um bárbaro perseguidor  do Islamismo. Um precursor do belicismo com que Estados Unidos e Inglaterra se relacionam com essas populações, com os resultados que se conhecem.

 

RESERVAS : por mail ou 213965360

 

 



publicado por João Machado às 12:00
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012
A "CRISE" DO TEATRO - por Hélder Costa*

(Publicado no Estrolabio)

 

Na muito desde sempre falada “crise” do Teatro, esquece-se frequentemente que a CRISE, qualquer crise, é sempre um ponto de ruptura de uma falsa estabilidade.

 

Crise pressupõe que se vai operar qualquer modificação no status quo.

 

Crise é, portanto, fonte de movimento e nunca de estagnação.

 

Claro que nestas coisas do Teatro como em qualquer situação da vida, há a posição passiva e a activa; ou seja, há os que reagem e ensaiam soluções, e há os que aceitam porque “afinal, a coisa não está tão mal”, “enquanto o pau vai e vem, folgam as costas”, e outras frases chamadas de prudência e bom senso que nos têm conduzido a muitos becos sem saída.

 

O que se passou com o Teatro? Baixou o público? Sim, é verdade. E baixou em relação a todas as formas de espectáculo, excepto concertos de rock e outras manifestações colectivas que sublimam pela massificação a necessidade social de encontrar e fazer ou refazer grupos.

 

E o público também baixou por razões de ordem económica e porque prefere – precisamente porque a crise é mais geral, de valores, conceitos, de segurança, até de programação televisiva - , consumir tempo e dinheiro em restaurantes modestos ou de luxo, falando pela noite fora, rindo, divertindo- se e, evidentemente, discutindo a Crise.

 

Outro contributo muito importante para a Crise é a política oficial de Cultura (pelo menos, na Europa).

 

O teatro foi ficando asséptico, sem alma e sem cor, nos Teatros Nacionais e em algumas companhias transformadas em “templos” de produções caríssimas. O que implica, pelos temas e pelos preços, a exclusão de amplas camadas da população mais carenciada.

 

Diz – se que é para prestigiar o teatro. Claro que é falso. Do que se trata é de transformá–lo num arremedo premonitório da decadência da opera. Que também foi afastada da sua inicial vocação de espectáculo popular, convém não esquecer.

 

E agora vem o problema mais grave. É que os criadores teatrais também contribuíram para o afastamento do público. Porque acreditaram nessa promoção do teatro para “elevados espíritos”, ou porque recearam a campanha ideológica que combate as linhas do teatro popular em nome do “anti - maniqueísmo”. Que é , evidentemente, outra mistificação, porque não há nada mais maniqueísta do que o teatro do bom – senso e o habitual formalismo repetitivo e gratuito não tem a menor poética nem encanto estético.

 

E muitos não perceberam que o teatro popular é precisamente o oposto do populismo rasca tão adorado – dir-se-ia paradoxalmente - , por essa gente de “alto nível”.

 

E então, o que aconteceu ?

 

Em nome de experimentalismos e de pós – modernismos brotam falsos vanguardismos. Substituem-se histórias por textos díspares e inconsequentes, surgiu o culto sórdido da incomunicabilidade em vez da relação afectiva com o espectador, ressurgiram o vedetismo caduco e o artista da torre de marfim.

 

E como o público não tem nada a ver com isso, pratica a deserção das salas.

 

Claro que perante este panorama apetece perguntar:

 

Quem tem medo do teatro ?

 

Que pergunta ridícula, não é ? Ter medo do teatro, de uma peça, de uns actores que nos preenchem momentos de ócio?! Que absurdo!...

 

Mas...será que aqueles que têm medo de se verem retratados na praça pública gostam de teatro?

 

E os que pensam que o teatro só serve para fazer agitação política?

 

E os outros que lutam para que o teatro não tenha nada a ver com política? Como se isso fosse possível !!!

 

E os que têm horror ao humor e ao cómico que é impiedoso a descarnar situações, personagens e comportamentos ?

 

E os que fogem da emoção e das lágrimas ?

 

E os que se recusam a pensar e a olhar para o seu mundo ?

 

E os que não se querem ver nas más companhias dos artistas ?

 

E os que julgam que os artistas não passam de marginais e falhados sociais?

 

Gente infeliz, com certeza. Muita gente infeliz.

 

Tudo isto, e se calhar falta alguma coisa, são factores de crise. Mas o pessimismo é o sentimento mais reaccionário do mundo e eu continuo a acreditar no valor transformador das crises.

 

Porque o teatro é uma corrente de felicidade e de afectividade contra o egoísmo e o medo.

 

Luta por participar, comunicar, e por se entender entre si e os outros.

 

Sabe que pode desbloquear insegurança, que consegue abrir sentimentos e que transforma o acto poético em acto de vida.

 

Contra isso esbarram e são derrotados mil conceitos reaccionários: intrigas, invejas, discriminações sociais e económicas ( sim, estou a pensar nos subsídios do Estado), a cobardia dos lacaios de “quem está a mandar”, e a parolice dos admiradores incultos de vários modismos ( estéticos, éticos, políticos).

 

Quem não tem medo do teatro é quem ama a vida, quem aceita as suas contradições, e quem sabe que o mundo está em eterna transformação.

 

Pessoalmente, continuo a ter um gosto e convicções profundas em relação aos méritos do humor, do riso e do absurdo por vezes violento e pouco cómico, na exposição e desmontagem dos mecanismos que nos cercam nesta, parece que dolce vita, que nos dizem que temos.

 

É evidente que a minha experiência de contactos com vários níveis de classes sociais me ensinou que a minha função seria útil e bastante agradável, se conseguisse assumir-me como um “elo de comunicação” e não como o Mestre senhorial e intocável.

 

Porque fazia a troca de experiências, absorvia o saber do

 

“ Outro”, descobria contradições, fazia a síntese com os meus conhecimentos e algo de novo e melhor surgia; e , curiosamente, também da parte do “ Outro”( por vezes menos preparado intelectualmente), se operava esse esforço de encontro, de contradição e síntese.

 

Ou seja, este método ajudava a desenvolver o acto de cidadania liberto de individualismo e projecto unipessoal, transformando – se num exercício colectivo, aberto, e por isso mesmo, fonte de novas acções de cidadania.

 

 

Para terminar, sugiro um debate sobre uma questão bem actual : toda a vida lutámos contra a Censura do Salazar, e o que é curioso, é que se ela voltasse, podia autorizar cerca de 80% dos espectáculos que estão em cena!

 

Não será isso o verdadeiro factor de crise?

 

Se nos jornais da TV só vemos terror e pânico, com as guerras imperialistas e regionais, com as falências das prestigiadas multi-nacionais, com a instabilidade ambiental, com a corrupção Universal, com o renascimento do nazismo, é natural e logico ir ao teatro para adormecer e não sentir nenhum sobressalto de inteligência?

______________

 

* - Hélder Costa, autor, actor, encenador, director do Grupo de Teatro "A Barraca", escreveu este texto para uma comunicação que apresentou no Congresso de Lusitanistas na Universidade de Santiago de Compostela.



publicado por Carlos Loures às 19:00
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
O HÉLDER TEM UMA COISA PARA DIZER: - O Encontro Imaginário entre Alves Reis, Rudolph Hess e Mata- Hari, foi uma verdadeira chave de ouro com que encerrámos 2011.

O próximo Encontro continua com o atractivo da luta de ideias que tem sido tradição

destes espectáculos. Desta vez, as personagens são Bordalo Pinheiro, o genial pintor, caricaturista politico, ceramista de prestigio internacional e grande propagandista Republicano, Pina Manique o fundador da Casa Pia e – contraditoriamente – implacável perseguidor dos humanistas Franceses e dos revolucionários de 1789, e o eterno mito Argentino que continua a ser Eva Perón. Tinha sido actriz, bela, elegante e carismática. Depois de casar com o general Perón transformou-se numa líder politica, “mãe” dos migrantes pobres de origem rural a quem ela chamava os “ descamisados”.

 

Outra informação : muitos espectadores têm mostrado interesse em possuir a colecção das “ Folhas de sala” que são distribuídas em cada Encontro.

 

Para assinalar o 1º ano dos Encontros Imaginários no próximo mês de Fevereiro decidimos editar uma brochura com todo esse material ( 23 “Folhas”), e mais informações, que será vendido ao preço simbólico de 5 €. Agradecemos inscrição dos interessados para avaliarmos o nº de exemplares da edição.xxx Não esquecer reservas : ou por mail ( este ou da Barraca) , e 213965360



publicado por Carlos Loures às 19:00
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Atenção - o Hélder Costa tem uma coisa a dizer:

 

 

Amigos, companheiros e viajantes destes Encontros Imaginários Como anda no ar a nuvem negra da ausência do subsídio para as compras do fim do ano, decidimos oferecer uma verdaeira prenda de Natal.

 

Fala-se de especulação, golpes da finança, falencais, dramas à esquina a repetir a Grande Depressão de 1930? O nosso primeiro convidado é Alves Reis, até há pouco tempo detentor do invejável título de ser o maio burlão português de todos os tempos. Espero que ele guarde o seu sentido de humor, apesar da feroz concorrencia de que tem sido alvo. ( e o andor só agora saiu da Igreja...)

 

Nasce o nazismo na Europa, no Tea Party, no Leste, na América Latina? Oiçamos a s doutas palavras de Rudolph Hess, o secretário e delfim de Hitler, colaborador da obra-prima Mein Kampf. Espero que esteja bem documentado. E como neste wonderful world nunca poderão faltar as velinas de Berlusconi, as acompanhantes sulfurosas e capitosas, irá fazer-nos companhia a inefável e gloriosa Mata- Hari. Não faltem ,é uma prenda De Natal irrepetivel. E, como já sabem que convem marcar : rsposta para este mail ou 213965360. Dia 19, 21, 30- Bar da Barraca.

 

E à uma da manhã vejam aqui no blogue uma cena de Dona Maria a Louca, superiormente interpretada pela Maria do Céu Guerra. Não percam.

 

 

 Abraços e good luck Helder



publicado por Carlos Loures às 23:45
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
ATENÇÃO - O HÉLDER COSTA PEDIU A PALAVRA:

 

 

 

Amigos, companheiros e viajantes destes Encontros Imaginários:

 

Como anda no ar a nuvem negra da ausencia do subsídio para as compras do fim do ano, decidimos oferecer uma verdareira prenda de Natal.

 

Fala-se de especulação, golpes da finança, falencais, dramas à esquina a repetir a Grande Depressão de 1930?

O nosso primeiro convidado é Alves Reis, até há pouco tempo detentor do invejável título de ser o maio burlão português de todos os tempos.

 

Espero que ele guarde o seu sentido de humor, apesar da feroz concorrencia de que tem sido alvo. ( e o andor só agora saiu da Igreja...)

 

Nasce o nazismo na Europa, no Tea Party, no Leste, na América Latina?

 

Oiçamos a s doutas palavras de Rudolph Hess, o secretário e delfim de Hitler, colaborador da obra-prima Mein Kampf. Espero que esteja bem documentado.

 

E como neste wonderful world nunca poderão faltar as velinas de Berlusconi, as acompanhantes sulfurosas e capitosas, irá fazer-nos companhia a inefável e gloriosa Mata- Hari.

 

Não faltem ,é uma prenda De Natal irrepetivel.

 

E, como já sabem que convém marcar : rsposta para este mail ou 213965360. Dia 19, 21, 30- Bar da Barraca

 

Abraços e good luck

 

Hélder

 

 



publicado por Carlos Loures às 16:30
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
FASCINANTE ENCONTRO IMAGINÁRIO

NO dia 5 de Dezembro, 21, 30 outro ENCONTRO fascinante.

O Infante D. Henrique que se tornou o homem mais rico do seu tempo graças ao comércio dos Descobrimentos, troca impressões com Himmler o nazi que inventou e dirigiu os campos de concentração e a chamada solução final - o exterminio em massa dos judeus.

Como contraponto temos Che Guevara, o ícone revolucionário dos anos 60, eterna saudade e simbolo dos movimentos de libertação.

 

Reservas : por este mail ou 213965360

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Carlos Loures às 21:00
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Domingo, 20 de Novembro de 2011
RECADO DO HÉLDER COSTA:

 

 

 

Malta, amigos, camaradas e etc.

 

Recordo que amanhã 2ª f., dia 21 pelas 21,30  Há o tal ENCONTRO com célebres figuras da História Universal no Bar da Barraca.

 

Não acredito que qeiram perder saudáveis gargalhadas com o humor de Bernard Shaw, cedwer à sedução de Marlene Dietrich e admirar a capacidade militar de Attila, o Huno. Um dos que provou com o inicio da destruição de Roma que OS IMPÉRIOS TAMBÉM SE ABATEM.

 

Podem reservar pelo tel 213965360.

 

O preço é só 5€, e speremos que assim se mantenha.

 

Pois estou a pensar no Iva a 23% para auxiliar a malta do BPN e companhia.

 

Hélder



publicado por Carlos Loures às 12:13
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2011
Hélder Costa traz-nos notícias

 

 

 

É na próxima 2ª feira dia 21, às 21, 30. Aparece o Encontro Imaginário nº 17 no Bar da Barraca. Desta vez temos o sátiro fundador da sociedade Fabiana, de sua graça Bernard Shaw que recusou o Nobel de Literatura de 1925, considerou Alemães e Ingleses igualmente culpados pela I Guerra Mundial e praticou muitas outras tropelias. Chega Attila, o Huno , o que começou a destruir o incalculável poder de Roma, provando - para boa lição actual que OS IMPÉRIOS TAMBÉM SE ABATEM. Para dulcificar o ambiente vêem-se as magnificas pernas de Morocco pela inesquecivel Marlene Dietrich, de quem Jean Cocteau dizia que ela tinha um nome que começava por uma carícia e terminava como uma chicotada... Não percam. Reservas 213965360. Só 5€, por enquanto...

 

Abraços, boa disposição e muita paciência

 

Hélder

 

 



publicado por Carlos Loures às 17:30
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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011
HÉLDER COSTA AVISA:

 

É para dia 7 de Novembro, falta uma semana. Mas aviso para reservarem o vosso tempo. As imagens que escolhemos para divulgar este Encontro ilustram os temas em debate : Maomé à frente das suas tropas, impondo o islamismo e outro Deus único, Zé do Telhado na faina ardilosa do assaltante- no célebre cartaz de Jão Paulo Bessa para a peça da BARRACA, e Swift, o génio do absurdo, com imagem das "Viagens de Gulliver".

 

Esperamos por vocês. Reservas 213965360

 

Hélder

 

 



publicado por Carlos Loures às 16:30
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
O saudoso tempo do fascismo - 37 - por Hélder Costa

O Fim Tragi-Cómico do Fascismo


Em Agosto de 1968, o ditador Salazar estava de férias no Forte de S. António no Estoril.

 

No dia 3 foi para o terraço e dirigiu-se à sua cadeira de lona, local preferido para apanhar sol. Sentou-se e a cadeira partiu-se.

 

Desamparado, bateu com a cabeça no cimento. Foi socorrido, e facilmente recuperou do que se julgou não passar de um susto.

 

Dias depois, sentindo fones dores de cabeça, foi levado de urgência para o Hospital da Cruz Vermelha, onde foi diagnosticado um hematoma no hemisfério esquerdo do cérebro o que obrigou a intervenção cirúrgica.

 

A operação durou duas horas e o boletim lido aos microfones da Emissora Nacional declarava, para não alarmar a população, "O presidente do Conselho de Ministros foi operado esta noite a um hematoma, com anestesia local, e encontra-se bem".

 

No dia 16 de Setembro, novas dores de cabeça, novo derrame cerebral, desta vez no hemisfério direito. O dr. Vasconcelos Marques, chefe da equipa encarregada de vigiar a saúde de Salazar, foi categórico: "O Presidente do Conselho, ou não sobrevive, ou fica. inválido".

 

No dia 26 de Setembro, O presidente Américo Tomás leu um comunicado em que reconhecia "os sentimentos afectivos e de gratidão" que o uniam a Salazar, mas devido ao seu estado de saúde seria "exonerado do cargo", e para o substituir nomeava "segundo os preceitos constitucionais, o Doutor Marcelo José da Neves Alves Caetano". Tudo se resolvia na paz e sossego da camarilha fascista, longe do povo e de qualquer força oposicionista.

 

Mas aconteceu que o ditador recuperou pane da sua lucidez!

 

E então, começou a grande farsa política digna desta ditadura de quase meio século. Alguns ministros iam ao palácio de S. Bento reunir com Salazar, apesar do chefe do Governo já ser Marcelo Caetano, e uma amiga lia-lhe os jornais "seleccionando os artigos e as notícias de maneira a ocultar-lhe a realidade polírica de POrtugal"; e chegaram a fabricar transmissões de televisão em circuito fechado para que Salazar tivesse a impressão de que continuava como chefe do Governo!

 

E a cereja do bolo foi conseguida pelo jornalista Roland Faure do diário Francês L'Aurore. Entrevistando Salazar e perguntando por Marcelo Caetano, o ditador respondeu: "Faz mal em não querer trabalhar no Governo, do qual, como sabe, ele não faz parte"!

 

Esta farsa triste de fim de regime é bem elucidativa do carácter e da ética dessa gente que oprimiu Porrugal durante dezenas de anos. Uns sabujos que nem tiveram vergonha de humilhar o homem - involuntariamente diminuído, note-se -, por quem rastejaram toda a vida. Gente sem espinha vertebral para defender as suas ideias e morrer por elas, como Mussolini, Hitler, e os Franquisras Espanhóis.

 

Aliás, o 25 de Abril demonstrou bem que esse bando não passava de um grupo de cobardolas que só pensou em fugir e virar a casaca quando alguém se levantou contra eles.

 

Fascistas? Sim, mas fascistas de meia tigela. Digamos que foram ladrões de colarinho branco com as mãos sujas de sangue. Esra é uma herança que pesa. A herança de não ter coragem para assumir opiniões e decisões. Que resulta, evidenternenre, num jogo de embuste, de logro, de falsificação. A esperteza parola com que essa gente tenra falsificar a história!

 

Há anos dirigi um espectáculo, "O Baile", narração da História de Portugal, em dança e sem palavras, de 1930 aré 1988. A chegada do 25 de Abril foi simbolizada com uma actriz invadindo o espaço com a bandeira portuguesa e varrendo para fora de cena um Pide. Uma dita extrema - esquerda e gente da direita criticou a cena por esse acto ter sido praricado com a bandeira portuguesa. A paranóia dessa dita esquerda não tem importância; mas o facto de a direita me ter sugerido e exigido que a bandeira devia ser vermelha porque se tratava da revolução comunista, já tem a sua graça.

 

O 25 de Abril que foi uma virória sem um tiro dos militares ou de qualquer civil, uma data que ficou marcada pelos últimos assassinatos cobardes dos Pides na ntónio Maria Cardoso, um golpe militar que elucidou sem margem para duvidas que o regime estava podre e que ninguém o apoiava, passava a ser uma revolução dos perigosos e implacáveis "comunas"! A versão tem graça porque essa gente continuará sempre a fechar os olhos à realidade e a odiar o novo Portugal que se tenra construir.

 

São esses que dantes diziam que Portugal era "a nação orgulhosamente só" e depois só tinham reverências e beija-mão para os patrões internacionais, são os que afirmam que são patriotas mas fogem com capitais para off-shores, são os que lamentam não ter nascido noutro país "porque ai é que me davam valor" ... são os que vão para a política para terem imunidades e impunidades e assim fugirem à justiça, são os falsificadores e pusilânimes de sempre.

 

São os que sempre adoraram "minorias absolutas" - ou seja, ditaduras em que só eles e os seus esbirros mandam -, e que hoje fingem gostar do voto do povo; são os que apelam ao fim da abstenção e ao mesmo tempo lançam boatos e campanhas de desprestigio contra a classe política para o povo morder a isca, dizer que "afinal, é todo farinha do mesmo saco", e deixar de votar.

 

Porque a verdade é que essa gente não perde um voto; a avó entrevada, O doente da família, o marginal drogado e odiado, nesse sacrossanto dia do voto é arrastado para pôr o papelinho na urna para salvar a honra do velho mundo do privilégio e da diferença.

 

São os que imaginaram o logro a Salazar, hoje continuam a ludibriar o povo português, e continuarão eternamente a fazer o mesmo.

 

Até porque não sabem fazer mais nada.



publicado por Carlos Loures às 12:00
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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011
AS PEÚGAS DE EINSTEIN atravessam o Tejo e os ENCONTROS IMAGINÁRIOS continuam

 

Amigos e companheiros Correspondendo ao entusiasmo e carinho com que as gentes de Almada têm recebido A BARRACA, Einstein vai atravessar a ponte para apresentar a sua ultima performance : " As peúgas de Einstein", peça que alia o conhecimento ao divertimento e que desenha um "fresco" do século XX através da biografia desse génio da Física. E o humor não faltará em situações íntimas e em diálogos com o seu grande amigo Charlie Chaplin, Dias 28 e 29, às 21, 30, e Domingo às 16 horas - no FORUM ROMEU CORREIA, em ALMADA. Reservem e espalhem a "Boa Nova" pelos amigos. Também podem reservar para A BARRACA : 213965360 Entretanto, ultimo aviso : HOJE, 2ªf., 21, 30 , 24 de Outubro : 15º ENCONTRO IMAGINÁRIO com Fernão Mendes Pinto, Rockefeller e Emile Zola Bons espectáculos!



publicado por Carlos Loures às 23:59
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