Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção de Júlio Marques Mota

 

16. Soberanos sometidos

 

La quiebra (se supone) de Spanair no es muy diferente de la insolvencia de tantas entidades bancarias, de la pasividad de los gobiernos ante la burbuja de activos inmobiliarios y financieros, o de la irresponsabilidad en la gestión de ingresos y gastos públicos.

 

Joaquin Arriola

 

 

UNO de los mitos más perdurables de la sociedad contemporánea es el de la soberanía del consumidor. Comprar o no comprar, esta es la cuestión del hombre moderno, su fuerza y su destino. Se dice que son los compradores  quienes determinan el ritmo de la economia y a su llamada obedecen los vendedores, como los niños ante la música del flautista de Hamelin. Como ocurre con todos los mitos, también en este hay un rastro de verdad, oculta por presentarse tras una inversión de la realidad. Es verdad que los vendedores están a merced de los compradores. Pero los vendedores reales no son lo que están detrás del mostrador, sino la mayoría de los ciudadanos que para vivir tienen que comprar, pero para poder comprar primero tienen que vender su capacidad de trabajar en el mercado (de alquiler) de trabajo.


Los verdaderos compradores soberanos son pues los que compran trabajo, máquinas y suministros, organizan el proceso de producción para vender los bienes y servicios allí generados y realizar, con la venta, unas ganancias. En elmundo real, los que venden para comprar y compran para consumir son los auténticos plebeyos de la economía sometidos al albur de las decisiones de los compradores-productores soberanos.


Por eso, cuando los que compran para vender deciden, por ejemplo, cerrar una línea aérea, los que han comprado (sus billetes) para viajar (consumir) se convierten en zombies vagando entre los mostradores del aeropuerto de turno o perdidos en el espacio virtual de las agencias de venta on line, sin que el marco jurídico que regula el funcionamiento de la sociedad acierte a definir un marco de derechos inalienables de los consumidores finales.


Hace unos años se aprobó una ley concursal celebrada porque facilitaba y simplificaba los procedimientos de quiebra de empresas, ordenaba la lista de perjudicados (acreedores) y delimitaba las compensaciones a las que podían acceder. Sin embargo, los consumidores no solo no aparecen en todo el articulado de la ley sino que, además, en la única ocasión en que se les nombra, en una disposición final que añade un nuevo apartado 4 al artículo 31 de la ley 26/1984, de 19 de julio, para la Defensa de Consumidores y Usuarios, es para dejar claro que no cuentan para nada. Con la siguiente redacción: “Trigésima primera. Reforma de la Ley de Defensa de Consumidores y Usuarios: (...) 4. Quedarán sin efecto los convenios arbitrales y las ofertas públicas de sometimiento al arbitraje de consumo formalizados por quienes sean declarados en concurso de acreedores. A tal fin, el auto de concurso será notificado al órgano a través del cual se hubiere formalizado el convénio  y ala Junta Arbitral Nacional, quedando desde esemomento el deudor concursado excluido a todos los efectos del sistema arbitral de consumo”. Para que quede claro: la ley establece que desde el momento que una empresa se declara en concurso de acreedores, estos se ponen en fila para hacer valer sus derechos… salvo el consumidor final de los servicios o productos suministrados por la empresa, cuyos derechos desaparecen en ese mismo instante.


 

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Terça-feira, 15 de Maio de 2012
Globalização e Desindustrialização - 4ª Série
Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

Capitulo IV. 1. Bens e serviços negociáveis e não negociáveis no quadro da economia global: o caso da economia americana. Por Michael Spence e Sandile Hlatshwayo  - VI

 

(continuação)

 

Emprego no sector dos não negociáveis


Os grandes sectores dentro do agrupamento dos não negociáveis são o governo, a saúde, as vendas a retalho, os serviços de alojamento/alimentação (i.e., hotéis, restaurantes e hotelaria) e a construção (ver Figura 6). Em 2008, estas actividades representavam cerca de 73,5 milhões de empregos, cerca de 64% do emprego total que se verificava  no sector dos bens e serviços não comercializáveis e aproximadamente cerca de 50 por cento de toda a economia. Em conjunto, os 5 principais sectores dos não  comercializáveis contribuíram com 65 por cento da variação  total de postos de trabalho a partir de 1990 para 2008.


O Governo, em todos os níveis, é o maior empregador do sector dos não comercializáveis e representa um pouco mais de 22,5 milhões de empregos em 2008. Os cuidados de saúde é claramente o segundo sector mais importante do grupo dos não negociáveis tendo no fim do período atingido um  total de 16,3 milhões. Em termos de acréscimos, o crescimento do emprego nos  cuidados de saúde foi  de 6,3 milhões de empregos e está portanto no  topo da lista quanto ao volume de emprego adicional criado,  enquanto que o total criado pelo  lugar governo o situa em segundo pois o seu acréscimo em volume de empregos foi  de 4,1 milhões. Estes dois acréscimos juntos valem quase 40% do emprego total líquido criado adicionalmente na economia desde 1990. Para uma discussão posterior, notemos que o emprego criado a nível governamental não é principalmente impulsionado pelas forças de mercado, e os cuidados de saúde é algo de relativamente híbrido. As forças de mercado trabalham na área da saúde, mas com grandes assimetrias ao nível da informação e com uma  substancial participação pública no lado da procura e na regulação. Tanto no governo como no sector dos cuidados de saúde, há pelo menos algumas questões a colocar sobre a sua capacidade futura em ser o principal impulsionador do crescimento do emprego.

 

As Figuras 6 e Figura 7 mostram as tendências no sector dos bens e serviços não comercializáveis. Elas incluem componentes não comercializáveis de sectores como as finanças e  os seguros, mesmo que a maioria destas indústrias sejam  negociáveis. Para garantir que os dados são vistos no seu contexto, as indústrias que não são predominantemente ou não são totalmente comercializáveis incluem  um asterisco. Não temos até este momento forma de isolar o crescimento do emprego ou o seu declínio em subcomponentes negociáveis e não negociáveis de um sector ou indústria que é uma mistura dos dois grandes agregados em que estamos agora a analisar a economia.

 

Podemos, portanto, simplesmente ligar o aumento ou diminuição do emprego (ou depois, o do  valor acrescentado) ao grande agregado dos  bens e serviços negociáveis ou  não negociáveis com base na proporção da  indústria que é estimada estar em cada um dos dois agregados.6 Isto é improvável ser  preciso, pelo menos para as situações de declínio ; os declínios são mais prováveis de ocorrer no subcomponente dos negociáveis. As reduções na parte dos não comercializáveis, portanto, não devem ser tomadas muito a sério. Felizmente, elas são relativamente pequenas e não afectam substancialmente o quadro geral.

 

 

 

 

 

Para facilitar a visualização destas tendências, as indústrias mais pequenas do agrupamento dos bens e serviços não comercializáveis têm uma escala diferente e estão incluídas na Figura 7. Mais uma vez, o leitor poderá notar que certas categorias — como Industria Transformadora III que na sua maior parte são mercadorias negociadas internacionalmente e são mercadorias intensivas em  capital tais como a maquinaria pesada — incluem também  um componente não negociável .

 

 

Figure 7. Nontradable Industry Jobs, 1990–2008 (Minors)8

Source: Authors’

 

 

(continua)



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A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção de Júlio Marques Mota

 

15. De que va esta crisis - III

 

Joaquín Arriola - Profesor Economía UPV-EHU-

 

(conclusão)

 

 

D. La globalización

 

En términos generales, se puede definir la globalización como un proceso a escala mundial de redistribución del poder entre clases sociales (de los trabajadores hacia los capitalistas) y entre territorios (de las zonas rurales a las urbanas (China, o las nuevas perspectivas financieras de la UE 2007-2013 lo ejemplifican: menos poder a la PAC, más poder a la política de competitividad/I+D.), de las periferias de las ciudades a los centros de negocios (la gentrificacion, anglicismo que denota la revalorización del precio del suelo y la expulsión de los residentes de menos ingresos de los centros urbanos, refleja esta transferencia de poder), de las regiones menos desarrolladas a las más desarrolladas, de las periferias a los centros).  Así por ejemplo, en la Unión Europea las disparidades regionales de renta no se reducen (a diferencia de lo que ocurre con las medias nacionales, que sí se aproximan), y eso a pesar de las importantes trasferencias implicadas en los fondos estructurales. Obviamente, a escala internacional, sin transferencias del centro a las periferias de ningún tipo, no es de extrañar que las diferencias se hayan incrementado: en 1960 el 10% de la población mundial en los países más ricos tenía una renta media 46 veces mayor que el 10% de la población en los países más pobres (11.080 US$ frente a 256 US$ dólares constantes de 1995). En 2000 la diferencia era de 144 veces (35.210 US$ frente a 245 US$ : los más pobres se empobrecieron en esos 40 años, mientras los más ricos multiplicaron tres veces su riqueza). (Datos  calculados a partir de World Development Indicators 2004).

 

Un proceso que reconoce  la propia OCDE - el club de los países industrializados -, que recientemente constató estadísticamente un periodo largo de deterioro de la participación de las rentas del trabajo (asalariado y autónomo) en el PIB de todos los países desarrollados. En treinta años, el trabajo en los países centrales ha perdido diez puntos de participación en el PIB. Esto significa que, cada año, el capital genera más plusvalía, por un volumen equivalente a 5 billones de dólares (a precios de 2008), de la que ingresaba treinta años antes, no como consecuencia de una desarrollo de la fuerza productiva del trabajo, sino mediante una modificación estructural de la distribución del ingreso.


Así, mientras el número de asalariados ha aumentado más de un 20% en los países de la OCDE desde 1993, las rentas salariales y cotizaciones sociales sólo lo han hecho en términos constantes en un 10%. Por el contrario, el consumo y la inversión rentista, no productiva, de los capitalistas, ¡han aumentado en un 211%! Estas rentas del capital, que solo para el año 2008 equivalen a cerca de 1,7 billones de euros (más que toda la economía italiana de ese año, de 1,6 billones) no se han destinado a mejorar la productividad (la inversión privada en capital fijo en la OCDE fue de 8 billones de euros en 2008), sino a perseguir su multiplicación en forma de rentas de la propiedad por medio de su inversión en activos sometidos a un proceso acelerado de revalorización especulativa, proceso que ha encontrado su límite con el agotamiento del ciclo especulativo desde el verano de 2007.


Estos procedimientos de gestión de la crisis, aplicados desde los años ochenta, pretendían recomponer la tasa de beneficios y relanzar la acumulación a escala global. Sin embargo, la crisis financiera anuncia el fracaso de esta estrategia. EL volumen de crédito se amplió enormemente en los últimos quince años, sobre la base de que la estrategia puesta en marcha iba a rendir sus frutos, es decir que el relanzamiento de la acumulación permitiría pagar las deudas. Pero esa esperanza no se cumplió: el PIB mundial creció en los setenta menos que en los sesenta, pero tras la primera dosis de medicina neoliberal, en los ochenta creció aun menos que en la década anterior, y en los noventa menos que en los ochenta. Tan sólo las deslocalizaciones permitieron un crecimiento extensivo de la acumulación en China y otras plataformas de la fábrica mundial, insuficiente para  compensar el estancamiento de los países centrales.

 

Por eso, la crisis financiera de la primera década del siglo XXI es expresión de la vía muerta en que se encuentra el sistema social vigente. Lo que resulta paradójico es que tras tres décadas de fracaso, se insista en la misma vía para intentar solucionar los problemas.



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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção de Júlio Marques Mota

 

15. De que va esta crisis - II

 

Joaquín Arriola - Profesor Economía UPV-EHU-

 

 

(continuação)

 

A partir de 1980 se produce un cambio fundamental. Una nueva conciencia se va adueñando de los líderes del mundo capitalista, que aceptan las dimensiones estructurales de la crisis y las interpretan a su manera: el neoliberalismo se presenta como la estrategia más adecuada para resolver la pandemia reinante. Las medidas más importantes aplicadas han sido orientadas en cuatro direcciones:

 

A. Rearme ideológico


Continuar la guerra fría con el rearme ideológico del proyecto conservador significa pasar de la lucha defensiva interna, Estado social “keynesiano”, a la lucha ofensiva interna: postmodernismo, nuevo individualismo y combatir el espacio ocupado por el comunismo, utilizando la penetración de los nuevos medios de comunicación de masa (cine, música, televisión, videos, etc.).

 

Un factor político clave en el triunfo del neoliberalismo, con importantes consecuencias en el panorama político mundial, ha sido la victoria estadounidense sobre la Unión Soviética en la carrera armamentística. Estados Unidos debe este hecho a que los recursos destinados a los armamentos se obtienen disminuyendo los beneficios sociales.


Resulta paradójico que aquellos que han visto vacilar las propias ideas con la caída del sistema soviético hayan investigado tan poco sobre las causas reales de esta derrota. La crisis del sistema soviético reside en sus limitaciones políticas, y no en el hecho que su sistema de organización económica fuese menos eficiente que el capitalista.


El nuevo individualismo se fundamenta en la creación de una sociedad de consumo de masas internacional; para realizar esto se fragmenta internacionalmente la clase obrera que se había unificado política y culturalmente en el contexto nacional (ahora una parte de la clase obrera textil alemana está formada por trabajadores que trabajan en Singapur y Malasia; una parte de la clase obrera del sector del automóvil en Estados Unidos está compuesta por trabajadores mejicanos o argentinos de la Ford, etc.).


B. Rearme militar


En Estados Unidos la carrera armamentística forma parte del sistema de acumulación del capital. Esta ha servido al funcionamiento del sistema capitalista, desde el punto de vista de la acumulación, ya que ha logrado transformar el empeño militar en producción de bienes y servicios para la distribución universal. Las inversiones militares han sido financiadas con el presupuesto público y el Pentágono sigue siendo la unidad económica planificada más grande del mundo. En estos últimos años los Estados Unidos han vuelto a tener una cuota de alrededor de un cuarto del PIB global gracias a los gastos militares. Estados Unidos es consciente de que, sin hegemonía militar, no podrían imponer al mundo el financiamiento de sus déficit, que le permite mantener la posición guía incluso en el campo económico, pero de modo absolutamente artificial, ficticio, sin ninguna base estable ni estructural en ningún fundamento macroeconómico sólido. Una disminución de los gastos militares en Estados Unidos implicaría hoy una crisis profunda y aún más aguda del sistema económico americano total y agravaría la ya sistémica y violenta crisis económica.


 

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Domingo, 13 de Maio de 2012
A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção por Júlio Marques Mota

 

15. De que va esta crisis - I

 

Joaquín Arriola - Profesor Economía UPV-EHU-

 

Los análisis de la crisis que proliferan últimamente se centran en la dimensión financiera o macroeconómica de la misma. Se suele señalar como “culpable” de la crisis a un largo periodo de incremento del crédito que, unido a la liberalización financiera, ha permitido crear un mercado financiero mundial que ha alimentado burbujas especulativas en el sector inmobiliario e inflación de activos. Tras varios episodios de crisis financiera (caracterizadas por el  hundimiento de los precios de activos del capital ficticio y situaciones de insolvencia bancaria que se trasladan a destrucción de empleo y capital productivo con mayor o menor virulencia, y de impacto sobre todo regional (Países Nórdicos 1991, Japón 1992, México 1995, Tigres y Dragones de Asia 1997,  Rusia 1998, dotcom 2001…), en agosto de 2007 se produce una crisis financiera en Estados Unidos que a finales de 2008 se traslada al conjunto de las economías desarrolladas, articuladas en el negocio bancario internacional. Ese momento es señalado como el del inicio de “la crisis” por antonomasia.


Sin embargo, las crisis se sitúan en los principios del funcionamiento del sistema económico vigente basado en los mercados privados de trabajo, crédito y bienes. Su expresión más evidente es la caída de la tasa media de ganancia o de rentabilidad del capital, que obedece, en última instancia, a la constante tendencia del capital de reducir los trabajadores ocupados a tiempo completo y con plenos derechos y sustituirlos por máquinas. En breves términos, ese fenómeno no daña la producción a corto plazo, porque el creciente aumento de la tecnología de los procesos se combina con una expansión general de la actividad basada en la inversión productiva. A largo plazo, sin embargo, el proceso de tecnologización se traduce en una relación inversión/ocupación siempre mayor, que, y esto es lo fundamental, no se compensa por aumentos de la productividad equivalentes. En consecuencia, la presión sobre la rentabilidad de la inversión se traduce en crisis recurrentes y en seguida en reducciones salariales y despidos, y a continuación en caídas de la demanda que presionan todavía más a la baja la rentabilidad de la inversión.

 

Es de ese modo que, en forma periódica, el modo de producción capitalista genera un exceso de producción como consecuencia de su constante objetivo de poder alcanzar un nivel de ganancia siempre mayor, que a corto plazo se obtiene mediante la tecnificación, pero que a largo plazo pasa por una desvalorización masiva del capital, con cierre de empresas y líneas de producción que abastecen a una demanda insolvente, una crisis que conduce al establecimiento de un nuevo camino de crecimiento cuantitativo y de expansión del capital sobre la base de la reconstrucción y el relanzamiento de otras actividades inaugurando un nuevo ciclo de acumulación más o menos regular, hasta el siguiente batacazo.

 

 

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Sábado, 12 de Maio de 2012
Globalização e Desindustrialização - 4ª Série
Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

Capitulo IV. 1. Bens e serviços negociáveis e não negociáveis no quadro da economia global: o caso da economia americana. Por Michael Spence e Sandile Hlatshwayo  - V

 

(Continuação)

 

 

A estrutura da economia americana está em evolução.

 

A estrutura da economia americana está a evoluir. A tecnologia é uma das forças motrizes, tanto no mercado interno como  na integração da economia americana com a economia mundial. Uma economia, não funciona no  vácuo. Numa economia global relativamente aberta, as mudanças estruturais nas economias emergentes podem levar a que estas forcem também a  mudanças estruturais  nos países avançados. Quando um certo tipo de actividade fica numa situação de declínio na  nossa economia, normalmente esta actividade  não desaparece pura e simplesmente  da economia global, mas em vez disso pode significar, normalmente é assim, que se está a deslocalizar para outro país. Estas poderosas forças de mercado operam directamente sobre o sector de bens e serviços negociáveis internacionalmente e, indirectamente, na produção de bens e serviços não negociados internacionalmente através dos salários e dos seus efeitos nos preços e da deslocação de oportunidades de emprego no mercado de trabalho.

 

Com o objectivo de dividir a economia em dois grandes agregados, em duas partes,  em actividades de produção de bens e serviços negociados e em  não negociados internacionalmente nós utilizámos  a metodologia desenvolvida por Bradford Jensen e Lori Kletzer. A metodologia destes dois autores determina que neste caso a colocação de uma indústria, de um ramo, de um sector numa ou noutra parte  é feita com base na sua concentração geográfica — quanto mais concentrada é a indústria, maior é a sua possibilidade de comercialização (e vice-versa). Por exemplo, tomemos o comércio a retalho: a sua presença geográfica omnipresente implica que se trata de uma actividade largamente não comercializável internacionalmente. O mesmo poderia ser dito para a limpeza a seco, para a construção e para a maioria dos cuidados de saúde. Por outro lado, o sector mineiro tende a ser geograficamente concentrado, o que aponta para a possibilidade de comercialização internacional.

 

A classificação de Jensen e de Kletzer reflecte com mais precisão o facto dos  bens negociáveis internamente do que o facto de serem negociáveis internacionalmente. Por exemplo, quanto aos serviços jurídicos, a possibilidade de comercialização no mercado interno e a possibilidade de comercialização internacional divergem. Nós adaptámos e ajustámos as suas classificações por principalmente olharmos para a estimativa de possibilidade de comercialização de cada sector e de  usarmos  simultaneamente  o senso comum e os dados das  exportações e importações para ver se as suas proporções reflectem a comercialização internacional das indústrias. Geralmente, as divisões parecem correctas, certamente com algumas indústrias a estarem bastante próximas da  imagem dada   pela evolução estrutural  geral,  sinal que não seria enganosa. Muitas indústrias são totalmente negociáveis ou não negociáveis internacionalmente, embora na maioria dos sectores exista um conjunto crescente de serviços fornecidos que são em princípio serviços negociáveis internacionalmente.


 

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A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção de Júlio Marques Mota

 

14. Cura de adelgazamiento

 

Joaquin Arriola*

 

Universidade de Bilbao

 

 

I de algo no se puede acusar al Gobierno del PP es de estar inactivo. Aprovechando por ejemplo la dedicación y empeno de alumnos destacados de la Asociación Católica de Propagandistas (San Pablo-CEU), el Opus Dei (Universidad de Navarra) y la Companía de Jesús (ESADE), a los que han colocado al frente de las responsabilidades de gestión de las dependencias ministeriales, en tres meses han cambiado el modelo energético, reforzando a las grandes empresas eléctricas y el peso de las energías consumidoras de materias primas no renovables; han establecido un marco de reformas del sector financiero, con dinero público para reforzar la concentración empresarial privada y obligando a destinar parte de los beneficios bancarios al saneamiento de sus balances; han apretado las tuercas del fisco a directivos y profesionales asalariados con los salarios más elevados. Para la primavera y el verano se anuncia el desmantelamiento del sector público autonómico y la privatización de servicios, asunto que se verá reforzado, al parecer, cuando se presenten los presupuestos de 2012. Luego, por Navidad o ano nuevo, seguramente, un aumento del IVA para reforzar ingresos fiscales.


Pero ahora la medida estrella es el cambio de modelo laboral, mal llamada reforma. El Gobierno ha decidido jubilar el modelo del diálogo social y la fijación concertada mediante convenios de los precios de referencia en el mercado de trabajo, para establecer un modelo individualizado de relaciones laborales que refuerza el poder del comprador frente al vendedor en los contratos de alquiler de trabajo, reduciendo el peso de las garantías judiciales y económicas que tenían estos ante decisiones arbitrarias de los compradores a la hora de cancelar los contratos, ampliando el periodo de prueba sin indemnización en empresas de menos de 50 trabajadores de tres meses para obreros y de seis meses para técnicos a un ano para todos, y dilatando la gama de actividades y compromisos que los vendedores están obligados a aceptar en los contratos, como la movilidad geográfica o la ampliación del abanico de tareas a ejecutar.


Con estas nuevas reglas de juego, el papel de la patronal queda puesto en cuestión, y los sindicatos reducen considerablemente su cometido en la negociación de condiciones generales de los contratos, para pasar a ejercer funciones de intermediación en caso de desacuerdo entre comprador y vendedor o vendedores, asumiendo tareas que antes eran judiciales, pero sin capacidad ejecutiva ni resolutoria. En todo caso, patronales y sindicatos están obligados a pasar por un periodo de reconversión profunda, que incluye un cambio en las formas organizativas y un cambio de cultura, para llegar a ser capaces de ofrecer servicios personalizados a su clientela.


Ideología... y deuda


El decreto ley pretende modificar la tendencia a la extinción de los contratos laborales y cierre de empresas como procedimiento habitual para afrontar crisis de cierto calado, como la de 1993 o la actual, y substituirla por una práctica más generalizada de suspensión temporal de los contratos, aunque sus objetivos inmediatos son, por un lado, facilitar los despidos en el sector público y, por otro, aumentar la parte de los beneficios en el valor anadido. Al margen de que ambos objetivos inmediatos puedan tener un contenido ideológico (es decir, responden a afirmaciones implícitas en muchos discursos, de que "lo público es malo, lo privado bueno"; "los salarios siempre son, por definición, demasiado altos" y cosas así), o de poder social en torno a la distribución del producto, a corto plazo están vinculados con la gestión de la deuda.


 

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publicado por João Machado às 11:00
editado por Carlos Loures às 07:40
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
Globalização e Desindustrialização - 4ª Série
Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

Capitulo IV. 1. Bens e serviços negociáveis e não negociáveis no quadro da economia global: o caso da economia americana. Por Michael Spence e Sandile Hlatshwayo  - IV

 

(Continuação)

 

 

Para ilustrar o que é uma cadeia de valor acrescentado ou como é que esta pode ser pensada, imagine-se  que estamos a planear lançar um novo produto electrónico. Do projecto inicial até à venda a retalho há uma infinidade de etapas que devem ser tomadas e em que cada um delas pode ser dividida em outras pequenas etapas e processos (ver figura 3). Em suma, estas etapas, estes processos, formam a cadeia de valor acrescentado. O valor acrescentado para o produto final seria então o preço de venda no retalhista (o total, com as suas margens de lucros) menos todos os custos que se tiveram de suportar para obter o referido produto e   para o levar até às mãos dos consumidores, com exclusão, de novo, dos custos em capital e trabalho.

 

Figura 3. Cadeia de valor acrescentado para um produto electrónico imaginário

 

 

Os detalhes e número de etapas variam entre as diferentes indústrias, entre os diferentes sectores. Quando as coisas são vistas desta forma, como sendo a transformação, no sentido da produção de uma dada mercadoria, não se trata de uma só  indústria. Há um subconjunto de etapas ou passos na cadeia de  valor acrescentado, e frequentemente,  para produtos complexos como automóveis, há sempre mais do que uma etapa, mais do que um passo. 

   

As cadeias de valor acrescentado complexas normalmente utilizam tanto bens e serviços transaccionáveis ​​como os bens e serviços não  transaccionáveis na qualidade de serem  os seus inputs, os bens e serviços necessários para a produção do produto final  ​​ Assim como os dados de uma qualquer dada  indústria não capturam   essas complexidades, adicionalmente  os  dados comerciais também têm muitas falhas.  Um iPad enviado da Foxconn na China tem  de valor acrescentado as componentes  nele  instaladas com origem os Estados Unidos e de vários países da Ásia. Sem uma grande quantidade de informações suplementares, é impossível fazer o registo, partindo do país consumidor até  á origem de criação do produto  e  encontrar os locais de criação de valor acrescentado para um qualquer dado produto. Além disso, as cadeias de valor acrescentado para os produtos finais podem- se sobrepor. Algumas partes da cadeia são específicas para um particular  produto em análise (montagem, por exemplo), enquanto que outras podem  ser partilhadas  (componentes ou logística ou funções de contabilidade e controle de custos). A economia global não se divide de forma nítida  em diferentes cadeias  de valor acrescentado totalmente separadas com uma  para cada sector ou classe de produtos finais.

 

Parte do sector de bens e serviços  transaccionáveis  é um conjunto de funções que envolvem o processamento de informações e serviços que lhes estão  relacionados. Estes sectores têm sido objecto de numerosos estudos e de muita atenção. As inovações tecnológicas importantes têm permitido importantes economias de trabalho no processamento de informações e na automatizações  das transacções. Além disso, algumas destas funções foram externalizadas. Parece tornar-se então evidente que os dados  parecem estar mais conformes com a conclusão que grande parte da redução do emprego que actualmente se tem verificado  terá  sido mais o resultado da aplicação de tecnologias labour-saving, tecnologias economizadoras do factor trabalho,  do que da atitude de se andar a externalizar. No entanto, alguns analistas confundem  estes sectores, com o sector dos bens e serviços negociáveis internacionalmente como um todo  e concluem  que a globalização tem tido impactos relativamente pequenos até agora. A premissa está errada e a conclusão falsa. O processamento de informações e os serviços relacionados representam uma pequena parte do crescimento do comércio internacional. Mas isto é interessante e relativamente novo, e os estudos feitos são pois úteis. Mas não se podem tirar conclusões gerais acerca do impacto da integração dos mercados globais a partir de análises feitas na base de uma relativamente pequena parte. Como veremos rapidamente, o emprego está em declínio na indústria transformadora  e está a aumentar no sector financeiro. Ambos os grupos têm estado a externalizar o seu sector de serviços de  informação. Mas  concluir que o declínio do emprego industrial pode ser atribuído a um impacto extraordinariamente grande sobre estes sectores devido à externalização dos processos de tratamento das informações destes  mesmos sectores ou pelo facto de que a automação das  transacções   seja labour-saving  é simplesmente uma conclusão  incorrecta.

 

 

Em forma de resumo, a melhor maneira para poder  pensar sobre os sectores de bens e serviços da economia em termos de serem negociáveis ou não negociáveis internacionalmente é definir o primeiro subconjunto de actividades, de bens e serviços,  como o subconjunto de  actividades, de  bens e serviços, que podem  fazer parte de cadeias globais de produção . A este nível, temos os dados sobre os sectores. Então, como uma primeira aproximação, a classificação em bens e serviços (ou seja, por sectores) ​​será pois feita em função da proporção como transaccionáveis ​​e não transaccionáveis que depende aproximadamente da proporção dos bens e serviços  transaccionáveis ​​na cadeia de valor acrescentado (usando o valor acrescentado como medida).

 

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A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

13. Em Espanha, a "Primavera de Valência" anuncia-se quente. Por Sandrine Morel

 

As mobilizações contra os cortes orçamentais multiplicam-se na região de Valência, em Espanha. Num mês, os sindicatos convocaram quatro grandes manifestações. O último, no domingo, dia 26 de Fevereiro, reuniu segundo as suas estimativas, mais de 350 000 participantes.


Estas mobilizações ultrapassam largamente o espectro sindical. Estas são diárias, espontâneas, desencadeiam-se nas escolas, nas reitorias, nos  hospitais. Na quarta-feira, 29 de Fevereiro, estão previstas uma greve de estudantes e uma grande manifestação geral.

 

Valência, não é, contudo, conhecida pelo seu activismo. É uma cidade calma. Mas desde o dia 20 de Fevereiro, está a ferver. A repressão brutal de uma manifestação de algumas centenas de estudantes do liceu acendeu o rastilho. Os cortes orçamentais, a taxa de 25,4% de desemprego, a corrupção nos negócios, os gastos extravagantes da região em grandiosos edifícios ou eventos desportivos têm feito  o resto.

 

Desde há várias semanas que  a imprensa se fez eco da situação de algumas escolas, a falta de aquecimento nas salas de aulas, os pais obrigados a limparem uma escola secundária,  a falta de dinheiro para fotocópias...


Para pagar os encargos de funcionamento, as escolas no secundário recebem normalmente todos os quatro meses os fundos do governo regional. Mas estes fundos foram suprimidos dado haver uma dívida que representa 20% do PIB regional, a mais alta da Espanha e cerca de 3 mil milhões de euros de pagamentos em atraso aos seus fornecedores. "Nunca tínhamos conhecido uma situação de atrasos de pagamento tão importantes e tão sistemáticos, explica o Presidente da associação dos directores das escolas, Vicent Baggetto i  Torres. Algumas escolas receberam mesmo aviso de cortes de energia.»


Neste contexto, uma foto de alunos de liceu enrolados em cobertores durante as aulas  foi o detonador. Em sinal de protesto, os estudantes do liceu Luis Vives, no centro de Valência, decidiram bloquear todos os dias durante dez minutos uma das principais artérias da cidade. "Nós queremos apenas protestar contra os cortes," diz Nerea Lopez, de 17 anos de idade. Somos perto de 40 alunos por turma, muitos professores estão ausentes. Mas, mais do que garantir um serviço mínimo na educação e na saúde, a região preferiu investir num circuito de Fórmula 1.


"No quinto dia, na segunda-feira, 20 de Fevereiro, a polícia carregou, batendo a esmo com os cassetetes sobre os alunos do ensino liceal, desfeitos em lágrimas. Balanço da carga policial: 25 prisões e 13 feridos. Os jornalistas testemunham a violência da polícia e da repressão. As imagens estão disponíveis na Internet onde o acontecimento é rapidamente baptizado de "A Primavera de Valência." No dia seguinte, milhares de pais dos alunos manifestam o seu desagrado nas ruas. E nos dias seguintes, as mobilizações continuaram.


Uma semana mais tarde, o episódio continua a agitar a cidade de Valência. "A tensão social é muito alta "disse o secretário-geral da União Geral dos trabalhadores (UGT), Conrado Hernandez.. “ A violência sobre os estudantes é vista como uma agressão contra o modelo de Estado-Providência e os nossos filhos foram as suas primeiras vítimas. »


Em Janeiro, o governo regional anunciou um novo plano de austeridade para poupar mil milhões de euros. Os funcionários perderam metade dos seus suplementos salariais normalmente pagos pela região. "Os salários dos médicos diminuíram cerca de 600 euros, os dos enfermeiros e professores desceram até 300 euros", resume o sindicalista.


A isto acresce-se o aumento dos impostos sobre o rendimento anunciado por Madrid. Para já não mencionar as reduções de salário que tinham sido impostas pelo anterior governo socialista. "Nós tínhamos já perdido 8% do salário em média em 2010, lembra‑nos  o senhor  Baggetto." Todo o peso da crise assenta nos funcionários.»


Nos liceus, a atmosfera é ainda tensa: para a entrada do próximo ano escolar, os professores esperam um aumento do número de horas o que irá conduzir a uma redução do número de postos de trabalho temporários, já reduzido de 3.000 pessoas em 2010.


"Pedimos um sacrifício aos funcionários," reconhece o Vice-Presidente da região, José Ciscar, em que sugere que a maior parte das medidas de austeridade ainda está para chegar. O governo regional pretende economizar cerca de 430 milhões pela "racionalização do sector da saúde" e deverá apresentar um novo plano "até ao valor de mil milhões de euros" para cumprir a meta de défice de 1,3% do PIB que as regiões tinham largamente ultrapassado em 2011. A nível nacional, o défice derrapou em 2011 para atingir os 8,5% do PIB em vez do valor esperado de 6%, suscitando novas chamadas de atenção de Bruxelas, terça-feira.

 

Às medidas regionais acrescentam-se também as medidas do governo central. A reforma do mercado de trabalho, anunciada no final de Janeiro, inquieta particularmente os sindicatos porque abre a via aos despedimentos de maneira mais fácil e mais barata e à generalizada descida dos salários. "A sociedade de Valência não está disposta a negociar o Estado-Providência ", sublinha o secretário-geral da UGT, que não exclui o recurso muito próximo a uma greve geral em Valência e em toda a Espanha.


Os jovens, continuam as suas mobilizações, tendo como de fundo, um profundo mal‑estar." Nós simplesmente queremos boas condições de aprendizagem". Mesmo se não se sabe o que estudar porque aqui não há trabalho, explica Nerea, antes de concluir, desencantada: nós não temos futuro aqui.»

 



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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Globalização e Desindustrialização - 4ª Série
Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

Capitulo IV. 1. Bens e serviços negociáveis e não negociáveis no quadro da economia global: o caso da economia americana. Por Michael Spence e Sandile Hlatshwayo  - III

 

(Continuação)

 

 

 

Depois de trinta anos com uma muito forte taxa de crescimento, a estrutura da economia da China está em clara transformação e deslocação, como anteriormente o estiveram antes dela a Coreia do Sul e o Japão.  

 

FIGURA 1

 

Reafectação  das exportações  em produtos manufacturados da China entre os maiores sectores com a agregação feita a dois dígitos 

 

 

A China, com um rendimento per capita de cerca de 3.800 dólares está agora a entrar no que são chamados países de rendimento médio em transição. Esta fase de desenvolvimento é muitas vezes chamada de armadilha. É uma das transições mais complexas e arriscadas que já ocorreram na longa jornada, uma jornada de várias décadas,  de  países de baixos níveis de rendimento para os níveis  de países  avanaçados.  A experiência que nós temos da realidade e da história do pós-guerra sugere-nos  que a maioria dos países que entram para o grupo de rendimentos médios em transição  reduziu-se  depois significativamente ou ficaram  até em situações em que estabilizaram.

 

No conjunto dos casos de alto crescimento sustentado no período do pós-guerra (primeiro 13 países, depois 15, com a entrada para este grupo da Índia e Vietname), apenas cinco mantiveram as suas altas no quadro da transição dos  países  de  rendimentos médios  e continuaram no sentido dos países de elevados rendimentos  de 20.000 USD per capita ou  mesmo superior (ver figura 2). Essas transições extremamente rápidas ocorreram no Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura.

 

Figura 2. PIB real per capita e a Transição na zona de rendimento médios

 

Para a China e para outros países de rendimento médio, então, a manutenção do crescimento rápido não é automática.

 

 

 

Ver mais... )

 

 



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A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção por Júlio Marques Mota

  

12. España gastó en 2011 más de 17 mil millones de euros en armamento

 

Alicia Delgado, Distrito 19

 

 

En esta época de recortes y ajustes, es cuando se hacen más evidentes las prioridades de los que nos dirigen. Una buena prueba de esto es lo que sucede con el gasto militar. Abrimos esta reflexión al hilo de la celebración el 30 de enero del Día de la Paz y la No Violencia, una conmemoración que se celebra con gran entusiasmo en los colegios, pero que pasa con gran indiferencia ciudadana en las calles.

 

Vivimos tiempos de ajustes en los que se ponen en cuestión servicios tan básicos para la sociedad como la sanidad, la educación o la protección social. Por eso, algunas cifras resultan escandalosas. Por ejemplo, el gasto militar en España en el año 2011 fue de 17.248 millones de euros, un 1,62% de nuestro PIB y un 4,76% de los Presupuestos Generales del Estado. Esto se traduce en un gasto de 47 millones al día en inversiones armamentísticas. Para poner en valor esta cifra, podemos apuntar los presupuestos de algunos ministerios: Sanidad y Política Social, 2.553 millones de euros; Educación, 2.797; o Justicia, 2.564.

 

Según los datos que facilitó el anterior secretario de Estado de Defensa, Constantino Méndez poco antes de dejar su cargo, la deuda que arrastra España por sus compromisos en gasto militar llega a los 36.000 millones de euros. Al firmar esos contratos con la industria armamentística, España aceptaba un escenario de pagos. La generación de esta deuda comenzó con el Gobierno de José María Aznar. Se pensó que España debía modificar su defensa, es decir, comprar nuevas y sofisticadas armas mediante unos programas de inversión (el avión de combate europeo Eurofighter, las fragatas de proyección y multiusos F100 y los carros de combate Leopard). Se trataba de reformar el ejército español para hacerlo más profesional y moderno. Para financiar este proyecto, se ingenió una original fórmula de pago: se comprometían diversos programas con las principales industrias militares, aplazando su entrega y su pago en el futuro.

 

Uno de los inconvenientes de esta fórmula reside en que los pagos nunca se vuelven obsoletos, las armas, sí. Es decir, para cuando se pactó la entrega del armamento, este ya quedaba viejo, por lo que había que planificar una nueva inversión. Sin embargo, las deudas se mantienen. Por otro lado, Defensa queda atada durante años a estos programas de inversión, sin margen de maniobra. Aznar impulsó esta política (el 51% de los actuales créditos) y Zapatero la continuó. Un círculo vicioso porque siempre habrá que volver a comprar armamento nuevo.

 

Lo más curioso de todo es que el actual ministro de Defensa era secretario de Estado de ese ministerio cuando comenzó esta peculiar política de renovación de nuestro ejército. Él era el encargado de las compras y de los contratos.

 

Ahora vuelve al Ministerio, esta vez como máximo responsable, por lo que será el encargado de buscar una salida a la abultada deuda. Él la creó y él la solucionará ¿Y a qué se dedicó Morenés mientras salía y entraba en el Ministerio de Defensa? Pues, entre otras cosas, a dirigir los destinos de la empresa MBDA, un emporio que construye misiles y demás armas. Pocas semanas antes de que Morenés volviera a Defensa, su empresa, MBDA, demandó al Estado español por daño emergente y lucro cesante, al haber renunciado a la fabricación de las dañinas bombas de racimo. MBDA exigía una indemnización de 40 millones de euros.

 

Fuente: Distrito 19, febrero 2012, Nº 149, página 8. www.distrito19.org



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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Globalização e Desindustrialização - 4ª Série
Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

Capitulo IV. 1. Bens e serviços negociáveis e não negociáveis no quadro da economia global: o caso da economia americana. Por Michael Spence e Sandile Hlatshwayo  - II

 

(Continuação)

 

Introdução

 

No ambiente pós-crise, as questões de sustentabilidade na trajectória da economia americana começaram a ser levantadas. Entre os problemas que eram sublinhados estava um grande défice na conta corrente, estava a escassez de poupança interna, estava o excesso de alavancagem e de endividamento no sectores financeiros e nas famílias, e estava igualmente a estagnação dos rendimentos ao nível da classe média. No entanto, o que nessa análise estava claramente a faltar era uma análise detalhada quanto às mudanças estruturais na economia sobre o longo prazo e era uma análise sobre a maneira pela qual o crescimento económico das economias emergentes está a afectar a estrutura de emprego na indústria e a do valor acrescentado por trabalhador na economia americana. O presente trabalho tenta preencher essa lacuna, oferecendo um novo olhar sobre a evolução da estrutura económica dos EUA ao longo dos últimos vinte anos e tenta explorar as implicações de tais mudanças.


A economia americana não existe num sistema de vacuum; a evolução de algumas das suas  mais marcantes características está  ligada à evolução das características de longo prazo dos países em desenvolvimento  e sobretudo está ligada à evolução das economias emergentes em especial às  mais importantes delas.

 

A primeira secção do presente trabalho descreve a evolução  da estrutura da economia global e oferece uma perspectiva de  como as economias emergentes aumentaram a sua influência sobre a economia americana desde os anos 50.

 

A próxima secção descreve as características da economia vista esta em dois grandes agregados da sua estrutura produtiva, um agregado, uma parte, a do conjunto   dos  bens e serviços  negociáveis internacionalmente  ​ e como segunda parte,  como segundo agregado, o conjunto  dos bens e serviços não negociáveis internacionalmente. ​ A partir desta divisão pretende-se olhar  para as tendências do emprego, do valor acrescentado, do valor acrescentado  por trabalhador  nas indústrias de cada um destes dois grandes agregados  em que se dividiu a economia... O artigo conclui com uma análise dos desafios estruturais e sobre as questões sobre o emprego e tenta de forma diria preliminar fazer uma exploração sobre possíveis respostas políticas.

 

O corpo principal do trabalho é a análise detalhada e que se quer intensiva a partir dos dados da economia americana sobre as mudanças no emprego e no valor acrescentado das diferentes indústrias dos EUA. Os leitores interessados ​​basicamente sobre as principais tendências e sobre as suas conclusões poderão ler o sumário executivo e a evolução da estrutura da economia global, e em seguida as últimas quatro secções, a partir da página XXXXX, onde se discute as respostas politicas que podem ajudar a mudar a actual trajectória

 

Na mudança da estrutura da economia global

 

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, com a economia global tem-se vindo, por lado,  a aumentar o peso do comércio externo face à sua produção interna, o PIB, e por outro lado, a aumentar a sua abertura financeira, o que foi  possibilitado em parte pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), pelo  Banco Mundial e pelo Acordo Geral de  Tarifas e Comércio (GATT), este último transformado agora em  Organização Mundial do Comércio (OMC). Em paralelo, o colonialismo, com os seus inerentes constrangimentos sobre o desenvolvimento económico e as suas assimetrias internas, falhou. Apesar de duzentos anos atrás dos países desenvolvidos, cuja aceleração em termos de crescimento se iniciou no século dezoito com a revolução industrial inglesa, os países em desenvolvimento em todo o mundo iniciaram um processo secular de modernização. Hoje estamos já percorremos um pouco mais de metade do caminho, ao longo deste século.


Como as barreiras formais ao comércio e aos fluxos de capital diminuíram, houve uma série de outras tendências a acelerarem o crescimento assim como as mudanças estruturais nas economias em desenvolvimento. Nisto incluíam-se as inovações tecnológicas nos transportes e nas comunicações, a inovação na gestão em empresas multinacionais, os processos de aprendizagem sobre como fazer negócios em vários e diversificados ambientes, e a integração de cadeias produtivas multinacionais.


Graças às tecnologia da informação, muitos dos serviços que anteriormente não eram negociáveis internacionalmente como por exemplo as actividades que vão desde os serviços de radiologia até às contabilidades e à manutenção das tecnologias da informação passaram a serem actividades cujas produções se tornaram agora bens e serviços negociáveis internacionalmente.

 

As grandes economias emergentes, com diferentes pontos de partida (e muitas falsas partidas), têm mantido altas taxas de crescimento, muitas vezes superior a 7 por cento ao ano. Depois de várias décadas de crescimento em alta velocidade, essas economias tornaram-se mais ricas e economicamente maiores. Um ingrediente essencial é que neste crescimento haja mudanças estruturais. Com o aumento da sua dimensão, as transformações das estruturas dos mercados emergentes tenham cada vez mais e maiores impactos sobre as estruturas das economias dos países avançados. Uma economia emergente em crescimento desloca-se na sua cadeia produtiva para produtos de mais elevado valor acrescentado nas cadeias internacionais de produção, tal como o capital físico, o capital humano e o capital institucional aprofunda as economias emergentes levando-as a competir com as economias desenvolvidas.

  

No  inicio  do período pós-guerra, com as sucessivas rondas de negociações  do GATT removeram-se  restrições às exportações da produtos manufacturados , os países em desenvolvimento, cujas exportações consistiam até principalmente de recursos naturais e produtos agrícolas, desenvolveram uma base industrial em produtos da indústria transformadora  intensivos em mão-de-obra e de baixo valor acrescentado . Nesta sua base industrial a indústrias têxtil e a do vestuário eram dominantes. Outras indústrias foram sendo sucessivamente acrescentadas à medida que se progredia no tempo. A lista é quase que interminável: malas de viagem, louças, coudelarias, brinquedos, produtos pessoais, e assim sucessivamente.


Mas não eram apenas produtos acabados que estavam a ser  adicionados às carteiras de activos das economias emergentes. As partes das cadeias internacionais de produção fortemente utilizadoras em trabalho não especializado também se estavam a  deslocar  para as economias emergentes tanto quanto as  empresas multinacionais aprenderam a integrar de forma eficiente operações de produção geograficamente dispersas. No sector de produtos electroeletrónicos, o processo de montagem fortemente intensivo em trabalho não especializado é,  diríamos,  um produto  quase que naturalmente adaptado aos  países de baixos rendimentos. Semicondutores, placas de circuitos impressos e outros componentes são projectados e fabricados em lugares diferentes, ou seja, em países de médio e altos rendimentos tais como a  Coreia do Sul e Japão. A concepção e elaboração dos produtos das grandes marcas, o marketing, e investigação tendem a ser feitas nos países ricos. Cada componente da cadeia internacional produtiva tem sempre a sua mais eficiente localização de modo a reduzir ao máximo o custo do produto final.


A forma que assume a cadeia global de produção está  constantemente em  mudança. Países entram e integram-se  na economia global em momentos do tempo diferentes e expandem-se também a taxas diferentes. As economias que anteriormente apresentavam altas taxas de crescimento, as economias do Japão, da Coreia do Sul e Taiwan - inicialmente eram países exportadores de produtos intensivos em trabalho e foram-se gradualmente movendo e subindo na cadeia de produção global e então foram-se deslocando para produtos mais intensivos em capital como automóveis e motocicletas e depois para actividades intensivas em capital humano, como o design e o desenvolvimento tecnológico. As actividades intensivas em trabalho, foram as actividades que estes primeiros mercados de alto crescimento deixaram partir quando os seus custos do  trabalho aumentaram e estas indústrias deslocalizaram-se então para os países mais recentemente chegados  à economia global   e estes são predominantemente  os países asiáticos, como a China e o Vietname...


A transformação da estrutura global não é estática, nem cíclica, nem auto reversível. Esta é bem melhor descrita como sendo um dia que só pode ser vivido nesse mesmo  dia.. Os países que chegaram tardiamente à industrialização tendem a seguir a mesma trajectória que aqueles que os antecederam. 

 

(Continua)



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A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

 

11. A reforma do mercado de trabalho em Espanha

 

Que esconde a reforma do mercado de trabalho aprovada pelo Governo espanhol em 10 de Fevereiro?


O seu objectivo bem evidente é o de  reduzir os custos de despedimento contra  a utilização  excessiva de contratos temporários, que afecta 30% dos trabalhadores espanhois  e contra o "medo de contratar", que estaria a  paralisar os dirigentes das  empresas.


Com esta reforma também se defende uma maior flexibilidade dos trabalhadores para evitar o recurso aos despedimentos em massa em tempos de crise e privilegiar os ajustamentos internos, em termos de tempo de trabalho e de funções.

 

Um objectivo fundamental num país que perdeu 2,7 milhões de postos de trabalho desde o início da crise e onde a taxa de desemprego subiu de menos de 8% a 23% da população activa.

 

Por trás desses princípios de boas intenções, "estamos face ao maior ataque contra os direitos dos trabalhadores nos últimos trinta anos," diz o advogado especializado em direito do trabalho Aragones Vidal, membro do colectivo Ronda, especializado na defesa dos trabalhadores.

 

"Esta reforma está mais perto do modelo americano de despedimento livre (employment at will),  um modelo onde o Estado Providência  deve ser reduzido, porque nós não nos podemos permitir  assumir o custo", argumenta o economista Rafael Pampillon, Professor na IE Business School..

 

Enfraquecer o papel dos sindicatos

 

Que diz a reforma? Em primeiro lugar, as indemnizações por despedimentos "injustificados" passam de 45 para 33 dias por ano trabalho com um máximo de 24 pagamentos mensais em vez de 42.

 

Mas, acima de tudo, os despedimentos por razões de ordem económica, indemnizados à razão de  20 dias por ano de  trabalho realizado  com um máximo de 12 mensalidades, são facilitados. Para o despedimento basta que a empresa justifique três trimestres consecutivos de diminuição das vendas, mesmo se tem sempre lucros, para assim poder despedir. 

 

Por outro lado, para poder efectuar despedimentos colectivos, a reforma suprime a exigência de autorização administrativa prévia, o que irá facilitar os encerramentos e enfraquecer o papel dos sindicatos nas negociações.

 

Finalmente, as empresas podem impor reduções unilaterais dos salários após dois trimestres de queda de vendas por razões de “competitividade, de produtividade ou de organização técnica do trabalho na empresa”. Se o empregado se recusa a aceitar no prazo de 15 dias, este  perderá o seu emprego.

 

Esta reforma seria ela indispensável?

 

O governo argumenta que o único direito de trabalhadores que é defensável é o de ter um emprego. Mas a qualquer preço? Sim, afirma Pampillon: "a forte inflação que a Espanha tem tido nestes últimos anos fez-nos perder competitividade." As empresas devem reduzir os seus custos. Se ainda tivéssemos a peseta, seria suficiente a desvalorização mas, no quadro da zona euro, temos de fazer uma desvalorização a frio, através da redução dos salários. A reforma conduzirá a uma diminuições dos salários e, como primeiro passo, as empresas vão, sem dúvida, despedir para voltar a empregar mas agora a salários mais baixos."


"Esta reforma não irá gerar mais empregos mas sim empobrecer os trabalhadores, corrige Aragones . O governo aproveitou-se de uma situação de crise para impor uma visão mercantilista que faz com que o empregado seja uma mercadoria de que pode dispor à sua vontade."


Os sindicatos colocaram centenas de milhares de pessoas nas ruas em 19 de Fevereiro e ameaçam com uma greve geral se o governo não corrigir o tiro.


Sandrine Morel, La réforme du marché du travail en Espagne, Le Monde, Economie, 27 Fevereiro de 2012 



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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
Globalização e Desindustrialização - 4ª Série

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

Capitulo IV. 1. Bens e serviços negociáveis e não negociáveis no quadro da economia global: o caso da economia americana. Por Michael Spence e Sandile Hlatshwayo - I

 

Apresentação

 

Este trabalho examina a evolução da estrutura da economia americana, especificamente, as tendências em termos de valores de  emprego, de valor acrescentado por sector   e de valor acrescentado per capita  de 1990 a 2008. Estas tendências estão estreitamente ligadas com as tendências complementares em dimensão e em estrutura  da economia global, particularmente das principais economias emergentes.


Empregando séries temporais de dados da base de dados  do Bureau of Labor Statistics e Bureau of Economic Analysis, a economia americana e os seus sectores é dividida em duas partes, uma parte, em que se colocam os sectores ou ramos ou  indústrias norte-americanas que  produzem os  bens e serviços negociáveis internacionalmente e uma outra parte em que se colocam os sectores, ramos ou indústrias que estão a produzir bens e serviços não negociáveis internacionalmente. Procura-se que sejam analisadas as tendências, em termos de emprego e em termos de valor acrescentado, quer ao nível dos ramos quer a nível mais agregado ainda. O valor acrescentado em toda a economia cresceu, mas quase todo o acréscimo de emprego, que no total foi de 27,3 milhões de empregos, deu-se no sector de bens e serviços não negociáveis internacionalmente. Neste caso, nesta parte da economia, o sector governamental e o sector de cuidados de  saúde são os maiores empregadores e foram neles que se verificaram os maiores acréscimos, (um adicional de 10,4 milhões de postos de trabalho) ao longo das  duas últimas  décadas. Há perguntas óbvias sobre se estas tendências se podem manter  desta forma ou não, pois  sem uma rápida criação de empregos no sector de bens não comercializáveis, os Estados Unidos teriam já enfrentado  um enormíssimo  desafio em termos de emprego.


As tendências em termos de valor acrescentado por trabalhador são consistentes com os movimentos adversos na distribuição de rendimentos dos EUA nos últimos vinte anos, em particular o fraco crescimento do rendimento na faixa média de rendimentos. A parte da economia caracterizada pelos  sectores  dos bens transaccionáveis  está a deslocar a sua cadeia de valor acrescentado  com os seus elos de valor acrescentado na média ou inferior  a serem deslocalizados para o exterior,  especialmente para os mercados emergentes em rápido crescimento. Estes últimos países estão eles mesmos, e rapidamente, a subirem nas cadeias de valor acrescentado pelo que os empregos de remunerações mais elevadas podem deixar também os Estados Unidos, seguindo o padrão de migração dos empregos de salários mais baixos. A evolução da economia americana permite considerar que se trata da existência de um grande desafio quanto às suas estruturas de emprego de longo prazo relativamente à quantidade e à qualidade das oportunidades de emprego nos Estados Unidos. Um conjunto inter-relacionado de problemas está ligado às questões da repartição do rendimento; quase todos os acréscimos de emprego ocorreram no sector de bens não transaccionáveis, em que o crescimento do valor acrescentado por trabalhador tem sido muito mais baixo. Uma vez que este valor está fortemente correlacionado com o rendimento, haverá um longo caminho para explicar a estagnação dos salários entre largos  segmentos da força de trabalho americana.

 

 

Síntese

 

1. O crescimento do emprego na economia dos EUA entre 1990 e 2008 foi substancial, na ordem dos 27.3 milhões de empregos quando em 1990 havia 121.9 milhões de trabalhadores.

 

2. Virtualmente todos os acréscimos de emprego (97,7 por cento) resultam da criação de postos de trabalho na parte da economia dos bens e serviços não comercializáveis. Isso ocorreu apesar da dramática utilização das tecnologia economizadores em trabalho, labour-saving, no processamento da informação transversal a todos os sectores da economia.


 

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A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

10. Reforma laboral del PP: la voladura controlada del derecho protector del trabajo - II

 

Por Juan Torres López y Alberto Garzón

 

(Conclusão)

 

¿Qué podemos esperar de la reforma?


¿Llevarán razón los neoliberales y el gobierno y será verdad que con el despido más barato las empresas contratarán a partir de ahora más empleo indefinido que temporal?


¿Optarán mejor la mayoría de las empresas por aprovecharse en los próximos meses del despido más barato para desembarazarse de contratos indefinidos y sustituirlos por temporales o por los más precarios que crea la reforma?


¿O aprovecharán las empresas las facilidades que le concede la reforma para llevar ajustes internos sin recurrir a despidos, consolidando entonces plantillas más precarias, versátiles y baratas?


¿Es cierto, como creen los dirigentes empresariales, que lo que se necesita para salvar a las empresas españolas en esta coyuntura crítica es darle más poder a los empresarios y reducir los derechos laborales y el coste del trabajo? ¿Será suficiente con eso para evitar que sigan cerrando miles de empresas y perdiéndose cientos de miles de empleos?


Naturalmente no tenemos la intención de jugar a ser adivinos ni tampoco queremos ser agoreros. Pero resulta, como decíamos al principio, que hoy día sabemos lo que ha ocurrido en España y en otros países cuando se han tomado este tipo de medidas y que, en consecuencia, se puede aventurar lo que va a volver a suceder con las que se van a aprobar ahora.


La evidencia empírica nos dice con bastante claridad lo que suele suceder cuando se reduce el coste del despido, que es lo que viene haciéndose desde los años ochenta y en España en mayor medida que en ningún otro país de la OCDE. A saber:


- No se crea empleo neto porque facilita mucho su destrucción en etapas de recesión como la actual.

- No disminuye el nivel de desempleo porque también se ha demostrado hace tiempo que las decisiones sobre contratación de los empresarios dependen de otros factores distintos a los costes del despido.

- No reduce la temporalidad ni se produce un incremento sustantivo de la contratación indefinida.


Por tanto, ahora, en una coyuntura recesiva como la actual, lo que con toda probabilidad cabe esperar de la medida que ha tomado el gobierno es que produzca lo mismo que se consiguió con las sucesivas reducciones del coste del despido: que aumenten los despidos.


Por otro lado, la evidencia empírica también demuestra justamente lo contrario de lo que afirman quienes defienden este tipo de reformas. La mayor flexibilidad interna en las empresas puede ser generadora de empleo en algunas. En realidad, casi exclusivamente en las que no resulten muy afectadas por la caída en la demanda que inevitablemente lleva consigo la reducción de los ingresos que produce la mayor precarización del empleo cuando se recortan los derechos y el poder de negociación de los trabajadores.


 

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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

10. Reforma laboral del PP: la voladura controlada del derecho protector del trabajo - I


Por Juan Torres López y Alberto Garzón

 

El pasado viernes el gobierno del PP anunció una nueva reforma laboral que se tramitará como proyecto de ley en las próximas semanas.


Como en ocasiones anteriores, el gobierno la presenta como el camino imprescindible y seguro para solucionar el problema del paro que es el que más preocupa desde hace años a los españoles. Ahora se dice textualmente en el texto con el que ha sido presentada en sociedad que gracias a ella habrá más empleo, más empleo estable, más flexibilidad interna en la empresa, más eficacia del mercado de trabajo, más control y lucha contra el fraude…


Muy buenas palabras para que la opinión pública sienta confianza y acepte sin rechistar la nueva reforma.


¿Quién podría negarse a apoyar unas medidas que pretenden estos objetivos tan deseables?


El problema radica en que, aunque se oculte, ya disponemos de suficiente experiencia sobre lo que de verdad se consigue con el tipo de medidas flexibilizadoras, de recorte de derechos laborales y de abaratamiento del trabajo que de nuevo se vuelven a imponer.


En esta primera valoración de urgencia de la reforma no podemos hacer una análisis exhaustivo de todas ellas así que nos vamos a limitar a poner de manifiesto que, a nuestro juicio, la estrategia general que persigue y las medidas concretas más relevantes que contiene no han permitido nunca alcanzar los objetivos que dice el gobierno que van a conseguir ahora (más empleo, más empleo de calidad y mejores condiciones de la economía en general). Y que, por tanto, no hay razones para esperar que ahora puedan lograrlo.

 

La estrategia de la reforma


Las diferentes medidas que contiene la reforma no comportan una a una grandes novedades (salvo las referidas a la negociación colectiva que comentamos más abajo) y podrían incluirse fácilmente en las grandes líneas estratégicas de las reformas laborales que se vienen llevando a cabo desde los años ochenta:

 

Abaratar el despido:

La nueva reforma reduce la indemnización de 45 días por año con un limite de 42 mensualidades en el despido improcedente y a 33 días con un limite de 24 mensualidades en todos los contratos indefinidos; modifica las causas de despido para evitar el control judicial; elimina la autorización administrativa en los despidos colectivos; y facilita el despido por absentismo y el debido a enfermedad.

 

-  Flexibilizar el marco general de las relaciones laborales:

La nueva reforma amplía las posibilidades de movilidad geográfica; facilita al empresario la posibilidad de modificar las condiciones de trabajo; y permite suspender o reducir temporalmente la jornada de trabajo, sin autorización administrativa.

 

Promover la negociación individual de las condiciones de trabajo acabando con la colectiva:

La nueva reforma permite la inaplicación de los convenios mediante el arbitraje obligatorio; acaba con la prórroga automática de los convenios colectivos a los dos años de la terminación de su vigencia inicial; y da preferencia siempre al convenio de empresa respecto al sectorial.

 

Abaratar el empleo (especialmente de los jóvenes) permitiendo la existencia de auténticos contratos basura y la intensificación del trabajo femenino:

La nueva reforma crea un nuevo tipo de contrato indefinido que podrán utilizar el 95% de las empresas españolas y que podrá extinguirse durante su primer año sin indemnización alguna por la simple voluntad del empresario; también otro contrato para la formación y el aprendizaje que se desvincula de la formación del trabajador; modifica el contrato a tiempo parcial para permitir la realización de horas extraordinarias y se fomenta este último tipo de contratación, como dice textualmente la propia nota informativa, para compatibilizar el empleo con la vida familiar y personal, lo que, en ausencia de políticas de corresponsabilidad, especializará a las mujeres en este tipo de empleos.


Además de todo ello conlleva otras medidas como las de bonificaciones y subvenciones, cambios institucionales significativos (como acabar con el monopolio de la formación de patronales y sindicatos lo que aún es pronto para saber el efecto práctico que pueda tener), la posibilidad de que los organismos públicos lleven a cabo expedientes de regulación de empleo, más privilegios a las grandes empresas de trabajo temporal y,como corolario de todo lo anterior, facilitar la reducción de los costes laborales y la moderación salarial.


Aparentemente, a grandes rasgos, la reforma podría simplemente considerarse como realmente limitada y una más en la línea de las anteriores y tendría la misma utilidad que han tenido y que ya hemos denunciado en otros textos (¿Qué se pretende con la reforma laboral?). Pero creemos que sería un gran error no descubrir la auténtica carga de profundidad que llevan consigo estas nuevas medidas laborales.


A nuestro juicio, la reforma del Partido Popular comporta una gran novedad y es que prácticamente renuncia a llevar a cabo modificaciones profundas en las condiciones relativas al entorno general en el que se mueven las relaciones entre empresarios y trabajadores (en la flexibilidad del mercado) para centrarse en la protección de los intereses del empresario, aumentando la flexibilidad interna de la empresa por la vía de darle a un poder de decisión frente a los trabajadores mucho mayor que el que hasta ahora tenían.


Lo que esta reforma busca no es, como en otras ocasiones, que el mercado de trabajo español responda en mayor medida a los principios que vienen sosteniendo los economistas neoliberales, que todo él sea más flexible para facilitar un mejor ajuste entre oferta y demanda de trabajo. No. Lo que creemos que el gobierno ha buscado ahora es limitarse a proteger y ampliar el poder de decisión de las empresas españolas a costa de los derechos de los trabajadores, posiblemente en la previsión de que no va a ser capaz de mejorar las condiciones del entorno económico a corto y medio plazo y que lo que se avecina es, por tanto, muchos más y peores nubarrones en el panorama económico.


 

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Domingo, 6 de Maio de 2012
Em Defesa do Crescimento. Por Jean-Luc Gaffard et Francesco Saraceno.

Selecção, tradução e introdução por Júlio Marques Mota

 

Sarkozy vai provavelmente cair, o seu governo vai provavelmente morrer  e, assim,  esperemos então que a sua política também. Mas esta hipótese significa uma mudança de fundo na estratégia europeia, exige uma outra visão, uma outra política global para o nosso continente, exige um sentido de verdade e de honestidade política e não de mentira como aquela que nos tem sido imposta por Durão Barroso, por Merkle, por Monti, por empregados menores e sem espinha dorsal, como Gaspar, como Passos Coelho, como Rajoy, ou ainda  por  muitos outros que estão dispostos ao prato de  lentilhas   servido igualmente, pelas  estruturas comunitárias pelos seus bons serviços de propaganda às ideias de Bruxelas, esta hipótese exige que a ascensão provável de Hollande venha a ser  apenas  o princípio de uma corrida às urnas para demitir todos os responsáveis pela política verdadeira criminosa que na Europa tem sido aplicada.  Se assim não for, ficaremos sujeitos a uma outra política de mentira,  ainda mais hedionda, a uma política de mentiras feita a partir das verdades que lhes consentimos com os nossos silêncios  e falo aqui de Marine Le Pen ou de outros disponíveis noutros países como também é já visível em Portugal, Espanha, Grécia, na Holanda, na Finlândia. Fascismo nunca mais!  


È dessas mentiras vindas para já dos altos responsáveis europeus actuais que nos fala o texto abaixo, Em defesa de um Pacto de Crescimento,  onde se toma como referência a necessidade de crescimento económico, a única via possível de resposta á crise que atravessamos e em que cada vez mais nos atolamos.

É tudo. Boa leitura.

 

Júlio Marques Mota

 

 

Em defesa de um Pacto de Crescimento : muito barulho para esconder um desacordo persistente

 

Maio de 2012

Jean-Luc Gaffard et Francesco Saraceno

 

 

A insistência colocada sobre a necessidade de complementar o rigor orçamental através de medidas para estimular o crescimento, em parte induzida pelo debate eleitoral em França, é uma boa notícia, entre outras coisas porque representa o reconhecimento tardio, é certo, de que a austeridade está em vias de impor um preço demasiado elevado para os países do Sul da Europa.


 

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publicado por João Machado às 13:00
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Sábado, 5 de Maio de 2012
A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha

8. La contrarreforma laboral: contexto, contenido, efectos, justificación y respuestas - II

 

Selecção de Júlio Marques Mota

 

Vidal Aragonés, mientrastanto.e

 

 

(Conclusão)

 

Ninguna de las medidas aprobadas (tampoco la recuperación del art. 15.5 del Estatuto de los Trabajadores) supondrá un freno a la temporalidad. Las modalidades más precarias en la contratación se desarrollan, creándose otras nuevas en las que, bajo la forma de un contrato indefinido, se generará una finalización del contrato no indemnizado, lo cual creará mayor rotación y temporalidad, aunque en las estadísticas el número de contratos temporales disminuya. Que las ETT realicen funciones de agencias privadas de colocación equivale a poner a la zorra a cuidar de las ovejas. Cuando busquen colocación no podrán evitar pensar como la misma la ofrecen a través de un contrato temporal.


Facilitar el despido desregulando la causa, eliminar la intervención de la autoridad laboral en los convenios colectivos, reducir la indemnización por despido improcedente y eliminar los salarios de tramitación no constituyen únicamente una pérdida de derechos y garantías ante la extinción de contrato, sino que afectan sobre todo a la propia estabilidad del contrato y al cumplimiento de las características del mismo. Ahora, el hecho de no cumplir el trabajo en la forma en que lo requiera la empresa, sea legal o no, abocará a que ésta opte rápidamente por su extinción.


La significación de la nueva realidad en el sector público va más allá de una cuestión meramente laboral y abre la puerta al desmantelamiento de algunos servicios públicos en una combinación de ajuste del déficit público y despidos colectivos.


Las nuevas posibilidades de modificación de las condiciones de trabajo y el nuevo contrato a tiempo parcial no sólo obligarán a trabajar a la carta, sino que desarrollarán un proceso de pérdida de las mejoras laborales existentes, generadas durante años.


Pero, sin duda, el gran elemento de pauperización laboral lo encontraremos en la nueva organización de la negociación colectiva. Más allá de la posibilidad de soslayar la aplicación del convenio, la pérdida de ultraactividad y la primacía del convenio de empresa tendrán unas consecuencias impredecibles. Por un lado, las patronales podrán dejar pasar el proceso de negociación colectiva para rebajar los costes de las nuevas contrataciones y obviar la aplicación del convenio superior o SMI y del Estatuto de los Trabajadores; no cabe duda de que las nuevas negociaciones colectivas serán muy tensas para los representantes de los trabajadores. Pero aún tendrá unas consecuencias peores la primacía del convenio de empresa sobre el del sector, lo que supondrá una presión permanente sobre los salarios y una desregulación competitiva entre las empresas, con el constante anuncio del cierre si no existe una adaptación a las condiciones de la competencia.

Debemos destacar también que se regalen miles de millones a las empresas con bonificaciones a la contratación y exenciones al pago de cotizaciones. Se bonifica todo, lo cual pone de manifiesto que ello no incentivará para nada la contratación.


 

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publicado por João Machado às 13:00
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
A ESPANHA É AGORA A NOVA GRÉCIA

Leiam logo, às 13 horas, na secção A crise na Europa, a crise em Madrid, a crise de um sistema: olhares sobre Espanha, o texto de Marshall Auerback acima referido, seleccionado e traduzido pelo argonauta Júlio Marques Mota. Atenção ao que se está a passar no país vizinho!



publicado por João Machado às 00:30
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
Ontem, dia dos trabalhadores, hoje dia dos ladrões legalizados.

 

Este texto era para ter sido publicado ontem, o que não aconteceu por lapso da coordenação. Pedimos desculpa do facto ao argonauta Júlio Marques Mota e aos leitores. 

 

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 

Estratégia fiscal da Apple reduz os seus impostos em milhares de milhões por ano: um relatório apresentado pelo New York Times

 

Huffington Post

 

29 de Abril de 2012

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NOVA Iorque - Um relatório publicado mostra que a Apple Inc. utiliza empresas subsidiárias na Irlanda, Holanda e noutros países com baixa taxa de tributação sobre os lucros, como parte de uma estratégia que permite que a empresa gigante da tecnologia reduza fortemente a sua factura fiscal global e por milhares de milhões de dólares em cada ano.


O The New York Times, neste domingo, explicava os métodos legais utilizados pela Apple em Cupertino, na Califórnia, para evitar o pagamento de milhares de milhões de dólares em impostos federais e estaduais.

 

Ilustração dos esquemas da Apple

 

 

 

Uma metodologia se destacava neste relatório: mesmo com a empresa a estar sediada na Califórnia, a Apple criou um pequeno escritório em Reno, no Nevada, para recolher e investir os seus lucros. A taxa de imposto sobre as sociedades no Nevada é zero. Na Califórnia é de 8,84%.

 

Enquanto muitas grandes empresas multinacionais tentam reduzir as suas contribuições para o fisco, as empresas de tecnologia como a Apple, Google Inc., Microsoft e outras têm mais opções para o poderem fazer.

 

Isto é assim porque parte das suas receitas vem de produtos digitais ou de royalties sobre as patentes, o que lhes torna mais fácil movimentarem os seus lucros sujeitos a imposição fiscal entre os diversos estados dentro dos Estados Unidos ou entre países, diz o New York Times.

 

Em contraste, é mais difícil fazer o mesmo com os lucros resultantes da venda de um produto físico - como mercearia ou um carro - para um paraíso fiscal.

 

As 71 empresas de tecnologia colocadas no índice S&P 500, incluindo a Apple, Google, Yahoo Inc. e Dell, mostram que o pagamento global de impostos nos últimos dois anos tem sido feito a uma taxa que é, em média, um terço mais baixa do que as outras empresas do índice S&P 500 mostra o New York Times.

 

 

A Apple tem de modo legal afectado cerca de 70% dos seus lucros como sendo lucros obtidos no exterior, onde as taxas de tributação sobre lucros são frequentemente muito mais baixas do que nos Estados Unidos, de acordo com os dados da empresa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O New York Times cita um estudo realizado por Martin A. Sullivan antigo economista-chefe do Departamento do Tesouro, que estima que o valor dos impostos federais pagos pela Apple poderia ter sido mais elevado e no montante adicional de 2,4 mil milhões de dólares só no ano passado.

 

O jornal diz que a Apple pagou globalmente 3,3 mil milhões em impostos sobre os 34,2 mil milhões de lucros no ano passado. Isso representa uma taxa de 9,8%.

 

Num comunicado de resposta, a Apple disse ao Times que cumpriu com todas as leis e regras contabilísticas, e diz que as suas operações nos EUA geraram aproximadamente5 mil milhões em impostos federais e estaduais no primeiro semestre do ano fiscal de 2012.

 

Os analistas de Wall Street prevêem que a Apple pode ganhar cerca de 46,9 mil milhões no actual ano fiscal, de acordo com a FactSet.

 

Huffington Post (2012), Apple's Tax Strategy Cuts Its Tax Bill By Billions A Year: Report, Huffington Post, 29 de Abril. Traduzido de http://www.huffingtonpost.com/2012/04/28/apples-tax-strategy-aims-_n_1461603.html



publicado por João Machado às 22:00
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