Na Quarta-feira 16 de Maio, às 19h, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz será possível escutar o trio do pianista Óscar Marcelino da Graça o qual, contando com a inspiração e a musicalidade do contrabaixista Demian Cabaud e do baterista Marcos Cavaleiro, irá divulgar o seu primeiro trabalho discográfico “Velox Pondera” registado em 2011.
“Na música do trio, a procura incessante da não repetição formal ou de arquétipos, aliada à indivisibilidade do colectivo, será porventura a característica predominante” (diz um crítico que ouviu o disco, L.R.). ”As estruturas soam flexíveis, por menos que o sejam, sendo a interacção essencial (e talvez o principal motivo de enfoque quando se escute o disco). A música raramente é complexa na sua composição, mas as contínuas comunicação e preocupação com o som colectivo, garantem um carácter orgânico que será tudo menos simples de analisar”.
Este é mais um Concerto Antena 2 de entrada livre.
O vídeo abaixo do tema Pleno num concerto do trio em Aveiro em 2011, antecipa o som actual:
Pintura de GEORGES BRAQUE
Os Violinos
O arranque vibra
ao som das cordas brancas
soltando a harmonia
de sombras solitárias espelhadas no céu
entre satélites.
Os arcos riscam ondas de luz
ao espírito de coros conventuais.
Os primeiros violinos
espalham suspiros de vento
evadido de um tempo gotejante.
Cinzento e leve
percorre as abóbadas do universo
fecundando a multiplicação dos séculos
na busca de perpétua fantasia
sublime e mística.
Dedos pisando as cordas,
vibrações expandidas,
soltas, vivas.
A voz noturna chama .
Os segundos violinos,
batendo os arcos como asas
em vibratórios movimentos
largam no ar um fio melódico
de vestes brancas
à procur da revelação das notas certas.
Tocam a alegria dourada
dos girassóis dançando pelo corpo.
Vigor da existência
paixão e esperança
beleza encantadora das cordas
que depositam paz nos corações.
Um espaço
um silêncio de braços
um gesto de compasso.
Subitamente
todos sobem o rio das ninfas musicais,
entre fontes de amor
e beijos de amantes nupciais.
Num hino superior
os violinos tornam-se senhores
das emoções hunanas plantadas
pela terra.
Som majestoso este
ao encontro dos corações
onde jazem
pecados encardidos de o serem.
tristeza e vozes em clausura
agora libertas pelos violinos
que procuram virtudes incógnitas
no superior sentido do destino.
E assim termina a partitura!
(inédito)
Com este poema de Ana Hatherly, damos início a uma nova série de poesia matinal - A POESIA E A MÚSICA, poemas em língua portuguesa onde a música seja tema dominante. Nesta série, publicaremos poetas argonautas e poetas consagrados. As ilustrações, sempre que possível, terão o nome do autor.
A casa onde nasceu Beethoven
Tem quatro pisos
Mas é pequena e triste:
Em 1999
Está cansada.
O soalho range perigosamente
Quando passam os turistas
Que caminham lentos
Um tanto receosos.
A um canto
Dois pianos da época
Encostam as suas caudas
Timidamente
Temerosos de algum
Não desejado contacto.
Em todos os andares
Nas paredes
Há velhos retratos
E em vitrines
Algumas velhas partituras
Jazem sonolentas.
Fazendo pendant
Com os aparelhos de ouvir
Estão as lunetas embaciadas
Do Mestre.
A casa está vazia
Porque o Mestre
Não está.
Só no jardim
Paira ainda
No leve murmúrio da folhagem
Uma inaudível voz
Um som longínquo
Que ressoa dentro
Sérgio Godinho e Bernardo Sassetti Mútuo Consentimento
(em estúdio - gravação do novo disco do Sérgio)
No Domingo, 13 de Maio, hesitamos sobre o alvitre a dar e deixaremos pois a escolha aos leitores que terão na Gulbenkian um concerto clássico, mas no CCB uma homenagem singular ao barroco português.
No Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 19h, a Deutsche Kammerphilharmonie de Bremen dirigida pelo maestro Trevor Pinnock tocará um programa que foi entretanto alterado dada a ausência da pianista Maria João Pires. Em sua substituição comparecerá a jovem pianista georgiana Khatia Buniatishvili que traz como repertório o Concerto para Piano e Orquestra nº 1 de Ludwig van Beethoven.
A Orquestra executará de Franz Schubert a Sinfonia nº 5, em Si bemol Maior, D. 485 mas desconhece-se se duas outras peças do programa original (Carl Philipp Emanuel Bach Sinfonia nº 4, em Sol maior, Wq 183/4 e Joseph Haydn Abertura da ópera Armida, em Si maior, Hob.XXVIII:12) se mantêm.
Para tomar conhecimento com a nóvel intérprete, eis como Khatia Buniatishvili executa um tema de Chopin:
Entretanto no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, às 17h, o espectáculo A Pedra Irregular e o nascimento do Barroco em Portugal permite ao ensemble associado do CCB Sete Lágrimas com voz e direcção artística de Filipe Faria e Sérgio Peixoto concluir o seu projecto Tríptico da Terra com este terceiro concerto.
Diz o programa que, se como conceito o termo “barroco” pretende opor certas qualidades – o primado da cor, da profundidade, da claridade relativa – às qualidades do Renascimento, o facto é que a palavra “barroco” na sua origem portuguesa serviu primeiro somente para referir pedras toscas e irregulares. Neste concerto, uma das principais vozes especializadas no repertório barroco, a soprano argentina de origem dinamarquesa Maria Cristina Kiehr, interpreta um programa composto exclusivamente por compositores portugueses:
Francisco António de Almeida (1702-1755?)
O quam suavis
Carlos Seixas (1704-1742)
Sonata para órgão, em Lá menor, K. 75/A. 20.2
Francisco António de Almeida
Si quæris miracula (Responsorio a 4 concertato per la Festa de St.º Antonio)
Carlos Seixas
Sonata para órgão, em Lá menor, K. 76/A. 20.3
Sonata para órgão, em Lá menor, K. 76/A. 20.3 (adapt. Sete Lágrimas)
Francisco António de Almeida
Justus ut palma florebit (Motetto a 4 concertato in commune unius martyres)
António Teixeira (1707-1774)
Sacram beati Vicentii (Responsorium I in festo S. Vicentii)
Francisco António de Almeida
Lamentatio prima in Sabbato Sancto a 4 concertata
Carlos Seixas
Sonata para órgão, em Sol maior, K. 48/A. 15.1
Sicut cedrus exaltata sum (Responsorium II in festo assumptionis B.M.V.)
Sonata para órgão, em Lá menor, K. XXI/A. 20.6
António Teixeira
Tanta grassabatur crudelitas (Responsorium II in festo S. Vicentii)
Carlos Seixas
Hodie nobis cælorum Rex (Responsório a 5 para o Natal)
Eis o som do Ensemble Sete Lágrimas:
Bernardo Sassetti Da Noite Ao Silêncio
(na próxima semana a nossa programação será inteiramente dedicada a Bernardo Sassetti e à sua música)
No Sábado, 12 de Maio, algum repouso nostálgico deverá levar muitos a deslocarem-se ao Coliseu dos Recreios, às 21h30, onde “Maria Bethânia interpreta Chico Buarque”.
Desconhecem-se os pormenores do concerto mas, como diz Vanessa da Matta “é o encontro do dono da canção com a dona da voz” e, tendo em conta a forma muito própria como Bethânia se apropriou de canções de Vinicius de Moraes, Roberto Carlos, Caetano Veloso e do próprio Buarque, são esperadas abordagens porventura surpreendentes.
Assim cantava em Lisboa Maria Bethânia Olhos nos Olhos, canção que Chico Buarque compôs para ela em 1976:
Como essa dádiva foi feita, contam-no Bethânia e Chico aqui.
Bernardo Sassetti Contigo En La Distancia
"Terna é a Noite" lamenta profundamente a perda do invulgar e talentoso pianista e compositor português
Lucrecia - Vocals
Bernardo Sassetti - Piano
Juan Cruz - Trumpet
Perico Sambeat - Alto Sax
Bob Sands - Tenor Sax
Jabier Colina - Bass
Jordi Rossy - Drums
Vicenç Solsona - Acoustic Guitar
O Jazz português ficou hoje mais pobre com o falecimento do compositor e pianista Bernardo Sassetti, tinha 41 anos de idade.
"Mundos - da tradição à aventura. Mundos representa uma viagem a várias paragens. É a memória de um percurso, do meu percurso, que começa com a música clássica e, até hoje, foi passando por diversos estilos e sofrendo várias influências de ritmos, danças e cantares do mundo e, é claro, do jazz que definitivamente me marcou e a todas integra. Chegou para mim o momento de relembrar os mestres que, um pouco ao acaso de encontros e desencontros, fui encontrando: Bill Evans, Duke Ellington, Thelonious Monk, Horace silver, George Gershwin, Hermeto Pascoal, entre tantos outros... O momento de pôr em prática e em comum, certos aspectos fundamentais da minha aprendizagem: as canções da Broadway e dos filmes musicais, as estruturas dos blues e dos Rythm Changes, a relação que fui descobrindo entre as músicas de Portugal, da África de língua lusa e da América Latina, e também o espaço implícito para a espontaneidade e a comunicação do momento com os músicos e com o público." - Bernardo Sassetti
O site da Clean Feed, a sua editora, refere que Bernardo Sassetti foi influenciado por Bill Evans e Keith Jarrett. Com formação clássica desde os nove anos, Sassetti acaba por destacar-se aos 18 anos no campo do jazz, com o Quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet. Bernardo Sassetti viria a atrair atenções internacionais com a composição de bandas sonoras para cinema, participando na longa-metragem "O Talentoso Mr. Ripley", de Anthony Minghella. Assinou ainda bandas sonoras de filmes portugueses como "Alice", de Marco Martins, "Um Amor de Perdição", de Mário Barroso, ou "A costa dos Murmúrios", de Margarida Cardoso. "Nocturno", o seu disco de 2002, foi distinguido com o Prémio Carlos Paredes. Viria ainda a gravar "Índigo" e "Livre". Ao longo do seu percurso musical, Sassetti trabalhou com músicos jazz, do fado, do pop rock e do hip hop.
Na Quinta-feira, 10 de Maio, o destino mais interessante julgamos ser o CCB pela variedade da sua oferta. Não só se prolongam (até Domingo) as proezas das marionetas do TamTam (ver acima), como nos dois auditórios há “manjar” para gostos muito diversos.
No Pequeno Auditório (Sala Eduardo Prado Coelho), às 21h, a jovem pianista de origem russa Anna Vinnitskaya apresenta-se pela primeira vez em Portugal. Vencedora do Concurso Internacional Reine Elisabeth em 2007, entre outros, e colaboradora de diversos maestros com destaque para Vladimir Fedoseyev, Emmanuel Krivine, Kyrill Petrenko, Gilbert Varga, Dimitri Jurowski, Paul Goodwin e Pietari Inkinen, vem descrita como “ impressionante pelo vigor e facilidade técnica com que aborda obras imponentes do repertório”.
Apresenta-se com um programa de que constam :
Maurice Ravel Sonatine para piano, em Fá sustenido menor, Sergei Prokofiev Sonata para piano n.º 2, em Ré menor, op. 14, Alexander Scriabin Prelúdios, op. 16 e Sonata para piano n.º 2, em Sol sustenido menor, op. 19, “Fantaisie” e Maurice Ravel Gaspard de la nuit (Ondine, Le gibet, Scarbo).
É numa destas últimas peças Ondine de Maurice Ravel que a podemos ouvir em:
Os menos amadores da música dita “clássica”, optando mais pelaworld music tem ao lado, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, às 21h, uma sua insigne representante, a cantora peruana Susana Baca que vem apresentar “Afrodiaspora”, o seu mais recente álbum.
Nele a ex-ministra da Cultura do Peru e actual presidente da Comissão de Cultura dos Estados Americanos olha para a influência de outras músicas e outros mundos na música peruana, desde as cumbias colombianas, os tangos argentinos, ao bolero e à valsa mexicana; presta também homenagem a ícones já desaparecidos da world music (como a mexicana Amparo Ochoa ou a cubana Celia Cruz) e demonstra, mais uma vez, a sua atenção à poesia lírica, rodeando-se de compositores notáveis e incontornáveis como Javier Ruibal de Cádiz, Iván Benavides, Javier Lazo e Victor Merino.
Actuará acompanhada de Ernesto Hermoza guitarras, charango, Oscar Huaranga contrabaixo, Hugo Bravo percussão e Maria Elena Pacheco violino, entoando canções como esta Maria Landó:
Na Segunda-feira, 7 de Maio, deixaremos à escolha, conforme os gostos, entre iniciativas musicais e uma rememoração fílmica.
Os amadores da 7ª Arte (o Cinema, assim classificado no Manifesto de Ricciotto Canudo, 1912) poderão rever, no Ciclo Claude Chabrol, na sala do Institut Français de Portugal, às 19h com entrada livre, “La fille coupée en deux “(A rapariga cortada em dois) (França, Alemanha, 2006) com Ludivine Sagnier (Gabrielle), Benoît Magimel (Paul) e François Berléand (Charles), nos papéis principais, além de Caroline Sihol, Mathilda May, Marie Bunel, Valéria Cavalli, Etienne Chicot, Thomas Chabrol, Jean-Marie Winling, Didier Bénureau e Édouard Baer.
Sinopse: Gabrielle Deneige é a jovem apresentadora do boletim meteorológico de um canal de televisão. Gabrielle vive com a mãe, que trabalha na livraria onde a jovem acaba por conhecer o famoso escritor Charles Saint-Denis. Iniciam uma relação, apesar de Charles ser casado. Quando este desaparece, Gabrielle acaba por casar com o rico playboy Paul Gaudens, a quem conta o seu passado...
Deste filme, presente em Cannes e Toronto, dito “ (d)enso, grave, comovente: um dos mais belos filmes de Chabrol ...(c)ineasta por vezes cortado em dois, entre seriedade e farsa, tragédia e grotesco, aqui ele consegue perfeitamente equilibrar as suas duas tendências (Serge Kaganski)”, mostramo-vos la bande-annonce:
Quanto aos entusiastas da 4ª Arte (a Música, como tal considerada na Estética de Hegel) têm por seu lado a oferta do Palácio Foz que, na sua Sala dos Espelhos, apresenta ao longo deste 7 de Maio dois recitais.
Um, às 18h, por iniciativa da Missão do Brasil junto da CPLP, será um Recital de flauta transversal e viola caipira onde intervirão João Silveira, flauta transversal e Ivan Vilela Pinto, viola caipira interpretando trechos de compositores tradicionais brasileiros.
Antecipando o som que se ouvirá, eis executantes consagrados da viola caipira Daniel Viola e José Henrique :
No Domingo, 6 de Maio, voltamos ao “templo”, ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 19h, para escutar o jóvem pianista francês David Kadouch (prémio “Revelação 2010” segundo a associação francesa Victoires de la Musique Classique) na sua 1ª apresentação na FCG como solista. Dizem deste aluno de Dmitri Bashkirov que “aprecia as obras pouco tocadas, que é genuíno nas suas escolhas musicais e que possui o dom da delicadeza, raro nos jovens virtuosos deste tempo”. Eis o que escolheu tocar :
Joseph Haydn Variações em Fá menor, Hob.XVII:6
Franz Liszt Coro das tecelãs da ópera O Navio Fantasma de Wagner
Nikolaï Medtner Sonata em Lá menor, op. 38 nº 1, Réminiscence
Fryderyk Chopin Prelúdios, op. 28
Foi esta execução do Rondo Capriccio, op.129 de Ludwig van Beethoven que lhe conferiu o tal prémio “Revelação”:
No Sábado, 5 de Maio, sugerimos a deslocação ao Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos, às 18h, para assistir à Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direcção musical de Pedro Neves com a colaboração de Pedro Saglimbeni Muñoz na viola, cumprir um programa de que constam:
Gioachino Rossini Tancredi (Abertura)
Franz Anton Hoffmeister Concerto em Ré Maior para viola e orquestra
Ludwig van Beethoven Sinfonia n.º 4, em Si bemol Maior, op. 60
Sendo a segunda peça menos conhecida (e não registada por nenhum dos intervenientes), mostramos-lhe o 1º andamento Allegro do Concerto de Hoffmeister tocado pela Eastman Graduate Chamber Orchestra (dir. Jonathan Girard) tendo como solista Samuel Pang viola:
Na Sexta, 4 de Maio, o desafio (calculado) será de ir ao Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, às 21h, ouvir Frankie Chavez, considerado um talento promissor da nova música portuguesa e mesmo a mais recente revelação blues do Sul da Europa.
A sua música conjuga diferentes tipos de sonoridades resultando num Blues/Folk onde se identificam diferentes influências musicais (Robert Johnson, Jimi Hendrix, Kelly Joe Phelps, Ry Cooder), mas uma das características unicas da sua sonoridade resulta de ter, de certo modo, reinventado a abordagem da guitarra portuguesa … isto apesar de também abordar instrumentos tão tipicos do blues como o lap slide guitar.
Editou em Janeiro de 2011 o seu 1º CD “Family Tree” de que reproduzimos a canção Another Day (quem queira vê-lo actuar, antes de ir ao CCB, pode ouvir I Don’t Belong do seu EP de 2010 clicando aqui ):
Adão Cruz
Afonso da Rocha Aguiar
Aleksandra Serbim
Álvaro José Ferreira
Amadeu Ferreira
Ana Afonso Guerreiro
Andreia Dias
António Gomes Marques
António Mão de Ferro
António Marques
António Sales
Augusta Clara
Carla Romualdo
Carlos Durão
Carlos Godinho
Carlos Leça da Veiga
Carlos Loures
Carlos Luna
Carlos Mesquita
Clara Castilho
Dorindo Carvalho
Ethel Feldman
Eva Cruz
Fernando Correia da Silva
Fernando Pereira Marques
Francisca da Rocha Aguiar
François Morin
Hélder Costa
João Brito Sousa
João Machado
João Vasco de Castro
Joaquim Magalhães dos Santos
José Brandão
José de Brito Guerreiro
José Goulão
José Magalhães
Josep Anton Vidal
Júlio Marques Mota
Luís Peres Lopes
Luís Rocha
Manuel Simões
Manuela Degerine
Marcos Cruz
Margarida Antunes
Margarida Ruivaco
Maria Inês Aguiar
Mário Nuti
Mário Pais de Oliveira (padre de Macieira da Lixa)
Moisés Cayetano Rosado
Octopus
Paulo Ferreira da Cunha
Paulo Rato
Paulo Serra
Pedro Godinho
Pedro de Pezarat Correia
Raúl Iturra
Roberto Vecchi
Rui de Oliveira
Rui Rosado Vieira
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