Terça-feira, 15 de Maio de 2012
O inimigo comum da humanidade é o Homem - por Octopus

Posted: 13 May 2012 02:27 PM PDT
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O tema da ecologia, e a necessidade da chamada "sustentabilidade", está a ser utilizada para culpar o ser humano de todos os males que afectam o planeta, e para nos culpabilizar e aceitarmos todas medidas restritivas de liberdade.

 

O Clube de Roma publicou um relatório em 1990 intitulado: 2052: A Global Forecast for the Next Forty Years.

 

Nele pode-se ler:

 

"Na procura de um inimigo comum contra o qual nos possamos unir, ocorreu-nos a ideia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de água, a fome e outros fenómenos similares, serviriam esse propósito. Na sua totalidade e nas interacções que estabelecem entre si, estes fenómenos constituem de facto uma ameaça comum que deve ser confrontada, no seu conjunto, por todos. Mas ao designarmos estes perigos como o inimigo, caímos na armadilha, para a qual já alertámos os leitores, de erradamente tomarmos os sintomas por causas. Todos estes perigos são causados pela intervenção humana nos processos naturais, e é apenas pela mudança nas atitudes e comportamentos que poderão ser ultrapassados. O inimigo real é a própria humanidade."

 

http://www.clubofrome.org/?p=4211
Fonte: http://archive.org/stream/TheFirstGlobalRevolution#page/n1/mode/2up

Também publicado por: http://terrorismoclimatico.blogspot.pt/

  



publicado por Carlos Loures às 11:00
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Domingo, 13 de Maio de 2012
BREVE SUMÁRIO DOS CRIMES DE DEUS - por Octopus

                                                                                                                Posted: 06 May 2012 03:29 PM PDT
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Uma curiosidade:

 Segundo a Bíblia, quem matou mais pessoas?

 

- Foi Deus

 

 

Lamento, mas é mesmo assim: mais do que o Diabo, Satanás, Satã para os amigos.

 

Deus, o Senhor, que também usa o nome de Jeová, é presumível culpado de mais crimes do que Satanás. Vejamos a lista:

 

           Episódio                                                              Versículos                    Mortos           Total
1 Deus mata todos na Terra com o Dilúvio Universal (excepção: Noé e a família dele) Génesis 7:23 30,000,000? 30,000,000
2 Deus envia fogo e enxofre contra Sodoma e Gomorra, matando todos Génesis 19:24 1,000? 30,001,000
3 A mulher de Lot morre porque olha para trás Génesis 19:26 1 30,001,001
4 Er, perverso aos olhos de Deus Génesis 38:7, 1 Crônicas 2:3 1 30,001,002
5 Onan porque dispersava o seu sémen Génesis 38:10 1 30,001,003
6 Uma praga de 7 anos Génesis 41:25-54 70,000? 30,071,003
7 7° praga do Egipto: granizo Êxodo 9:25 300,000? 30,371,003
8 Deus mata os primogénitos de cada Egípcio  Êxodo 12:29,30 1,000,000? 31,371,003
9 Deus mergulha o exército egípcio Êxodo 14:8-26 5000? 31,376,003
10 Deus e Moisés ajudam Josué a matar os Amaleques Êxodo 17:13 1000? 31,377,003
11 Os israelitas porque dançam nus perto do ídolo de ouro Araão Êxodo 32:27-35 3000 31,380,003
12 Deus mata o povo por causa do ídolo de Araão Êxodo 32:35 1000 31,381,003
13 Os filhos e Araão porque ofereceram fogo profano Levítico 10:1-3; Números 3:4, 26:61 2 31,381,005
14 Um blasfemo Levitico 24:10-23 1 31,381,006
15 Deus queima as pessoas porque estas se queixam Números 11:1 100? 31,381,106
16 Deus envia uma gravíssima praga porque o povo se queixa da comida Números 11:33 10,000? 31,391,106
17 Deus mata 10 exploradores com uma praga Números 14:35,36 10 31,391,116
18 Um homem que cotou madeira no Sábado Números 15:32-36 1 31,391,117
19 Core, Datan, Abiram e as famílias deles Números 16:27 12 31,391,129
20 Queimado pro ter oferecido incenso  Números 16:35 250 31,391,379
21 Causa queixas Números 16:49 14,700 31,406,079
22 Massacre dos Araditas Números 21:1-3 3,000? 31,409,079
23 Causa queixas pela falta de comida e água Números 21:6 100? 31,409,179
24 Deus deixa os Basanitas nas mãos de Moises que mata todos Números 21:34,35 2,000? 31,411,179
25 Finees mata um casal interracial que tinha tido relacionamentos. Números 25:6-8 2 31,411,181
26 israelitas porque estão com as filhas de Moab Números 25:9 24,000 31,435,181
27 Massacre dos Madianitas (32,000 virgens vida) Números 31:1-35 200,000 31,635,181
28 Deus mata todo o exercito israelita Deuteronómio 2:14-16 500,000 32,135,181
29 Massacre dos Zamzummim, Hurriti e Avviti Deuteronómio 2:21,22 10,000? 32,145,181
30 Deus paralisa o rei Chesbon de forma que os israelitas possam massacrar o povo deles (várias cidades) Deuteronómio 2:33,34 3,000? 32,148,181
31 Todos os homens, mulheres e crianças de 60 cidades Deuteronómio 3:3-6 60,000? 32,208,181
32 Massacre de Jerico Josué 6:21 1,000? 32,209,181
33 Acan (com filhas e filhos) Josué 7:10-12, 24-26 5 32,209,186
34 Massacre de Ai Josué 8:1-25 12,000 32,221,186
35 Deus massacra os Amoreius Josué 10:10,11 5,000? 32,226,186
36 Josué mata 5 réis Josué 10:24-26 5 32,226,191
37 Massacre dos 7 Reinos Josué 10:28-42 7,000? 32,233,191
38 Outros Reinos Josué 11:8-12 10,000? 32,243,191
39 Massacre dos Anaquitos Josué 11:20,21 5,000? 32,248,191
40 Deus faz matar os Cananeus e os Ferezeus Juízes 1:4 10,000? 32,258,191
41 Massacre de Jesuralem Juízes 1:8 1000 32,259,191
42 Dez massacres Juízes 1:9-25 10,000 32,269,191
43 Deus faz matar os israelitas (Cusan-Risataim) Juízes 3:7-10 1000 32,270,191
44 Ehud e a espada na barriga Juízes 3:15-22 1 32,270,192
45 Deus faz matar 10,000 Moabitas Juízes 3:28,29 10,000 32,280,192
46 Barace e Deus massacram os Queneos Juízes 4:14 1,000? 32,281,192
47 Iael mata com um martelo um homem que dorme Juízes 4:18-25 1 32,281,193
48 Deus obriga os soldados Madianitas a matar-se um com outro. Juízes 7:22, 8: 10 120,000 32,401,193
49 Massacre duma cidade, 1.000 mortos por causa dum espírito malvado enviado por Deus. Juízes 9:23-57 2001 32,403,194
50 Massacre dos Amonitas e filha de Iefte Juízes 11:32,33 20,001 32,423,195
51 O espírito de Deus e Sansão Juízes 14:19 30 32,423,225
52 O espírito de Deus, Sansão e 1.000 mortos. Juízes 15:14,15 1,000 32,424,225
53 Deus dá a Sansão a força para matar os Filisteus Juízes 16:27-30 3,000 32,427,225
54 Deus derrota os Beniamitas Juízes 20:35-37 25,100 32,452,325
55 Deus derrota outros Beniamitas Juízes 20:44,46 25,000 32,477,325
56 Deus mata pessoas que olharam a Arca 1 Samuel 6:19 50,070 32,527,395
57 Deus permite que Jonatan mate Filisteus 1 Samuel 14:12 20 32,527,415
58 Deus obriga os soldados Filisteus a matar-se um com outro 1 Samuel 14:20 1,000? 32,528,415
59 Deus ordena a Saul de matar cada homem, mulher e criança Amalequita 1 Samuel 15:2,3 1,000? 32,529,415
60 Samuel mata Agag perante Deus 1 Samuel 15:32,33 1 32,529,416
61 Deus faz matar os Filisteus 1 Samuel 23:2-5 1,000? 32,530,416
62 Deus atinge Nabal 1 Samuel 25:38 1 32,530,417
63 Deus faz matar os Filisteus por David 2 Samuel 5:19, 25 1,000? 32,531,417
64 Deus mata Uzza por ter tentado segurar a Arca 2 Samuel 6:6,7; 1 Crônicas 13:9,10 1 32,531,418
65 Deus mata David e o recém nascido de Bat-Sceba 2 Samuel 12:14-18 1 32,531,419
66 Deus envia uma carestia de 3 anos por causa de Saul. 2 Samuel 21:1 5,000? 32,536,419
67 Os 7 filhos de Saul enforcados perante Deus 2 Samuel 21:6-9 7 32,536,426
68 Pragas e punições por causa do censo de Davis (200.000 com mulheres e crianças) 2 Samuel 24:15; 1 Crônicas 21:14 200,000 32,736,426
69 Deus envia um leão contra um profeta que acreditou na mentira de outro profeta  1 Re 13:1-24 1 32,736,427
70 Baasa segue a palavra de Deus e mata todos na casa de Geroboamo 1 Reis 15:29 1,000? 32,737,427
71 Zimri segue a palavra de Deus e mata todos na casa de Baasa 1 Reis 16:11,12 1,000? 32,738,427
72 Chefias religiosas mortas num ritual 1 Reis 18:22-40 450 32,738,877
73 Deus faz matar os Sírios 1 Reis 20:28,29 100,000 32,838,877
74 Deus faz ruir uma parede contra os Sírios 1 Reis 20:30 27,000 32,865,877
75 Deus envia um leão contra um homem que não matou um profeta. 1 Reis 20:35,36 1 32,865,878
76 Acazia é morto porque fala ao Deus errado 2 Reis 1:2-4, 17; 2 Crônicas 22:7-9 1 32,865,879
77 Um queimado por Deus 2 Reis 1:9-12 102 32,865,981
78 Deus envia dois ursos para matar 42 crianças 2 Reis 2:23,24 42 32,866,023
79 Um não crente é morto por pessoas 2 Reis 7:17-20 1 32,866,024
80 Deus envia uma carestia de 7 anos 2 Reis 8:1 10,000? 32,876,024
81 Izebel 2 Reis 9:33-37 1 32,876,025
82 Ieu segue a palavra de Deus e mata todos os que ainda estavam na casa de Acab na Samaria 2 Reis 10:16,17 100? 32,876,125
83 Deus envia leões para matar todos os estrangeiros que não acreditarem Nele. 2 Reis 17:25,26 20 32,876,145
84 Soldados Assiros enquanto dormem 2 Reis 19:35; Isaías 37:36 185,000 33,061,145
85 Saul 1 Crônicas 10:14 1 33,061,146
86 Deus faz matar israelitas por Juda 2 Crônicas 13:15-17 500,000 33,561,146
87 Geroboamo 2 Crônicas 13:20 1 33,561,147
88 Deus mata os Etíopes 2 Crônicas 14:9-14 1,000,000 34,561,147
89 Ieoram 2 Crônicas 21:14-19 1 34,561,148
90 Solddos de Juda 2 Crônicas 28:6 120,000 34,681,148
91 Deus deixa israelitas nas mãos do Caldeus. 2 Crônicas 36:16,17 1000? 34,682,148
92 Deus e Satanás matam os filhos e os servos de Job Job 1:1-19 60? 34,682,208
93 A esposa de Ezequiel Ezequiel 24:15-18 1 34,682,209
94 Ananìa e Saffira Actas 5:1-10 2 34,682,211
95 Herodes Actas 12:23 1 34,682,212

A Bíblia, e em particular o Antigo Testamento, não pode ser lida como um livro de História: todavia é interessante o facto dos autores terem transmitido esta ideia de Deus.

 
Com este rápido cálculo, é possível observar que Deus matou mais pessoas do que Satanás. O qual, sempre no Antigo Testamento, mata só 10 pessoas por causa duma aposta feita anteriormente com Deus. E Satanás é o mau da fita...

Todas as mortes se encontram no Antigo Testamento, únicas excepções aquelas de Anania, Saffira e Herodes.

No total, a Bíblia relata mais de 34 milhões de mortes por mão de Deus. Não é pouco: é o dobro dos mortos da Primeira Guerra Mundial; mais do mortos provocados directamente por Estaline; mais de todas as guerras napoleónicas juntas.

Um Deus que nada tem a ver com o homólogo dos Evangelhos. E não é simples conjugar as duas versões. Talvez uma explicação possa derivar da etimologia da palavra "Deus" utilizada no Antigo Testamento. A Bíblia inicia com a frase Bereshit barà Elohim, "no princípio Deus Criou": mas "Deus" não é a exacta tradução de Elohim.

Elohim (em hebraico אֱלוֹהִים ,אלהים) é o plural da palavra "Divindade" (Eloah - אלוה): uma das possíveis etimologias seria a união de duas antigas raízes, El e Hoa.

Hoa indica o Ser Supremo, O que existe só por si, enquanto El seria o nosso Ele. Por fim, temos Elohim a forma plural. A correcta tradução é assim "Eles que têm vida neles mesmos", isso é, que são a fonte da vida.

 

O Deus do Antigo Testamento, portanto, não seria o mesmo Deus do Novo Testamento.

Mas aqui o discurso torna-se bem complicado e precisaria de muito mais espaço.

 

Fica portanto a curiosidade dum Deus bastante enervado que não hesita em matar milhões de pessoas.
Como afirmado: uma curiosidade.

 

 

 

Publicado por "Informação Incorrecta", fonte: Altro Giornale

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publicado por Carlos Loures às 20:00
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Sábado, 12 de Maio de 2012
O FBI fabrica "atentados" terroristas em solo americano.- por Octopus

Posted: 09 May 2012 08:04 AM PDT
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Já no início do século passado, a polícia americana fabricava verdadeiros atentados à bomba para culpabilizar os anarquistas e assim reprimir os movimentos operários. O método não mudou. A governação Bush foi das mais férteis nesse domínio, atingindo o seu máximo com os famosos atentados do 11 de setembro. É que o terrorismo é uma coisa muito prática, permite desviar a atenção do público dos verdadeiros problemas sociais.

 

Actualmente, a principal função do FBI é, teoricamente, descobrir e anular potenciais atentados terroristas, geralmente nos Estados Unidos. Para justificar, em parte, a sua existência, quando não existem conspirações terroristas em número suficiente, fabrica-as.

 

Nos últimos meses, o FBI "conseguiu anular" um grande número de atentados e assim evitar várias "catástrofes":

- apanhou um perigoso homem-bomba que queria fazer explodir o Capitólio,

- anulou perigosos indivíduos que se preparavam para vários atentados, em Nova Iorque, contra sinagogas,

- apanhou um grupo de extremistas que planeavam lança mísseis contra aviões militares,

- a mais cómica de todas: o FBI anulou um projecto em que vários indivíduos iriam lançar pequenos aviões telecomandados cheios de bombas contra o Pentágono!

 

Todos estes e outros "atentados" foram obra do FBI. Muitos dos seus agentes, disfarçados de terroristas, forneceram o material necessário a verdadeiros extremistas, para que estes possam executar um atentado que irá ser anulado, nos últimos instantes, pelo próprio FBI.

 

Sobretudo desde a administração Bush, o FBI tem vindo a infiltrar-se nas comunidades muçulmanas americanas, atraindo pessoas para participarem em atentados terroristas que no final serão "desmantelados" pelo FBI. Como comentava o jornal "Guardian": "nunca chegamos a saber quanto verdadeiros terroristas são apanhados, descontando os lote dos polícias infiltrados".

 

O fabrico de falsos atentados, além de manter o povo debaixo do medo permanente, o que permite votar leis limitativas das liberdades individuais, também tem como função justificar a própria existência do FBI, e a enorme soma de dinheiros públicos que recebem para lutar contra o terrorismo.

 



publicado por Carlos Loures às 17:00
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
A investigação às redes de pedofilia silenciada pelas elites - por Octopus

Da rede local às redes globais.

 

A antiga versão de "rede" de pedofilia era constituída, frequentemente , por um pai incestuoso que "emprestava" a sua jovem filha a um vizinho, habitualmente em troca de dinheiro ou outra coisa em troca. Esta rede tinha então uma dimensão local.

 

Hoje em dia, esse mesmo pai, ligado à Internet, já não se contenta em violar a sua filha, mas filma essa violação para depois a poder difundir na Internet. Esse filme é trocado por outro filme ou vendido. Para satisfazer uma clientela cada vez mais numerosa e ávida de violência, este comercio utiliza milhares de crianças, muitas delas raptadas, e os filmes passaram o ser produzidos em verdadeiros estúdios fabricados para esse efeito.

 

Muitas das redes, existentes no mundo, colaboram activamente entre elas, a grande maioria protegidas por personagens poderosas oriundas dos meios políticos e económicos, sendo elas próprias consumidoras. Nestas circunstâncias, é fácil entender porque é que a grande maioria dos casos de detecção dessas redes é abafado.
Um mercado altamente lucrativo.

 

A pedo-pornografia tem vindo a aumentar a um ritmo assustador em todo o mundo. De um ano para o outra, no Japão, por exemplo, esse crescimento é de 60%. No entanto, as leis que punem a pedofilia, são na grande maioria dos países muito benevolentes: um ano de prisão (com pena suspensa se for a primeira vez) para os que consultam esse tipo de fotografias ou filmes, e um máximo de 10 anos para os que os produzem.

 

A grande maioria dos casos que vêm a público são a de um ou outro pedófilo apanhado com fotografias de pedo-pornográficas no seu computador. Hoje em dia, é relativamente fácil encontrar sites que partilham este tipo de fotografias. Esta forma de "voyeurismo" desperta frequentemente, em indivíduos predispostos, a tentação da passagem ao acto, e a procura de imagens diferentes, mais violentas.

 

Em 2007, em França, foram detidas 132 pessoas possuidoras deste tipo de fotografias. Veio-se a descobrir que se abasteciam num único servidor e que mais de 10 000 pessoas as tinham descarregado, num total de 1,4 milhões de fotografias e 27 000 vídeos. mas isto é apenas a ponta do iceberg, porque, para existir uma tal quantidade de material têm de existir poderosas redes de pedofilia por trás.

Essas redes "abastecem-se" de crianças provenientes de todo o mundo, frequentemente da Europa de Leste, do 

Norte de África e da América Latina. Os Vídeos são alugados por 40 ou 50 Euros, mas alguns podem atingir 1 500 ou 15 000 Euros. Este negócio torna-se assim altamente rentável e com um risco relativamente moderado.

As técnicas para escapar à filtragem desses sites na Internet são sofisticadas, controlo e envio de spams, rotação frequente da morada do site, reenvio para site escondidos,  necessitando portanto de meios onerosos. Assim, a pedofilia também contribui para o enriquecimento de máfias que controlam esses meios informáticos, sendo que as principais se situam na Rússia.

 

As redes protegidas pelas elites.

 

A grande maioria das redes estão protegidas ao mais alto nível. E quando falamos do mais alto nível, estamos a falar de magistrados, políticos, poderosos homens de negócios. Assim se explica que, casos como o da Casa Pia em Portugal tenha sido abafado num processo judicial interminável, para não virem ao de cima os nomes dos principais utilizadores dessa rede: políticos, deputados, conhecidos homens de negócio, jornalistas, médicos e advogados.

 

Recentemente na Bélgica, o deputado Laurent Louis, revelou um a lista (com pormenores de actuação), obtida através dos Anonymous, com mais de 100 personalidades belgas ligadas a redes de pedofilia nesse país.

Claro, que essa lista foi desmentida e que o mesmo corre perigo de vida.

 

Aqui ficam alguns nomes bem conhecidos:

 

Albert II, rei da Bélgica,
Príncipe Alexandre, filho do rei Léopold III,
- Etienne Davignon, dos Bilderberg,
- Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu,
- Elio Di Rupo, primeiro ministro belga,
- Martens Wilfried, primeiro ministro belga,
- Philippe Busquim, comissário europeu,
- Jean-Paul Dondelinger, comissário europeu,
- Denis Solvay, vice-presidente do grupo farmaêutico Solvay,
- Joseh Verbeeck, director na UNICEF,
- Cardeal Danneels,..

 

 



publicado por Carlos Loures às 19:00
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
No sector das pescas, Portugal "não pesca nada" - por Octopus

Posted: 03 May 2012 09:03 AM PDT
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Portugal tem a maior zona económica exclusiva da União Europeia, mas importa dois terços do peixe que consome.

Forte incentivo ao abate de embarcações de pesca, barcos envelhecidos e pequenos, normas facilitadoras de importação de peixe e demasiados intermediários, são algumas das causas que transformaram um país auto-suficiente e exportador de peixe em importador.

 

Tanto mar!

Portugal tem a maior zona económica exclusiva da União Europeia e a 11ª do mundo, com 1 727 408 km2. As oito principais espécies capturadas (sardinha, cavala, carapau, polvo, berbigão, peixe espada preto, faneca e carapau negrão) representam 80% do total de desembarques. No entanto, Portugal nem sequer tem os navios suficientes para atingir as quotas impostas, por falta de frota.

Apesar de Portugal ser o 3º maior consumidor mundial de peixe por pessoa, ficando apenas atrás do Japão e da Islândia, não pesca as quantidades necessárias para abastecer a sua população. Na década de sessenta, o pescado desembarcado era de 400 000 toneladas, hoje é cerca de 125 000 toneladas. No espaço da ultima década, foi abatida 20% da nossa frota pesqueira.

O facto da frota portuguesa representar, apesar de tudo, uns ainda 10% da frota europeia, é enganador, porque 90% das embarcações portuguesas têm menos de 12 metros, assim sendo, a capacidade de carga dos navios é baixa, razão pela qual, Portugal é responsável por apenas 4% dos desembarques totais na UE.

A pesca em Portugal tem uma forte componente artesanal, as embarcações estão envelhecidas e a tecnologia instalada a bordo é insuficiente. Os incentivos ao abate das embarcações por parte da UE veio destruir o que restava deste sector de actividade.

 

Rendimento dos pescadores cada vez mais baixo.

Entre o valor que é pago na lota e o prato do restaurantes, a sardinha aumenta de preço mais de 17 vezes! O processo de formação dos preços foge totalmente ao controlo dos produtores, sujeitos que estão à pressão especulativa da actividade parasita dos intermediários. Assim se explica o recuo do rendimento global dos pescadores.

Desde que o peixe é pescado até chegar ao consumidor, passa pelas mãos de vários intermediários que são responsáveis pela subida do peixe nesse percurso. As embarcações saem do mar e depositam na lota o resultado da sua pescaria: primeiras vendas. Os compradores são, por exemplo o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), alguns compradores internacionais e fornecedores de grandes superfícies e hotéis. Depois o peixe é transportado para os vários destinos onde começa a aumentar de preço.

A lei em Portugal obriga a que a venda de pescado fresco seja feita em lota, teoricamente, este método garante uma maior transparência., dependendo assim o preço inicial da oferta e da procura concentradas em cada momento em cada lota.

 

Soluções que ninguém quer pôr em prática.

Esta obrigatoriedade, do peixe passar pela lota, não é a única forma existente e podia muito bem ser revogada. Várias soluções existem.

Uma seria, sem acabar com as lotas, serem os pescadores, comerciantes e autarquias a gerir a lota local. A venda directa é outra das soluções, apesar da possível dependência em relação aos compradores que se poderiam organizar e monopolizar as compras iniciais. Poderia existir ainda, uma possibilidade mista, em que os pescadores se organizariam no sentido de uma intervenção directa na distribuição do pescado, porque não, em concorrência directa com os estantes intermediários.

O preço muito abaixo do que seria justo pagar aos pescadores, não se explica só pelo monopólio da lota, nem pelas grandes superfícies que controlam a primeira venda e onde poderia ser aplicada a criação de uma taxa máxima de lucro aos comerciantes. É também necessário mudar as imposições da União Europeia em relação ao sector da pesca.

 

A caminho da privatização dos mares.

As normas impostas aos produtos da pesca no mercado interno são rígidas, mas existe um certo laxismo quanto às importações que não são sujeitas às mesmas regras e que assim invadem concorrencialmente o mercado interno. Esta concorrência desleal com os pescadores comunitários tem de ser corrigida.

A Comissão Europeia trata do sector da pesca como sendo uma "frota europeia", ora as realidades de cada país são muito distintas. Não se pode incentivar o abate indiscriminado de parte da frota de um país sem conhecer essa realidade. Vários factores têm de ser considerados, como o consumo interno de cada país membro, o estado e idade da sua frota, a dimensão dos seus barcos, o tipo de pesca, o estado dos recursos em cada zona,...

Ao considerar a "frota europeia" como um todo, os mais fracos do ponto de vista económico e financeiro serão simplesmente eliminados. O acesso aos recursos pesqueiros não podem estar dependentes de concessões transferíveis, porque a sua compra, num autentico mercado, representa a apropriação de um direito de acesso a um recurso natural. Nestas condições, a actividade pesqueira irá concentrar-se nas mãos de uma minoria monopolista de operadores, acabando assim, por privatizarem os mares, e destruir a pesca artesanal.

 

 

http://www1.ionline.pt/conteudo/68997-portugal-importa-dois-tercos-do-peixe-que-consome

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405715

http://www.pcp.pt/publica/militant/260/p13.html

http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=992808

http://noticias.portugalmail.pt/artigo/intermediarios-do-peixe-sao-os-encarecedores-do-preco_221260

http://ec.europa.eu/fisheries/partners/consultations/control/contributions/08_docapesca_portos_pt.pdf

http://www.dn.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1240512

http://www.avante.pt/pt/1989/temas/118238/

http://fredericop.wordpress.com/2011/03/25/a-sustentabilidade-do-sector-da-pesca-em-portugal/

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publicado por Carlos Loures às 11:00
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise, porque ela é a crise! - por Octopus

 Posted: 24 Apr 2012 06:46 AM PDT

 

A actual classe dominante nunca será capaz de resolver a crise, porque ela é a crise! E não falo apenas da classe política, mas da educacional, da que controla os media, da financeira, etc. Não vão resolver a crise porque a sua mentalidade é extremamente limitada e controlada por uma única coisa: os seus interesses. Os políticos existem para servir os seus interesses, não o país. Na educação, a mesma coisa: quem controla as universidades está ali para favorecer empresas e o Estado. Se algo não é bom para a economia, porquê investir dinheiro?


No geral, os media já não são o espelho da sociedade nem informam de facto as pessoas do que se está a passar, existem sim para vender e vender e vender.


A identidade das pessoas não depende do que elas são, mas do que têm. Quando se torna tão importante ter coisas, serves um mundo comercial, porque pensas que a tua identidade está relacionada com isso. Estamos a criar seres humanos vazios que querem consumir e ter coisas e que acabam por se vestir e falar todos da mesma forma e pensar as mesmas coisas. E a classe dominante está muito mais interessada em que as pessoas liguem a isso do que ao que importa.


Se as pessoas fossem um bocadinho mais espertas, não iriam para universidades estúpidas, nem veriam programas estúpidos na TV. Existe uma elite comercial e política interessada em manter as pessoas estúpidas. E isso é vendido como democracia, porque as pessoas são livres de escolher e blá blá.


Se não fores crítico perante a sociedade mas também perante ti próprio, nunca serás livre, serás sempre escravo. Daí que o que estamos a viver não tenha nada a ver com democracia.


Percebemos que há coisas erradas no sistema de educação.
Porque não está interessado na pessoa que tu és, mas no tipo de profissões de que a economia precisa. Se o preço é falta de qualidade, se o preço é falta de dignidade humana, é haver tanta gente jovem sem instrumentos para lidar com a vida e para descobrir por si própria o sentido da vida ou que significado pode dar à sua vida, então criamos o “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley.


O que temos de enfrentar é: se toda a gente vai à escola, se toda a gente sabe ler, se tanta gente tem educação superior, como é que continuam a acreditar nestas porcarias sem as questionar? E porque é que tanta gente continua a achar que quando X ou Y está na televisão é importante, ou quando X ou Y é uma estrela de cinema é importante, ou quando X ou Y é banqueiro e tem dinheiro é importante?


Se tirarmos as posições e o dinheiro a estas pessoas, o que resta? Pessoas tacanhas e mesquinhas, totalmente desinteressantes. Mas mesmo assim vivemos encantados com a ideia de que X ou Y é importante porque tem poder. É a mesma lengalenga de sempre: é pelo que têm e não pelo que são, porque eles são nada. E a educação também é sobre o que podes vir a ter e não sobre quem podes vir a ser.


O medo da elite comercial é que as pessoas comecem a pensar. Porque é que os regimes fascistas querem controlar o mundo da cultura ou livrar-se dele por completo? Porque o poeta é a pessoa mais perigosa que existe para eles. Provavelmente mais perigoso que o filósofo. Quando usam o argumento de que a cultura não é importante e de que a economia não precisa da cultura, é mentira! Isso são as tais políticas de ressentimento, um grande instrumento precisamente porque eles nos querem estúpidos.



(Excertos de uma entrevista de Rob Riemen, filósofo holandês, ao jornal "i").

 

 



http://www.ionline.pt/mundo/rob-riemen-classe-dominante-nunca-sera-capaz-resolver-crise-ela-crise-1

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Sábado, 14 de Abril de 2012
O que não poupávamos se Portugal tivesse mar - por João Quadros
(Enviado por Octopus)
 
"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do
grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
 
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos
supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
 
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.

 Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do
Haiti... Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. 
Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de
2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.

 
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter
inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel
em Havana e agora já nem a Badajoz vai. 

 
Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. 
 
Eu vi perca egípcia em Telheiras...
 
fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e
imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
 
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.

 
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar
por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.


(Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line)

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publicado por Carlos Loures às 19:00
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
Revolta tuaregue com cheiro a petróleo - por Octopus

Posted: 11 Apr 2012 10:25 AM PDT

 

Situado na região do Sahel, o parte norte do Mali mais parece uma zona de "no man's land" onde circulam traficantes de todo o tipo. Fortemente armado, o chamado Movimento Nacional de Libertação do Azawad (MNLA) há muito tempo que obrigou as populações locais a abandonar essa região.

 

 A visão romântica, de um povo tuaregue com legítimo direito à autodeterminação, cai por terra quando verificamos que são manipulados e armados pelas potências ocidentais. Esta quantidade impressionante de armas provém em grande parte da guerra da Líbia e estão a ser utilizadas contra os militares malianos.

 

 Um golpe de estado desnecessário.

 

Curioso país este, onde um golpe de estado surge a poucas semanas de eleições presidenciais, marcadas para os finais do mês de abril deste ano. O actual presidente, Amadou Toumani Touré, iria reformar-se da política e substituído, razão pela qual este golpe de estado não convence quem não o apoia. Poucos dias depois dos militares revoltosos anunciaram a entrega do poder novamente aos civis.

  

Amadou Touré era acusado de moleza perante os ataques do MNLA, mas por ironia, o capitão Amadou Sanogo que o destituiu, no dia em que proclamava a restituição do poder às instituições civis, dia 1 de abril, era também o dia em que os rebeldes tuaregues ocupavam Tombouctou e proclamavam a independência da metade norte do Mali.

  

As forças em presença são: os oficiais putschistas que destituíram o presidente, os rebeldes tuaregues organizados em volta do Movimento Nacional de Libertação do Azawad e um grupo de combatentes islâmicos denominado AQMI (Al-Qaeda do Magrebe Islâmico). Este último é um movimento oportunista que provavelmente ira diluir-se e desaparecer.

  

A maior bacia petrolífera de África.

 

Na base da desestabilização do Mali estão os enormes recursos naturais ainda por explorar. Estes encontram-se em quatro grandes zonas, todas no norte: Gao, Nara, Tamesna, e sobretudo Taoudenni.

 

 A bacia petrolífera de Taoudenni é actualmente a maior reserva de petróleo de toda a África, ocupa uma grande parte do norte do Mali e uma pequena parte da Mauritânia e do sul da Argélia. Tem uma superfície de 1 500 000 km2 e ainda esta por explorar.

  

O norte do Mali também possui enormes quantidades de ouro, actualmente sete minas estão a ser exploradas, sendo o terceiro maior produtor africano, logo atrás da África do Sul e do Gana.

 

Tem enormes reservas de urânio, ferro (reservas de 2 milhões de toneladas), bauxite (1,2 milhões de toneladas), diamantes, manganésio, ...

 

Todo o sector mineiro está por explorar e representa um fruto apetecível para as grandes multinacionais havidas de lucro.

 

 Num futuro muito próximo, as potências estrangeiras vão ver-se "obrigadas" a intervir para garantir a paz. A França (antigo colonizador) ou a ONU irão criar uma zona de interposição com o objectivo de tentar a reunificação. 

  

A realidade é bem diferente, ninguém está interessado na reunificação, o método e sempre o mesmo: dividir para reinar. O resultado será semelhante ao da Líbia, dividida em duas zonas: uma com escassos recursos e outra rica em petróleo, a Cirenaica, sede dos revoltosos e actualmente nas mãos das multinacionais. O mesmo se passou com o Sudão do Sul, rico em petróleo, tornado independente, depois de vários conflitos, actualmente nas mãos das grandes empresas petrolíferas. Assim, o Mali  terá o mesmo destino: o norte, rico em petróleo, cairá sob domínio das multinacionais petrolíferas, e o sul será abandonado a sua sorte.

  

O próximo país da lista será a Argélia, pelas suas dimensões o maior país africano, onde a repartição dos recursos naturais é bastante dispara, e onde o petróleo se encontra no sul, por enquanto nas mãos da empresa estatal argelina Sonatrach, do qual só dele tira proveito uma elite da população.

 

 http://www.maghrebemergent.com/actualite/internationale/10874-le-petrole-de-taoudeni-ne-changera-pas-linsalubrite-economique-dun-etat-azawad.html

 http://www.jmpmali.com/html/fourpagefive.html

 http://lavoixdupeuple.over-blog.org/article-mali-le-petrole-enjeu-de-la-destabilisation-de-la-partition-du-pays-102910814.html

 http://lavoixdupeuple.over-blog.org/article-mali-le-revers-du-coup-d-etat-du-22-mars-2012-le-nord-aux-mains-des-rebelles-102789258.html 

 http://france-irak-actualite.over-blog.org/article-l-azawad-nouveau-bourbier-aux-portes-de-l-algerie-103145009.html

 

 



publicado por Carlos Loures às 20:00
editado por Augusta Clara às 19:37
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012
A revolução sexual feminina silenciada - por Octopus
Os anos de 1960 viram surgir vários movimentos que viriam a quebra os paradigmas sociais estabelecidos até então: independência e autodeterminação das antigas colónias europeias, direitos iguais independentemente das raças, mas sobretudo a igualdade de géneros.

As mulheres ganharam o direito legítimo à igualdade. A liberdade sexual que parecia ter surgido foi rapidamente absorvida pelo sistema capitalista e transformou a mulher num simples objecto mercantil de prazer.
 
O eterno atraso português.
 
No início do século passado, Portugal estava ainda mais atrasado do que a maioria das democracias ocidentais. 
No Estado Novo, as mulheres eram completamente dependentes e subjugadas aos maridos. Uma mulher casada não podia viajar para o estrangeiro sem o consentimento do marido. O casamento de uma professora tinha de ser autorizado pelo Governo. Estavam impedidas de ter acesso a profissões como as de carreiras diplomáticas e de magistratura. As enfermeiras e hospedeiras do ar, não podiam casar.
O divorcio era proibido quando os casados o tinham feito pela igreja. Uma mulher casada ou solteira não podiam andar sozinhas nas ruas à noite, e quando o faziam podiam ser levadas para a esquadra, tinham que ter uma companhia masculina. O marido podia abrir e ler as cartas endereçadas à sua mulher. Tudo isto pode parecer impossível e até cómico, mas a vida da mulher portuguesa era assim. 
A revolução feminina em curso só teve algum alcance com a revolução do 25 de abril.
A mercatilização do corpo.
Os anos de 1970, as sociedades ocidentais, vieram por em causa o papel das mulheres na sociedade, libertando-as do controlo das suas vidas imposto pela sociedade masculina vigente. O marido, como chefe de família, detinha até então todos os poderes, até sobre os  corpos das mulheres, basta lembrar que a violação quando perpetrada pelo marido era considera perfeitamente legal. 
O aparecimento da pílula contraceptiva veio permitir a dissociação entre a sexualidade e a reprodução.
A mulher tinha finalmente conquistado o direito a igualdade. Mas a euforia da liberdade sexual, e uma certa moda unisexo, depressa foi substituída pela imposição comercial de uma certa visão da mulher. O neoliberalismo dos anos de 1980, tornaram a mulher num objecto comerciável. Para isso, a mulher tinha de ser eternamente jovem, magra e com uma feminidade transformada, limitada unicamente a um corpo comerciável.
A liberalização sexual também trouxe consigo a mercantilização do sexo, a mulher tinha-se tornado num objecto, mas sobretudo num rico e inesperado suporte comercial para a publicidade. Para vender, a mulher tem que se despir e esse corpo faz parte de uma grande quantidade de publicidades. Para existir a mulher tem de se expor.
A pornografia como submissão da  mulher.
Estes anos também marcam o momento da explosão da pornografia em que, mais uma vez, a mulher volta a ficar submetida aos prazer e fantasmas masculinos. Grande parte das relações sexuais são assim transformadas por mimetismo em desempenhos sexuais. Quando as mulheres não têm prazer, são culpabilzadas. Os homens sentem também uma enorme pressão social com a necessidade de ter de estar à altura desse desempenho sexual.
Esta transformação capitalista da mulher faz com que ela tenha de ser atraente, comercialmente atraente para poder ser vendida, esse objectivo torna-se  uma condição do seu sucesso social. A aparência torna-se assim um factor imprescendível. Para ser bela, tem de ser jovem  e parece-lo o mais tempo possível. Ser jovem já não e sinonimo de revolta, de ideais capaz de quebra as regras paralisadas no tempo; ser jovem limita-se agora a ter um corpo uniformemente moldado e comerciável.
Ser jovem "para sempre" afigura-se como um objectivo único na nossa sociedade, dai a degradação progressiva das nossas relações com os mais velhos e o desprezo pelos idosos relegados para as casa de repouso para serem esquecido e escondidos. 
A normalização da mulher.
A normalização da aparncia corporal vinculada pela pornografia, a publicidade e a moda, conduzem a uma sexualizaçao precoce das raparigas impregnadas destas referencia de terem de se comportar como mulheres adultas, da parte dos rapazes esses esperaram encontrar nas raparigas atitudes corporais que visualizaram  através desses meios.
O discurso permissivo da nossa sociedade esconde uma nova moral sexual tão normativa como a antiga, focalizada no corpo e no prazer masculino. Muitos dos homens que pensam de uma maneira diferente são triturados por esta ideia imposta da mulher ideal e tudo fazem para se mostraram a altura do desempenho esperado deles. As mulheres que não seguem esses padrões são ostracizadas pela sociedade e tendem, conscientemente ou não, a reproduzir os mesmos parâmetros.
Os imperativos normativos deste conceito de beleza levam as mulheres à exibição exagerada e os homens a um erotismo fetichista em que uma relação estável entre parceiros será forçosamente decepcionante porque longe dos fantasmas expostos pela publicidade e a moda.
As formas mais exacerbadas do culto da aparencia tornam as mulheres menos reivindicativas e doceis, objectivo da estrutura social preconisada pelo capitalismo, a sua mercantilizaçao e opressao sao garantes de uma certa ordem social.
Esta transformação de toda e qualquer actividade humana em mercadoria, permitindo obter dinheiro, tem por única finalidade o próprio aumento dessa actividade. Neste contexto, a imagem da mulher não é só vendida como um produto, mas torna-se também num modo de vida e num imaginário colectivo. A satisfação fornecida é temporária e criadora de insatisfacção permanente, e este é um típico factor de crescimento da sociedade capitalista.
"Chegou finalmente um tempo, em que tudo o que os homens consideravam inalienável se tornou objecto de troca, de trafico e podendo ser alienável. Tempo em que as coisas que até então eram comunicadas nunca trocadas, oferecidas mas nunca vendidas, adquiridas nunca compradas - virtude, opinião, ciência, consciência, etc - tudo passou finalmente para comerciável. É o tempo da corrupção generalizada, da venalidade universal, ou, para falar em termos de economia politica, o tempo em que qualquer coisa, moral ou física, se tornou num valor venal, levada ao mercado para ser apreciado ao seu justo valor". (Karl Marx)
 


publicado por Carlos Loures às 19:00
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Quarta-feira, 28 de Março de 2012
Um bode expiatório transformado num radical islâmico - por Octopus

 

Posted: 27 Mar 2012 10:43 AM PDT


 

O presumível assassino de Toulouse foi descrito por várias testemunhas como sendo corpulento e com uma tatuagem ou um cicatriz na cara. O que temos é um jovem franzino que gostava de se divertir com os amigos, apresentado como um perigoso radical islâmico. Eliminado, muitas dúvidas subsistem.

 

 A polícia do Afeganistão confirma que Mohamed Merah esteve nesse país no dia 22 de novembro de 2010 que o terá sido interpelado e entregue às forças da NATO. Um oficial americano no Afeganistão, em Kandahar, revela que no seu passaporte constavam recentes deslocações: a Israel, depois à Síria, ao Iraque e à Jordânia.
Uma questão que se coloca: como é que obteve um visto turístico para visitar Israel, sendo muçulmano, sem ser incomodado pelos agentes da Mossad ?

 

Muitos países árabes recusam a entrada a pessoas que tenham estado em Israel, é o caso da Síria. Como é que entrou na Síria com um visto de Israel, onde tinha estado antes, no seu passaporte?

 

http://www.lemonde.fr/societe/article/2012/03/22/mohamed-merah-un-membre-actif-de-la-mouvance-djihadiste-internationale_1674086_3224.html


Fontes oficiais da segurança israelita confirmam que Mohamed Merah passou três dias no país em 2010. O que terá ido fazer a Israel?

 

http://www.lemonde.fr/societe/article/2012/03/26/israel-confirme-une-visite-de-trois-jours-de-mohammed-merah-en-2010_1676032_3224.html

 

Era descrito pelos seus amigos com "calmo, simpático e respeitador", tinham estado com ele na semana anterior numa discoteca onde beberam como habitualmente uns copos. Se é verdade que os filhos da segunda e terceira geração de origem árabe já se afastaram da prática muçulmana, um radical islâmico, como ele é descrito, não pratica tais actos proibidos pelo Corão.

 

http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2012/03/21/01016-20120321ARTFIG00518-mohamed-merah-un-jeune-carrossier-calme-et-gentil.php



Mohamed Merah refugio-se na sua casa, um pequeno apartamento com 48 m2, mais exactamente na casa de banho. As forças especiais francesas (RAID) já tinham conseguido retirar as janelas e porta. Porquê é que forças treinada, sabendo que ele estava sozinho no apartamento, um rés de chão, não intervieram mais promptamente?

 

http://www.europe1.fr/France/EXCLU-E1-fr-Les-38-m2-dans-lesquels-Merah-etait-retranche-1002617/



Mohamed Merah terá saído da casa de banho até à varanda para fugir, disparando contra o RAID. Esse trajecto não terá demorado mais do que 5 a 10 segundos, mas mesmo assim os 15 atiradores do RAID dentro do apartamento terão conseguido dispara cerca de 300 vezes. No entanto nenhuma dessas balas terá atingido Merah., terão sido duas balas, uma na cabeça e outra no estômago, atiradas por um sniper no exterior a atingi-lo.

 

http://www.lesechos.fr/economie-politique/politique/actu/0201964957836-toulouse-mohamed-merah-est-mort-pendant-l-assaut-304634.php



A ordem era de capturar Mohamed Merah vivo. Num rés de chão, sem janelas e sem porta, porquê é que não foram lançadas granadas anestesiantes para capturar Merah vivo?

 

http://www.atlantico.fr/pepites/amaury-hauteclocque-parton-raid-version-assaut-mohamed-merah-toulouse-316314.html

 

As vítimas da escola judaica foram rapatriadas para Israel em menos de 36 horas. Apesar do ritual judaico estipular que os mortos devem ser enterrados 48 horas após a morte, a legislação francesa é muito clara, qualquer crime deve ser objecto de uma autópsia. Porquê é que não foram realizadas as autópsias?

Porque é após o ataque, não foram deslocados, à escola, os serviços de emergência médica ou os bombeiros?

Porque é que a escola foi logo de seguida invadida por jornalistas e altos representantes do Estado, alguns dos quais estrangeiros, não era supostamente um local de crime sujeito a restrições de acesso para inquérito policial?


http://www.tribunejuive.info/communaute/lettre-de-pierre-besnainou-president-du-fonds-social-juif-unifie-et-de-lappel-unifie-juif-de-france



publicado por Carlos Loures às 19:00
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Sábado, 24 de Março de 2012
CRIANÇAS CONTROLADAS POR UM CHIP - por Octopus

 

Posted: 23 Mar 2012 08:40 AM PDT

 



Vamos começar por instalar um chip para controlar os nossos filhos, em nome da segurança, mais tarde será a vez de todos nós...

  

Os alunos da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista, região sudoeste da Bahia, serão os primeiros do Brasil a se adaptarem ao fardamento digital, de acordo com a prefeitura da cidade. O projecto funciona em fase experimental desde 2011 e deve ser expandido para 25 das 203 unidades escolares do município na próxima semana.

  

As camisas carregam um chip que monitoriza a frequência de cada estudante e gera o registo do horário em tempo real aos pais por meio de SMS. Inicialmente, serão cerca de 25 mil crianças e adolescentes, entre 6 e 14 anos, beneficiados pelo projecto. Até 2013, está prevista a inclusão de todos os actuais 42.725 alunos da rede municipal.

  

Para o controle, foi aplicada a tecnologia de identificação de radiofrequência chamada RFID. "Todos os pais terão os telefones cadastrados e receberão alerta via telemóvel informações sobre a entrada ou saída da escola. O sistema faz a captação através de sensores que estão instalados nas unidades escolares. Eles fazem automaticamente a leitura dos chips e repassam a informação via mensagem de texto aos pais".

 

A camisa, que pode ser lavada normalmente, tem o chip instalado na parte do escudo e o sistema não pode ser retirado.

  

O gestor esclarece ainda que o projecto visa garantir prioritariamente a permanência dos alunos nas unidades para evitar possível exposição à violência, drogas ou mesmo ao trabalho infantil.

  

A médio e longo prazo, a proposta é repassar com mais instantaneidade informações sobre comportamento e notas do aluno aos pais e, internamente, propiciar levantamento mais ágil de merenda escolar, entre outros aspectos.

  

"No primeiro momento, gera curiosidade e dúvidas, mas a gente vai ter um ganho no índice de aprendizagem e aprovação, porque os alunos têm que estar na sala de aula e traz ainda mais participação da família na escola. A tendência é de melhoria".



(Informação: TV Globo)

 

 



publicado por Carlos Loures às 20:00
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012
O CERNE DA QUESTÃO - por Octopus

Posted: 13 Mar 2012 05:55 AM PDT .

 

 Vejam como o Euro foi um excelente negócio para a Alemanha e péssimo para os GIPS (Grécia, Itália, Portugal e Espanha). Reparem bem na simetria das curvas:

 

 


Um gráfico idêntico aparece num texto de Paul Krugman que cita Gavyn Davies :* “É normal debater o problema do endividamento soberano concentrando-se na sustentabilidade da dívida pública nas economias periféricas. Mas pode ser mais informativo enxergá-lo como um problema no balanço de pagamentos.

 

Tomados em conjunto, os quatro países mais problemáticos (Itália, Espanha, Portugal e Grécia) têm um déficit conjunto de US$ 183 mil milhões na conta corrente. A maior parte deste déficit corresponde ao déficit no sector público destes países, já que o seu sector privado se encontra actualmente num estado aproximado de equilíbrio financeiro.

 

Compensando estes déficits, a Alemanha tem um superávit de US$ 182 mil milhões em conta corrente, o equivalente a cerca de 5% do seu PIB.” Isto significa que ao contrário do que acontece num estado federal, o estado que produz mais riqueza não a reparte significativamente pelos outros estados (fomentando a sua economia, por exemplo). Percebe-se assim a atitude de boicote sistemático da Srª Merkel a qualquer plano que ponha cobro aos ataques especulativos e sequenciais dos mercados financeiros, pois isso exigiria que a Alemanha utilizasse uma parte do seu superavit para realizar empréstimos que apenas renderiam uma taxa de juro modesta. Pelo contrário, se conseguir fazer aguentar a situação de impasse por mais algum tempo, o bloqueio do crédito fará com que um grande número de empresas tenham de ser vendidas para não falirem, sendo então compradas pelos alemães.

 

Temos assim um ataque em tenaz tão ao gosto germânico: mantêm-se os países desprovidos dos normais mecanismos de defesa cambial - resultante da moeda única e das regras impostas ao Banco Central Europeu - acentuando rapidamente as suas debilidades estruturais, e simultaneamente dificulta-se o acesso ao crédito levando cidadãos empresas e estados a um beco sem saída. Depois de espalhar o medo, substituem-se os governos desses países (Grécia, Portugal, Espanha, Itália), reduzem-se salários e regalias sociais e finalmente compra-se a capacidade produtiva de um país ao preço de saldo.

 

Sem disparar um tiro a Alemanha está a conseguir alimentar os seus desígnios imperiais melhor do que conseguiu na primeira e segunda guerra. Em menos de 100 anos a Europa tem de enfrentar uma calamidade social provocada pela Alemanha. De facto estamos a enfrentar uma situação de guerra, em que as armas até podem ser corteses e silenciosas, mas não deixam de ser devastadoras.

 

(Texto reproduzido em vários blogues sendo a origem e o autor desconhecidos)



publicado por Carlos Loures às 19:00
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Quinta-feira, 8 de Março de 2012
O Uruguai a caminho da democracia popular - por Octopus

Posted: 07 Mar 2012 06:39 AM PST .

 

Governado por partidos de direita, "Partido Colorado" e "Partido Blanco", o Uruguai experimenta desde 2004 uma governação de esquerda chamada de "Frente ampla" constituída por socialistas, comunistas, tupamaros, ex-comunistas e alguns sociais democratas.A progressão económica e social não têm paralelo na história do Uruguai. Estamos perante uma interessante experiência de um esboço de democracia popular. Apresentamos a tradução de três excertos de textos publicados no semanário do Uruguai "Acción Informativa" nº 344, de 2 a 8 de março 2012, com o qual este blogue colabora (Octopus)

 

 

Salários e um pouco de memória - pelo Prof. Gustavo Guerrero, do Movimento de Participação Popular (MPP) da Frente Ampla (FA) de Tacuarembó.

 

É bom começar por dizer que não devemos perder de vistas que quando chegamos ao governo o país estava submerso numa das maiores crises da sua história, produto dos governos "Blanco" e "Colorado" que nos antecederam. Nessa altura, 34% da população era pobre (1 100 000 pobres) e 4% sofria de pobreza extrema (120 000).X Em 7 anos de governo progressista, a pobreza foi reduzida para menos de metade (restam 400 000 pobres) e a extrema pobreza de três quartos (restam 30 000).

 

Em termos gerais, considerando o índice médio de salários, durante o governo "Blanco" o salário real cresceu 3% para depois cair em 20% durante os dois governos "Colorado". Com o governo da "Frente Ampla" o salário real cresceu 36%.X Em 2004 o salário mínimo nacional era de $ 1.31 hoje é de $ 7.200.

 

Estes são apenas alguns dados com os quais vamos continuar a reafirmar que estamos caminhando firmemente com um rumo bem definido, que é melhorar a qualidade de vida do nosso povo.

 

Eleições internas da "Frente Ampla": Não só é possível como necessário - Por Fernando Micheloni, secretário-geral do Partido Comunista do Uruguai (PCU) de Tacuarembó.

 

Estas eleições representam a construção, fortalecimento e desenvolvimento de esta alternativa ímpar: avançar rumo a um país produtivo, melhorando a justiça social com a participação de todo o quadro social. Estas eleições não significam a eleição de figuras promovidas pelos grandes meios de comunicação social. Destinam-se a promover o cumprimento dos programas elaborados no âmbito da participação directa da sociedade organizada, valorizando os conhecimentos e o mérito, e demonstrando os compromissos realizados com as necessidades das grandes maiorias.

 

Para a esquerda, a expressão política, de condução e de elaboração, está baseada na participação. É o produto de um quadro amplo de alianças de vários sectores da sociedade, que apesar de pensarem de forma diferente, definem objectivos comuns nessa busca da felicidade.

 

O êxito está baseado na construção de instrumentos de participação directa, tanto na elaboração como no seu controlo. Está demonstrado que quanto mais participação houver, mais existirá o sentimento de pertença, o que permite que grandes maiorias se apropriem desses programas, os definem, controlem o seu cumprimento e os redireccionem caso seja necessário.

 

Não existe nenhum governo, de qualquer partido, que garanta o aprofundar da democracia sem a participação diária do seu povo, não existem iluminados nem poderes que substituam as inumeráveis expressões do povo.

 

Uma sociedade mais humana - por Ricardo Rosano Bevans

 

No dia 27 de maio de 2012, teremos um fase muito importante para a "Frente Ampla" com as eleições internas, nas quais todos devemos participar para continuar a construir uma sociedade mais justa, mais solidária, mais participativa e mais humana.

 

A "Frente Ampla" é uma ferramenta política, não é um objectivo em si mesmo, serve para permitir-nos aproximarmo-nos dessa sociedade a que aspiramos, se não servir para isso não serve para nada.X Ouvimos muitas vezes falar mal da política, tentaram convencer os mais jovens que não deviam participar porque não valia a pena e que deveriam deixar as "tarefas" políticas para os "políticos". Mas a política serve para decidir, a partir do governo, a questões que determinam as condições em que vivemos todos nós, nossas famílias, nossos amigos, a população no seu todo, ninguém deveria ignora-lo e manter-se alheio a ela. Não desconhecemos que foram cometidos muitos erros, e que as políticas sociais podem ser melhoradas e estão sendo melhoradas. Mas o que ninguém pode duvidar é que o rumo político actual é totalmente diferente do que era seguido antigamente, aquele que dava ás leis do mercado o papel supremo de determinar as relações da sociedade, que previligiava o capital financeiro internacional, que excluia muitos milhares de uruguaios condenando-os ao exílio económico e outros milhares a uma vida de miséria de marginalização.

 

Não temos dúvidas de que a "Frente Ampla" não é perfeita, que durante o seu governo foram cometidos muitos erros, mas tem uma virtude: dar a cada compatriota um lugar nas suas fileiras para enriquecer o seu programa, para controlar os seus dirigentes e para ser parte determinante da maior força política do país.

 

Preso durante 12 anos durante a ditadura, o presidente do Uruguai, Pepe Mujica, faz doação de 87% do seu ordenado mensal (250 000 pesos ou seja 9400 euros) a organismos de ajuda à habitação. Já em 1999, quando foi eleito para o Senado, tinha convencido os membros do seu partido, o Movimento de Participação Popular (MPP) a seguir o seu exemplo, doando a quase totalidade dos seus ordenados a um fundo de micro-crédito destinado aos pobres.

 



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Sábado, 3 de Março de 2012
Hugo Chávez: quando a utopia roça a realidade - por Octopus

Posted: 02 Mar 2012 06:20 AM PST .

 

 

No ocidente, a Venezuela pode parecer um país folklórico com as suas crises e o seu presidente carismático que desafia os Estados Unidos à custa do seu petróleo. Mas para além das imagens fáceis, não devemos ignorar que este país está a viver um profundo processo de transformação social e os resultados positivos estão à vista.

 

Para além da propaganda ocidental que ridiculariza e estigmatiza Hugo Chavez, ao olhos dos mais mal informados, a realidade dos números é elocuente, a Venezuela progrediu muito nestes 14 anos de governação.

 

Desde a sua eleição em 1998, Hugo Chavez levou a cabo uma transformação económica e social que melhorou em muito o nível de vida de uma população que cultivava o paradoxo de ser um dos países mais ricos do continente americano e de viver na pobreza.

 

Digam o que disserem, o presidente é apreciado pelo seu povo. Três eleições presidenciais, em 1998, 2000 e 2006 com 60% de votação.

 

 

 

Esta popularidade explica-se em parte pelas reformas económicas e sociais que permitiram melhorar o nível de vida da população. No entanto, nem tudo foi fácil. Foi vítima de um golpe de estado planeado pelos Estados Unidos em abril de 2002. tendo sido "salvo" pela extraordinária mobilização popular.

 

Nacionalizações.

 

Em 2003, o governo toma o controlo da empresa de Estado de Petróleos da Venezuela (PDVSA) nacionalizando este sector. Actualmente detém 60% de participações no petróleo venezuelano. Em maio de 2007, nacionaliza a Orenoque, que possui as maiores reservas mundiais de petróleo.

 

Antes, a multinacionais extraíam o barril de petróleo com um custo de produção de 4 dólares e vendiam-no ao estado da Venezuela ao preço de 25 dólares. Com este novo sistema, o estado poupo 3 mil milhares de dólares. O governo também decidiu aumentar o imposto sobre os lucros de 34% para 50%, após ter constatado que várias empresas fugiam ao fisco.

 

O governo nacionalizou várias empresas de electricidade e de telecomunicações que detinham um verdadeiro monopólio. Assim, as empresas Compañia Anónima Nacional Teléfonos de Venezuela S. A. (CANTV) e Electicidad de Caracas, detidas por capitais americanos passaram para controlo do estado venezuelanos. X Agricultura.X O governo de Hugo Chavez recuperou cerca de 3 milhões de hectares, ou seja 28,74% de terras produtivas aos latifundiários. No total, cerca de 6.5 milhões deverão ser nacionalizados. O objectivo é obter a independência agrícola. 49% das terras recuperadas foram redistribuídas aos camponeses com apoio de meios técnicos e financeiros, até então esses camponeses eram escravos dos grandes proprietários. Estas reformas permitiram à Venezuela um crescimento nos últimos dois anos de 11,2%, neste sector.

 

Uma revolução social.

 

As nacionalizações de vários sectores da economia trouxeram uma mais-valia que permitiu uma verdadeira revolução social. Senão vejamos: o programa Fonden, criado para financiar os mais necessitados.

 

O nível de pobreza passou de 20%, em 1998, para 9,5%. O desemprego passou, nesse mesmo período de 16% para 7%. O nível de desigualdade regrediu em 13%. Os beneficiários de pensão de reforma aumentaram em 218%.

 

O PIB da Venezuela passou de 88 mil milhões de dólares, em 1998, para 257 mil milhões em 2008. 98% da população tem agora água potável.

 

O salário mínimo mensal passou de 118 dólares em 1998 para 286 dólares em 2008, o mais elevado do continente. Em 1996 era de 36 dólares. As mulheres solteiras e os deficientes recebem o equivalente a 80% do salário mínimo. O horário de trabalho é de 6 horas, 36 horas semanais.X Educação.X O novo acesso à educação permitiu que 1,5 milhões de venezuelanos aprendessem a ler, isto à custa de uma grande campanha de alfabetização. A própria UNESCO declarou que o iletrismo estava erradicado na Venezuela. Essa organização declarou também, que a Venezuela era o quinto país do mundo com mais universitários.X Todo o ensino é gratuito, incluindo o acesso ao ensino superior. Praticamente 100% das crianças estão escolarizadas, sendo que na primária os alunos beneficiam de três refeições por dia.

 

Os Media.

 

Para quem acusa o governo da Venezuela de controlar os meios de informação, aqui ficam alguns números: em 1998 havia 291 rádios FM privadas, 9 públicas e nenhuma comunitária, em 2008 eram 472 rádios Fm privadas, 79 públicas e 243 comunitárias.

 

Na televisão mesma coisa, em 1998, haviam 26 televisões privadas e 2 públicas, em 2008 eram 65 televisões privadas e 6 estatais (VTV, Telesur, Vit Tv, Tves, Avila TV, ANTV) e 35 comunitárias.

Luta contra a droga.

 

Apesar da Venezuela ser palco de um grande tráfico de droga, em 2010 foram apanhados 64 000 kg de droga, 17 chefes de organizações criminosas presos e 18 laboratórios de droga desmantelados, sendo que a Venezuela foi um dos países do mundo que mais lutou contra a droga.

 

Saúde.

 

O sistema nacional de saúde foi criado para permitir o acesso ao cuidados de saúde a todos os venezuelanos de uma forma totalmente gratuita. Este permitiu que a taxa de mortalidade infantil descesse para números inferiores a 10 por mil.

 

Para eliminar os problemas de mal-nutrição, o governo criou a chamada "Missão Alimentar". São lojas estatais, as "Mercal" cujos artigos são subvencionados pelo estado em 30%. 14 000 pontos de venda e metade da população faz aqui as suas compras. 4 milhões de crianças recebem alimentação gratuita através do programa de alimentação escolar, eram 250 000 em 1998.

 

Solidariedade internacional.

 

A Venezuela antecipou e reembolsou ao FMI e ao Banco Mundial. Criou o "Banco do Sul" destinado a promover a integração económica regional, que permitiu doar em 2007 8,8 mil milhões de dólares aos países da América do Sul.

 

 

Desde 2006, foram criados pequenos grupos de 200 a 400 famílias que decidem em assembleia quais são as necessidades municipais, como por exemplo, a construção de esgotos ou o fornecimento hospitalar. O governo fornece então a esses municípios o dinheiro necessário, através de uma "Banca Municipal", sem passar pelos presidentes das juntas.

 

A ideia é que pouco a pouco esses Conselhos Municipais tenham cada vez mais poder e consigam uma autogestão popular directa. Mais tarde, eles serão agrupados em associações e depois federações. A médio prazo, os presidentes de junta e governadores irão desaparecer.

 

Os Conselhos Municipais são benéficos, porque permitem a discussão dos problemas reais da comunidade e um empenho das populações na resolução dos seus problemas, apesar de limitados por dependerem do fornecimento estatal, havendo o risco de poder instalar-e uma relação vertical de clientelismo.

 

O objectivo de uma reorganização do poder territorial constitui uma verdadeira revolução. A concepção clássica de uma república dividida em províncias será substituída por cidades comunitárias com poderes de auto-administração e auto-governação. O Ministério da Economia Popular transfere o dinheiro aos Bancos Municipais organizados em cooperativas que utilizarão esse dinheiro de acordo com o que foi decidido nas assembleias de cidadãos.

 

Muito ainda está por fazer: descentralização do poder executivo, actualmente nas mãos de um só homem, Hugo Chavez; reforma do sistema do sistema judiciários; luta contra a corrupção; luta contra criminalidade, sobretudo nas grandes cidades; diversificação dos meios produtivos para não fazer depender a economia unicamente dos rendimentos petrolíferos. Mas muito foi feito, ao longo destes 14 anos de chavismo, numa altura em que a economia mundial atravessa uma crise financeira sem precedentes, a Venezuela representa uma alternativa credível ao neoliberalismo selvagem.



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Quinta-feira, 1 de Março de 2012
Verdades e mentiras mediáticas sobre a Síria - por Octopus

 .

 

Em relação à Síria, os media expressam o que pensa o Pentágono através das suas agências noticiosas internacionais, e obviamente não refletem a verdade.
 
1 - O governo de Bashar Al-Assad mata milhares. MENTIRA
 
Os media relatam que o governo está a matar "milhares" de civis "inocentes". Essa informação é transmitida pelo chamado Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, é financiado pelos países do Golfo Pérsico, monarquias antidemocráticas, absolutistas e pró-EUA.
Estes dados não podem ser comprovados por fontes independentes. O governo fala em dois mil soldados e polícias mortos por grupos terroristas e mercenários.

2 - O Exército Síria Livre é formado por desertores. MENTIRA.
 
Os desertores no exército sírio é pontual. A organização de que se fala é composta por mercenários altamente remunerados e armados, com o dinheiro da Arábia Saudita e do Qatar. Esse "exército" está acampado na fronteira com a Turquia e é apoiado por Israel e os EUA.
 
3 - A Liga Árabe pede Democracia e Liberdade na Síria. MENTIRA.

A Liga Árabe é um organismo fundado em 1945, composto pelos 21 países árabes e a OLP, é financiada pelas monarquias do Golfo (sobretudo a Ar´bia Saudita e o Qatar) e serve junto da ONU para propor resoluções que os EUA e a UE não teriam a a coragem de o fazer.Está actualmente descredibilizada pelo Iraque, o Líbano, a Argélia e a Síria que já nem comparecem nas suas reuniões.

4 - A Rússia e a China vetaram as resoluções da ONU. VERDADE.

A Rússia e a China ficaram escaldadas com a resolução da ONU que previa apenas a "protecção" dos civis líbios, quando na realidade já foram assassinados mais de 200 mil líbios. A propósito de veto, em apenas dez anos, entre 1972 e 1982, os EUA vetaram 43 resoluções da ONU contra Israel.


 

 
5 -  Israel, os EUA e seus aliados árabes são os maiores inimigos. VERDADE.
 
Os maiores entraves para o avanço da revolução no mundo árabe são as petromonarquias: Arábia Saudita, Kuwait, Emirados àrabes, Qatar, Omã e Bahrein. A essas somam-se monarquias reacionárias, não produtoras de petróleo, pró-EUA.como a Jordânia e Marrocos. O centro da resistência ao avanço revolucionário árabe vem de Riad, no reino dos sauditas. Estes reservaram em 2011 mais de cem mil milhões de dólares para a contra-revolução, e contratam mercenários a peso de ouro. Apoiados pelos EUA e discretamente por Israel através da Mossad. 

6 - Se a Síria cair, isso terá reflexos em todo o Médio Oriente. VERDADE.
 
Existe hoje em dia um eixo de resistência ao imperialismo estadunidense composto pela Síria, o Iraque, o Líbano, a Argélia e o Irão. A própria luta de resistência palestiniana contra a ocupação sairia muito enfraquecida com a queda do governo sírio e a instalação nesse país de um governo pró-EUA.
7 - A Irmandade Muçulmana encabeça a oposição na Síria. VERDADE.
 
Essa organização tem os seus tentáculos em mais de 70 países. Funciona como partido político, tendo uma ideologia de carácter teológico de linha islâmica fundamentalista. Na maioria dos países árabes é a única forma de expressão. Prega o fundamentalismo islâmico mais próximo do Wahabiya, linha da família Al-Saud sunita. Sempre fez acordos com o imperialismo britânico e mais recentemente com o americano. São os membros dessa Irmandade que organizam, na Síria, ataques terroristas a prédios públicos, oleodutos, gasodutos, escolas e hospitais.
 
8 -  A oposição síria não tem unidade e tem força apenas no exterior. VERDADE.

A oposição externa tem os seus escritórios em Londres, Paris e Istanbul. Não tem qualquer credibilidade e é financiada pelas monarquias de Golfo e os EUA. Defende uma intervenção da NATO para atacar a Síria. Como acreditar em "lideranças" que pedem que potências estrangeiras bombardaiem o seu próprio país, ainda que a pretexto de "proteger civis inocentes"?

A oposição interna está dividida em duas partes, uma que defende a construção de um governo de unidade nacional sem ingerência externa, e outra que não dialoga com o governo e prega a intervenção externa e tem como agenda a da CIA, dos EUA, de Israel, da Casa de Saud e do Mossad.

9 - Bashar Al-Assad é um sanguinário e genocida. MENTIRA.

É evidente que os processos eleitorais não seguem os mesmos padrões que os do mundo ocidental, mas os mesmos monarcas que falam em "democracia" na Síria, são os que mais reprimem os seus próprios povos, como são o caso a Arábia Saudita, o Qatar e o Bahrein. A Síria, nesse contexto,  é um país mais livre em termos de partidos políticos, tem 13 partidos com direito a concorrer nas próximas eleições, e tem 147 órgãos de imprensa. Não sendo uma democracia avançada, tem um aprlamento eleito de quatro em quatro anos, constituído por oito partidos.
 
10 - A Síria é o único país árabe a apoiar com firmeza a causa palestiniana. VERDADE.
 
Após a queda de Saddam Hussein e de Muammar Khadaffi que resistiam ao imperialismo estadunidense e a Israel, apenas resta a Síria. O derrube de Bashar Al-Assad significa o enfraquecimento libanês e palestiniano e o isolamento do Irão. 
11 - A NATO e Al-Qaeda estão aliados. VERDADE.
Líderes da Al-Qaeda actuam na Síria abastecida com dólares dos petróleo árabe das monarquias do Golfo e dinheiro da CIA e do Mossad, via território curdo.
12 - A Turquia virou as costas aos árabes. VERDADE.
 
Boa parte da população turca já admite uma certa islamização da sociedade, mas o grande sonho é integrar-se à Europa e para isso tem de virar as costas ao mundo islâmico. Apoiou os ataques da NATO à Líbia e apoia abertamente o derrube do governo Sírio. Dá abrigo ao exército mercenário estacionado nas suas fronteiras com a Síria.
13 - O relatório sobre a situação da Síria só vale quando fala mal do governo. VERDADE.

Os relatórios produzido por representantes da ONU são facciosos, tendenciosos e parciais. No primeiro relatório, não foram ouvidos os representantes do governo sírio, apenas opositores no exílio o relator nem sequer se deslocou à Síria. No segundo, integrado por 160 pessoas, ao não atestar o número exorbitante de mortos que a imprensa ocidental divulgava, foi rejeitado pela NATO.

14 - Os EUA vivem uma indignação selectiva. VERDADE.

Os EUA colocam-se contra o Irão e o seu programa nuclear pacífico, mas nada falam sobre as duzentas ogivas nucleares que Israel possui. Falam do "ditador" Bashar Al-Assad, mas nada dizem das monarquias absolutistas, obscurantistas, fascistas e feudais do Golfo, por estes serem seus aliados, amigos e pró-Israel. 

15 - Os terroristas agem abertamente na Síria. VERDADE.

Os atentados contra edifícios públicos, oleodutos, gasodutos, escolas e hospitais, são feitos por mercenários contratados e pagos a peso de ouro pelo obscuro Exército da Síria Livre. O objectivo desses ataques é quebrar a infraestrutura do país e jogar a opinião pública contra o governo. Esses grupos mercenários são apioados pela NATO que os treina a partir de acampamentos na fronteira da Turquia. Estão envolvidos nessa operação a CIA, o MI6 e o Mossad.


publicado por Carlos Loures às 19:00
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
PEDOFILIA: O SILÊNCIO DOS INOCENTES - 2 - por Octopus

(Conclusão)

Redes complexas difíceis de penetrar.

 

Os vídeos onde são violadas crianças são vendidos a um preço de mais de 500 euros cada, alguns "especiais" podem atingir preços 20 ou 50 vezes mais elevados. Esse vídeos especiais são os chamados "snuff movies", onde a violação e a tortura sexual acaba no assassinato da criança.

 

A produção, mas sobretudo a distribuição deste material requer grandes conhecimentos de informática e até de criptologia, por isso não será de estranhar que sejam realizados sobretudo na América do Norte e no Norte da Europa. O Japão também se tornou numa placa giratória de distribuição deste material para o mundo inteiro. O Brasil e o México produzem material mais artesanal destinado principalmente à América do Norte.

 

Os milhares de sites fornecedores de pornografia infantil são de difícil acesso, não é qualquer pessoa que os consegue penetrar, passam por uma série de pseudónimos, palavras-chave e linguagem codificada.

 

A admissão de um membro pressupõe o fornecimento, por parte deste, de um lote de fotografias, essas imagens passam depois por uma série de servidores de "cobertura", de spam enviados aos pedófilos que os direccionam para sites "escondidos", além de que as moradas desses sites estão constantemente a serem alteradas. As técnicas para escapar à filtragem desses sites requer meios e custos avultados e estão nas mãos de autenticas máfias, actualmente instaladas principalmente na Rússia.

 

Depois de vendida, uma fotografia passa a não valer nada, dado que é difundida em larga escala e que claro não existe aqui um copy right. Então são necessárias mais fotografias, e portanto mais crianças, esta necessidade de novidade obriga a que os filmes seja cada vez mais violentos.

 

 

Uma elite consumidora.

 

O preço exorbitante que atingem certos filmes fazem-nos deduzir que não estão ao alcance de qualquer bolsa. Os consumidores são habitualmente pessoas com um grande poder de compra, são políticos, gente do show business, magistrados ou donos de empresas.

 

Perante esta elite consumidora, compreendemos melhor porque é que a maioria das redes desmanteladas chagam sempre às mesmas conclusões: acusação de um único individuo que serve de bode expiatório, pressão sobre os país que querem encontrar os seus filhos desaparecidos, desaparecimento e assassinato de investigadores demasiado informados e muitas vezes encerramento dos processos por falta de provas.

 

Uma outra vertente menos falada da pedofilia é a utilização de crianças em rituais. Sabemos que existem no mundo toda uma série de sociedades secretas e que algumas praticam rituais mais ou menos satânicos, neles são muitas das vezes utilizadas crianças de tenra idade. Frequentemente acabam com a execução da criança.

 

Não raramente, os participantes e os rituais são filmados, mais tarde, esses filmes poderão ser utilizados como forma de chantagem sobre os intervenientes ou simples espectadores. Vários serviços de segurança, como a CIA, utilizam esta técnica de chantagem e por consequência encobrem, quando não dinamizam, várias redes de pedofilia.

 

Quando turismo rima com sexo.

 

O "turismo sexual" é, em certos aspectos, uma nova forma de colonialismo e de pilhagem dos países pobres que fornecem mulheres e crianças baratas aos homens dos países ricos. Os corpos são os novos territórios a colonizar.

 

Calcula-se que existem, no mundo, mais de 150 000 adeptos do turismo sexual, provenientes sobretudo dos Estados unidos, do Canada, da Europa, do Japão, da Austrália e da China. Quase metade desses "turistas" deslocam-se sozinhos e apenas uma pequena minoria o fazem integrados num verdadeiro circuito de sexo organizado. São provenientes de todas as classes sociais.

 

Uma parte importante dessa prostituição é feita por menores, sendo que certa de 3 milhões de crianças são vítimas todos os anos deste tipo de exploração sexual. É desta forma, que os bons pais de família europeus e americanos compram, por um valor insignificante, raparigas e rapazes oriundo de bairros pobres.

 

Nestes casos, as redes pedófilas deslocam as suas actividades de país para país em função das políticas jurídicas mais ou menos repressivas no que diz respeito repressão da pedofilia. O turismo sexual representa um comercio extremamente lucrativo que atinge anualmente mais de 5 mil milhões de dólares a nível mundial. Um dos problemas que impede a sua maior repressão é o facto de ser também bastante benéfico em termos económicos para os país onde existe, das agência de viagens à hotelaria, todos ganham com o turismo sexual.

 

A adopção de leis mais rigorosas na Tailândia e nas Filipinas, deslocaram os adeptos do turismo sexual para outros destinos como o Camboja e o Laos. Muitas raparigas vietnamitas das regiões pobres do delta do Mekong são levadas para se prostituírem no vizinho Camboja, onde são vendidas pelos proxenetas por 500 dólares.

 

Com os esforços de repressão realizados pelas autoridades filipinas, a Índia tornou-se um novo centro de turismo sexual, onde cerca de 100 000 crianças são exploradas, principalmente na região de Goa.

 

Na América do Sul o Brasil e Cuba já são destinos clássicos, mas actualmente surgiram novos países, entre eles, a Costa Rica e sobretudo a República Dominicana onde 30% dos rapazes e das raparigas prostituídos têm entre 12 e 15 anos de idade.

 

Em África, o turismo sexual desenvolveu-se sobretudo nas zonas balneares de Marrocos e da Mauritânia, por um lado, e por outro lado nas do Quénia e de Madagáscar. Finalmente a Polónia e a Rússia atrai uma clientela vinda principalmente dos países árabes.

 

Recentemente, apareceu uma nova clientela, desta vez feminina, que procura em Cuba, Santo Domingo e alguns países africanos o turismo sexual masculino, frequentemente menores. Este fenómeno revela a banalização da exploração sexual e maneira como certas mulheres conseguiram chegar a um ponto em que usam dos mesmos abusos que os homens.



publicado por Carlos Loures às 12:00
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
PEDOFILIA: O SILÊNCIO DOS INOCENTES - por Octopus

Posted: 24 Feb 2012 08:09 AM PST

 

 

 

 

 

Longe vão os tempos em que a pedofilia era predominantemente incestuosa, habitualmente entre pai e filha. Actualmente existem redes mafiosas espalhadas por todo o mundo, altamente organizadas e lucrativas.X

 

Com o aparecimento da internet, desenvolveu-se uma nova forma de pedofilia destinada a satisfazer uma clientela cada vez mais doentia, onde são utilizadas, para fotografias e vídeos, crianças por vezes bebés em cenas cada vez mais violentas, acabando frequentemente por serem mortas.

 

A pedofilia em Portugal.

 

90% dos abusos sexuais de menores têm lugar no seio da família, em 9% dos casos o abusador pertence ao meio de contacto da família e em apenas 1% não existe qualquer laço de conhecimento entre a vítima e o abusador. Na maioria dos casos, a pedofilia está associada à incapacidade de estabelecer relações íntimas com adultos. Na esmagadora maioria dos casos (95%) os pedófilos são homens.

 

A pedofilia não é só um processo autor-vítima, mas é cada mais um processo de redes bem organizadas e altamente lucrativas.

 

O tema dos abusos sexuais sobre menores só ganhou estatuto de interesse público em Portugal em 1996 com a descoberta de uma rede de pedofilia na Bélgica. Mais tarde, com os acontecimentos da Casa Pia, criou-se um consenso generalizado na condenação da pedofilia.

 

No final dos anos 90 os serviços secretos portugueses investigaram e elaboraram um relatório intitulado: "A pedofilia em Portugal: ponto da situação", esse relatório ficou estão esquecido nas gavetas. Já na altura, chamava-se a atenção para o facto de nosso país ser um dos roteiros das redes de pedofilia na Europa, juntamente com a Espanha e a Roménia.

 

As regiões mais afectadas pela pedofilia são a Madeira, o Porto, os Açores e Lisboa. Na região de Lisboa, as crianças têm maioritariamente entre 10 e 14 anos de idade e muitas são engariadas, para além dos abusos sexuais, para participar em filmes que serão vendidos a peso de ouro.

 

Nas zonas da Baixa, da Praça da Alegria e do Bairro Alto muitas destas práticas ocorreriam com a cumplicidade de vários proprietários de pensões. Já na altura o SIS referia que a zona do varandim contíguo ao Play Center, no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, era um local de abordagem de menores por parte de pedófilos.

 

As zonas do Rossio e dos Restauradores eram referidas pelo famoso roteiro gay, "Spartacus", como sendo uma zona de "caça" relativamente fácil. O Parque Eduardo VII era uma zona frequentada por pedófilos geralmemente de nível social elevado. Por fim a zona da Avenida 25 de Abril, na Costa da Caparica, ainda é, hoje em dia, um local de engate e de compra de favores sexuais com menores.

 

A explosão da pedofilia com a chegada da internet.

 

Transnacional, a Internet oferece aos pedófilos um sistema de comunicação extremamente eficaz. À simples distância de um teclado de computador, os pedófilos têm a possibilidade de oferecer e adquirir fotografias e vídeos nos cantos do mundo e a possibilidade de contactar directamente com crianças ou adolescentes. Este negócio tornou-se tão rentável como o da droga ou o da venda de armas.

 

Estas rede de pedofilia são extremamente complexas e coordenadas, necessitam (além das crianças) de actores pedófilos que aparecem nas imagem como abusadores, de produtores dessas imagens, de agentes técnicos que realizam a edição do material e de distribuidores desse material destinado aos consumidores.

 

Em 2011 foi desmantelada a maior rede internacional de pornografia infantil na internet: 670 suspeitos identificados, 184 presos, 230 crianças identificadas. O fórum "boylover.net" tinha 70 000 membros que trocavam entre eles fotografias e vídeos de pornografia infantil.

 

Em 2007, em França, 132 pessoas foram acusadas de possuir e divulgar imagens e vídeos de pedopornografia a 10 000 membros, no total 1,4 milhões de fotografias e 27 000 vídeos. A França é o segundo maior país europeu no consumo dessas imagens, logo atrás da Alemanha, e o quinto a nível mundial.

 

(Conclui amanhã)

 

 

 



publicado por Carlos Loures às 12:00
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
Onde foi parar o dinheiro para a reconstrução do Haiti? - por Octopus

Posted: 10 Feb 2012 07:47 AM PST .

 

Quem se desloca ao Haiti, dois anos depois do sismo de 12 de janeiro de 2010 que fez 270 000 mortos, depara-se com campos de refugiados onde vivem 500 000 pessoas e escombros em toda a parte. Temos a sensação que o sismo ocorreu há apenas algumas semanas.

 

Onde foram parar os milhares de milhões de dólares de donativos para a reconstrução?

 

Um país em ruínas.

 

Dois anos após o sismo que devastou a ilha, o Haiti continua em estado de emergência: trafico de seres humanos com crianças raptadas para alimentar as redes de adopção de crianças, redes de prostituição, trafico de órgãos, violação de menores por parte dos capacetes azuis, e agora epidemia de cólera.

 

No entanto, logo após a tragédia, de todas partes do mundo surgia uma solidariedade pouco comum, com donativos em grande numero. A ONU calculou que durante estes dois anos, foram enviados para o Haiti mais de 1,6 mil milhões de dólares em ajuda humanitária e mais de 2 mil milhões de dólares em ajuda para a reconstrução. Neste país com 9 milhões de habitantes, isto representaria 328 dólares por habitante. Então onde foi parar esse dinheiro?

 

 

 Campo de refugiados no Haiti

 

As pessoas que derem dinheiro para ajudar o Haiti pensavam que este iria parar directamente nas mãos do haitianos. No entanto, esse dinheiro foi entregue a outros governos, ONG internacionais ou empresas privadas. O povo haitiano, as ONG haitianas e o governo de Haiti não receberam praticamente nada.

 

Lucrar com as catástrofes.

 

Quem recebeu mais dinheiro da ajuda foram os próprios Estados Unidos. Por cada dólar oferecido pelos americanos, 33 cêntimos foram directamente para o reembolso das forças armadas americanas enviadas para o local, e 42 cêntimos para várias organizações privadas e ONG como "Save the Children", a FAO ou a "Pan American Health Organization".

 

Em outros termos, dos 1,6 mil milhões de dólares que os americanos destinaram ao Haiti; 655 milhões foram parar ao departamento de defesa americano; 220 milhões de dólares ao departamento de saúde americano para cobrir alguns gastos, dos quais a evacuação de haitianos; 350 milhões à USAID; 150 milhões ao departamento da agricultura para ajuda alimentar de urgência; 15 milhões ao departamento da segurança nacional por despesas com a imigração,...

 

A nível mundial, a ajuda internacional destinada ao Haiti foi parar:

 

- às organizações militares dos países dadores (34%),

- à ONU e ONG ligadas à ONU (28%),

- a empresas privadas e ONG (26%),

- a alimentos (6%),X - à Cruz Vermelha (5%),

- ao governo de Haiti (1%),

- a ONG haitianas (0,4%).

 

 


Bolos feitos com terra, água e um pouco óleo para enganar a fome

 

Um povo marginalizado.

 

O governo haitiano e as ONG haitianas foram marginalizados nas decisões e destinos dos donativos. Após o sismo, foi criada uma Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH), esta comissão, na realidade, privava de qualquer decisão sobre o destino do dinheiro o parlamento haitiano.

 

Ela era gerida por estrangeiros oriundos dos países dadores. Esta estrutura não foi concebida para ajudar os haitianos, mas sim para ajudar a entregar esse dinheiro às multinacionais estrangeiras que iriam reconstruir o país. A CIRH nunca consultou os principais interessados nisto tudo, ou seja o povo e o governo haitiano.

 

Dos 1490 contratos concedidos para a reconstrução do país, apenas 23 foram atribuídos a empresas haitianas, isto é, dos 194 milhões de dólares atribuídos pelos Estados Unidos, apenas 4,8 milhões foram para empresas locais, ou seja 2,5 % do total.

 

A Cruz Vermelha recebeu 486 milhões de dólares de donativos, apenas 2/3 desse dinheiro chegou ao Haiti. Por outro lado, sabe-se que só o CEO da Cruz Vermelha recebe um salário de 500 000 dólares por ano.

 

As catástrofes naturais são sempre o palco privilegiado das grandes multinacionais de reconstrução. A falta de transparência na maneira como é gasto o dinheiro é total. Muito do dinheiro prometido ainda nem sequer foi enviado e muito do que foi enviado desapareceu pelo caminho sem deixar qualquer rasto.

 



publicado por Carlos Loures às 17:00
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Poder & Associados - por Paulo Morais* (enviado por Octopus)

 

.
*Professor Universitário
 
As grandes sociedades de advogados transformaram-se em autênticos ministérios-sombra. 

 
As grandes sociedades de advogados adquiriram uma dimensão e um poder tal que se transformaram em autênticos ministérios-sombra. É dos seus escritórios que saem os políticos mais influentes e é no seu seio que se produz a legislação mais importante e de maior relevância económica.
 
Estas sociedades têm estado sobre-representadas em todos os governos e parlamentos.
São seus símbolos o ex-ministro barrosista Nuno Morais Sarmento, do PSD, sócio do mega escritório de José Miguel Júdice, ou a centrista e actual super-ministra Assunção Cristas, da sociedade Morais Leitão e Galvão Teles. Aos quais se poderiam juntar ministros de governos socialistas como Vera Jardim ou Rui Pena.
 
Alguns adversários políticos aparentes são até sócios do mesmo escritório. Quando António Vitorino do PS e Paulo Rangel do PSD se confrontam num debate, fazem-no talvez depois de se terem reunido a tratar de negócios no escritório a que ambos pertencem.

 
Algumas destas poderosas firmas de advogados têm a incumbência de produzir a mais importante legislação nacional. São contratadas pelos diversos governos a troco de honorários milionários. Produzem diplomas que por norma padecem de três defeitos. São imensas as regras, para que ninguém as perceba, são muitas as excepções para beneficiar amigos; e, finalmente, a legislação confere um ilimitado poder discricionário a quem a aplica, o que constitui fonte de toda a corrupção. Como as leis são imperceptíveis, as sociedades de jurisconsultos que as produzem obtêm aqui também um filão interminável de rendimento.
Emitem pareceres para as mais diversas entidades a explicar os erros que eles próprios introduziram nas leis. E voltam a ganhar milhões. E, finalmente, conhecedoras de todo o processo, ainda podem ir aos grupos privados mais poderosos vender os métodos de ultrapassar a Lei, através dos alçapões que elas próprias introduziram na legislação.
As maiores sociedades de advogados do país, verdadeiras irmandades, constituem hoje o símbolo maior da mega central de negócios em que se transformou a política nacional.
 


publicado por Carlos Loures às 17:00
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
UM MEDICAMENTO CONTRA O CANCRO QUE NÃO INTERESSA AOS LABORATÓRIOS - por Octopus

Posted: 03 Feb 2012 06:28 AM PST

 

Há cinco anos, descobriu-se que uma substância barata poderá ser uma arma terapêutica eficaz no

 combate contra o cancro. A investigação avança a passo de caracol, porque nenhum laboratório farmacêutico parece estar interessado no seu desenvolvimento por falta de rentabilidade.

 

Este artigo resume os estudos mais recentes efectuados com o DCA. Para o tornar mais acessível, a terminologia técnica foi simplificada.

 

Como funciona o DCA.

 

O ácido dicloroacético ou dicloroacetato ( DCA ) é um composto químico parecido com o ácido acético (principal constituinte do vinagre) no qual dois dos três átomos de hidrogénio foram substituídos por átomos de cloro.

 

Este composto já era utilizado há anos para tratar certas doenças metabólicas. As células cancerosas são "imortais". São células que perderam os seus mecanismo de restrição de crescimentos e por isso multiplicam-se sem controle. O mecanismo de autodestruição numa célula normal envolve a mitocôndria (organelos celulares produtores de energia).

 

As células cancerosas suprimiram nas suas mitocôndrias a capacidade de autodestruição, o que as torna "imortais". O DCA permite restaurar a função das mitocôndrias das células cancerosas para que estas voltam a ser mortais.

 

Os estudos:

 

Em janeiro de 2007, investigadores da Universidade de Alberta (Canadá) publicaram um estudo no qual testaram o DCA em células cancerosas in vitro (em cultura) e em tumores nos ratos. Verificaram uma regressão do número de células cancerosas in vitro e uma diminuição do tamanho dos tumores nos ratos. Actualmente, e desde março de 2007 que uma clínica privada, o Medicor Cancer Centres, em Toronto (Canadá), utiliza o DCA no tratamento dos doentes cancerosos.

 

Os resultados parecem bastante positivos.

 

Nota importante:

 

Os dados apresentados não constituem um clínico duplamente cego, são apenas resultados estatísticos verificados nos doentes tratados com DCA, e como tal devem ser interpretados com precaução. Tal como com a quimioterapia, a resposta individual varia de doente para doente. Foram tratados, no Medicor Cancer Centres, desde abril 2009, 347 doentes com DCA, 48% homens e 52% mulheres, com idades entre os 2 e 90 anos.

 

As principais localizações primárias do cancro era a seguinte: 20% no pulmão, 18% no cérebro, 13% no cólon, 9% na mama. A dose administrada varia entre 20 e 25 mg/kg/dia nos adultos e 25 a 50 mg/kg/dia nas crianças. Os doentes foram avaliados um mês depois. Dos 347 doentes, 168 não poderam ser avaliados, dado que 80 pararam o tratamento antes de perfazerem um mês por vários motivos, 74 morreram antes de perfazerem um mês de tratamento e 14 ainda não tinham um mês de tratamento.

 

 

 

 

 

Repartição dos doentes

 

A resposta ao tratamento ao fim de um mês, dos 179 doentes retidos, foi de 60% de resultados positivo.

 

 

 

 

 

Respostas dos doentes com o tratamento com o DCA

 

12% com redução do tamanho do tumor, 9% com redução do valor dos marcadores tumorais (CEA, CA-125, CA19-9, CA15-3 e AFP), 7% viram os valores sanguíneos melhorados como a subida da hemoglobina, 29% melhoraram os seus sintomas da doença como a dor ou aumento de peso e apetite, 34% tiveram uma estabilização na progressão do seu cancro.

Tipo de respostas positivas com o tratamento com DCA

 

 

As melhores respostas foram obtidas no cancro do cérebro, do pulmão, do cólon, da mama e dos ovários.

 

Os efeitos secundários foram poucos e relativamente ligeiros comparados com a toxicidade do tratamentos com quimioterapia, apesar de não serem conhecidos os efeitos secundários a longo prazo. Estes dados confirmam o valor potencial do uso do DCA no plano de tratamento do cancro: é mais uma opção para os doentes, tem a vantagem de actuar em vários tipos de cancro, e os efeitos secundários são diminutos. Não existem ainda estudos clínicos duplamente cegos porque necessitam de um grande volume de doentes e porque esses estudos são caros.

 

Este tratamento, barato, não interessa a indústria farmacêutica porque o DCA não pode ser patenteado. Logo, a indústria farmacêutica não iria ganhar dinheiro como o faz com os outros caríssimos tratamentos contra o cancro.

 

http://www.dca.med.ualberta.ca/Home/Updates/2007-03-15_Update.cfm http://www.dca.med.ualberta.ca/Home/Updates/2010-05-12_Update.cfm

http://www.medicorcancer.com/dca-data.html .



publicado por Carlos Loures às 17:00
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